Look do dia – e aceitação em tempos de vida perfeita

Daí que eu comecei a fazer um Instagram com meus looks do dia. Primeiro, porque sempre comentavam que o modo como eu me vestia refletia muito a minha personalidade – e que talvez eu devesse explorar isso de alguma forma – e segundo, porque descobri que olhar a si mesmo nas imagens é um super exercício diário de auto aceitação (e de ajuste daquilo que fica REALMENTE bom em você, em termos de moda mesmo).

Eu, que nunca tive vergonha na cara ou preocupação com a minha imagem online, que postava foto bêbada, suada ou de biquini comendo pastel de feira, me vi ali analisando se estava gorda ou magra, se meu cabelo tinha ou não frizz e extremamente incomodada com a minha cara de sono, sem maquiagem, quando resolvia fotografar de manhã. Não é à toa que as pessoas vivem dizendo que o universo das redes sociais é um mundo à parte, de fantasias e superficialidades, mas sentir isso na pele faz você ir para uma outra esfera: a pessoal. Aquela na qual você, sem recursos ou super efeitos, se vê obrigada a se gostar como é.

Depois de uma semana registrando aqui e ali meu look pelas ruas, pude entender porque as pessoas realmente VIVEM disso: dá um trabalhão. E ninguém que pega ônibus, tem hora pra chegar e mil coisas pra fazer durante o dia, na firma, consegue  estar o tempo todo arrumadinha, sem pizza no sovaco ou gordura no rosto em meio a um calorão de 125 graus célsius. Ninguém.

Eu, que sempre gostei da minhas roupas,  cores e estilos, me vi censurando uma ou outra peça pra ficar melhor na foto. Deixei de lado o sapato surradinho para dar lugar a um mais desconfortável (porque era bonito) e passei a notar as poses, olhares e toda a espontaneidade das fotos que eu tanto curtia – e que de espontâneas não tinham nada. Sorrisos forjados, maquiagens detalhadas, cenários pré moldados… Que vida real é essa que se vende tão naturalmente e que eu, você e o mundo inteiro sabemos que não é assim que funciona? Porque somos tão narcisistas e, ao mesmo tempo, envergonhados? De que importa, afinal, a opinião do outro sobre o que vestimos, somos, mostramos?

E decidi que meus looks do dia continuarão naturais. No meio da rua, em frente ao supermercado, no hall do prédio. Não vou pensar nas roupas que repeti ou no quão velha está aquela bolsa. Seguirei tranquila. Porque eu sou aquelas roupas, elas me identificam, me representam, são a extensão de outras mil coisas que eu quero comunicar – e isso é realmente grande.

O grande barato é tentar tirar dessa experiência que é fingir ser famosa o melhor pra mim.
Nada melhor que olhar para si para ir adiante. Vale tentar.

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Blogagem Coletiva: O que todo mundo AMA e eu ODEIO?

FALA MEU POVO!!! Tudo em riba? (leia com voz de Didi Mocó se não a piada fica ruim…)

Sei que vocês já estavam chorando de saudade das blogagens coletivas, mas seus problemas a-ca-ba-ram! Chegou o mês de maio fervendo de coisa nova, coisa boa, prosperidade, paz, amor, saúde e clima de descontração e paquera para todos nós, amém? AMÉM!

E o tema de UMA DAS blogagens coletivas do mês de maio no Rotaroots (SIM, TEREMOS MAIS, JOVENS!!) é: “o que todo mundo ama e eu odeio”. E vou te dizer que esse tema foi facinho, foi lindo, foi gostoso de ser feito porque, né? Se tem uma coisa que eu não sou é CONVENCIONAL. Acho que já deu pra notar!

Pois bem, se depois de ler esse post você quiser me deletar, me excluir do seu orkut, me bloquear do seu ~MSN~, parar de me seguir no feed, me dar um tapa na cara e dizer que tenho falhas gravíssimas de caráter, OKAY. Já sei de tudo isso! MUÁ! E escrevi por minha conta e risco, all right?

Vamos ao que interessa porque a vida URGE, GO GO:

1 – Beatles

Acho chato pra porra, acho as músicas TODAS iguais, me cansa, me entedia, me irrita, não consigo ouvir. PODEM ME JULGAR – mas prefiro Molejo e isso não é novidade pra ninguém.

2 – Catupiry

Me dá dor de cabeça e a textura me desagrada. Não sei explicar, mas Catupiry, na minha opinião que está errada, eu sei, não combina com NADA. Parem de estragar o frango da pizza colocando isso lá. Por favor.

3 – Esportes ~radicais~


Tenho um medo alucinado dessas paradas. Radical mesmo é tomar 3 engradados de cerveja e pular na piscina (aquecida, please?). Detesto rapel, tirolesa, parede de escalada e arvorismo. Detesto pára quedas, paraglaider (ou sei lá como escreve!), caiaque, boiacross, bungee jump e qualquer coisa que envolva saltos para a morte. Não curto adrenalina, não curto passar um medo da moléstia assim, gratuitamente. Sorry.

4 – Star Wars


Nunca entenderei porque o mundo idolatra essa trilogia (é uma trilogia?) com tanta força, fé e foco, mas JURO que reconheço que ela tem seu valor. Só que, né, gente? Gastar trocentas Dilmas em itens da saga é too much for me. Nerds, me odeiem. Mas não consigo ter essa paixão louca pela saga.

5- Cavaleiros do Zodíaco


URGH. Os caras usam macacão e esse é um direito que só os Power Rangers adquiriram. Apenas parem.

AQUI É SAILOR MOON, MERMÃO!

6 – Água gelada


Dói o dente pra beber, é ruim de entrar mesmo no verão. Se tem uma coisa que me desconcerta é passar frio. A vida já é tão pesada, pessoal, porque a gente precisa se jogar na água gelada? Qual a necessidade de pagar peitinho, ficar lá, toda tensa, tremendo, sofrendo tentando se refrescar? DISPENSO.

7 – John Green (o autor de “A Culpa é das estrelas”)


Tentei ler 3 livros do John Green e odiei. Não mudou minha vida, achei a escrita pobre, não escorreu nem uma lágrima. Me chamem de insensível, me dêem um tapa na cara, mas passo fortemente qualquer outra obra desse sujeito. E tenho dito.  

8 – Batom

Tenho uma boca imensa e fico bizarra de batom, mas até que me esforço para usar. Me coça os lábios. Incomoda. Mancha meu dente. Num curto, não.

9- Ferrero Rocher


O PIOR CHOCOLATE DO MUNDO. É duro, é seco, é crocante demais e quebra meu aparelho. É ruim. Muito, muito ruim.

10 – Alface

Só como alface porque a sociedade impõe e me sinto uma outsider sem pegar pelo menos uma folhinha no quilo nosso de cada dia. Mas olha, tem gosto de nada, textura de coisa alguma e cheiro de sei lá. Se alguém aí AMA ALFACE DE PAIXÃO, pode comer a minha parte. E me dar o bacon.


Acho que já deu de esquisitices, né?? Tá ficando chato! HAUHAUHAUAAUH!!

Obrigada, mais uma vez, por me acompanhar até aqui. Um chêro e até a próxima,

Ericka.

 

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

 

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despretensão.

Um ex namorado me disse uma vez que as mulheres mais cativantes que ele já conheceu eram aquelas que não tinham pretensão de nada. De início, não entendi e fiquei passadíssima. Ser mulher e não ter pretensão de nada, na minha humilde opinião, é quase como não ser mulher. Estamos habituadas – e condicionadas – a ser tudo, ao mesmo tempo e, de preferência, já.

Mas daí  ele continuou. Disse que as mulheres mais interessantes não esperavam ter muitos amigos ou ser super aceitas, que não imaginavam estar sempre cercada de grandes paixões e que nunca, nunca acreditavam estar sendo interessantes – ou atraentes para alguém. Pensando melhor sobre isso hoje de manhã, acho que pessoas assim – homens ou mulheres – são leves, simples e, talvez por isso, memoráveis. Não se preocupam com a quantidade de palavrões proferidos – ou a falta deles – não ligam de gostar de samba ou de rock e não estão nem aí se estão bem ou mal vestidas, se irão causar uma impressão positiva ou negativa. Apenas estão lá, vivendo, sendo qualquer coisa que quiserem ser, sem a intenção de impressionar. E, assim, de-fe-can-do pra opinião alheia, são altamente atraentes por seu modo de encarar a vida.

Essas mulheres, disse esse meu ex, são raras. E estão a cada dia mais escassas. Têm um brilho no cabelo descabelado, uma graça na unha meio mal feita e, sei lá, um ziriguidum que não se trabalha; se nasce, se é. Imagino essa gente sensacional com o cabelo ressecado saindo da água do mar, sabe? Usando pijama de bichinho, pantufa pra ir na padaria, zero sensual na hora da foto? Então.  No meu clichê mental, as mulheres maravilhosas até são vaidosas, mas nunca, jamais, neuróticas. E como isso é difícil no mundo de hoje, não é? Somos praticamente movidas pela neurose de estar na moda, de estar mais magra, de estar sempre lindas. Talvez, todas nós nasçamos sensacionais e nem nos damos conta disso.

Ser uma mulher interessante virou sinônimo de ser um pouco paranoica – seja quanto à celulite, o cabelo, à maquiagem ou qualquer outra coisa que nos desassossegue. E ainda estou tentando entender por que (ou por quem) nos esforçamos tanto por estar impecáveis. Se não for única e exclusivamente por nós mesmas, não vale a pena.

Querida leitora, essa é minha dica: relaxa na bolacha. Se os seres humanos memoráveis são esses desencanadões aí, sejamos mais livres. Let it be para conseguir conquistar o mundo.

Quem sabe assim a gente recupera a tal da espontaneidade que cativa? E resgata alguma coisa que perdeu nesse processo de busca por si mesmo?

Seríamos bem mais felizes. Não tenho dúvidas.

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coitadinhos.

Dentre as coisas que devemos desejar para àqueles que queremos bem, há uma que eu espero, de todo o coração, que você nunca tenha que lidar: o fardo de conviver com alguém que reclama demais.

Aquela pessoa que se sente dia sim, dia também, uma coitada. Se diz vítima de todos os males, de dor na perna,  no bolso e no coração – que é partido, sem fim, todos os dias,  desde que nasceu – e que sofre,  se revira e desvira no sabor amargo da própria dor. Que vive, e já se estabeleceu por ali, na miséria do amor, da amizade ou de uma família bacana. Que o trabalho é uma merda, que a vida pessoal é uma merda, que os finais de semana, os dias de sol ou de chuva, o celular, a comida por quilo ou os sapatos que escolheu para usar no dia de hoje, óh, tudo é uma merda. Até as férias são uma merda, veja só que coisa mais triste.

E ninguém pode se dizer mais infeliz que o tal ser humano, nunca, jamais. Os sofredores crônicos  já se colocaram no top top da escala de vida desgraçada, e ai de você se aparecer com um probleminha. Ai de você se acordar num mal dia ou levar um ocasional pé na bunda, pode engolir esse choro aí: você não sabe nada, nem nunca vai saber, do que é dor de verdade, ok? E tenho dito.

Os sofredores convictos vivem num ciclo continuo de azar. Aliás, nunca reconheceram que possa existir sorte, essa coisa fictícia que acontece com todo mundo menos com eles. Sorte é pra quem já nasceu rico, bonito e sem conta nenhuma pra pagar. Sorte é coisa que Deus distribuiu só na área VIP do céu, aquela que obviamente, uma pessoa tão infeliz como essa, passou longe.

E esse tipo de gente, infelizmente, existe aos montes. Está se multiplicando feito praga, mais que calça beetlejuice, mais que virose de  praia pós carnaval. Uma tristeza.

Veja bem, se não tivéssemos aí, uns bons problemas pra resolver, não nos motivaríamos a nada. Se a vida fosse ganha, nosso estímulo seria inexistente. Viveríamos como zumbis, apáticos. Nesse ponto, conviver com um sofredor é uma lição diária de que nada é tão ruim assim que a gente mesmo não possa piorar. A felicidade mais tem a ver com o modo que lidamos com os nossos problemas do que pela existência ou não deles. Eu, ao menos, faço parte de uma categoria que gostaria, caro leitor, que você também fizesse parte: os felizes opcionais. Aqueles que assim como eu e você não vive sempre os dias mais maravilhosos do planeta terra, mas que vai dormir acreditando que pode sim – e sempre – ser um pouquinho melhor.

Anda se lamentando que a vida não está tão bacana? Mude.

Certamente, dia desses aí, você vai esbarrar em um sofredor desses convictos, lembrar de mim e perceber que o mundo é bão, Sebastião. A gente é que só reforça o que doeu.

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domingo.

Que coisa chata é a companhia da gente. Nosso próprio tempero, nossos pensamentos, o som da nossa própria voz. Que coisa cansativa é não ter com quem compartilhar uma boa ideia, ser obrigada a guardar aquela frase incrível, de um livro mais sensacional ainda, para um outro dia, para nós mesmos, para coisíssima nenhuma.

Que perturbador é perceber-se sem ter o que fazer. Sem vontade nem de ver um filminho, de pijama o dia todo, contando os minutos para que um minuto se passe.

Que entediante é estar sozinho. Não solteiro, não sem namorado ou sem um grande amor, digo sozinho sem ninguém, sem contato humano, sem telefone celular, internet, sem a menor noção do que se passa lá fora.

Porque aqui dentro, sem dúvida, é puro tédio.

Que dureza é ter que ouvir nosso silêncio. Voltar-se para dentro sem poder fugir, sem ter ninguém para reclamar, chorar, comentar, sorrir. Que chatos somos nós mesmos quando precisamos nos encarar.

Que decepção é perceber que sabemos lidar com todo o tipo de gente.

Menos com quem a gente é.

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por amigos diferentes.

Tenho muita preguiça de gente cheia de dedos. Gosto de quem é escandaloso, excessivo, que ri alto, batendo na mesa e não tem a menor vergonha disso. Também não confio em gente que não bebe nada, nem um pró seco no Natal. Não sei… Beber faz parte da vida social, faz parte das comemorações, faz parte de alguns momentos de relaxamento da vida adulta e quando você não bebe nada… Eu desconfio. Cismo com pessoas que usam meias pretas, mas isso não tem um por que lógico. Apenas recomendo, amigos e amigas, que não usem, ok? Pela minha sanidade.

Gosto de quem não tem medo de falar o que pensa, de dizer do que gosta. Acho triste ser uma pessoa reprimida só para ser aceita, acho chato ter um monte de amigos iguaizinhos, que vão juntos aos shows de rock vestidinhos de preto aos sábados e tal… Um tédio. Me levem, pelo amor de Deus, num forró. Me levem para ouvir uma banda bem alternativa e undergorund. Me levem pra esquiar, fazer um esporte bizarro…Mais diferença, por favor! Diferença é amor e não o contrário. O que tem a acrescentar pessoas completamente iguais a mim?

Não gosto de quem  tem preguiça também. Assim, preguiça de coisas simples. “Vamos no cinema?”, preguiça. “Vamos tomar um café?”, preguiça. Sabe? A vida é curta demais para passarmos o tempo inteiro em casa e só sairmos para trabalhar. Um barzinho, um violão, um videokê, vamos lá! A coragem de sair para se cansar no tempo em que deveríamos perder descansando é o que dá graça aos nossos dias. Vamos ter bastante tempo para fazer nada quando formos idosos e, realmente, já não tivermos mais como nos locomover com rapidez, pegar metro, e curtir a vida adoidado. Você já deve ter pensado nisso.

A amizade é um relacionamento que não exige, mas que precisa ser levado à sério. É um relacionamento onde não há contratos ou títulos, mas que funciona com certos acordos. São pessoas que você escolheu e não que a vida impôs. E se assim é pra ser, que sejamos inteiros. Que não encontremos desculpas. Que não tenhamos medo de esquecer os filtros, pelo menos um pouco.

Porque amigos de verdade ficam, sempre. E adoram a liberdade comprometida de ter alguém pra contar.

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eu-problema.

Todo mundo reclama que o mercado (para os relacionamentos) está complicado. Que ninguém mais quer se envolver, que as pessoas já não dão mais valor para uma boa companhia, que estão individualistas, exigentes e que parece  não saberem nada sobre àquilo que desejam de fato.

Tenho em mente que sempre quando as coisas ao meu redor começam a me incomodar em demasiado, é que, talvez, o problema não esteja nelas e sim, em mim. Talvez eu que esteja cobrando demais das pessoas erradas, ou cobrando demais de mim mesma. talvez eu esteja querendo controlar coisas que estão fora do meu alcance e que, às vezes, não sãpo pra agora. De repente o que me falta não é um relacionamento assim ou assado, me falta uma vida melhor, uma nova perspectiva em relação às coisas, parâmetros de análise realmente bons, não sei, talvez falte mesmo um bom óculos pra perceber quanta vida tem na vida. Não há coisa mais triste e irritante que viver com pena de si mesmo, é destruidor, mas às vezes, inevitável.

Quando começo a reclamar demais de tudo, da faculdade, da família, do trabalho, da música alta do bar e da cerveja, sem sabor, tenho a certeza que quem está com problemas sou eu. É a minha análise que está distorcida e as minhas expectativas é que tomaram proporções grandes demais em situações mínimas.

Que fique de exercício pra você, leitor, quando começar a se irritar, a se enciumar, a ficar com raiva ou aborrecido com qualquer coisa que seja, pare e penso: esse é um motivo que realmente vale a pena? Essa é uma pessoa que realmente merece  conhecer meu lado azedo?

Nem sempre somos bons. Nem sempre somos corretos, fortes ou nobres. Nem sempre estamos com saco ou disposição. E não dá pra exigir que os outros sejam, não dá pra querer uma vida perfeitinha num mundo cheio de gente naturalmente imperfeita.

Não são os outros que estão complicados, talvez te falte um pouco de paciência. Não é o trabalho que é ruim, talvez você é que tenha procurado pouco. Não falta homens e mulheres no mercado, o que falta é saco pra se envolver e estar sujeito a sofrer tudo de novo.

E não, não é fácil de admitir. Mas já é um começo tentar se analisar.

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mensagem indireta.

No auge dos meus 24 anos ainda esbarro com casos de amor que me parecem advindos de algum lugar muito distante do passado, lá pros 13, 14 anos, quando tínhamos vergonha de dizer até mesmo que já usávamos absorvente.

Quem já leu algumas crônicas aqui do blog sabe o quanto eu detesto os malditos joguinhos de conquista e o quanto eles fazem com que um relacionamento, qualquer que seja, já comece baseado em conceitos errados de uma pessoa em relação a outra. Você ri das piadas sem graça, escuta com paciência os papos de família, aprende a beber, aprende a sair, aprende a gostar de futebol, enfim, se transforma em uma pessoa que não é para conquistar o bofe em questão.

Ontem, você fumava maconha, hoje, acha careta. Ontem você era fã de funk neurótico, hoje, só ouve gospel. Que saco. Saibam que tudo isso, tudo o que você é, eventualmente, vai vir à tona com o passar do tempo, quando você conseguir conquistar a pessoa querida e já estiver de saco cheio de tanto simular interesse por coisas que detesta.

Não precisamos disso.

Por mais insuportáveis e desinteressantes que acreditamos ser, um namoro decente só funciona se formos sinceros. Se conversarmos livremente sobre qualquer assunto com a pessoa que gostamos sem precisar de intermediários, sem precisar que a amiga, a prima, ou qualquer terceiro faça a conexão entre uma parte e outra, jogando a real, se mostrando HUMANO. Não entendo esse medo de dar errado, de ser mal compreendido. Você só vai ser mal interpretado se a pessoa não sentir o mesmo que você, se não quiser ter casa, família e 3 filhos, sabe? Que bom, então, que você descobriu essas coisas antes mesmo de se envolver desejando tudo isso.

Chega de mensagens indiretas. Amar sem agir em relação a isso é ridículo.

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