sim, eles mentem.

Os homens mentem pra caramba. Mentem porque confundem constantemente uma boa transa com amor verdadeiro. Mentem porque não sabem lidar com nenhum tipo de sentimento, seja bom ou ruim. Mentem tanto que até acreditam que seja verdade. Assim, entre uma palavra mal colocada e outra, enfiam os pés pelas mãos, assumem coisas com quem não devem e deixam passar oportunidades incríveis de, quem sabe, ser mais feliz.

Homens confundem amor com desespero, com ciúmes, com gases, com carinho, com infarto, etc, etc, etc. Uma aceleradinha no coração faz com que eles já saiam por aí fazendo juras eternas, coisa de dar angústia, de fazer qualquer mulher normal acreditar que seja mesmo verdade. Afinal, quem diz coisas tão intensas assim, só o faz com muita certeza. Né?

Ou eles se envolvem demais, ou de menos; ou estão super propensos a chamar qualquer romance de verão de amor da minha vida, ou não enxergam um palmo na frente dos olhos e não reconhecem quando algo realmente vale a pena. E oscilando assim, de cama, de drama, de musa, reclamam da solidão, da falta de compromisso, da ausência de pretendentes qualificadas e, principalmente, da loucura das mulheres, que cobram, exigem e esperam “sempre mais do que aquilo que é demonstrado.”

Devemos ser realmente loucas. Porque confiança não é algo de palavra, de um dia para o outro, não tem como ser declarada: é um negócio que se constrói.

E antes de largar a estabilidade chata de uma vida sólida (e solitária) por qualquer meia dúzia de elogios e promessas, sejamos céticas.

Mal não vai fazer.

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chove e não molha.

Já é sabido que a internet deixa as pessoas mais abusadinhas na hora da conquista, até porque, nesse mundinho virtual você pode inventar mil coisas a seu respeito e chegar até mesmo a acreditar em todas elas, seja para o bem, seja para o mal. Como somos humanos e sem limites, quem é casado consegue um amante, quem não namora encontra um noivo, tem 3 filhos e casa em duas semanas e, óbvio, quem quer, se diverte.

Temos aí um um sem número de redes sociais, programas e dispositivos que se não foram destinados à pouca vergonha, são utilizados para tal. De clube online para pular à cerca ao  Chatroulette, há MSN, Skype e mais um sem número de plataformas que podem ser conduzidas para o lado negro da força, se é que vocês me entendem; sexo por telefone é coisa do passado.

O que provoca a indignação das pessoas e ameaça a família brasileira não é o fato dessas coisas acontecerem aos montes, todos os dias, bem pertinho de você. Ok, o ser humano é podre e todo mundo sabe. O problema é esses relacionamentos nunca saírem do plano virtual para o real. Das pessoas serem ferozes, vorazes e calientes via sms, via ondas virtuais, só que no dia-a-dia, não.

Tenho uma amiga que vive uma situação super proibidona com um colega de trabalho no qual o sujeito provoca, estimula, mostra tudo (li-te-ral-men-te), mas na vida real… Nada. Um frouxinho de tudo, que sorri e acena, mas num chama pra marcar gol. Provoca e depois foge da moça, um drama. E não são vocês homens que vivem reclamando que a mulherada agita pra depois ficar fazendo charme? Olha aí como a coisa não é bem assim. E essa história, é claro, tem muito mais complicações das quais eu posso falar em outro post, mas o que estamos tratando aqui, caros leitores, é desse chove num molha que acalenta os corações brasileiros à distância, mas que ao vivo… Só saudades. E os dois envolvidos nessa história trabalham juntos, se conhecem e o moço foge do diabo como quem foge da cruz, num chama a moça nem pra tomar café e age como se nada estivesse acontecendo.

Complicado.

Eu acho que tudo é, no final da contas, uma questão de insegurança. Medo de decepcionar ao vivo, medo de se confrontar com um bom resultado e se envolver em algo que talvez não esteja preparado, medo de perder outras coisas como independência, amizade, sabe-se-lá o quê, ou molecagem, lógico. Quem não adora saber que é desejado por alguém?

Que atire a primeira pedra.

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