Amores bons e correspondidos dão medo.

Pra caramba.

Muito mais medo que amores complicados, truncados, cheios de traição e desconfiança, os amores tranquilos são assim, uma coisa assustadora. Tenho alguns amigos, muitos na verdade, que não sabem o que fazer quando algum romance dá certo. Tem medo das declarações, das demonstrações de carinho. De serem apresentados para os pais.

Não sabem lidar com o sentimento que se instaurou e, em alguns casos, fogem dele. Tem pessoas que simplesmente não sabem ser bem tratadas, cortejadas, elogiadas. Que correm ao primeiro sinal de afeição. Que ficam criando conjecturas mentais sobre quando isso, afinal, que está bom demais para ser verdade, vai afundar. Quando é que vai começar a dar ruim? Quando ele/ela vai aparecer com outra e tal? Ninguém é plenamente feliz no amor, o tempo todo. Isso não existe.

Os desiludidos ou os que nunca deram chance para as intempéries da vida, sempre terão certos problemas para amar.

Tem gente que nunca esteve bem no amor mesmo, acha esquisitíssimo quando está. E talvez, pelo pavor do compromisso, dos laços duradouros, nunca esteja, não sei. Amar é para os fortes. Afinal, algo que nunca se torna alguma coisa não dói quando vai embora. Não dói se um dia não está mais lá. Nunca foi mesmo, afinal. Então tudo bem.

O afastamento é o mecanismo de defesa dos amedrontados. O não assumir, o lance de ser aberto. Assim também ninguém fica magoado se vacilar, ninguém vai ser cobrado por nada, né? É. Só que não é. Envolver-se dói. No trabalho, na família, nos negócios e na vida a dois. Ainda se for só dois beijinhos e tchau, fica alguma coisa, vai alguma coisa, muda alguma coisa em menor ou maior grau, mas sempre, sempre muda. Só não se afeta quem já morreu, daí não dá mesmo pra tentar ser feliz embaixo da terra.
Nem sempre a vida é boa com a gente, é sabido. Mas enquanto ela der essa chance, se abra para o que vier. Se a felicidade passar, que seja marcante enquanto ficar. Com medo mesmo.
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murro em ponta de faca.

Qual é o seu limite?

Quantas noites você precisa ficar acordado, com gastrite, queda de cabelo e alergia pra entender que é  hora de parar? De desacelerar, de mudar o rumo para o qual as coisas estão indo? Qual é a linha tênue entre a desistência e o valor de si próprio? Quanto de caos é necessário para que você abra mão, deixe pra lá, abstraia?

Meus limites foram mudando gradativamente e muito tem a ver com a minha satisfação. Aliás, a satisfação é algo que move grande parte da minha vida – eu simplesmente não consigo, e também acho que não devo, me obrigar a coisas que não me fazem feliz. Porém, conforme vamos ficando adultos e percebemos a gravidade que é sermos donos do nosso destino (e das contas que não cansam de chegar pra pagar) mais toleramos as pequenas infelicidades cotidianas: o transporte lotado, a falta de educação daquele cliente, o cansaço que nunca cura. Acho que nos perdemos um pouco entre as obrigações, deixando completamente elástica nossa tolerância. Nos tornamos resilientes, fortes, polidos, mas infinitamente mais amargos. Vamos engolindo as críticas, as opiniões, vamos engolindo um pouquinho de nós mesmos, todos os dias. E nunca pára.

É preciso saber a diferença, a sutil diferença entre desistir e se valorizar. Entre a preguiça de continuar, de seguir em frente e aquele momento em que não há mais para onde nadar, não há mais o que ser feito para consertar essa ou aquela situação. Essa dica vale pra vida pessoal, para a briga de família, para o relacionamento abusivo ou para o mundo corporativo. Esteja atento aos seus sinais, pare de tantas cobranças.

Nem sempre o melhor caminho é seguindo em frente.

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precisamos falar sobre traição.

(para que as pessoas parem de se sentir diminuidas quando vivem isso).

As pessoas traem. Por uma série de motivos.

Poderia falar aqui de caráter, de valores, de predisposição ou de família. Poderia falar horas sobre como a traição é um ato egoísta ou de como somos responsáveis pelo outro quando estamos em um relacionamento – e que simplesmente nos deixamos levar por uma série de fatores que poderiam ser resolvidos a dois, mas, enfim, vou me ater ao óbvio: acontece.

Nas melhores famílias, com as mais tradicionais pessoas. Dói (acredite, para os dois lados), faz a gente perder a fé na humanidade. Mexe com a cabeça, com o bolso, com a lógica. Nos deixa sem chão até quando no fundo a gente já sabia.

Gostaria muito de fazer uma lista de indicativos que revelam quando seu marido/esposa/namorado (a) está enganando você, mas essa lista só existe com base na novela das 20h, porque na vida real não há razões exatas para uma traição, ainda que tenhamos essa tendência de justificar todas as coisas.

Queremos encontrar culpados. Nos culpamos, culpamos o outro, a outra, ficamos putos com o rumo das coisas. Nos vemos obrigados a perdoar e, no minuto seguinte a achar ultrajante qualquer ato misericordioso – a traição nem sempre acaba com o amor. Aliás, quase nunca.

Não, não é sinal de que um relacionamento vai mal, que o sexo está morno ou que a vida mudou com os filhos. Essas coisas fazem parte da vida, da nossa existência e se a gente não cultivar alguns pequenos rituais aqui e ali e estiver desatento ao que os nossos sentimentos se tornam – e que funcionam de forma diferente para cada casal – pode dar bosta. É isso.

Há pessoas que, simplesmente, não nasceram para ser monogâmicas, o que pode servir de consolo (e modo de vida) para muita, muita gente por aí. E há pessoas que cometeram deslizes. Que acabaram encantadas por uma vida que não era a que tinham “em casa”. Que fizeram das suas traições novos relacionamentos ou que se arrependeram profundamente do que fizeram.

Não há como julgar e sempre há muito a se perder, mas faz parte.

Já traí e já devo ter sido traída. Me questionei sobre todas essas coisas muitas vezes e a única conclusão que eu pude chegar é que as pessoas – e os relacionamentos – precisam ser sempre nutridos. Estimulados. Cuidados. Nada é definitivo e só se está com alguém porque se quer estar.

Que cada um valorize o que tem pelo tempo que tiver que durar, porque o poeta tem razão: sempre é eterno enquanto se vive.

 

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a menina(o) do trabalho.

Escrever um texto sobre isso, a essa altura do campeonato, sendo eu a autora de cada uma dessas linhas, é a maior ironia do mundo: daquelas que se fazem necessárias.

Nunca achei que fosse admitir, assim, pra burguês ver, mas sabe, nós mulheres temos uma certa insegurança em relação às meninas(os) do seu trabalho. E não posso nem me defender sobre esse tópico, caro amigo, não posso nem dizer que não- tem-na-da-a-ver, que é apenas uma insegurança feminina desmedida. E sabe por que?  Porque eu já fui a menina do trabalho. E estou até hoje com o carinha do trabalho também.

E por já ter vivido os dois lados da coisa, já ter estado com o tal cara do trabalho (comprometido na época) e ter me tornado sua namorada atual (não estou me orgulhando, estou apenas colocando os fatos), fica dificílimo dizer que as mulheres precisam ser fortes, seguras e independentes. Fica complicado dizer que não podemos ter ciúme ou que temos essa necessidade de “encontrar pelo em ovo” porque, né? Às vezes estamos completamente erradas, mas, às vezes… Não.

Passamos a maior parte das nossas vidas no ambiente corporativo. É com as pessoas que trabalhamos todos os dias, de sol a sol, que dividimos (até mesmo que involuntariamente), nossos dramas mais profundos. Falamos mais sobre a nossa vida pessoal e sexual no almoço de meia hora e na mesa do bar de sexta que na sala de terapia. Provavelmente pelo fato de que rir de si e do outro seja um dos remédios mais maravilhosos para qualquer vida média.

Seja do dinheiro que acabou (ou que nunca veio), do gato doente, do cliente maluco ou da cólera que abateu a família, abrimos nossos corações. E, eventualmente, podemos encontrar alguém que queira ocupar aquele vazio latente que todo mundo tem em algum lugar – e que, no meu caso, permanece no estômago. HE HE.

Pode parecer completamente sem noção esse lance de se apaixonar pelo cara do trabalho, é até errado em alguns cenários mais quadradinhos, pode gerar demissões, mal estar, pode acabar com muitas carreiras e tirar o foco daquilo que, afinal, somos pagos para executar das 9h00 às 18h00, mas não sejamos hipócritas.

Se a vida é a arte do encontro, estamos também sujeitos a nos encontrar  pelas firmas e mais firmas desse Brasil.

E, olha, pode ser maravilhoso. Vou te dizer.

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as desamarrações do amor.

Confesso que tenho uma imensa curiosidade em saber como funciona esse lance de trazer o amor de volta em sete dias (ou em três horas). Deve mesmo existir por aí um sem número de pessoas que, na hora do desespero, apela até pros deuses celtas, pros búzios e pro tarô, mergulha o Santo Antônio no leite morno, toma xixi, faz banho de arruda e dá início à reza mais forte que conseguir encontrar.

Uma pena que em vão.

Pode me chamar de cética, de descrente. Pode me chamar de mulher de pequena fé, mas além da morte e da vida, o amor é uma das coisas que menos temos o poder de controlar. Se perdemos tempo, se pisamos na bola, se negligenciarmos as coisas – ou fizermos tudo como manda o figurino – ainda assim, estamos sujeitos ao acaso. Ao acaso das desamarrações do amor.

Maior que o medo de perder um grande amor, sinceramente, é o de tentar prendê-lo a qualquer custo. Alguns nós, às vezes, são tão apertados que machucam. Melhor deixar a coisa desatar, se assim tiver que ser, que insistir pra que ela permaneça ali, sem opções de ir embora.

Sei também que é fácil falar assim, quando se está na zona de conforto. Não perdi meu grande amor, muito pelo contrário, ele está bem aqui, dentro do peito, quentinho, do outro lado da cama, onde deve mesmo estar. Quem sou eu, então, pra julgar àqueles que já não quiseram profundamente que as coisas voltassem a ter o sabor do começo, não é mesmo? Pensando no âmbito psicológico da coisa, creio que o esforço para retomar aquilo que um dia tivemos é uma das partes cruciais do desapego.

Sim, somos mesmo contraditórios pra dedéu.

Dos superpoderes que gostaria de ter, não queria, afinal, esse de amarrar os sentimentos alheios. Talvez o de voltar no tempo, talvez o de ser invisível, talvez o de apagar algumas memórias ruins – não sei, esses me parecem bons. E você, amante desesperado, apelão de mandingas, deveria começar a pensar assim.

Só se insiste nessa coisa de querer a todo custo o que já há muito se perdeu quem não consegue se moldar e conviver com o que muda, com o que vai e pode ser ainda melhor.

E estar vivo, meus jovens leitores, é mudar todos os dias. Mesmo que no começo (e talvez no meio), doa.

Desamarrar é mesmo difícil, mas depois alivia.

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quando não há regras.

Nesses meus anos como conselheira amorosa aprendi uma sábia lição:  as pessoas não gostam de conselhos. Podem gostar muito do amigo ou amiga aconselhador, podem até aceitar que existem doses inquestionáveis de verdade em cada uma das frases proferidas, mas só aceitam a opinião alheia quando realmente procuram e, mais que isso: nossos amigos tem o direito de não se importar com o aquilo que pensamos.

Não existem regras claras para os relacionamentos humanos, não há uma fórmula correta para se agir nos casos, x, y ou z, simples assim. O que fazemos são conjecturas, baseadas em experiências anteriores – e no senso comum – daquilo que pode vir a ser a melhor coisa a ser feita. Ou não. É impossível afirmar com certeza.

Não sei quem foi que disse que para um namoro/casamento/caso funcionar um deve respeitar a individualidade do outro, nem quem afirmou que bom mesmo é ficar o tempo todo grudado. O que cabe a um determinado casal pode, simplesmente, não funcionar pra você. Pode parecer absurdo, exagero, cretinice, mas, olha, pode dar certo, viu? Sempre pode. Só quem está junto pode decidir a medida de todas as coisas e só quem está apaixonado entende o que sente. Ou não entende, mas quer viver tudo o que puder. Sem grandes lógicas.

Mesmo sendo uma pessoa completamente favorável à moderação, na vida como um todo, aliás, acredito que relacionamentos saudáveis são basicamente feitos de concessões para se estar junto. Para fazer parte de alguma coisa que será construída em PAR. Entretanto, tem casais aí aos montes se vendo uma vez por mês. Gente que é casada, com filho e que dorme em casas separadas porque, se ficar muito tempo junto, dá briga. E gente que morre de saudade se deixar de se ver por dois dias. E gente que sente falta de sair sozinho às vezes e precisa disso. E tudo bem.

Tem de tudo, cara, vocês nem imaginam o quanto. E é preciso aceitar as escolhas dos outros sem julgar.

Não entendo quem ama e não quer estar junto. Não entendo mesmo quem namora e não sofre com a possibilidade da ausência. Pra mim, por exemplo, namorar à distância seria mortal. Sou alimentada pela novidade, pelo cotidiano e por tudo na vida do outro que acontece dia após dia. Pelo diálogo, pela troca constante, pela risada de si mesmo. Acho que se muda muito em meio segundo. Que dirá em 6 meses.

Se é pra ter uma vida inteira sem a outra pessoa, que sejam amigos apenas, oras. Sem grandes intimidades e trocas. Ficantes, amantes ocasionais. É assim que funciona na minha cabeça. E mesmo que me digam o oposto – que a proximidade me levará ao tédio, que vou cansar da cara do outro, da vida do outro, do sexo do outro – caguei. Porque pelo menos vou ter aproveitado até secar.

Entenderam quando eu digo que só se absorve aquilo que tem relação com as nossas histórias pessoais? Que por mais que alguém queira dar pitaco na divisão da conta do restaurante, no rolo do outro, na briga da família, na traição, na falta de respeito ou no raio que o parta, só dá pra engolir quando a gente não tem convicção daquilo que sente? Quando há dúvida sobre o que deve ser feito?

Escrevo sobre regras porque elas não existem. Ou porque são infindáveis. Ou porque também busco tornar racionais as coisas que não cabem dentro de uma caixa.

Que chato seria uma vida toda num cubo.

Que seja disforme. Que seja errada. Que evapore; mas que seja. E que os outros também tentem ser.

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que assim seja.

Desejo que o seu amor não se preocupe com o tempo.

Com o trabalho que tem para amanhã, com a velocidade no qual os sentimentos correm. Voam. Flutuam

Que apenas seja leve. E livre.

Desejo que o seu amor seja doce, gentil, calmo. Que não se aborreça com coisas pequenas, que não se afete com o que já é sabido: não vale a pena.

Desejo também que seu amor não seja tímido. Que se revele nos pequenos gestos, na honestidade das palavras, no bom e sincero mal humor das segundas pela manhã.

Desejo que o amor que você encontre saiba também que encontrou um grande amor. E que se dedique a ele, que escreva poemas, canções, mande flores, se encha de todas as tolices de quem tem muito amor para mostrar e não sabe por onde.

Desejo que o seu amor divida contas, problemas e alegrias também.

Que não tenha medo.

Que não tenha anseio.

Que não seja feio.

Desejo que o seu amor reconheça o dia – se esse dia chegar – que o amor talvez tenha chegado ao fim.

Pois não há nada pior que um amor que um dia foi e que a gente insiste em fazê-lo ficar.

O amor de verdade não se prende.

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quando a gente deixa pra lá.

Alguém me disse, certa vez, que relacionamentos longos têm ligação direta com a desonestidade. Que quando você está há muito tempo com alguém começa a deixar de falar algumas verdades – e a ignorar aquilo que já não está tão bom assim.

Não se importa mais com o cabelo bagunçado, com a roupa amassada e deixa de apreciar, também, os tais dos detalhes tão pequenos de nós dois que são citados naquela famosa música. Tenho pra mim que é exatamente por esse relaxamento em relação ao amor que as coisas começam a desandar.

As pessoas, então, passam a estar juntas por pura inércia, como num barco; até dá pra pular, mas tudo vai ficar tão movimentado (e molhado) que é melhor continuar onde está. No marasmo rumo à nada, onde não se pode dar um próximo passo, nem se casa, nem se separa. Nem se renova, nem desiste. É triste. É chato. E acreditem: é muito mais comum ser infeliz no amor estando com alguém do que dizem as estatísticas de casais estáveis por aí.

Aliás, vamos falar de estabilidade. Não existe, ao meu ver, um relacionamento mais chato do que aquele que é estável. Daqueles nos quais você faz sempre as mesmas coisas porque sim. Porque habituou. O mesmo beijo, a mesma posição na hora do sexo, o mesmo restaurante, a mesma sobremesa, a mesma visita familiar de domingo, o cinema de quarta. Me dá preguiça só de escrever esse texto.

Odeio estabilidade – em todas as áreas da vida – da emocional à financeira, juro. Não há nada pior do que deixar pra lá aquela coisa de fazer surpresa, elogio, de marcar uma viagem, de sair com os amigos pra um rolê, porque… Huummm…Estabilizou. Não há coisa mais terrível que sofrer o carma de estar o resto da vida com alguém que nunca muda, que não se reinventa. Precisamos de um esforço danado pra nos mantermos sempre iguais.

Jovens, não façam isso, não. Jamais.

Se está chato com 26, imagina lá pros 50. Se tá um marasmo louco agora, no auge da vida loka cabulosa, imagina gente, imagina na Copa quando as coisas ficarem realmente zuadas. Sério.

Melhor que a morte seja rápida e indolor antes, né? Ou melhor escolher logo ser feliz.

Vai doer bem menos no final das contas. Eu acho.

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o homem perfeito.

“Eu faria melhor que ele” – ele disse.

Nunca te deixaria sozinha, nunca permitiria que você se sentisse triste.Veria todos os filmes, abriria as portas de todos os lugares e iria em todas as festas que você quisesse. Depilaria o peito, aprenderia a gostar de Martini. Nunca te trocaria pelos meus amigos, largaria até o futebol de sábado à tarde. Eu te daria todos os presentes, bolsas, sapatos, viagens, tudo. Sem você pedir. Eu ficaria horas ouvindo você falar sobre cabelos e celulite, para, no final, continuar afirmando que você é perfeita. Nunca trabalharia até tarde. Nunca te questionaria. E até daquela banda hypster que você adora eu aprenderia a gostar.

Você não ia ter motivos para reclamar, nenhunzinho só, coisa rara. Não saberia sobre o que causar polêmica e não precisaria pensar nem no restaurante que iríamos juntos – homens de verdade, afinal, planejam tudo.

Ainda que eu fizesse de tudo, tentasse tudo, aceitasse, mudasse, me movesse.

Ainda que eu deixasse meus gostos, meus desejos, minhas manias, não daria certo..

Porque na vida a dois tudo funciona assim: quanto mais se tem, menos se deseja.

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o medo de ser corno.

As estatísticas não mentem: 15 em cada 10 homens têm medo de serem traídos. Mas desses, 5 evoluem, 5 realmente aprendem com os erros e decidem fazer algo a respeito. Os outros continuam agindo normalmente, com um olho no peixe e outro no gato, sempre achando toda – e qualquer atitude feminina – suspeita. Geralmente, esses são os cornos: os que cobram demais, reclamam demais e vêem coisa onde não tem.

Os cornos também são aqueles que usam e abusam do machismo. Que não suportam que uma mulher tenha vida própria, amigos, colegas de trabalho. Que têm arrepios quando ela diz que vai ficar pro happy hour.

Eles também reclamam da roupa, do esmalte, da postura. E, quase sempre, tem mais produtos de beleza no banheiro que elas. Se preocupam mais com a alimentação que qualquer gordinha em processo de emagrecimento e vivem por aí querendo o carro do ano, a moto do ano, a viagem do ano; pra depois reclamar que nós é quem somos superficiais.

Os cornos são inseguros, não sabem relaxar. Não entendem que se interessar por uma mulher poderosa, que se sente lindíssima, tem também seu preço – o de terem a necessidade de estar sempre seguros de si. Afinal, é isso que atrai as melhores mulheres: um homem livre, decidido que não se abala com qualquer adversidade e, principalmente – tem opinião. Não adianta PARECER ser assim só pra fisgar a gata, meu caro. Não são vocês que adoram cagar regra práquilo que uma mulher deve ou não deve ser? Então. Agora aguentem.

E não reclamem das consequências de sermos muito acima do que vocês procuram.

Ser corno tem a ver com a forma que você trata sua mulher, encara o mundo e, principalmente, com quem você se envolve.

Tudo o que é fácil demais tem lá seus riscos… E esse é o meu recado.

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