Um “oi, queridos!” da sumida que aqui vos fala! =)

 

Minha gente, que loucura! Faz muito tempo que eu não escrevo por aqui, não é mesmo?

Além da vida corrida, dos afazeres de rotina, do meu casamento que se aproxima, etc, etc, andei priorizando outros espaços digitais em detrimento do Hiper, não sei se vocês sabem disso e também não sei exatamente por que nunca contei por aqui, mas continuo blogando vez ou outra por aí. Eu vivo dizendo para os quatro cantos desse planeta que as coisas na vida (todas), para darem certo, precisam de dedicação e esforço, de insistência, de paciência, mas em casa de ferreiro… O espeto é de pau. E na vida real não é tão simples assim.

Na sexta-feira passada, tive a honra de participar de um projeto muito bacana com pessoas bem incríveis, o Projeto Autoria, um festival literário que rolou na minha terra natal, na Baixada Santista. Fui convidada a falar sobre um pouquinho da minha expertise em Social Media, e a ideia era estimular discussões sobre comunicação de um modo geral. A programação, que era inteiramente gratuita, tinha muita gente diferente e cheia de insights. Honestamente, me surpreendi com a quantidade de pessoas que deixaram de ir ao bar tomar a clássica gelada de sexta para passar algumas horinhas discutindo sobre como ganhar dinheiro online comigo – e algumas cositas más.

Fiquei orgulhosa, como poucas vezes da minha trajetória pessoal. Sabe, há muitos, MUITOS ANOS, escrevo por prazer. Puro e simples. É claro que escrever faz parte da minha profissão, mas não é diretamente das letrinhas que vem meu sustento – e às vezes eu acho que deveria ser mais ousada, mais arriscada, mais vida loka, acreditar mais naquilo que eu digo constantemente para as pessoas e insistir nisso. Acho que encarar o Hipervitaminose ou qualquer outro veículo que publico meus textos como hobby, apenas, faz com que a frustração por não tornar esse espaço algo verdadeiramente rentável algo mais leve, mas, ao mesmo tempo, colocar nossos sonhos completamente de lado é bastante frustrante. Existem sempre dois lados: quando eu paro pra pensar quantas coisas o Hiper já me proporcionou, tudo parece incrível. Mas quando penso sobre onde poderia chegar se acreditasse mais que as coisas por aqui podem dar certo, seria ainda melhor.

Na mesa redonda que participei no SESC Santos, sobre Empreendedorismo Digital, pude perceber que as pessoas têm sede de conhecer, de trocar figurinhas, de ouvir de alguém que é difícil mesmo, mas que a dificuldade faz parte do processo. E gente, acho que gosto muito mais de falar que de escrever, poderia viver respondendo perguntas e falando em público, dando conselhos, fazendo consultoria. Eu amo essa troca de ideias com diferentes pessoas e a possibilidade de aprender tanto sobre elas quanto elas aprendem comigo. Porque vocês sabem, né? Na verdade, quem está lá, falando em público, sai com a cabeça fervilhando mais que quem assiste.

As tais dificuldades precisam nos impulsionar e não nos desestimular a continuar por aí fazendo o nosso melhor. É clichê, é padrão, é auto-ajuda, mas é verdade. Tudo que é simples e óbvio na vida é a mais pura verdade, é a gente é que fica buscando pelo em ovo, justificativas nas circunstâncias, negando as aparências, disfarçando as evidências, já sabem.

Por isso, digo ao povo que eu voltei. Pra ficar por aqui, para continuar lá no @dona_baratinha e também na deliciosa Trendr.

Nos vemos por lás.

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Meme Rotaroots: 5 (ou mais coisas) para se fazer (COMER) em Santos!

Olá, queridíssimos leitores! Tudo bem?

Gostaria de pedir desculpas pela ausência de posts por aqui. Estou trabalhando em ritmo alucinado e, quando não tenho nada pra fazer, o que é raro, aproveito para: fazer nada. Olha só que beleza.

Brincadeiras à parte, para quem ainda não sabe, nasci em Santos, litoral Sul de São Paulo e em tempos de calmaria sempre acabo por aqui, como boa parte dos paulistanos e interioranos desse Brasil.

Pois bem, no auge do meu ócio, enquanto eu comia uma torta de sorvete MA-RA-VI-LHO-SA que faz valer cada caloria ingerida, eu pensei: que tal fazer um guia de sobrevivência para quem não está familiarizado com as maravilhas desse praião? Por que não dar uma mãozinha pra quem quer comer, beber, dançar e se divertir com um pouquinho mais de dignidade?

Esse post, na verdade, já estava semi-escrito desde a virada de ano quando surgiu esse tema de meme lá no Rotaroots! Se você ainda não faz ideia do que quer dizer esse cazzo, lê até o final pra descobrir! <3

Sei que está  meio fora da temporada de férias e feriados longos, mas você que está aí, de biquíni, tomando sol à toa, com o bumbum na areia e o celular na mão, pode aproveitar minhas dicas hoje, amanhã, semana que vem, ou na próxima oportunidade que estiver por aqui, não é mesmo? Afinal… Planejar-se é preciso!

Diversão, pra mim, é sinônimo de boa comida. Sorry. Vou começar (e terminar), então, por esse item que é fundamental para o nosso bem estar em qualquer lugar do planeta: a alimentação.

Onde comer uma bela sobremesa? Onde está o melhor temaki da cidade? Prometo que depois faço um post com pontos turísticos, tá? Juro. Enquanto isso, #VEM:

 

LUGARES (e comidas Santistas!) QUE VOCÊ NÃO PODE MORRER SEM CONHECER


1 – Temakeria Santista (para os melhores – e mais exóticos – temakis do MUNDO)

R. Goiás, 197 – Gonzaga


Uma única porta, simples, aconchegante e com atendimento rápido. As chances de ter gente esperando na porta para entrar são imensas e digo desde já: espere sem reclamar (porque geralmente a espera é breve!) Para comer no balcão antes da balada ou com os amigos quando der uma fominha.

Temakis tradicionais com peixe fresquissimo, preparados no capricho por alguém que manja muito do que está fazendo e a arma secreta do local: o famoso crisp de mandioca que você pode acrescentar às receitas japorongas. É uma espécie de batata palha (de mandioca!), inventada pelos caras e feita por lá, que dá um sabor alucinante para cada enroladinho. JURO POR DEUS, vocês precisam dar uma chance pra isso!

Pra quem não é fã de alga – e ama peixe – os caras inventaram também uma casquinha fininha, como se fosse de sorvete, só que SALGADA. Chama Croc. Nessa versão, muito recheio e nada de arroz. Vale cada centavo.

Destaque também para as sobremesas que são DE CHORAR. E para os demais pratos tradicionais servidos. Tudo sucesso.

 

2 – Ao Chopp do Gonzaga (para um churrasquinho maroto, temperado no vinho e um chopp Baden Baden)

Av. Ana Costa, 512 – Gonzaga


O sabor da minha infância. Churrasquinho temperado de dar água na boca. A farofa, a batata frita, e o molho de cebola – que é, inclusive, patenteado – são divinos. O preço não é dos mais baratos, a espera geralmente é grande, mas enquanto não é possível se aconchegar com a família (ou os amigos) numa mesa, aproveite para tomar um choppinho Baden. Vem geladíssimo e é tirado com pouco colarinho. Enjoy!

 

3 – Cantina Di Lucca (para massas absurdamente boas, fartas, vinhos incríveis e um ambiente familiar)

R. Dr. Tolentino Filgueiras, 80 – Gonzaga


Um dos meus lugares preferidos da cidade. Massas caseiras extremamente bem feitas, pratos fartos e com muito, MUIITOOOOOO molho! Diferentes opções a um preço pra lá de honesto, com excelente atendimento e estacionamento grátis para clientes. Para sair rolando e voltar chorando de saudades para casa! Recomendo a mistura de molho branco, vermelho e pequenos pedaços de presunto gratinados. Incrível.

 

4 – Churrascaria Veneza (para curtir um espetão misto e o molho de ervas mais sensacional já feito em território nacional)

Av. Washington Luís , 407 – Gonzaga

Carne. Muita, muita carne. Saladão completo servido numa bacia gigante. Uma opção super digna pra quem chega na praia e não está disposto a abrir mão da carne vermelha (e não quer investir muitas Dilmas em um rodízio). Não deixe de pedir o MOLHO DE ERVAS feito por eles. Certamente depois de experimentá-lo você vai ter mais vontade de viver. HAUHAUHUAHUAHUA!

 

5 – Confeitaria Viena (COXINHA).

Av. Ana Costa, 514 – Gonzaga


A melhor coxinha de frango que você já provou na vida com ou sem catupiry.
Se essa iguaria merece pelo menos 500 pontos na escala #celulitenabundapançareacheada, o resto dispensa comentários.

 

6- Capim Limão (o melhor vegetariano-vegano da Baixada! Até quem é louco por carne vai amar!)

R. Prudente de Moraes, 63 – Vila Mathias

Opções que tem sabor para aqueles que não são chegados em carne. Dois pratos diários feitos com tanto, mas tanto carinho pela dona do local que dá até pra pensar em se tornar vegetariano. Juro. E olha que eu sou alucinada por uma carne bovina! Destaque para a sobremesa mais famosa do local: a tal torta de sorvete (do início do post), que vale cada caloria.

O espetinho (sim!!  ESPETINHO!!) e a feijoada  me emocionam só de lembrar. Vá sem preconceitos.

 

7 – Lanches Sevilha (sucos, vitaminas e a torta de banana causar briga na família pelo último pedaço)

Av. D. Ana Costa, 460 – Gonzaga

O Sevilha é um lugar simples, pra sentar no balcão, tomar uma vitamina e comer uma torta de banana inesquecível. Segredo da casa, não experimentei uma parecida em nenhum lugar que já visitei – e olha que já tentei até reproduzi-la em casa. Preços competitivos em todos os itens, vale a pena também experimentar os lanches com bife (sim, bifão de mignon no pão francês!!). São ÓTIMOS.

 

8 Kokimbos (para uma pizza INCRÍVEL com recheios diferentes)

Rua da Paz, 61 – Boqueirão (tem também em outros 2 endereços, mas esse é meu favorito!)


O preço pode parecer pauli$$$$tano demais para o litoral, mas pela variedade de sabores exóticos e massa fininha, vale a pena. Não tenha preconceito quando te sugerirem um pedaço da de abobrinha. Vem na minha que é super sucesso, I mean it.. Fora isso, o lugar é fofo, agradável, familiar… Uma excelente pedida pra ir com ozamigo tudo.

 

9 – Casa das Bananadas (bônus)

Av. Newton Prado, 49 – Morro dos Barbosas (São Vicente)

Esse lugar é em São Vicente, viu pessoal? E não, São Vicente não é uma praia de Santos. É uma cidade um pouco menor, coladinha da minha, conhecida por ser a 1ª cidade do BrasilZZzzZZzzZZzZzzz, enfim. Lá, desde 1921, existe um lugarzinho, pequeno, chegadinho, em cima do mar, chamado Casa das Bananadas. Além de, obviamente, Bananadas, o lugar vende cocadas – de todas as sortes – doces de abóbora, morangos trufados e outras coisas maravilhosamente caseiras que você PRECISA ingerir para aumentar com força sua probabilidade de ter diabetes antes dos 30.

Além dos docinhos INCRÍVEIS, a vista local é imperdível. Vale ir num dia de bastante sol e tirar bastante selfie virada pro mar. Garanto likes ou seu dinheiro de volta. =)

 

[EDITADO]

10 – O Beduíno – Menção honrosa feat. Toni e Fernanda

Av. Ana Costa, 466 – Gonzaga

(foto pelas lindas do Juicy Santos!)

Árabe de verdade, árabe raiz. Comida honesta, preço justo e um lugar agradável no coração do Gonzaga. Aliás, já repararam que o Gonzaga tem muitas opções gastronômicas, né? Acredito que grande parte da cidade tenha se desenvolvido por lá nos tempos áureos e esses lugares acabaram vingado…

Toni e Fernanda recomendam: Kebab de falafel, TODO o buffet e o café turco.

GOSTOU?????

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Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.


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uma praia para amar.

Emissário submarino, por Mauricio Mascia.

 

Encontrar-se em uma cidade é como apaixonar-se por alguém que sempre esteve lá e você nunca deu valor; ninguém escolhe, afinal, onde deseja nascer, que nem pai e mãe: são eles é que escolhem conhecer a gente.

Poderia falar de todos os casos de amor e ódio, dramas e crises, poderia contar como é bom caminhar pelo calçadão da orla e da sensação de conforto ao enxergar o enorme peixe na entrada da cidade quando volto de São Paulo para cá, mas Santos é bem mais que isso; é um lugar para chamar de meu. Uma cidade que me traz de volta todas as sensações de estar um pouquinho mais próxima da sanidade, um pouquinho ao lado de Deus. Pode parecer exagero, mas quando piso na areia é mais fácil respirar. Sair à noite é leve, as pessoas são simples, a comida menos gordurosa. Os amigos e as idéias são fáceis, soltas, como se por alguns instantes não existisse mais a correria da semana, os problemas pessoais ou o stress.

Há quem reclame da praia, que não é tão bonita, quanto a do litoral Norte. Há quem diga que não há nada para se fazer aos finais de semana pela baixada e que todo mundo se conhece e não sabe, um saco, mas não há quem consiga se sentir confortável quando sai daqui.

Santos não é só um lugar para envelhecer com qualidade de vida, como dizem por aí, é também um lugar para crescer, amar, estudar, conseguir encontrar a si mesmo sem precisar sair do lugar. Uma vez nascido e criado na praia, é difícil gostar do concreto e das coisas da metrópole, como se os pés precisassem de um respiro, como se fosse necessário ouvir o mar, andar de bicicleta ou encontrar-se com os amigos lá no Emissário, num fim de tarde à toa,  para experimentar o melhor churros do mundo.

Quando somos jovens temos a falsa ideia de que é preciso viajar para conhecermos um pouco de tudo aquilo de bom que se deve ter, quando, na verdade, precisamos mesmo é conhecer a nós mesmos.

Santos é provinciana, quadradinha, não precisa de GPS, nem de radar, não precisa de celular com wi-fi e nem de mais de 50 reais para se divertir com tranquilidade. Você encontra um pouco do luxo, um pouco do que há de simples, um pouco de cozinha refinada e um excelente pastel de feira. Em Santos é impossível se perder. A não ser que seja de amor por cada pequeno momento que você nunca mais consegue esquecer ao encontrar-se por aqui.

E foi em Santos que eu aprendi a valorizar as coisas simples. E a entender que mesmo depois de ir e voltar, diariamente, não existe nada como estar em um lugar que a gente pode chamar de lar.

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