radar feminino.

Eu sei que nós, meninas, tendemos a negar quando somos chamadas de malucas. A questão é que ser meio desequilibrada é inerente ao cromossomo X, não tem como fugir. Só nós conseguimos encontrar duplas, triplas, quádruplas interpretações em um inocente SMS. Só nós entendemos o conteúdo psicológico por detrás das respostas monossilábicas ao telefone, somos assim mesmo, sensitivas.

Mas, sabe, reparar demais é um defeito. Clarice Lispector já dizia que felizes mesmos são os bobos, os inocentes, aqueles que nunca esperam que o outro os engane. Essa coisa de ficar sempre na defensiva, de achar que tudo possui um significado oculto não faz bem, ainda que estejamos certas em 90% dos casos. É exatamente essa margem de 10% de erro que nos torna insuportáveis e neuróticas, que faz os homens cansarem de dar tanta explicação. Sabe quando sua mãe quer saber demais sobre a festa? Sobre a faculdade? Sobre os primos de 3º grau do seu namorado? Então. Ficamos assim, excessivas. Seja no amor, seja no ciúme, seja na cobrança. Excessos nunca são positivos.  Não se pode saber tudo o tempo todo, nem saudável é.

Então eu digo nessa segunda-feira, mulheres do Brasil, relaxem. Seremos traídas se assim tiver de ser. Seremos menos amadas, deixadas de lado pelo futebol, pelo bar, pelo MMA pelo menos uma vez na vida e isso não é um problema, faz parte. Assim como nos é peculiar o excesso de cuidado aos homens também é comum a desencanação. E eles, quase nunca, fazem as coisas por mal.

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romantismo masculino.

Homens e mulheres são diferentes. Eles são mais racionais e elas, emocionais. Dizem que os primeiros fazem sexo, e os segundos, amor. Falam que os homens são de Marte e as mulheres de Vênus, mas okay, já lemos todas as publicações de auto-ajuda no quesito machos X fêmeas e ainda somos incapazes de responder a algumas questões inerentes a esse assunto; o que me deixa bastante feliz já que falar sobre isso é uma das coisas que eu mais gosto de fazer.

Porque o romantismo está tão inerente a algumas mulheres e praticamente ausente em alguns homens? Porque a falta de manifestações atípicas de carinho ainda são tão valorizadas pelo sexo feminino e tão pouco exploradas pelo masculino? Se eles são assim tão racionais, porque não fazem o que é preciso para ter um relacionamento mais harmonioso, ou, talvez, mais satisfatório para as mulheres que tanto têm essa necessidade de se sentirem amadas?

A realidade é que eles não fazem por mal: simplesmente não sabem o que as elas querem. Até porque se uma mulher cobrar romantismo todas as ações seguintes que o homem tiver parecerão forçadas e não farão o MENOR sentido. Os homens não entendem que banalidades possam ser tão valorizadas, que cartões, flores, surpresas e mimos possam ter um efeito estrondoso dentro de uma relação e, portanto, não planejam essas ações. Não é por maldade, é porque não foi trabalhada neles essa sinceridade, essa exposição aparentemente sem por que dos sentimentos.

Eles não acham necessário tanta exposição, porque afinal, um homem quando diz que ama, ama. Não finge,  não sabe ser delicado sem realmente se importar com a mulher. Homens são nota ZERO em simulação, enquanto nós, somos mestres. Tanto é que, via de regra, quando achamos que alguma coisa está errada dentro de um relacionamento ela está. Mesmo que eles neguem.

Mulheres, nós queremos demais. Não existe relacionamento perfeito, nem namorado príncipe. Talvez, nem precise existir. É bom, é delicioso ser surpreendida, sentir-se especial, mas acho que não adianta tentarmos impor sentimentalismo aos homens – eles acabam perdendo um pouco da essência naturalmente despachada que tanto nos atrai.

E não há nada melhor do que uma demonstração sincera, inesperada e realmente de coração vinda deles. Se a gente realmente merecer, sem mentira nenhuma, acontece.

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Quadrilha upgraded.

Para ler ouvindo:

http://www.youtube.com/watch?v=a1ALc1S_7eQ

Maria amava João. José amava Claudia. Maria saiu com José e Claudia e acabou se apaixonando por quem não devia. José também gostava de Maria, mas o amor eterno da vida dele, na cabeça dele, para todo sempre, era a Claudia. A Cláudia foi viajar. O José foi passear. Maria se envolveu com José no meio tempo. A Claudia voltou surtada e resolveu ficar com o Pedro Paulo, que num tinha nada a ver com a história. Aí, Maria terminou com o João, pra correr pro José, mas acabou tomando no c* porque perdeu o respeito no começo da história toda caindo no papinho de homem comprometido. FIM.

 

A gente sabe que nem sempre é assim, mas que esse mundo ainda funciona de um jeitinho bem machista e previsível… É verdade.

 

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mulheres para teste.

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Os homens, até onde me consta, classificam as mulheres em tipos. E nessa onda de pensamento,  praticam diferentes estratégias com cada uma delas –  todas ruins.  Até porque, se o homem já vem com toda uma conversinha pensada, quase que nunca a coisa é boa – significa que o golpista profissional sabe o que funciona com mulheres como você.

Há aquelas que estão sempre em teste, que não são bonitas, nem feias, mas que se fossem menos água com açucar poderiam gerar algum relacionamento mais sério. A questão é que elas são tão conformadas, tão pão com ovo,  que dá preguiça só de pensar em continuar alguma coisa; até quando você ofende elas acham que é um eleogio. Mulher tem que ser desafiadora, se não perde a graça. Chamo essa mulher de robô: é ótima pra se distrair num primeiro momento, mas cansa por ser previsível.

Há as mulheres pato. Sim, PATO, como o bicho. Elas existem só por divertimento, porque é bonito ver alguém nadando, nadando, nadando com toda a esperança de pegar impulso pra voar e… Não conseguir. Para os homens essas mulheres funcionam apenas por distração, para massagear o ego. Elas nunca chegarão as vias de fato, aliás, eles não tem a menor intenção que isso aconteça. São essas que tomam bolo, que aceitam comentários absurdos, que fazem de tudo para agradar. E, pasmem: essa é a categoria na qual se enquadra a maioria das mulheres inseguras, que beiram o desespero e que se deixam levar por qualquer Don Juan – até eu já fiz parte dessa categoria, quem nunca?

Há também a mulher “queda-de-braço”. Você nem olhava pra ela até semana passada, mas como seu amigo pegador começou a xavecá-la, tudo mudou. Você vira um lord inglês, quer ser o macho alfa. Não que você queira, de fato, ter essa mulher para si, afinal, ela já está na mira do seu amigo, mas é ótimo testar seu próprio poder de sedução: quem ela vai escolher? Será que largaria tudo com o outro pra ficar com você? E é obvio, se isso acontecer, você foge da raia e diz que ela entendeu tudo mal, bem cafajeste. Vai quebrar o código de conduta masculino? Jamais.  E o PIOR é que esse homem consegue até convencer de que tudo não se passou de uma ilusão inventada por você mesma, sua desequilibrada, doida.

O homem não é como a mulher (aaahhh, jura???). Ele não vê em todo o ser do sexo oposto interessante uma possibilidade de algo a mais. Aliás, ele acha RAROS seres do sexo oposto interessantes, e, quando isso acontece, você percebe.

Um homem apaixonado fica sincero, perde a linha. Ou se rebela, porque sabe que não pode viver esse amor, ou se entrega, mas NUNCA ultrapassa 3 meses da fase de teste. Se quer, busca. Se deseja, marca um encontro.

Tome cuidado com os “abutres virtuais”…E os amigos de amigos que andam se aproximando demais…

Porque ser muito difícil é um saco, mas, ser esperta, é afrodisíaco.

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sobre as diferenças.

Quando mulher começa a contar as fofocas do final de semana, repara: sempre tem homem no meio. O bonitinho da balada, o vizinho da prima, nem o entregador de pizza escapa. Enquanto homem fala de cachaça e futebol a gente fala sobre eles, sempre sobre eles. Acho que somos meio obcecadas com relacionamentos, os nossos, os alheios e os que ainda estão por vir. E se nada aconteceu a gente fala das coisas que deveriam ter acontecido ou das que gostaríamos que acontecessem. Da ligação que foi esperada durante toda a semana, do bolo que tomou, o que vai acontecer quando fulano finalmente perceber o quanto cicrana é vagabunda e por aí vai. Fofoca, no mundo feminino, alimenta a alma. Faz parte do nosso equilíbrio emocional. Homem, nem sabe o que é isso. Já viu homem ter desequilíbrio de mulherzinha? Eu vi algumas POUQUÍSSIMAS vezes e foi ridículo.

Se o mundo fosse cerveja, futebol e “umas gostosa”, tava bom demais pra macharada. A gente nunca viveria com cerveja, futebol e “uns gostoso”, tinha que ter pelo menos uma maquiagem aí no meio pra começar a ficar viável. Adoro ressaltar as diferenças entre o masculino e o femino, porque acho incrível essa nossa capacidade de ser tão diferente e tão absurdamente pertencente à uma classe específica, XX e XY, generalizando mesmo. Quando mulher fala que homem é tudo a mesma coisa, é bem verdade. Mas mulher também é. Tudo igual, criminosa, manipuladora, artista, a gente é podre. E quando quer, faz muito pior que eles.

Esse texto num tinha nada de específico a dizer, nem a constatar. Tô tentando ler e responder os e-mails do Consultório, mas num tá fácil, a vidinha de vocês é complicada, hein? Pelamor de Alá. E como a minha também não anda diferente, não tô conseguindo organizar respostas curtas, breves e interessantes pra postar aqui, me perdoem?

E enquanto isso divirtam-se com as minhas bizarras reflexões.

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Quer participar do Consultório? Envie seu e-mail para hipervitaminose.blog@gmail.com
e saiba minha opinião sobre seu causo… Num dói, não! Eu garanto! =]

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código de conduta.


Os homens tem, entre si, um código de conduta jamais estabelecido verbalmente. As pseudo-regras já nascem lá, no subconsciente masculino, implantadas no microchip XY. Existe aquilo que pode e não pode ser dito em relação a algumas questões do universo (que eles sabem quais) e que, por mais que a gente explore e tente entender nunca conseguirá compreender na totalidade. É um dos enigmas da humanidade, o homem pensa pra falar e, a mulher, fala pra pensar. Na mesma proporção que eles interrompem um pensamento quando percebem que, se continuarem a falar, dirão mais que devem, nós caímos em pranto por dizer aquilo que seria melhor calar.

Sei disso porque tenho amizades com homens e mulheres e sempre tento extrair deles informações que possam nos ajudar a compreendê-los de um jeito melhor. Sempre. O problema é que uma dessas regras de conduta masculinas implicam em falar bem menos daquilo que desejamos ouvir (no sentido mais amplo da expressão.)

Há regras praquilo que um homem de verdade deve gostar, fazer, agir, pensar e vestir, regras que se extendem desde o ambiente de trabalho até o momento da paquera, que, aliás, detalharei em outro post. Essas leis você não encontra em nenhuma cartilha. Há toda uma metodologia, um cálculo, algo que só num olhar eles conseguem passar um pro outro e basta, sem nenhuma palavra. Os homens, minhas amigas, são infiéis apenas com as mulheres porque, entre si, sabem o verdadeiro significado da palavra amizade.

Não é que eles não pisem na bola vez ou outra, é claro que isso acontece. A questão é que os limites numa amizade masculina são bem mais flexíveis; pode pegar a ex-mulher do outro, se eles já não tiverem mais nada a ver; pode comentar de todo e qualquer ser do sexo feminino menos daquelas que forem da família; deve-se mentir sobre qualquer assunto ou em qualquer situação para encobrir um parceiro até que seja discutido – entre os dois homens, claro, – aquilo que deve ser feito em relação ao acontecimento…E por aí vai. Eles tem um jeito de demonstrar afeto às avessas. Quanto mais batem, mais amam. Quanto mais xingam, mais amigos são. “E aí, seu viadinho de merda” “Fala seu corno!”. Coisa linda de ver. A intimidade é esse caminho sem volta mesmo, de soltar pum e arrotar na frente do outro, de abrir a geladeira e já pegar a cerveja alheia.

A mente masculina pode se odiar no futebol e ser parceirona no MMA. Cada esporte é um esporte. Num tem briguinha de fofoca ou de picuinha, um soco vale mais que mil palavras, eles num perdem tempo argumentando sobre corte de cabelo, inveja, grosserias… Um rodada de cerveja no bar e uma partida de pôquer resolve qualquer problema não muito grave, porque, se o problema for realmente grave, eles nem perdem tempo pra resolver, simplesmente não olham um mais na cara do outro e fim de papo, sem arrependimentos.

Nunca vi um homem deixar de falar com o outro porque esse primeiro brigou com um amigo em comum dos dois. NUNCA. Cada problema é um problema e os envolvidos que se resolvam. Tudo simples, prático e sem melodramas, bem MACHO mesmo, sangue de barata. Adoro esse jeito que eles tem de viver a vida sem sofrer muito, sem enrolar muito, sem remoer muito. Quer dizer, nem sempre. Afinal, deve ser por esse motivo que eles odeiam falar no telefone após uma briga, acham que as coisas precisam de tempo para ser resolvidas e que TUDO, absolutamente TUDO pode esperar pelo melhor momento. O melhor momento, na cabeça das mulheres, é sempre agora. Num é terrível deixar o dito pelo não dito?

Para eles, não.

Gostaria de entender como funciona esse mecanismo mental de desligamento dos problemas, porque eu, por exemplo, sou uma desesperada. Nunca vou entender de onde eles acham tanta paz.

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o que eles querem.

Nós mulheres, queremos tudo. Reclamamos da falta de cavalheirismo, de educação,  da ausência de romantismo e da falta de noção para a moda, que atinge uns e outros por aí. Não é permitido que eles nos maltratem quando estamos na TPM e muito menos esquecer alguma data comemorativa (dá até divórcio).

Eles devem cuidar de nós, nos proteger. Sem sufocar, claro. Tem que ligar, mas não muito, tem que notar, mas não muito, tem que estar presente, do ladinho, mas sempre com a ilusão de que não muito. Nada muito. Se for em falta ou em excesso a gente reclama.

Mulher insatisfeita que ama não sabe guardar absolutamente nada pra si, é uma praga, sufoca. A gente tem medo de deixar o dito pelo não dito e de vocês desistirem de nós pelo simples fato de, POSSIVELMENTE, sermos mal interpretadas.

Sim, temos total consciência do nosso desequilibro.

O que não temos a menor consciência é que para um homem fazer alguma coisa por nós devemos, antes de mais nada, provocar nele o desejo de que tais coisas sejam feitas. Não adianta cobrar, tem que merecer.

E o que eles querem, afinal?

Serem reis. Precisamos estar disponíveis quando necessário e sumir quando necessário. Nada de cobranças ou de tentar ensinar a namorar. Gentilezas e elogios são sempre bem vindos e não devemos esperar NADA em troca. Nunca. Ou, ao menos, fingir que não estamos nem aí para sermos recompensadas; homem adora um descaso. Eles gostam de ser servidos, mas não mimados, pra mimar eles tem mãe. Nada de ficar dando ordens sobre o que comer, mandar levar casaco ou guarda-chuva porque o tempo vai virar, esse erro é fatal. AH! Estava esquecendo do principal: respostas evasivas não significam nada. Tudo que você diz é literalmente interpretado, portando, se você ficar de bico, ele perguntar se está tudo bem e você responder que sim, fim de papo. Só homem de filme corre atrás de mulher emburrada (apesar de nós valorizarmos muito os que correm, por nos sentirmos especiais…).

Se nós somos complicadas, eles são mais. No dia em que eu tiver a fórmula exata de como fazer com que seu homem nunca fique decepcionado esse blog perderá completamente o sentido. Mas vamos tentando, não é?

Você está sendo uma boa namorada, esposa, noiva? O importante é refletir. E parar de se aborrecer quando as demonstrações de amor não são à altura do que você espera. No mundo masculino se ele diz que ama… Ama. Nem sempre precisa ficar cheio de carinhos, presentes, gentilezas… Ahhhh… Seria TÃO bom se tudo na vida fosse como a gente espera…

Homens, esse post também é pra vocês: agradem suas mulheres. Enquanto pra vocês uma palavra de conforto é pura bobagem, pra nós, não é. E algumas coisas na vida, por muitas e muitas vezes, devem ser feitas de graça. Pelo tal do amor.

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machismo.

Algum dia, em algum lugar do mundo, uma mulher resolveu que queria estudar. Depois, votar. Daí todas as demais passaram a querer também. Você já viu uma mulher olhar outra fazer alguma coisa diferente e não querer fazer igual? Eu não.

Houve um momento em que mulher nenhuma podia usar calça jeans ou cortar o cabelo Joãozinho. Absurdo. A gente foi lá, queimou meia dúzia de sutiãs e se libertou dessa, graças a Deus. Daí foi só pensar: se a gente podia ler, escrever, votar, usar calça jeans e cabelo curto, porque não trabalhar? Esse lance de ficar só cuidando de filho e lavando roupa tava dando nos nervos, ter um pouco de vida fora da família faria bem. E lá fomos nós para as fábricas, quebrar o preconceito de que éramos inferiores e destinadas ao lar, a ser professoras, costureiras ou coisa do tipo. Queríamos ser empresárias de sucesso, queríamos poder ter a opção de não ter filhos, de não ser sustentadas por homem nenhum. Tanto quisemos que conseguimos, olha só que bela bosta. Hoje a gente tem que caçar no laço um homem que seja gentil. Um homem cavalheiro. Um homem que não se sinta diminuído por estar ao nosso lado.

Conquistamos tantas coisas que eles já não acham necessário exercer o mínimo machismo sobre nós,  vai que ofende?

No final das  contas essa coisa de feminismo foi melhor pra eles que pra gente. Além de super mães, esposas e donas de casa a gente passou a trazer dinheiro pra casa, tem coisa melhor? Ah, sim! E isso tudo sem descer do salto, sem poder engordar, pensando sempre nas unhas, cabelo e depilação. Mulher esculachada, não dá.

Mulher que tem dinheiro não gasta o do seu homem, mulher que trabalha tem menos tempo de enxer o saco. Simples não, é?

Sei que pode soar bastante machista, mas gostaria que os homens achassem toda essa nossa superioridade absurda. Que fizessem um convite para jantar cordialmente e pagassem a conta. Seria bom também que eles agissem como galãs de novela. Abrissem a porta do carro,  planejassem um passeio diferente, oferecessem presentes sem motivo ou data especial. Que nos dessem flores, chocolates, jóias e vestidos. Quem foi que disse que agora que a mulher trabalha não precisa de mais nada? Que fossem cordiais, pelo menos pra nos conquistar, e não intreresseiros ao ponto de fingir que esqueceram a carteira em casa pra gente ainda pagar o deles. É o fim da picada.

O feminismo acabou com o romance. Tem mulher que fica ofendida do cara pagar um cinema, VAMOS PARAR COM GRAÇA. De nada tem a ver direitos iguais com educação e galanteios e eu, sinceramente, acho esse papo de igualdade entre homens e mulheres uma bobagem. Somos diferentes, começando pelo lado fisiológico. Eles fazem xixi em pé, minha gente. Tem estrutura pra bater bem forte em alguém sem se machucar. Podem arrotar em público, coçar o saco, não precisam depilar as axilas. Sei que existem mulheres pilotas, mas eles dirigem mesmo melhor que nós, é fato. Porque está no cérebro, no gene, porque eles não conseguem fazer 10 coisas ao mesmo tempo como nós somos profissionais em fazer, mas fazem uma única, se desejarem, excelentemente bem.

Nunca seremos iguais, nem em mil anos, e nem seria saudável que fôssemos. Não existe essa inferioridade inventada, homem que acha que lugar de mulher é no tanque pode voltar pros anos 50. Mas homem que acha que porque a gente dirige e trabalha é obrigada a agir como parceira no futebol é complicado, a coisa tá sem limites. Se por um lado a gente gosta da nossa independência não deixa de ser mulher. E como seres sensíveis apreciaríamos muito que vocês fossem homens de verdade. Com AGÁ maiúsculo.

No dia em que homens e mulheres forem iguais a humanidade estará destinada ao fim. Que interesse temos naquilo que nos é semelhante? O que acrescentaríamos a eles (e vice versa) se agíssemos, pensássemos e fizéssemos tudo igualzinho? Deixem que eles reclamem dos nossos vestidos. Que paguem as contas, dirijam os carros, deixem que conduzam alguma coisa e que pensem que são fundamentais para o bom funcionamento das nossas vidas. Deixem que eles sintam-se responsáveis pela nossa proteção e bem estar mesmo que não sejam. Eles precisam disso e creio que a gente também. Faz algum sentido?

Sejamos machistas. Porque de nada adianta conquistar todos os bens desse mundo sem termos pra quem nos exibir. Fica a dica.

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romance instantâneo.

As mulheres tem reclamado que os homens não querem se comprometer. Os homens tem reclamado que falta mulherada de qualidade no mercado. Que descompasso é esse, minha gente? Tendo em mente que tanto os homens quanto as mulheres que eu tenho contato são pessoas realmente interessantes, no sentido amplo da coisa, porque as pessoas andam se desencontrando dessa forma?

Acho que ficamos muito presos à teoria, escolhemos demais e paramos de nos envolver.

Ou porque temos medo que dê terrivelmente errado, como muitas e muitas vezes já aconteceu na minha vida e na de vocês, ou porque tememos que dê certo. Esquisito, não?  Quando um envolvimento qualquer funciona ele gera novas responsabiliades e preocupações que também podem vir a ser problemáticas. Tudo na vida tem seu lado complicado.

Ficamos sempre no raso, como crianças sem bóia na piscina. Conhecer à fundo uma pessoa demanda um tempo que hoje não temos nem para nós mesmos. A gente quer todo um romance pronto, à primeira vista, um bater de santo logo no olhar. Preguicinha de ficar perguntando sobre as preferências, discutindo sobre a vida, falando daquilo que interessa. Até porque o que é interessante pra mim pode não ser para o outro e imagina que saco ser descartada por gostar de pagode e não de rock? Melhor nem revelar certas tendências.

Gostamos e achamos confortável desconhecer. E continuando nesse ritmo é impossível ter real interesse sobre alguém, a vida não é como nos filmes, infelizmente. Na vida real ele é muito gordo, ou muito intelectual, ou muito superficial, ou muito respeitoso, ou muito cansativo, ou muito alguma outra coisa. Nosso inconsciente sabe que vai ser difícil ter alguma coisa com alguém tão diferente então nem ousamos tentar pra depois dizer por aí que a culpa é dos homens, das mulheres ou do mercado que anda fraco.

A culpa toda é da nossa lógica.

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pequenas proibições.


Ela sempre foi daquele tipo de mulher que chamava a atenção em qualquer lugar; e sabia disso. Não poupava olhares abusados, roupas provocantes e sabia seduzir com classe mesmo que sem nenhum interesse. Conseguia tudo o que desejava só no jeitinho,  mantinha o mistério sem cair na vulgaridade e poderia ter qualquer homem num piscar de olhos; sem nem mesmo estar no top 5 das mulheres mais bonitas que eu já conheci.

Era um algo a mais, um bom humor, o jeito com que ela mexia no cabelo ou contava piadas, a forma leve e desencanada que vivia a vida e falava com as pessoas. Não se importava com julgamentos, não se importava, na verdade, com coisa alguma. Ela apenas queria viver tudo que houvesse para ser vivido. E seguia seus dias livres sem a preocupação de namorar, casar, ter filhos ou conhecer um grande amor, muito diferente das amigas que nos quase 30 começavam a se descabelar.

Um dia encontrei com essa amiga por São Paulo e ela estava mudada, com ares de quem levava consigo um peso maior que merecia carregar. Os cabelo, antes loiros e sempre soltos, davam lugar a uma seriedade de escritório, morena, sóbria, coisa que nunca imaginei que poderia ver. Brincos discretos, sapatos formais, olhar de quem tem dono. Não a vi rir alto no bar ou fazer amizade com desconhecidos, não gesticulava mais ao falar, não era mais a pessoa que eu conheci. Conversamos brevemente sobre a vida, ela comentou que não saia faz tempo, que não encontrava mais com a nossa antiga turma e comentou também sobre um noivado que me pareceu um velório. Era a morte dela mesma.

Descobri no “diz que me disse” que o futuro marido era um ciumento e possessivo engenheiro que ela havia conhecido no trabalho, o famoso “encosto mané”. Nada de telefonemas longos, chá com as amigas, nada de unhas vermelhas. Quem tem dignidade nessa vida tem que pintar sempre as unhas de branquinho noiva e essa não é a primeira vez que vejo um homem exigir esse tipo de coisa. A mulher que ele mesmo apaixonou-se, fez mudar. E ela, cedeu. Ela, que nunca ouvia pai, mãe, ou padre, que nunca se submetia a ficar presa numa gaiola tornou-se mais uma de quase trinta submissa. Amedrontada. Apaixonada. E o mais triste de tudo isso: infeliz.

Não há como estar bem numa situação em que esquecemos de nós mesmas e não há anel de brilhante ou convite de casamento glamouroso que me faça crer no contrário. Das coisas que faziam dela uma das mulheres mais interessantes que eu já conheci, não sobrou nem o olhar. E para quem tanto experimentou, foi, voltou, sentiu e viveu, muito me admirou o fato dela passar a chamar todas essas pequenas proibições de amor.

E a fingir que, de fato, acredita nisso.

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