De todo o tempo que eu não escrevi mais por aqui.

Engraçado como a falta de tempo é mortal para as palavras. A gente está sempre correndo tanto, trabalhando tanto, planejando tanto que não consegue, simplesmente, concretizar as coisas simples que um dia começou para dar alívio às complexas.

Eu nunca tive problema com inspiração, sempre coloquei por aqui – e por ali também – os muitos sentimentos que habitavam o meu peito sem censura ou culpa, o que, às vezes, afetava um ou outro mais atento aos meus sinais fora da vida virtual. Escrever é um ato de coragem, alguns dizem, principalmente sobre coisas que a gente sente e sobre pessoas, mas também é um desafio diário. Quem lê as coisas ruins, que de vez em quando pintam por aqui, não comenta para não se comprometer e ninguém gosta de assumir tanto assim suas dores e dessabores em público. Mas o escritor, até o de fundo de quintal, quer que as pessoas se sintam parte daquilo que está nas letras, que comentem, que interajam, que se engajem nas histórias e que sirvam de inspiração para muitas outras – que ainda estão por vir.

Comecei a desanimar do Hipervitaminose quando senti que não era mais ouvida, que esse espaço virou um diário pessoal de desabafos sem sentido pra mais ninguém – uma exposição desnecessária em tempos em que todo mundo gosta de se expor.

Um dos meus planos para 2017 era simplesmente matar aos pouquinhos o Hiper – que já estava mesmo nos seus últimos suspiros, numa tentativa de silenciar algumas coisas que a idade adulta já não permite mais que falemos assim, tão sem freio como antes. Mas como parte de um processo terapêutico mesmo, optei por continuar a postar por aqui ou a tentar retomar com frequência e empolgação, os textos que antes me faziam tão bem, que tinham tanto sentido e faziam efeito real na minha vida.

Pois bem, vamos (re)começar. Assim como uma alimentação saudável e uma vida mais ativa fisicamente em 2017, também prometo que a minha sanidade menta será mantida nos textos que saem do coração pro corpo do espaço em branco do WordPress.

E conto com vocês pra isso.

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Por que você deve escrever um blog? (e ser feliz por não ganhar dinheiro com ele)

De uns tempos pra cá tenho recebido muitos textos. Muitos BONS textos. De gente de todo o lugar do país. Fico contente em ver tanta coisa bacana chegando na minha caixa de entrada e feliz, também, por pensar que talvez as pessoas acreditem que a minha opinião seja relevante em algum quesito. Além de vir por meio desse dizer que a minha opinião não vale absolutamente nada,  HE HE, gostaria de dizer que todas essas pessoas que desejam que seus textos sejam publicados em algum lugar, onde quer que seja, precisam, urgentemente, criar um blog.

Se você já tem o hábito de escrever constantemente, já sabe que essa é uma atitude terapêutica. Já sabe também que escrever te leva a pensar sobre outras coisas, te transporta para outras realidades, te faz sentir menos só. E ter um blog amplifica tudo isso. Você passa a ter sede por outros textos, conhece pessoas e abre uma imensidão de possibilidades quando cria uma porta entre a sua vida e a de pelo menos meio milhão de desconhecidos que acessam a interwebs todos os dias.

Eu não ganho um centavo com esse blog. Nunca ninguém teve interesse em patrocinar minhas palavras, porque, honestamente, elas não são rentáveis no sentido monetário da coisa (eu sei, essa frase ficou estranha). Elas são rentáveis no sentido emocional. E, em grande parte, unicamente para mim.

E se você acha que todo o blogueiro é popular e super conhecido, basta dar uma olhadinha aqui na barra de comentários para perceber que, não cara, tem gente que escreve simplesmente por escrever. Porque isso pode se tornar uma profissão surpreendente lá pra frente, ou pode não servir pra nada. Porque você vai estar se dedicando, despendendo um tempo danado pra deixar aquele seu espacinho atualizado, com a sua cara e… Talvez, ninguém leia.

Um blog te ensina que, na vida, é preciso aprender a lidar com as rejeições. Com os haters ou com o fato de que talvez, tudo o que você produz, só faça sentido para você. E não há nada de mal nisso.

Os blogs fazem parte de um nicho comercial, assim como muitos outros existentes dentro e fora da internet, mas não é apenas para ganhar dinheiro que um blog serve. Quantas coisas bacanas eu deixaria de descobrir se todo mundo que resolvesse ter uma humilde pagina www pensasse assim, não é? Quantos universos ficariam restritos a apenas a pessoa que os cria?

Se você escreve por prazer, tem um hobbie, ou algum talento, faça um blog. Crie um vlog. Inicie um fórum, uma página de Facebook. Mais importante do que aquilo que fazemos para os outros é o que fazemos por nós mesmos.

E já sabem. Com amor, tudo vale muito a pena.

=)

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só pra agradecer (e dizer hello!)

Vou falar um negócio: tava triste, tristinha. Mais sem graça que a top model magrela da passarela.

Não sei se foi o frio, ou as muitas mudanças físico-emocionais que aconteceram na minha vida, mas olha, você que passou por aqui no último mês viu que esse espaço tava mais parado que água de dengue, né? Tava, eu sei.

Mais sei lá, hoje abriu um sol daora. Hoje coloquei tênis pra vir trabalhar no maior conforto e hoje começou uma manifestação louca aqui em Pinheiros, então, assim, deve ser um sinal. Sinal que devo voltar a escrever coisas inspiradoras (pra mim e pros outros) ou pelo menos me esforçar pra voltar à vida online fora do universo corporativo – porque, pra quem não sabe, meu ganha pão não é o blog, mas tá dentro da internetchê e às vezes acabamos saturados dessa coisa toda.

O post da Adri (obrigada de novo, gata!) me deu forças pra vir aqui, rapidinho, 5 minutos e panz, pra atualizar o blog. Posso não ser rica, não ter um livro publicado e nem postar looks incríveis ou receitas pra lá de apetitosas, mas, no final das contas, o que sai da minha cacholinha – aos trancos e barrancos – tem o seu valor.

Aliás, minha dica do dia é essa, jovens leitores-amigos: comentem sempre nos blogs que te inspiram. Os comentários fazem com que os autores percebam que não estão falando para o ar, que alguém também está do outro lado da tela, acompanhando, entendendo e sentindo – muitas vezes sem querer – as tantas coisas que a gente acha que só acontecem na vida da gente. Os seres humanos são mesmo muito diferentes, e absurdamente semelhantes na dor, no amor e no calor das emoções todas.

Não sei nem como retribuir tantas mensagens lindas que passaram por aqui nesse meu período offline, mas agradeço também à Ju Rabelo (autora da ilustração desse post), à Renata e às outras lindas e lindos que me mandaram um ALÔ nessa fase. E que fase.

Espero, na próxima blogagem, voltar com uma inspiração mais ~maneira~ e aquecer o coraçãozinho e a cabeça de vocês com novas reflexões.

Até breve!

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…o Hipervitaminose também apoia outros blogs! =D

Gosta do Hiper? Se identifica lendo os textos que encontra por aqui?

Esse não é o único blog que eu participo!

A pedidos das queridas do blog Dona do Meu Nariz, comecei a fazer uma breve participação por lá e agora você pode conferir textos meus TODA A SEMANA (é só clicar aqui)!

Ainda não conhece o Dona? #CORRÃO!!!! Lá a mulherada fala sobre moda, beleza, cotidiano, vida organizada e dá dicas quentíssimas para quem quer consumir um conteúdo antenado e de qualidade.

Pra quem ADORA looks, acessórios e make o Lumagga é um espaço que vocês precisam conhecer! Direto de Goiânia tem tudo sobre tendências e tudo o mais que está rolando no mundo fashion. Lá eu escrevo na Sessão D.R, que você pode conferir aqui.

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