Quando eu estou sem criatividade, escuto É o Tchan…

…e outras porcarias também.

Aliás, me conta aí, porque você tem vergonha de admitir que ADORA Zeca Pagodinho? Qual o problema de ir a um show do MC Guimé? Porque todo mundo tem que ser cult, inovador, hipster, lançador de tendências e gostar de coisa triste? Porque só rock internacional é bacana e música da favela é um lixo? Porque falar de bunda na música da Rihanna é legal, mas na música do Catra num pode? Façam-me o favor.

Que porra é essa de só comer o que ninguém come, vestir o que ninguém veste e ser ~diferentão~? Acima do bem e do mal pra quem é comunzão?

Que mania cretina de querer ser mais do que é, gente. Chega disso. Ninguém precisa usar Adidas Originals não, tá? Ninguém precisa gastar 3 salários numa mochila da Vans. Assim como não precisa ser magra, lisa, alta, gorda ou baixa. Ninguém taí colocando uma arma na sua cabeça e determinando o que é melhor ou pior na gastronomia, na música ou na moda (ou até está, mas de um jeito mais manipulador e invisível, e esse é assunto para outro post).

De qualquer maneira, tenha em mente que nada é tão seu quanto as coisas que você acredita, compra, veste, que aquilo que você é. Então faça o que quiser, goste do que quiser, vá onde você se sente à vontade.

Caguei pro glamour, pra sua opinião, pras regras da boa músicaZZZzzZzZzZzZZzZ…

E pode reparar: cada amante de música “ruim” que se assume leva pelo menos dois roqueiros outros consigo. Ou aprende que a tolerância e a flexibilidade quando falamos daquilo que é bom pra alguém (ou para nós mesmos) é a melhor coisa que existe no mundo.

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