desconhecidos.

Existe um fenômeno que acomete a minha vida diariamente e eu gostaria muito de saber se ele também acontece na vida de vocês. É o seguinte: eu tenho vontade de elogiar desconhecidos. O tempo inteiro. Geralmente enquanto estou no transporte público. A sandália, o cabelo, aquele brinco INCRÍVEL, o relógio que eu não consigo parar de olhar. Ocasionalmente, inclusive, eu acabo falando com algumas pessoas, perguntando qual o creme que dá esse volume todo no ~picumã~, o nome do esmalte, ou que perfume é esse cara? Essas coisas.

No geral, as pessoas são bem receptivas, sorriem e eu acabo fazendo algumas “amigas de  busão” aqui e ali (depois vou falar sobre isso em outro post), mas é IMPRESSIONANTE como outra parcela, principalmente a feminina que eu costumo abordar bem mais por motivos óbvios, não sabe lidar com um elogio. Fica desconcertada. Diz que a peça foi baratinha, está velha e que o perfume é Avon. Às vezes trava, faz um aceno com a cabeça, olha pro chão e nem sabe o que dizer.

As pessoas não suportam escutar o quanto são bonitas. O quanto estão arrumadas. O quanto é linda a beleza natural pela manhã, despretensiosa, com cara de sono, meio amassada. Não conseguem lidar com o próprio bom gosto, com as próprias escolhas e o modo que isso impacta na vida de outras pessoas. Às vezes, nem pensam nisso. Quem, afinal, não tem problemas com a auto imagem vez ou outra, não é mesmo? Tenho pensado bastante sobre aceitação. E acho que elogiar os desconhecidos por aí pode mudar, de verdade, o dia ruim de alguém.

Somos críticos e duros em relação a diferentes coisas da vida. Somos até maus, às vezes. Nossos julgamentos são ferozes e instantâneos, então resolvi, no final das contas, deixar que essa good vibe dos elogios descontrolados tomasse conta da minha vida. Quando a gente vê o lado bom dos outros, passa a ver também o lado bom na gente, o lado bom da vida. E a minha, a sua vida e a vida de quem nos cerca, fica muito, muito, mais leve. Mesmo.

Acho que vale a tentativa.

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murro em ponta de faca.

Qual é o seu limite?

Quantas noites você precisa ficar acordado, com gastrite, queda de cabelo e alergia pra entender que é  hora de parar? De desacelerar, de mudar o rumo para o qual as coisas estão indo? Qual é a linha tênue entre a desistência e o valor de si próprio? Quanto de caos é necessário para que você abra mão, deixe pra lá, abstraia?

Meus limites foram mudando gradativamente e muito tem a ver com a minha satisfação. Aliás, a satisfação é algo que move grande parte da minha vida – eu simplesmente não consigo, e também acho que não devo, me obrigar a coisas que não me fazem feliz. Porém, conforme vamos ficando adultos e percebemos a gravidade que é sermos donos do nosso destino (e das contas que não cansam de chegar pra pagar) mais toleramos as pequenas infelicidades cotidianas: o transporte lotado, a falta de educação daquele cliente, o cansaço que nunca cura. Acho que nos perdemos um pouco entre as obrigações, deixando completamente elástica nossa tolerância. Nos tornamos resilientes, fortes, polidos, mas infinitamente mais amargos. Vamos engolindo as críticas, as opiniões, vamos engolindo um pouquinho de nós mesmos, todos os dias. E nunca pára.

É preciso saber a diferença, a sutil diferença entre desistir e se valorizar. Entre a preguiça de continuar, de seguir em frente e aquele momento em que não há mais para onde nadar, não há mais o que ser feito para consertar essa ou aquela situação. Essa dica vale pra vida pessoal, para a briga de família, para o relacionamento abusivo ou para o mundo corporativo. Esteja atento aos seus sinais, pare de tantas cobranças.

Nem sempre o melhor caminho é seguindo em frente.

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as grandes pequenas coisas do amor.

Procure um amor que esteja atento. Acima de tudo, ao que você diz. Que se não souber interpretar esse ou aquele sinal – um olhar cansado, uma carinha meio triste ou uma resposta atravessada – se preocupe com isso. E tente resolver.

Procure um amor que se interesse pelos seus assuntos, mesmo que eles sejam banais. Que você não fique em dúvida o tempo inteiro se está sendo ouvida, ou não, e que ele lembre daquilo que é importante pra você. Procure um amor que faça você se sentir relevante, porque nem sempre nos sentiremos especiais.

Procure um amor que te acompanhe. Que faça as coisas combinadas sem reclamar (muito). Que as faça por você. Mas também procure um amor que esteja disposto a argumentar, discutir, a se colocar e a te entender quando for a sua vez de fazer tudo isso. Procure um amor que busque sempre o consenso, a união, que não brigue, discuta. Um amor do qual você não tenha medo de falar. E que não deixe o silêncio resolver quando nada estiver resolvido.

Procure um amor que te ajude com as coisas do cotidiano. A pagar uma conta, fazer comida, lavar roupa. Um amor que sabe que essas tarefas não são divertidas, prazerosas ou obrigatórias para uma das partes. E que, se são feitas, são feitas por amor. Muito acima de qualquer imposição que a vida coloque.

Procure um amor de pequenos gestos, delicadezas, gentilezas, um amor que te deixa passar na frente, que te protege, que olha por você. Porque, no final das contas, são essas pequenas coisas do amor que te fazem não ser qualquer pessoa. Que fazem você sentir que está vivendo mesmo, de fato e direito, um grande amor.

A gente não precisa de muito.

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Desafio Fotográfico do Rota: Receita de Ericka

Nunca havia participado de nenhum Desafio Fotográfico antes porque apesar de amar fotografia, acho que não tenho talento suficiente para registrar, em imagens, todas as coisas que eu sinto/sou em determinadas situações dessa vida de meu Deus. Quem acompanha o blog, sabe que circulo bem entre o humor e a dor quando uso as palavras, mas acho difícil, muito, muito difícil, encontrar imagens que digam tudo aquilo que desejo exprimir.

Pois é. Só que, dessa vez, não resisti. Depois de ver o post da Ju Rabelo para a segunda edição do desafio fotográfico do Rotaroots, resolvi arregaçar as mangas e por a SUPER câmera do Iphone pra funcionar – mentira. Só resgatei além de resgatar algumas outras tantas imagens que um dia foram importantes e ainda são – pra mim.

Com o tema “ingredientes que formam você”, seguem meus ingredientes. E a Receita da Ericka (assim, com CK mesmo) você confere abaixo:

Mais que objetos ou situações, minha vida é feita de pessoas, muitas delas. Quanto mais, melhor. E sem elas, nada faria o menor sentido.

Um beijo,

Ericka.

 

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

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despretensão.

Um ex namorado me disse uma vez que as mulheres mais cativantes que ele já conheceu eram aquelas que não tinham pretensão de nada. De início, não entendi e fiquei passadíssima. Ser mulher e não ter pretensão de nada, na minha humilde opinião, é quase como não ser mulher. Estamos habituadas – e condicionadas – a ser tudo, ao mesmo tempo e, de preferência, já.

Mas daí  ele continuou. Disse que as mulheres mais interessantes não esperavam ter muitos amigos ou ser super aceitas, que não imaginavam estar sempre cercada de grandes paixões e que nunca, nunca acreditavam estar sendo interessantes – ou atraentes para alguém. Pensando melhor sobre isso hoje de manhã, acho que pessoas assim – homens ou mulheres – são leves, simples e, talvez por isso, memoráveis. Não se preocupam com a quantidade de palavrões proferidos – ou a falta deles – não ligam de gostar de samba ou de rock e não estão nem aí se estão bem ou mal vestidas, se irão causar uma impressão positiva ou negativa. Apenas estão lá, vivendo, sendo qualquer coisa que quiserem ser, sem a intenção de impressionar. E, assim, de-fe-can-do pra opinião alheia, são altamente atraentes por seu modo de encarar a vida.

Essas mulheres, disse esse meu ex, são raras. E estão a cada dia mais escassas. Têm um brilho no cabelo descabelado, uma graça na unha meio mal feita e, sei lá, um ziriguidum que não se trabalha; se nasce, se é. Imagino essa gente sensacional com o cabelo ressecado saindo da água do mar, sabe? Usando pijama de bichinho, pantufa pra ir na padaria, zero sensual na hora da foto? Então.  No meu clichê mental, as mulheres maravilhosas até são vaidosas, mas nunca, jamais, neuróticas. E como isso é difícil no mundo de hoje, não é? Somos praticamente movidas pela neurose de estar na moda, de estar mais magra, de estar sempre lindas. Talvez, todas nós nasçamos sensacionais e nem nos damos conta disso.

Ser uma mulher interessante virou sinônimo de ser um pouco paranoica – seja quanto à celulite, o cabelo, à maquiagem ou qualquer outra coisa que nos desassossegue. E ainda estou tentando entender por que (ou por quem) nos esforçamos tanto por estar impecáveis. Se não for única e exclusivamente por nós mesmas, não vale a pena.

Querida leitora, essa é minha dica: relaxa na bolacha. Se os seres humanos memoráveis são esses desencanadões aí, sejamos mais livres. Let it be para conseguir conquistar o mundo.

Quem sabe assim a gente recupera a tal da espontaneidade que cativa? E resgata alguma coisa que perdeu nesse processo de busca por si mesmo?

Seríamos bem mais felizes. Não tenho dúvidas.

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coitadinhos.

Dentre as coisas que devemos desejar para àqueles que queremos bem, há uma que eu espero, de todo o coração, que você nunca tenha que lidar: o fardo de conviver com alguém que reclama demais.

Aquela pessoa que se sente dia sim, dia também, uma coitada. Se diz vítima de todos os males, de dor na perna,  no bolso e no coração – que é partido, sem fim, todos os dias,  desde que nasceu – e que sofre,  se revira e desvira no sabor amargo da própria dor. Que vive, e já se estabeleceu por ali, na miséria do amor, da amizade ou de uma família bacana. Que o trabalho é uma merda, que a vida pessoal é uma merda, que os finais de semana, os dias de sol ou de chuva, o celular, a comida por quilo ou os sapatos que escolheu para usar no dia de hoje, óh, tudo é uma merda. Até as férias são uma merda, veja só que coisa mais triste.

E ninguém pode se dizer mais infeliz que o tal ser humano, nunca, jamais. Os sofredores crônicos  já se colocaram no top top da escala de vida desgraçada, e ai de você se aparecer com um probleminha. Ai de você se acordar num mal dia ou levar um ocasional pé na bunda, pode engolir esse choro aí: você não sabe nada, nem nunca vai saber, do que é dor de verdade, ok? E tenho dito.

Os sofredores convictos vivem num ciclo continuo de azar. Aliás, nunca reconheceram que possa existir sorte, essa coisa fictícia que acontece com todo mundo menos com eles. Sorte é pra quem já nasceu rico, bonito e sem conta nenhuma pra pagar. Sorte é coisa que Deus distribuiu só na área VIP do céu, aquela que obviamente, uma pessoa tão infeliz como essa, passou longe.

E esse tipo de gente, infelizmente, existe aos montes. Está se multiplicando feito praga, mais que calça beetlejuice, mais que virose de  praia pós carnaval. Uma tristeza.

Veja bem, se não tivéssemos aí, uns bons problemas pra resolver, não nos motivaríamos a nada. Se a vida fosse ganha, nosso estímulo seria inexistente. Viveríamos como zumbis, apáticos. Nesse ponto, conviver com um sofredor é uma lição diária de que nada é tão ruim assim que a gente mesmo não possa piorar. A felicidade mais tem a ver com o modo que lidamos com os nossos problemas do que pela existência ou não deles. Eu, ao menos, faço parte de uma categoria que gostaria, caro leitor, que você também fizesse parte: os felizes opcionais. Aqueles que assim como eu e você não vive sempre os dias mais maravilhosos do planeta terra, mas que vai dormir acreditando que pode sim – e sempre – ser um pouquinho melhor.

Anda se lamentando que a vida não está tão bacana? Mude.

Certamente, dia desses aí, você vai esbarrar em um sofredor desses convictos, lembrar de mim e perceber que o mundo é bão, Sebastião. A gente é que só reforça o que doeu.

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machismo homeopático.

As feministas que me desculpem a sinceridade – e compreendam essas palavras meio tortas – mas sinto falta do machismo. Daquele protetor, que nos tratava feito rainhas. Que abria a porta do carro e que cuidava de nós com fragilidade; porque sabia que não conseguiria sobreviver em um mundo onde as mulheres ficassem feridas por qualquer motivo. Quem iria cuidar de tudo, afinal?

Sinto falta daquele machismo que nos impedia de lavar a louça aos domingos, depois de um dia exaustivo onde cuidávamos da comida, da roupa, das compras de mercado, dos filhos, de nós mesmas e da organização da vida de todos para o dia seguinte. Você pode gritar, pode reclamar e me chamar de maluca, mas dos anos 50 pra cá quantas mulheres permanecem cumprindo esses mesmíssimos papéis? 96%. E, vou dizer um negócio, que mal há nisso? Posso queimar sutiã em praça pública, mostrar os peitos, a bunda e gritar contra a objetificação feminina e, ainda assim, depilar minhas pernas. Pintar as unhas. Gostar de sexo. Colorir os cabelos, usar desodorante. Que preguiça eu tenho de quem se obriga a ser uma coisa só.

Tenho saudades daquele machismo que ensinava os filhos a idolatrarem suas mães, a não bater em mulher (nem com uma flor), e a tratar toda e qualquer representante do sexo feminino com respeito, não porque somos fracas, mas porque somos tudo ao mesmo tempo.

Não sei, aliás, quem inventou essa coisa de fraqueza ou força entre os gêneros, que métrica cretina para se avaliar uma pessoa. Até porque, tirar um ser vivo da barriga não é pra qualquer um. E sangrar todo o santo mês independente das nossas escolhas sexuais (e de vida), não me parece coisa de quem não aguenta o tranco. Agora, vai desencravar a unha de um machão de academia, vai. O cara aguenta carregar um carro popular nas costas, mas chora baixinho pra depilar meia perna.

Fraqueza e força, aliás, não dizem nada sobre coisa alguma – e ainda bem. Porque se há uma coisa que nos faz ter vantagem acima dos homens é a nossa sensibilidade em relação a vida – e às suas complicadas ligações e relações que se dão de forma sutil.

Sinto falta daquele machismo que tem inveja das sapatões – porque estas podem ter o melhor de todos os mundos e ainda ser extremamente sensuais fazendo isso – e daquele outro que acredita que os machos precisam ser provedores financeiros ainda que a gente não deixe. Aliás, já disse, vamos parar com isso, mulherada! O cara que nos paga a conta não está fazendo isso porque somos incapazes e inferiores – muito pelo contrário. Ele o faz porque somos incríveis. E nada mais além disso.

Ter ou não dinheiro, gostar de gastar dinheiro, de mostrar dinheiro, ou de qualquer coisa que envolva as capacidades financeiras de alguém – e o poder de controle social que isso gera –  também é uma métrica estúpida demais para avaliar quem somos. Rasa demais pra minha concepção de feminismo.

Num mundo onde se luta por igualdade entre seres tão diferentes eu fico é feliz de ser tratada com gentiliza. Não nos ofendamos com pequenos e poucos gestos de cuidado, com disputinhas por controle e espaço. Uma mulher é estuprada e morta a cada 5 minutos e você ainda continua aí achando que o problema está em pagar a conta do jantar? Por favor. Vamos evoluir.

Já nascemos com a capacidade de ocupar múltiplos – e inúmeros – papéis. Filhas, avós, netas, mães, sobrinhas, amigas, guerreiras, donas de casa, solteiras, divorciadas, histéricas, compreensivas, delicadas, firmes e mais uma porção de adjetivos que podem nos definir, ou nos dividir, com a mesmíssima força. Mas, aparentemente, nada nos une tanto quanto a nossa loucura. Quanto as nossas crises, surtos e inseguranças. Quanto nossas alterações malucas de humor, fome e sono e o quanto isso nada tem a ver com o fato de gostarmos de meninos, meninas, gansos ou de tudo isso junto. É físico.

É natural.

E embora você esteja aí, lamentando ou se felicitando por ter nascido mulher, não pode fugir dessa regra: somos todas desequilibradas. Doidinhas. Surtadas. E incrivelmente sensacionais por isso.

Hoje, no dia internacional da mulher, gostaria de parabenizar os homens que, de tão machistas, ainda conseguem compreender nossas muitas (e complexas variáveis). Há uma esperança, afinal, para a perpetuação da espécie.

A gente também não viveria sem vocês – como pais, avós, filhos, amantes, maridos ou mecânicos.

Porque metade de nós é bem mulherzinha, serei honesta. E no fundo, no fundo, a outra metade, também.

 

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Blogagem Coletiva – Coisas que eu não vivo sem

Seguindo a minha própria regra de vida – de que esse ano ia participar de TODAS as blogagens coletivas do Rotarootsvai aí minha lista de coisas que eu não vivo sem. Já aviso: são itens cretinos, sem nada de mais. Se você, amadíssimo leitor, não tem o menor interesse nessa temática, apenas pule esse post, tá?

Ou venha ser feliz fazendo sua listinha também e linkando aqui nos comentários pra tia ver, falando comigo via Facebook, me dando a mão, me abraçando, viajando comigo pro céu, etecétera e tal!

BEIJOS.

<3

1 – Brincos


Se eu sair de casa sem brinco, mermão, o mundo pára de girar. Parece que eu tô pelada, que algo de muito errado vai acontecer no meu dia, parece assim, que está tudo fora de sincronia. Mesmo. É um TOC.

2 – Creme para as mãos


Trabalho em SP, num calor da preula e fico no ar-condicionado all day long. Sem creme para as mãos não sou ninguém. Fico com aquela sensação constante de ressecamento que num tem fim. Eu sei, é uma mania bizarra, mas gente, tem quem sobreviva sem um creminho? Ah, num deve ter.

3 – Desodorante

Sou alocka do desodorante. Só consigo me sentir protegida se tiver um em cada canto onde quer que eu esteja, todos iguais. Tenho um na gaveta do trabalho, um na bolsa, um no carro (da minha mãe), um na casa do namorado, um na minha casa e sempre – SEMPRE – repasso pós almoço. Queria ter essa mesma cisma com rituais de beleza anti-acne, mas olha…Não.

4- Celular


Eu uso pra ver e-mail, Facebook, Twitter, previsão do tempo, blog, ouvir música, postar no blog, Whatsapp… Não tem jeito, não tem condição viver no século 21 sem celular. E se a internet acaba fo-deu. Quebra a vida. Sou bem viciada nesse item e só tento evitar ficar autista enquanto almoço. E é isso.

5 – Chiclete/café


É um ciclo sem fim. Masco chiclete, tomo café. Tomo café, masco chiclete. O-DI-A-IN-TE-I-RO. Faz um mal do cacete pra gastrite, amarela os dentes, zoa o aparelho, enfim… Poderia fumar, mas masco chiclete. Poderia beber, mas…ENFIM. HE HE HE.

6 – Creme sem enxague


Você, mulher de cabelo indefinido, conhece minha dor. Você sabe como é começar o dia com o cabelo lindo e acabar na piaçava. Você me entende. E, portanto, deposita quilos e quilos de creme se enxague nessas madeixas longas e lindas aí, que eu sei. Num dá pra viver sem, sorry. Não sei como era a vida antes dele, mas depois dele tenho certeza que somos muito mais felizes. Mesmo.

7 – Musicas de má qualidade enquanto eu trabalho


Põe aí um funk neurótico no repeat que eu tô precisando fazer uns 45 relatórios, faz favô!

Aliás, aperta o play: http://grooveshark.com/#!/playlist/Pr+s+Recalcada/66423223

8 – Comida


Alguém aí vive sem comer?

9 – Netflix

Como era mesmo a programação da TV aberta? Não lembro.

10 – Evernote

Minha memória é uma droga, não funciono linearmente e tenho problemas sérios com organização. Portanto, Evernote é meu pastor e nada me faltará. Desde que descobri essa belezinha sou uma pessoa mais feliz e menos desesperada. Todo mundo deveria brincar de fazer checklists, porque olha, ti falar pra você, essa vida adulta tá dificílima. Tá puxada.

 

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Blogagem Coletiva – 14 coisas para ser em 2014

Está meio tarde para fazer esse tipo de postagem, eu sei. Mas entrei há algumas semaninhas no Rotaroots, redescobri uma gente muito linda, muito de verdade, que escreve coisas que realmente fazem SENTIDO pra mim e firmei um compromisso (da minha pessoa comigo mesma!!) de que vou participar de TODAS as blogagens coletivas de 2014. Então, jovens, mesmo que janeirinho esteja aí, dando tchau pra molecada, aqui vão as 14 coisas que eu desejo ser neste belíssimo ano, bem pessoais mesmo, porque, afinal, blogs de textos gigantes e reflexivos como o meu são para isso, não é?

POIS AÍ VAI:

1- Ser menos ansiosa

Sou frenética, tô sempre em ritmo de festa, neurótica, maluca, alucinada. Mesmo. E caem meus cabelos, e eu num consigo comer direito, e tomo 7263744647 mil litros de café. Acho que preciso parar. Mesmo.

2 – Ser mais fiel às minhas próprias vontades

É sábado à noite. Todo mundo te chama pra sair. Todo mundo quer que você ponha um vestido lindo, curto e vá pra boatchê. Aí você vai, com preguiça, cansada da semana, de saco cheio, escutar horas de música alta porque a sociedade impõe. Igual comer alface. Ninguém gosta de comer alface, gente. Ninguém. Logo, para 2014 quero seguir mais meus próprios desejos e menos aquilo que os outros esperam de mim. Né? Vai fazer bem.

3 – Ver mais os amigos de verdade

Vivo entre dois mundos, Santos e São Paulo, faz 7 anos. Quando estou na capital, sinto falta do litoral. Quando estou no litoral, sinto falta da capital. E quando consigo decidir se vou pra lá ou se fico por aqui, acabo ficando mais tempo com a minha família, indo no médico, no banco e fazendo coisas burocráticas obrigatórias da vida adulta. Estou em falta com MUITOS amigos, inclusive da blogosfera. E isso precisa mudar. E vai mudar, @lecticia.

4 – Viajar para fora do país

Junto dinheiro sem fim pra viajar e nunca faço isso. Tenho medo de me faltar grana pra comer, pra pagar o aluguel, de eu ter que voltar pra Santos (de novo) e de abandonar todos os meus sonhos aqui na capital. Sempre digo que vou fazer algo por mim, que a gente trabalha pra ter uma recompensa sobre aquilo que faz, mas olha, não consigo. Acho que esse, de todos, é o meu maior fantasma: o medo de não ter ninguém para contar além de mim. Esse ano, PRETENDO MESMO, viajar para fora do país, nem que seja uma semaninha. Tô carecida.

5 – Trabalhar com moderação

Sou viciada em trabalho e amo o que eu faço. Entro cedo, saio tarde e, olha só, adoro. Gosto das pessoas, do local, de ter que ter sempre ideias malucas pra diferentes clientes, de escrever, escrever, escrever. Mas sei que na vida é preciso agir com moderação. Então, esse ano, quero cumprir horários.

6 -Mudar (finalmente) o layout desse blog

É. Tá precisando.

7 – Começar a praticar uma atividade física com força de vontade

Já tô com preguiça dessa meta.

8 – Parar de tomar refrigerante

Todo o ano, desde 1999, digo que vou parar, definitivamente, de beber refrigerante. Não bebo muito, mas gosto muito. Na hora que penso em parar me dá um mini heart attack. Se isso não configura vício, não sei o que mais pode significar.

9 – Falar menos, ouvir mais

Falo muito gente. Jesus. Escuto também, mas acho que devo ser uma ouvinte melhor em 2014 por motivos de: quanto menos eu falar, menos problemas também eu terei. Seja em dar conselhos, seja em acabar deixando escapar alguma opinião polêmica, etc, etc. É melhor pensar antes de falar. É melhor, aliás, PENSAR. E só.

10 – Ouvir mais música de qualidade

Amo música ruim, sou uma trash hunter. Se você me pergunta de Molejo ou de Valeska sou uma enciclopédia, mas num sei nada sobre Beatles. Isso não é socialmente aceitável, sabe? Sofro preconceito. Preciso conhecer também aquilo que há de bom no mundo. Passou da hora.

11 – Viver offline com gente do mundo online

Chega de Whatsapp, vamos tomar um chopp. A vida acontece ao vivo, pessoal, vamos aproveitar mais os meios online pra combinar os rolês offline e conhecer um sem número de gente LIIINDAAAA que essa internet aproximou, vamos?

12 – Ser mais amiga dos meus leitores

Escrevo, escrevo e acho que não sou suficientemente participativa com vocês. Nunca fiz concurso, dei presente, nem sei muito sobre aquilo que vocês (se é que tem alguém aí do outro lado) gostam de ver por aqui. My bad, pessoal, juro que mudarei.

13 – Não acumular roupas limpas fora do varal

Eu odeio roupa suja acumulada, então estou sempre lavando tudo. Daí acabo acumulando a roupa LIMPA em algum canto da casa, geralmente no banquinho do meu quarto. Resultado: todas as minhas blusas tem aparência de que foram tiradas da garrafa e, obviamente, morro de preguiça de passá-las. Isso precisa mudar.

14 – Dormir

De vez em quando é bom.

 

ACHO QUE É SÓ.

 

Esses outros blogs também participaram da blogagem coletiva óh:

Chat Feminino ◦ Elfinha ◦ Pão de Queijo sz ◦ Li Garone ◦ Rebel Alien ◦ El Ropero ◦ Poly Pop ◦ Coração Pirata ◦ Nerdiva ◦ Tirei 20 no Amor ◦ Entorpecendo ◦ Sernaiotto ◦ Juh Claro ◦ Lidiane Dutra ◦ Borboletando ◦ My other bag is Chanel ◦ Devaneios ◦ Meu Palanque ◦ Isis Sousa ◦ Não tem tempo ◦ Kakau com limão ◦ Avec Mes Louboutin ◦ Tudo Combinado ◦ Pequenina Vanilla ◦ Babee ◦ Pode chamar de Duds ◦ Douceur de Mon Monde

 

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para além dos 25.

Achei que estaria bem sucedida aos 25. Achei também que estaria bem casada, com certeza de mim, com certeza do outro, com certeza do que eu queria daqui em diante, de lá em diante, que veria adiante.

Achei que teria controle sobre muitas coisas. Que aos 25 seria capaz de não cometer mais erros tolos, de não me apaixonar por falsas verdades, que já não haveria mais tempo para as cartas de amor, para os poemas que nos fazem suspirar, para declarações impulsivas, para porres homéricos. Achei que seria madura, firme, 100% correta.

Pensei que as coisas seriam cada vez mais fáceis quando a grande verdade sobre a vida adulta é que quanto mais os anos passam, menos a gente sabe sobre o que já foi. Menos a gente consegue absorver os aprendizados, as escolhas. É muito difícil mudar quando a gente quer, a todo custo, que alguma coisa seja diferente.

Daí, fiz 26. E não conclui plano nenhum.

Não tirei carta de motorista. Não casei e nem sei se vou casar. Não tenho certeza de hoje, que dirá, de amanhã, de depois ou da semana que vem. Me tornei muito mais insegura que antes, ao contrário do que pregam sempre sobre maturidade, não tenho mais facilidade para emagrecer, não tenho mais tempo para perder e conforme passam os dias, mais difíceis ficam os encontros e, mais estreito também, o destino.

Entretanto, você descobre um senso de urgência em ser feliz, em ser inteiro. Não se importa com as cagadas, com os tais porres, não se importa mais com o que quer que seja preciso desde que te traga plenitude. Que te traga esperança para ser mais do que foram esses primeiros 25.

Nesse 1/4 de vida – para quem pretende viver até os 100 – percebe-se que tudo passa rápido. Os sonhos, o tempo, os planos. E que é preciso fazer já. Esquecer as meias palavras, as danças, os ensaios e se jogar no que vier.

Para que se consiga buscar o que se procura é preciso saber por onde caminhar. E enquanto não se decide o caminho, sejamos vítimas da sorte.

Ela é supreendente.

Ao menos, foi pra mim.

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