vadias s.a.

 

Desde já vai meu aviso: esse post é polêmico. Se você é muito conservador (a), esqueça. Talvez meus pensamentos te ofendam, talvez você nunca mais volte a ler esse blog novamente. Entretanto, se você está disposto, curioso e com a mente aberta… Fique à vontade. E claro, dê sua opinião. Se tudo o que eu escrevesse fosse certo… Minha vida seria perfeita, não é?

 

Toda mulher é uma vadia em potencial. Das mais castas, às mais soltinhas. Das mais novas, às mais velhas. Das magras, das gordas, das neuróticas às tranquilas; qualquer uma, sem exceção. Algumas enxergam isso e aceitam sua condição. Outras não. Toda a mulher já xingou, mesmo que mentalmente, pelo menos 5 mulheres por coisas que ela mesma já fez. Ou faria. Ou já viu a melhor amiga fazer e achou o máximo.

Toda mulher já chamou outra de gorda. Já achou o marido alheio gato. Todas elas. E isso não significa nada. Apenas que é preciso ponderar antes de sair por aí julgando quem a gente mal conhece. A vadia de hoje, é a sua irmã amanhã. A vadia de hoje, pode ser você. Será provavelmente.

As mulheres são, constantemente, hipócritas. E seus julgamentos tem ligação direta com suas relações pessoais. Se a prima fez, não é tão ruim. Se a atual do ex fez, é terrível, abominável. Como alguém pode ser assim tão desprezível, não é mesmo? Pensamos.

E somos cruéis. Não nos basta apenas pensar o mal, temos que agir contra esses “absurdos”. Temos sede de “justiça”. Queremos que a outra morra, que seus peitos caiam, que a bunda encha de celulite. E maldizemos a piranha até o infinito, não adianta negar. Aquela galinha, maldita, aquela vaca vesga, porca, suja. E por aí vai.

Com o passar dos anos, e conforme vou conhecendo as pessoas, passei a julgar mais e mais rapidamente. Não deixei de cometer meus julgamentos equivocados, muito pelo contrário. Me tornei mais ácida. Mas também predisposta a mudar de ideia se me provarem que não é bem por aí.

Na vida real, ao contrário das ciências exatas, onde conseguimos controlar os resultados, nada é preto no branco. Somos movidos, o tempo todo, pelos sentimentos, pelas circunstâncias e pela razão também, claro. Ou pela falta dela. Todo mundo está sujeito a uma cagadinha aqui ou ali. Todo mundo. E se é assim, porque somos tão pesados ao olhar para quem desconhecemos? Porque não olhamos as situações com a nossa dose de discernimento e filtros que aplicamos àqueles que nos importam?

Sejamos conscientes. Por favor.

E menos cagadores de regras.

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