machismo.

Algum dia, em algum lugar do mundo, uma mulher resolveu que queria estudar. Depois, votar. Daí todas as demais passaram a querer também. Você já viu uma mulher olhar outra fazer alguma coisa diferente e não querer fazer igual? Eu não.

Houve um momento em que mulher nenhuma podia usar calça jeans ou cortar o cabelo Joãozinho. Absurdo. A gente foi lá, queimou meia dúzia de sutiãs e se libertou dessa, graças a Deus. Daí foi só pensar: se a gente podia ler, escrever, votar, usar calça jeans e cabelo curto, porque não trabalhar? Esse lance de ficar só cuidando de filho e lavando roupa tava dando nos nervos, ter um pouco de vida fora da família faria bem. E lá fomos nós para as fábricas, quebrar o preconceito de que éramos inferiores e destinadas ao lar, a ser professoras, costureiras ou coisa do tipo. Queríamos ser empresárias de sucesso, queríamos poder ter a opção de não ter filhos, de não ser sustentadas por homem nenhum. Tanto quisemos que conseguimos, olha só que bela bosta. Hoje a gente tem que caçar no laço um homem que seja gentil. Um homem cavalheiro. Um homem que não se sinta diminuído por estar ao nosso lado.

Conquistamos tantas coisas que eles já não acham necessário exercer o mínimo machismo sobre nós,  vai que ofende?

No final das  contas essa coisa de feminismo foi melhor pra eles que pra gente. Além de super mães, esposas e donas de casa a gente passou a trazer dinheiro pra casa, tem coisa melhor? Ah, sim! E isso tudo sem descer do salto, sem poder engordar, pensando sempre nas unhas, cabelo e depilação. Mulher esculachada, não dá.

Mulher que tem dinheiro não gasta o do seu homem, mulher que trabalha tem menos tempo de enxer o saco. Simples não, é?

Sei que pode soar bastante machista, mas gostaria que os homens achassem toda essa nossa superioridade absurda. Que fizessem um convite para jantar cordialmente e pagassem a conta. Seria bom também que eles agissem como galãs de novela. Abrissem a porta do carro,  planejassem um passeio diferente, oferecessem presentes sem motivo ou data especial. Que nos dessem flores, chocolates, jóias e vestidos. Quem foi que disse que agora que a mulher trabalha não precisa de mais nada? Que fossem cordiais, pelo menos pra nos conquistar, e não intreresseiros ao ponto de fingir que esqueceram a carteira em casa pra gente ainda pagar o deles. É o fim da picada.

O feminismo acabou com o romance. Tem mulher que fica ofendida do cara pagar um cinema, VAMOS PARAR COM GRAÇA. De nada tem a ver direitos iguais com educação e galanteios e eu, sinceramente, acho esse papo de igualdade entre homens e mulheres uma bobagem. Somos diferentes, começando pelo lado fisiológico. Eles fazem xixi em pé, minha gente. Tem estrutura pra bater bem forte em alguém sem se machucar. Podem arrotar em público, coçar o saco, não precisam depilar as axilas. Sei que existem mulheres pilotas, mas eles dirigem mesmo melhor que nós, é fato. Porque está no cérebro, no gene, porque eles não conseguem fazer 10 coisas ao mesmo tempo como nós somos profissionais em fazer, mas fazem uma única, se desejarem, excelentemente bem.

Nunca seremos iguais, nem em mil anos, e nem seria saudável que fôssemos. Não existe essa inferioridade inventada, homem que acha que lugar de mulher é no tanque pode voltar pros anos 50. Mas homem que acha que porque a gente dirige e trabalha é obrigada a agir como parceira no futebol é complicado, a coisa tá sem limites. Se por um lado a gente gosta da nossa independência não deixa de ser mulher. E como seres sensíveis apreciaríamos muito que vocês fossem homens de verdade. Com AGÁ maiúsculo.

No dia em que homens e mulheres forem iguais a humanidade estará destinada ao fim. Que interesse temos naquilo que nos é semelhante? O que acrescentaríamos a eles (e vice versa) se agíssemos, pensássemos e fizéssemos tudo igualzinho? Deixem que eles reclamem dos nossos vestidos. Que paguem as contas, dirijam os carros, deixem que conduzam alguma coisa e que pensem que são fundamentais para o bom funcionamento das nossas vidas. Deixem que eles sintam-se responsáveis pela nossa proteção e bem estar mesmo que não sejam. Eles precisam disso e creio que a gente também. Faz algum sentido?

Sejamos machistas. Porque de nada adianta conquistar todos os bens desse mundo sem termos pra quem nos exibir. Fica a dica.

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falsidade ideológica.

Falei aqui que nós mulheres somos excelentes atrizes, não falei?

Então, homens, fiquem atentos a isso.

Nem sempre aquela mulher que usa vestidinho curto, mais justo que Deus quando repartiu os pães e os peixes, é biscate. Arrisco dizer que nem sempre, quase nunca.

É claro que depende muito da faixa etária em que isso acontece. Se ela tiver cara de mãe de família e corpo de menina de 20 anos você trate de desconfiar: é uma cilada, Bino.

Não sei por que em algum momento da vida as mulheres começaram a achar bonito usar micro-mega-saia-justíssima-preta-de-vinil. Não sei mesmo. Aliás, sei sim. Porque vocês, homens, adoram. E como vocês ultimamente andam super fechados para relacionamentos sérios e nós gostamos de nos sentir desejadas, o negócio desanda. E algumas não conseguem equilibrar os atributos físico-intelectuais e partem pra guerra.

Nem sempre aquela garota que cai na noite como se fosse pra zona é a mais cachorra do mundo, mas ela gosta de se sentir assim…Observada. E ela também tem a certeza de que aproximadamente 87% dos homens em algum momento da festinha vai se aproximar dela. O mercado anda bravo, a concorrência desleal e nós, meus caros, somos sábias. Estamos cansadas de saber que machos são visuais e que basta uma alcinha de sutiã vermelha aparecendo que mil e uma histórias de amor pornográficas se materializam na mente de vocês. A mulher pode ser burra quando apaixonada, mas é uma artista na hora da caça.

O problema, no final das contas, é quando por detrás de toda essa aparente safadeza a mulher é uma virgem. Tenho amigas que são totalmente voluptuosas na balada e que nunca viram um órgão sexual masculino (pra num dizer outra coisa) nem em foto de catálogo de cueca. Passam a mensagem errada e mantém a fama de solteironas na pista, mas na hora do vamos ver… Não rola nem mão boba, elas travam. Porque o homem já chega chegando, trabalhado na má intenção.

É óbvio que também existe também o tipo contrário: a que se faz de santa, mas já deu mais que xuxu na serra. Mas daí vocês adoram e querem casar. Nada melhor que ter uma mulher “de família” pra andar de mão dada no shopping.

Quando o homem for seguro de si e te quiser de verdade você não vai ter porque mentir. Ou, pelo menos, não vai ter que ter essa conduta 8 ou 80 que eu ando vendo aos montes na mulherada.

Não é  muito mais vergonhoso ter fama de vagabunda de graça que admitir, em meio a essa sociedade podre, que vai casar virgem e prefere que seja assim? Porque os valores estão tão invertidos? Pensem bem. Virgindade e santidade são coisas diferentes. Porque a sacanagem vai muito mais além que um vestididinho curto, uma insinuação ou uma palavra baixa. Ser sensual é uma coisa, ser sexual é outra e ser vagabunda de beira de estrada, outra. Não procurem os extremos.

A gente sabe que anda difícil encontrar homem decente no mundo. O nerd bacana nunca vai chegar numa mulher bonita, inteligente, bem resolvida e difícil. Não vai. Amedronta. Agora, se a casta puritana pagar de devassa… Pode ser que encontre um cara que realmente a queira fazer feliz, porque ele não vai ter medo de tomar um fora. E se ela for mesmo interessante  – e ele, coerente –  não vai ter essa de quantos ela beijou ou esteve na cama; ele vai se importar com aquilo que ela é.

Já vi muito homem se apaixonar por prostituta, daquelas de verdade mesmo, que trabalha na noite. Então vamos parar de julgar a embalagem, atentar mais para o conteúdo e começar a viver como realmente somos?

Seria o começo de um mundo melhor.

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climão.

Sou daquelas que acha que a culpa de tudo no mundo é minha.

A crise economica mundial, a crise economica da minha casa, o atraso, o bar que deu errado, o trabalho da faculdade, algum esquecimento…Tudo, absolutamente TUDO, é minha responsabilidade. Não sei relaxar. Não sei esperar as coisas se resolverem sozinhas. Vou lá, falo tudo que tenho pra dizer e fico esperando alguma palavra que seja (de preferência, consoladora…) em troca.

Me acostumei tanto ao fato de carregar pequenas cruzes que já assumo erros que nem são meus e peço logo desculpas pra não ficar com aquele gosto amargo na boca ou com o meu estômago borbulhando de tanta ansiedade; mesmo que eu saiba que esse lance de culpados e inocentes é complicadíssimo, principalmente quando falamos em amor. Amor são dois, não um. Logo, de forma geral, se um erra e cai foi porque o outro tropeçou. Num tem outro jeito.

O que me incomoda mais é algo que vai além disso tudo: o fato do outro se importar. A gente pede perdão porque realmente enxerga a nossa parcela de culpa nas situações e se importa quando o outro está magoado. Eu, pelo menos, sou assim. Só que não podemos obrigar ninguém a se importar com a gente. Mesmo que você esperneie, e o outro comece de fato a ligar praquela papagaiada toda, isso não é valido porque não é natural.

Você provocou o efeito, você foi a causa. O amor deve ser causa e efeito por si só.

Conversando com a Mari, que assim como 70% das mulheres desse país vive uma situação parecida com a minha, surgiu a teoria de que nos desculpamos não porque nos sentimos culpadas e sim porque somos superiores – e preferimos assumir logo a culpa do que levar a situação à ferro e fogo. Eu bem gostaria de dizer que sou superior, amiga, mas eu sou mesmo é AGONIADA.  Detesto um climão. Principalmente com as pessoas que eu realmente me importo.

Acho que no final tudo isso tem a ver com o quanto somos especiais para alguém e o resto é consequência. O que torna tudo isso ainda bem mais triste.

Não?

*****

Pessoal, minhas aulas começam hoje (aaahhhhh!) o que talvez torne um pouco mais difícil eu responder todos os comentários por aqui! Me perdoem? E assim que eu tiver um tempo maior, responderei a TODOS que me enviaram e-mails no Consultório, okay?

Beijão!

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o amor no cotidiano.

Uma mulher liga pra outra, desesperada:

– Menina, você não sabe!
– O quê?
– Hoje o dia foi um terror, me aconteceu assim, a desgraça das desgraças.
– O que??????? Aquela vaca da outra sala tava com a mesma saia que você? Encontrou com o ex na rua?
– Não, amiga, roubaram a minha vaga.
– CO-MO A-S-SIM?
– ROUBARAM A MINHA VAGA. Cheguei lá no trabalho pra estacionar, atrasada, claro, e tinha um Corsa preto na vaguinha do meu Gol. UM CORSA, VOCÊ ACREDITA?
– Men-ti-ra. E o que você fez? Furou o pneu do cara?
– Deu vontade, viu? Mas tava atrasada, alguém podia ver, num arrisquei. Pensei em arranhar a lataria do sujeito de ponta à ponta, onde já se viu? O cara pegou  A MINHA VAGA. Tive que andar 4 quarteirões de salto alto num calor dos in-fer-nos. Quis MORRER.
– Ai,amiga, posso imaginar, que fase. Deve ser um gordo, maldito, sedentário. Só pode. E de resto, tá tudo bem?
– Tudo. Comprei um vestido lindo.
– Aquele azul?
– Não, aquele verde que eu vi no shopping. Final de semana eu ponho pra você ver.
– Ai, então tá ótimo. Me liga mais tarde?
– Ligo.
– Super beijo!

A mulher chega em casa e comenta a situação com o marido:

– Amor, tive um dia terrível.
– Ah, é?
– Cheguei no trabalho atrasada e um cara tinha roubado a minha vaga. Amdei quatro quarteirões de salto alto por causa desse infeliz. Liguei pra Patricia e contei tudo. É um absurdo, né? Como pode um negócio desses? Fui no shopping e comprei aquele vestido verde que eu tava querendo, ficou lindo. Precisava desestressar.
– Hum.
– Ah! Meu cartão de crédito não passou na loja, usei o seu, tá?
– COMO ASSIM USOU O MEU?
– Ai, num seja insensível. Meu dia foi uma bagunça total, num vamos falar em dinheiro agora, okay? Depois eu pago tudo pra você, num entra em crise.
– Agora fazer o que, né? Já usou mesmo o cartão. E quanto foi o vestido?
– 300 reais, tava na promoção.
– Na promoção PRA QUEM? E que tal ao invés de reclamar que o cara roubou a vaga que é da rua e não SUA, chegar mais cedo no trabalho pra garantir que ela ainda esteja lá?

– Nossa, com você não se pode nem conversar, hein? Estúpido.
– (…)

Tô mentindo que é assim?

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clube das mulheres.

Para ler ouvindo:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=oZcGDkvbAJ4]

Minha mãe recebeu um convite pra ir ao clube das mulheres. Achei ridículo. Aliás, mais ridículo que aceitar um convite pra ir ao clube das mulheres é mandar esse convite pra uma mulher casada, com filho e no auge dos seus 56 anos. Quer dizer, ela já poderia ser avó, veja bem. E ainda recebe convite pra ir em clu-be-das-mu-lhe-res? Pelamordedeus. Fiquei chocada. Depois revoltada. Depois pensei: onde esse mundo vai parar? E, por fim, refleti. Calma aí. Clube das Mulheres num passava de domingo à tarde no programa do Gugu? Num tinha um sujeito que ia sempre fazer umas performances bem toscas por lá? Um loiro fortão (Lembraram? Marcos Manzano? Oi?)  E confesso que pensando sobre isso me vi preconceituosa em relação ao tal clube. Preconceituosa, porém, ainda sem aceitar a idéia de ver a minha mãe por lá.

Deixando de lado tudo o que acho sobre o local, 70% do meu círculo de amizades já visitou o estabelecimento pelo menos uma vez. Homens, nós não gostamos de ver vocês peladões, não distorçam as coisas. Não existe uma Love Story versão feminina, viu? Só pra constar.

Tem coisa mais lamentável do que um homem pelado fazendo pose? Tem. Um homem pelado, de 40 anos, vestido de cowboy, achando que é lindo fazer pose. E é isso que você encontra no clube das mulheres. Além de, é claro, muita bebida grátis. Lá é lugar pra tirar sarro da vida se sentindo libertinazona e soltar a franga sem medo de ser feliz, tipo um stand up comedy, sabe? Lá você pode rir alto, bater palma e fazer comentário levemente pornográfico com aquela sua colega de trabalho sem ser recriminada. Lá você vai encontrar pessoas de 17 à 60 anos conversando de igual pra igual, assim, na tranquilidade. Cházão da tarde.

Se eu já fui no Clube das Mulheres? Nunca. Se eu pretendo ir no Clube das Mulheres? Jamais.

Mas que com certeza vou pedir registros detalhados caso a minha mãe vá com as amigas curtir o auge da rebeldia feminina por lá… Você pode crer.

E deixo aqui tudo pra vocês lerem também.

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atrizes.

Fiquei pensando nas estratégias de guerra na hora da conquista. Ontem, conversando com um amigo, notei tanta semelhança no aproaching utilizado pela mulherada que até me assustei. A gente reclama que homem mente, mas faz pior. De vez em quando a vontade que o lance dê certo é tanta, que as gente acha que precisa dar uma atuadinha. A gente passa até a acreditar naquilo que diz. Você vai lá e mexe no ego do sujeito. Atiça. Aí ele toma forças pra partir pra cima no créu velocidade cinco, achando que está no controle de alguma coisa e BANG. A gente dá uma fora pra se fazer de “difiçona.”

Aí o cara, obviamente, se desilude. Se ele for tímido então, vira um drama épico. Me diz, pra que isso? PRA QUE?

Já falei coisas pra homem com uma frieza assim… De matadora em série. Mandei o cara olhar no fundo do meu olho e proferi todo o tipo de bobagem. Conseguiria mentir pra polícia se precisasse conseguir o que eu quero. Contei mais de mil inocentes calúnias, e neguei uma série de atitudes que desejava pro-fun-da-men-te com um quase que arrependimento à posteriori. Mas num é assim que as coisas devem ser? Ele investir porque eu provoco, eu cortar pra ele ficar confuso e daí ele  investir novamente porque tem que provar que me quer MUITO?

É a lei da selva, rapazes.

Em algum lugar disseram que admitir os sentimentos é furada certa. Num posso falar pro cara que tô afim do cara, vocês estão malucos? Se eu disser, sou fácil. E também num posso ficar muito em cima, porque, daí, sou chata. Se eu puder inventar um lance, então, se puder viver um romance inventado e sem nenhum sentimento… COM UM TERCEIRO….Melhor ainda. Pro caldo engrossar, ele me dar o devido valor e agir.Vê como a gente complica? E onde é que isso funciona, me diz? Filme da Disney, novela das oito? Vamos parar com a palhaçada?

Essa coisa de ficar horas com a amiga no telefone fazendo planos-diabólicos-pega-rapaz achando que tudo vai funcionar é divertidíssima, mas quase sempre acaba mal. Às vezes funciona, mas na maioria delas, não. Não é todo o homem que gosta de ficar dando murro em ponta de faca, pelo menos não os que se magoam facilmente. Alguns já precisam dos poderes de Greyskull pra  reunir coragem e te chamar pra sair, cara! Pense bem. E pense muito mais antes de falar qualquer uma dessas frases:

1 – Relaxa, eu não quero namorar tão cedo.
2-  Relaxa, não precisa me ligar.
3 – Relaxa, eu não vou te cobrar de nada.
4 – Relaxa, eu te entendo.
5 – Relaxa, eu vou emagrecer.
6 – Relaxa, meu cabelo é liso natural.
7 – Relaxa, que o que é escondido é mais gostoso.
8 – Relaxa, porque a gente não precisa chamar isso de namoro, a gente tá se curtindo.
9 – Relaxa, eu não ligo pra aliança.
10 – Relaxa, eu adoro andar de ônibus.
11 – Relaxa, eu também me atrasei.

E A PIOR DE TODAS AS MENTIRAS:

12 – Relaxa, eu também tô ficando com outros caras.

GENTE, GEN-TE. Que absurdo é esse, gente? Homem que ataca é galinha. Que num ataca é bicha. Que ataca rapidamente é afobado. Qualé que é?

Espero que esse post elucide a vida dos rapazes apaixonados, menos matadores, que não entendem BULHUFAS  de como joga a  mulherada louca.

E, sinceramente, minhas queridas, vamos deixar mais claro as nossas intenções? Num olhar, num e-mail, aceitando de primeira um convite pra sair?

Isso basta.

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loca, loca, loca.

Homem não gosta de barraco. Odeia ver a gente chorando no meio da rua, odeia discussão. Mulher quer ver sangue. Aliás, mulher, se tá com o ovo virado, desce do salto em 3, 2, 1. Eu pelo menos sou assim, maloqueirinha. Odeio quando pergunto alguma coisa e não obtenho resposta, odeio pedir um favor urgente e ter que esperar terminar o 2º tempo do Fla X Flu pra ser atendida. Me arrepia os cabelos, me tira dos sério, eu preciso dar um chilique frenético pra me libertar do ódio acumulado e pra vizinhança toda achar que eu sou doidinha da piriquita. Se não, num dá. Sem liberar a raiva, eu mato um.

E AÍ DELE SE MANDAR EU FICAR QUIETA PORQUE TEM VERGONHA DO QUE OS OUTROS VÃO PENSAR.

Num deixasse de me ligar quando eu pedi, num olhasse pra bunda da loira que passou. Eu grito ainda mais alto, mesmo que não faça efeito nenhum.

Não é que as mulheres tenham momentos de loucura, o que elas tem são momentos de sanidade. Alteração dramática  tá no gene, mil desculpas pra quem tem sangue de barata. Não confio em moça muito blasé dessas que vê o marido xavecar a atendente do supermercado e faz a refinada, finge que num tá nem aí. Eu, hein? Acho suspeitíssimo, tenho vontade de ir lá e bater nele por ela.

Mulher quando gosta precisa fazer uma cena, tema necessidade de, dia mais, dia menos, provocar um caos. E a gente até sabe que tá exagerando, sabe mesmo. Mas falar em voz alta, chorando, gesticulando e pagando de louca dá uma paz inexplicável. Um certo arrependimento também, mas um alívio que supera. Nada melhor que não ter ficado engasgada com nada, de ter colocado os pingos nos is.

Quem engole muito sapo, aceita muito, cede muito e finge não se incomodar com nada pra não criar discórdia, pra mim, não é mulher de verdade, me desculpem.

Mulher que ama, morde.

Leia e depois escute:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=g3mumHQsBow]

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pra game.

Fui solteira, nessa minha vida toda aí, por uns 6 meses, no máximo. Tô falando assim, de verdade, sozinha e pá, na pista, pegando um, dois, três, sem apego nenhum. Okay, vai, só fui solteira desse jeito uma ÚNICA vez e às vezes, só ÀS VEZES me bate um arrependimento de ter vivido tanto coisa imbecil junta. Mas foi um mal necessário para evoluir.

Tinha pra mim que essa coisa de pegar geral sem a intenção real de ficar com ninguém era coisa de vagabunda, mas quando tudo rola na vida da gente nada mais parece assim…Imoral. Nenhum vestido é tão curto, nenhum porre é tão vergonhoso, nenhum homem é completamente impegável.

Eu sei que você deve estar aí boquiaberta (ou boquiaberto) com as minhas palavras, agradecendo por eu ter encontrado um bom namorado, Jesus Cristo, decidido parar com a vida de pomba gira, mas CALMA MEU POVO. Também num fui tão doida assim. Fui doida pro meu nível de vida, era viciada em relacionamentos. Mesmo. Não vejo e naquela época também não via sentido NENHUM em sair por aí fazendo merda. Mas eu precisava fazer. Pra me libertar dos meus próprios preconceitos.

Tinha namorado tanto, me dedicado tanto, que já não sabia mais o que eu queria. Como eu era, do que gostava, o que eu não desejava pra mim. Até a loucura, com certa moderação, faz bem. Se é que isso existe.

Só sei que após sair de balada todos os finais de semana de janeiro à agosto eu me apaixonei de verdade. E aí é que foram elas.

Sou convicta de que em algum momento da existência humana as pessoas devem ser assim… Avulsas. Não digo sozinhas, porque solidão é muito triste. Soteiras, apenas. Permitindo-se olhar pro lado, pra frente, paquerar no trânsito, no supermercado, no ônibus, no bar, permitindo-se  ser seduzidas. Sem medo do que os outros possam dizer. Até porque os outros não tem nada a ver com a sua vida mesmo e, de qualquer maneira, é bom sentir-se vivo. Saber que pode conquistar, que não é um coitadinho solitário, que o problema era com o ex e não com você. Que o cabelo tava mesmo horroroso e precisava de um corte, que as suas pernas são mesmo lindas e devem mais é circular por aí de mini-saia.

Não, você não deve tornar-se uma pessoa vulgar. Não, você não deve pegar qualquer traste que encontrar. Você precisa apenas exercitar ser você. E gostar de você. E ter a confiança de que nessa vida só se vira uma velha assombrada com 10 gatos em casa se quiser.

Porque quando a gente deseja brilhar, é fácil.

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direta e reta.

Tenho um amigo chato que eu amo muito.

Vocês sabem que os amigos são os nossos chatos preferidos, não é? Então. Mas esse aí estava me tirando mesmo do sério, me enchendo os pacová.

Eu, geminiana que sou, sofri calada, levei a sério cada palavra, me magoeei, fiquei feridona e decidi, por fim, desencanar. Porque é assim que uma pessoa em sã consciencia deve proceder.

“Porque você não escreve sobre coisas boas? Sobre coisas bonitas? Sobre arco-íris, sobre mar aberto, sobre algo que faça rir e que não seja problemático? Está tudo bem com você? Saia dessa vibe baixo astral. Tira esse exu da coisa ruim…”

ENFIM.

Não foram exatamente essas as palavras dele, mas ele pediu, basicamente, pra eu mudar a temática desse blog totalmente fossa-deprê-relacionamentos-e-sentimentos-à-flor-da-pele pra falar de coisa boa. PRA FALAR DE TECPIX E COGUMELO DO SOL. Olha, sinceramente…

Fiquei raivosa, deletei todos os comentários do Facebook que ele fez (vai lá ver, deletei mesmo), mas parei pra pensar sobre o que ele disse e GENTE, FATÃO: eu sou sempre bem humorada (ou quase sempre.)

Então porque diabos gosto de escrever sobre as tragicidades do amor à dois, à três ou a quantas pessoas estiverem no balaio? Sobre cornos, sobre mulheres psicóticas, sobre tantas coisas dolorosas?

Porque elas são de verdade.

Porque as pessoas, caro povo brasileiro, não são um trio elétrico do Chiclete com Banana em Salvador 24 horas por dia. Nem 2 horas por dia, se você viver em São Paulo, trabalhar e pegar metrô. Claro que são felizes, todo mundo é um pouco feliz, pelo menos. Mas tem seus podres, suas feridas. E poucas, MUITO POUCAS, tem a capacidade de falar sobre isso. E quando falam, é porque querem melhorar. E quando querem melhorar, na grande maioria das vezes, me procuram. Porque talvez eu passe essa imagem Chicleteira por aí, mas vocês que lêem o blog já sabem dos meus dramas, né? POIS É.

GENTE, EU TÔ ÓTIMA. Não traí meu namorado, não quero me matar, estou feliz com o meu bofinho que continua lindo e japonês, viu? Mandou beijos, inclusive.

Escrevo sobre coisas que não fazem rir, na maioria dos casos, porque esse não e meu objetivo. Ser palhaça é fácil e quem ri o tempo todo esconde seus problemas. Eu quero é, com as palavras, fazer sentir.

Nem que seja raiva ou pena de mim. Nem que seja pra dizer que meus textos são UÓ da depressão. OKAY? Porque é isso que optei por fazer.

Fui clara?

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consulta.

Mulheres, como vocês já sabem, são seres muito peculiares. Compram uma blusa nova e sentem a necessidade de comentar com alguém e saber se ela valeu mesmo os 150 reais gastos. Tem um cara gatinho na academia ou no trabalho e pronto, já tiram foto do sujeito pra comentar com as amigas.  Já logo descobrem se ele tem Facebook, se é casado ou solteiro, o nome e o RG da mãe dele. Se vivem um grande amor ou uma grande decepção, precisam compartilhar, aconselhar-se com aquela amiga que sabem que não vai rir das suas inseguranças.

Eu achava que não, mas os homens também tem seus conselheiros.

É claro que eles não dão tanta bandeira como nós, não saem da mesa do bar em pares cochichando e rindo na cara dos seus pretendentes. Nao mandam sms’s imediatos, não contam cada detalhe do que acontece. Mas compartilham SIM uns com os outros quando acham que uma ou outra vale a pena. Mas só QUANDO VALE MESMO A PENA.

A mulher é detalhista. Fala da roupa, da música, do cheiro de chuva do ambiente. Descreve o cabelo dele que estava com ou sem gel, se ele havia acabado de sair do trabalho, diz se ele parecia ou não cansado. É capaz de reproduzir falas inteiras com as devidas pausas e respirações. Cada segundo daquela conversa sobre nada do elevador pode ter (ou não) um significado muito maior. E as ouvintes, quase sempre, lembram de tudo que foi dito para costurar todos os pontos e dar um veredicto sobre um possível relacionamento ou investida. Alguma coisa está mesmo acontecendo? Ou seria só a nossa imaginação?

Somos seres altamente atentos às insignificâncias.

O homem é objetivo. Chega no brother e diz: “Sabe a fulana? Então, tô pensando em pegar.” Aí o outro responde: “Pô, ela é bacana.” ou “Nossa, ela é zuada.”

E morre aí.

Mentira. Nem sempre morre aí. Eles comentam do jeito deles sobre as coisas que acontecem, mas só com aquele amigo mais chegado e que, de preferência, seja amigo da pretendida também. Não falam tantos detalhes, não admitem tantas inseguranças. Homem acha que perde um pouco da sua masculinidade se ficar assumindo publicamente que não sabe o que fazer em determinadas situações. E eles realmente não sabem.

Não pense que tudo o que eles dizem tem um sentido maior que o que está ali, bem na nossa frente. Não fique imaginando que eles deixaram a gravata torta à 15 graus para esquerda porque queriam parecer desencanados. Geralmente as palavras são só palavras, e os gestos, só gestos.  Homem é mais ligado nas ações no que nos sinais.

Se ele te quer, você logo vai saber. Se ele ele gosta de você vai deixar isso tão escancarado que até você vai duvidar se é ou não verdade e, principalmente, se tiver de ser, vai ser.

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