Vênus em Gêmeos, coração na Lua.

Dia desses, vi no meu mapa astral online ~ super confiável ~ que tenho Vênus em Gêmeos. Li em alguns outros tantos lugares que isso significa que sou uma pessoa que gosta de todo mundo e de ninguém ao mesmo tempo, que entra e sai fácil dos relacionamentos, que hoje gosta, amanhã desgosta, depois nem lembra. Fui taxada de superficial, de volúvel, falsa e mais uns tantos termos pejorativos que não vale ressaltar aqui porque não é o foco, mas, enfim, deu pra entender qual é a vibe.

De fato, dos não amores que tive, desamei facilmente. Há uns tempos me peguei sem reconhecer aquele casinho do passado, o rolinho da adolescência e onde-mesmo-que-eu-tava-com-a-cabeça-quando-gostei-desse-cara? Cruzes.

Talvez a tal da Vênus em Gêmeos faça mesmo sentido. Que cansaço me dá essa coisa de sofrer por amor, sempre tive um pouco de preguiça. Das pessoas realmente inesquecíveis, conto 2, 3 bons amigos ex-amores e só. E olhe lá.

Na prática, se acabou é porque teve fim. Que venham outros 2, 3, 35, 112. E que a gente se reinvente quantas vezes forem necessárias até se esquecer do que um dia era eterno.

Gente que tem a tal da Vênus em Gêmeos, tem, na verdade o coração na Lua. Longe, distante e bastante seletivo. Somos capazes de mostrar o maior dos envolvimentos sem nenhum interesse e o maior dos desprezos estando interessadíssimos. Somos seres complicados, peculiares, calculistas. E daí – PUFF – mega impulsivos de repente. Hoje não ligamos, amanha fazemos drama. Hoje morremos de dor, amanhã nem sabemos mais porque. E nessa balança maluca do amor nunca esquecemos de uma coisa: de que tudo vale a pena desde que seja intenso, inteiro, cativante. Se a outra parte meio quiser, não basta. Se fizer em parte, se tiver uma pontinha de receio…Não dá. E daí os ciclos se repetem, e nós é quem ganhamos a fama de bad boys/girls, veja bem.

Que culpa tenho eu se existe tanto medo em ser o que quiser na hora que dá na telha?

Sou Vênus em Gêmeos sim, com muito orgulho. E a sua opinião sobre isso? Pra puta que pariu.

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Uma grande não novidade.

Venho por meio desse texto contar a todas as mulheres desse Brasil uma novidade incrível: tem homem no mercado SIM. Gordo e magro. Alto e baixo. Rico, coxinha, alternativo e hippie. Que gosta de ruiva, de loira, de negra e que não liga pra celulite. Que vai achar ótimo você trabalhar e pagar suas contas ou que vai querer pagar tudo pra você porque é um pãtcham pro-ve-dor e bi bi bi. Pois é. Tem homem pra cara*** no mundo. De esquerda e de direita. Do sertanejo, do rock e do surf. Homem que ama moda? Tem também. E aqueles que não ligam de usar xadrez com bermuda florida? Aos montes.

Tem homem e mulher pra todo o lado, de todo o tipo, e óh – SOLTEIROS. Não é incrível? Aquele ex da sua prima que num tinha nada a ver com ela, mas que entendia tudo sobre vinhos? Olha lá, rapaz! Um partidão. O cara do inglês que sempre faz uma piada gostosa de rir, sabe? Vale o investimento. E o seu vizinho sério? Que deve trabalhar no banco e que você encontra todos os dias no 669A com destino à Av. Paulista? Tá aí, na pista, pra ga-me.

Encontrar alguém é fácil. Dificil é CONQUISTAR alguém, não vamos confundir as estações. As pessoas acham que só basta se mostrar interessada pelo outro, quando mais importante que sair à caça do homem ideal é se mostrar INTERESSANTE. Até porque ser linda e atraente por 24 horas é fácil. Um relacionamento de verdade é muito diferente e mais complexo que isso. E isso, claro, partindo do princípio que você quer ter alguém nessa vidinha de meu Deus. Se não, pode parar de ler esse post que num tem nada a ver com a sua realidade. E estamos conversados.

Mostre-se. Quem você é? Do que você gosta? Sem medos. Se você nunca arriscar, nunca vai atrair o tipo de gente que procura e sempre continuará com as mesmas e velhas desculpas sobre o mundo – e tudo o que existe nele.

Páre de se justificar no machismo, feminismo ou nas exigências do trabalho na vida moderna que dificultam uma vida pessoal de qualidade. A sua vida é você quem faz. Há lá fora, se você estiver realmente afim de encontrar, gente incrível. Certinha pra você.

Inclusive do tipo que você nem imagina.

 

Post inspirado nesse texto incrível da Folha.

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o amor não é uma bosta.

O amor não é um fardo. Não é essa coisa ruim e depressiva que pregam por aí. É complicado, de vez em quando cansativo. Mas amar não é uma bosta. Não é coisa de mulherzinha. E digo mais: faz parte da gente.

Amar é estar em um constate gerenciamento de crise. Do outro, de ambos e principalmente, da imagem que temos de nós mesmos – nossos gostos, desgostos, limites e loucuras – que só aparecem quando já estamos lá, querendo muito, muito estar pra sempre com alguém.

Não existe amor que faça mal. Nada, aliás, que nos dá motivos para sonhar, suspirar, fazer planos e ter vontade de continuar vivendo nesse mundo cão pode ser considerado de todo ruim. O amor simplesmente não é essa coisa boa o tempo todo, como você vê no Facebook alheio. Nem essa coisa tão horrorosamente brutal que dizem por aí os mais desacreditados. Como tudo que é uma delícia também tem suas zicas. Deixa umas rugas aqui, ali, dá uma diabetes, um refluxo vez ou outra, e tal, que nem comer doce demais depois de sair da churrascaria.

Não dá para passar pela vida sem amar pelo menos um pouquinho. E não dá para suportar a morte sem ter amado demais.

Não há sofrimento que dure tanto a ponto de alguém querer desistir do amor, entendam de uma vez por todas. E parem de insistir nessa ideia. Mesmo os poetas mais depressivos que já passaram pela Terra sabiam que é impossível desvencilhar-se desse sentimento e, querem saber? Só se insiste em escrever sobre o tema quem já foi, definitivamente, apaixonado por amar.

Você pode achar que tem dedo podre e que não serve para ninguém. Que é complicado demais na sua solidão e que junto só gera conflito, desgaste e provocação. Pode ter também um total desprezo pelas coisas românticas, pelas cartas, declarações, clichês e tudo o que diz respeito a um mundo a dois, mas não pode evitar gostar de alguém – do seu modo, sem firulas, seja do jeito que for.

Afinal, o que é que nos move a gostar dos tipos mais errados e sem coerência possíveis se não uma imensa vontade de fazer com que tudo funcione em harmonia com o nosso mundo? Se não uma imensa vontade de fazer com que tudo tenha sentido?

Mais amor, favor, cor, sabor, dor.

Porque sem esse último jamais saberíamos identificar o quanto precisamos do primeiro.

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quando não estamos prontos.

Há uma grande diferença entre amar e ser capaz de manter um relacionamento. Ao contrário do que mostram as novelas e todos os casos de amor do cinema, cada pessoa tem um ritmo, uma hora certa para que tudo funcione em sincronia. Gostar de alguém não necessariamente significa que a vida à dois terá sucesso.

Não é fácil, encontrar o tom, conviver. Costumo comparar namoros a orquestras, onde as coisas precisam estar muito bem afinadas para funcionar. Se abrir mão, com prazer, dos pequenos vícios e más condutas (que todo mundo tem e sabe disso), te incomoda, talvez ainda não seja a hora de insistir. Talvez você ainda não tenha encontrado maturidade suficiente para estar com outra pessoa.

Aliás, se tem uma coisa que não combina com relacionamentos saudáveis é o sacrifício. O amor é uma das poucas coisas da vida que não exige nada em troca – além de mais amor, é claro.

Quando vivemos com outra pessoa nunca há culpa integral pelos fracassos ou vitória absoluta pelos sucessos. Nem meu, nem seu: é nosso. O nosso sucesso. Relacionar-se exige um desapego de si mesmo, vai além da sua responsabilidade. Não é como comprar uma roupa nova ou ouvir uma boa música: é algo para ser aproveitado com o passar do tempo. Não é imediatista ou efêmero. Relacionar-se diz mais sobre a nossa conduta em relação à vida que sobre os sentimentos em si. É assim que se explicam todos aqueles casamentos duradouros que você conhece nos quais não existe uma gota sequer de amor.

Equilíbrio sempre. Esse é o segredo de todos os negócios.

E mais amor. Por favor.

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romantismo masculino.

Homens e mulheres são diferentes. Eles são mais racionais e elas, emocionais. Dizem que os primeiros fazem sexo, e os segundos, amor. Falam que os homens são de Marte e as mulheres de Vênus, mas okay, já lemos todas as publicações de auto-ajuda no quesito machos X fêmeas e ainda somos incapazes de responder a algumas questões inerentes a esse assunto; o que me deixa bastante feliz já que falar sobre isso é uma das coisas que eu mais gosto de fazer.

Porque o romantismo está tão inerente a algumas mulheres e praticamente ausente em alguns homens? Porque a falta de manifestações atípicas de carinho ainda são tão valorizadas pelo sexo feminino e tão pouco exploradas pelo masculino? Se eles são assim tão racionais, porque não fazem o que é preciso para ter um relacionamento mais harmonioso, ou, talvez, mais satisfatório para as mulheres que tanto têm essa necessidade de se sentirem amadas?

A realidade é que eles não fazem por mal: simplesmente não sabem o que as elas querem. Até porque se uma mulher cobrar romantismo todas as ações seguintes que o homem tiver parecerão forçadas e não farão o MENOR sentido. Os homens não entendem que banalidades possam ser tão valorizadas, que cartões, flores, surpresas e mimos possam ter um efeito estrondoso dentro de uma relação e, portanto, não planejam essas ações. Não é por maldade, é porque não foi trabalhada neles essa sinceridade, essa exposição aparentemente sem por que dos sentimentos.

Eles não acham necessário tanta exposição, porque afinal, um homem quando diz que ama, ama. Não finge,  não sabe ser delicado sem realmente se importar com a mulher. Homens são nota ZERO em simulação, enquanto nós, somos mestres. Tanto é que, via de regra, quando achamos que alguma coisa está errada dentro de um relacionamento ela está. Mesmo que eles neguem.

Mulheres, nós queremos demais. Não existe relacionamento perfeito, nem namorado príncipe. Talvez, nem precise existir. É bom, é delicioso ser surpreendida, sentir-se especial, mas acho que não adianta tentarmos impor sentimentalismo aos homens – eles acabam perdendo um pouco da essência naturalmente despachada que tanto nos atrai.

E não há nada melhor do que uma demonstração sincera, inesperada e realmente de coração vinda deles. Se a gente realmente merecer, sem mentira nenhuma, acontece.

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Amiga e nada mais.

Sempre tive muitos amigos homens, muitos mesmo, apesar de conservar boas amizades femininas.

Ao contrário do que você deve estar pensando nesse momento, ser amiga dos meninos nunca facilitou meu lado amoroso, a não ser pelo fato de compreender o que se passa na cabeça deles (que é muito simples, por sinal) de forma mais fácil. Sou muito brincalhona, não faço, nem de perto, o estilo “femme fatale” e ando com tanta mulher bonita que não sou destacável em meio a multidão. Quando questionados quanto a minha beleza os homens ao redor geralmente respondem com a célebre frase: “ah, sei lá, é a Ericka, ela é normal.”

E apesar de ser a Ericka e ser normal nunca me faltaram namorados, rolos, casinhos e histórias pra contar aqui no Hiper, porque nunca me senti invisível.

O que acontece com 99,9% das mulheres, até com as deslumbrantes, acredite, é a “síndrome do fantasma”. Elas sempre acham que o cara que elas estão afim nunca vai olhar pra elas, sempre acham que nunca são observadas, sempre acham que sobra uma gordurinha aqui, que falta uma carninha ali, que o cabelo não está bom e que a unha está mal feita. Como eu já disse nas linhas acima, mulherada, os homens são simples. Não reparam se você fez californianas ou se pintou as unhas de branco ou vermelho. Se reparam, esse, definitivamente, não é fator decisivo para que uma amizade vire um romance ou sei lá o que. Aliás, se eu tivesse uma fórmula pronta para converter bons amigos em namorados eu divulgaria, mas apesar disso acontecer com frequência na minha vida, não sei explicar como esse processo se dá, acho que meus relacionamentos acabam por… Fluir.

No amor, no jogo e na vida sempre busco arriscar, sem pensar muito. Eu geralmente SÓ penso depois, quando já estou vivendo um romance completamente alucinado e non sense e daí… Continuo vivendo. Vocês não iriam acreditar na metade das histórias que eu fui capaz de me enfiar.

A vida tem que ter sabor, tem que valer a pena, tem que ter GRAÇA. Se você não é capaz de rir dos seus próprios fracassos, não é capaz, também, de aprender com eles.

Meus últimos 3 namorados eram meus amigos e ainda são. Namoro não estraga amizade quando bem vivido, não existe essa coisa de ser tão amiga à ponto de se tornar desinteressante, não existe também essa máxima de que toda a amizade entre homem e mulher tem segundas intenções. Há homens que são só amigos e que nunca vão deixar de ser. Mas sabe, quando bater um sentimento, se jogue. SEJA interessante quando lhe convir, saiba usar a intimidade, o bom humor e a principal coisa que um relacionamento exige: uma boa e longa conversa.

Quando a gente acredita, alcança o mundo. Não que eu mesma tenha chegado lá, mas é sempre bom dar uma forcinha pra quem está se sentindo pequena demais para conquistar aquilo que deseja.

Né?

 

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a síndrome dos bons tempos.

Temos  a tendência de achar que o tempo que passou é sempre melhor que o vivido agora, repara. Se não sempre, na maioria dos casos. Lembro dos meus 15 anos com tanta saudade que até dói. Mas daí, num lapso de memória, recordo daqueles simulados escolares insuportáveis, das festas que eu não podia ir porque era menor de idade, de que eu tinha hora pra dormir, acordar e chegar em casa e, o principal: que meus amigos não tinham carro (porque eu mesma continuo sem ter).

Daí penso que os 18 sim, esses eram de ouro. Foi quando entrei na faculdade, comecei a trabalhar, a ganhar meu próprio dinheiro… E a dormir bem menos às custas disso. Olha aí o ponto negativo. Foi também nessa época que percebi que nunca teremos o suficiente (e que isso nem sempre é rnegativo). Sempre vai faltar um tênis, uma viagem, um computador ou tempo para curtir tudo o que se conquistou.

Pensei nos 20, 21, 23 e cheguei a conclusão que nem aos 6 anos de idade a vida era tão fácil assim, nunca é. E se a gente lembra de tantos pontos positivos de épocas distintas é porque andou mesmo vivendo bem.

Melhor que lamentar é agradecer por tudo de positivo que se viveu. E que venham muitos anos pra continuar na saudade…

 

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falta alguma coisa.

Um amigo meu (mais um) andou reclamando da namorada. Disse que o sexo é ótimo, mas que ela e ele são pessoas completamente diferentes. Não conversam mais, não se divertem com as coisas bestas e pra agravar o quadro todo, moram longe um do outro. Ele aqui e ela lá, com os pés pertinho da praia, cheia de músicas ao vivo nos barzinhos, chopp nas calçadas e coisa e tal.

Achei engraçado constatar uma coisa sobre os homens que eu já muito ouvia falar, mas que nunca tinha realmente estado próxima: só o sexo, não basta. É fundamental que ele esteja lá e seja bom, é fundamental e, talvez, até uma parte importante da coisa toda, mas não é tudo. Aliás, não é nada se não houver todo o resto embutido, os carinhos e beijinhos sem ter fim, as tolices, os planos e a troca verdadeira de idéias.

A conversa, mais que o tesão, é o alimento de todo o bom relacionamento. Você pode amar uma pessoa, pode achá-la incrivelmente atraente, pode ter pele e  aquele furor incompreensível quando estão juntos, mas se não tem afinidade cerebral, não adianta.  Se não, seríamos iguais a qualquer outro animal vivente, não é mesmo?

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laços.


Todos os dias, lá pras 5 da tarde, eu costumava pegar elevador com um senhorzinho bem senhorzinho mesmo, o Seu João. Sempre muito simpático, já corcundinha, com aquela voz que todo o velhinho tem, ele me contava sobre os 5 filhos, os quase 13 netos e do quanto lhe sobrava amor pela vida. O Seu João, que morava no 9º, às vezes vinha comigo até o 13º só  porque tinha uma necessidade de conversar, e eu, de escutar aqueles micro e repetitivos causos que ele contava (porque eu sei que no fundo, seremos todos como ele um dia.)

Hoje de manhã entrei no elevador e há algumas semanas eu estava sentindo falta do Seu João. Olhei os recados da água (que vai faltar), dos condomínios (que estão com muito atraso) e um bilhetinho, rosa, escrito à mão, por alguém que tinha poucas palavras a dizer. Hoje, vão realizar a missa pela morte do velhinho mais simpático que eu conheci na igreja da Consolação, às 19hs, e eu acho que não vou ter coragem de ir.

Não pela morte, pelo caixão ou pelas velas, não tenho paura de nada disso. Acho que é pela facilidade que os laços se fazem e desfazem nas nossas vidas e do quanto nos apegamos sem mesmo conhecer direito as pessoas. Nunca soube que o Seu João era doente, não sabia nem que ele estava hospitalizado, mas isso nunca importou. As poucas palavras que trocamos com algumas pessoas na vida são o suficiente para nutrirmos por elas uma relação, às vezes, inexplicável. Com vocês também é assim? Sou capaz de contar a minha vida inteira num ponto de ônibus.

A caixa do supermercado que me atende todos os dias, o dono da padaria que sempre faz piada quando eu compro meu Toddynho de manhã, a minha ex-chefe que me irritava por tanto tempo e hoje eu sinto falta… É incrível como a nossa memória é capaz de guardar partes tão boas de pessoas tão efêmeras e se apegar a isso, como se elas fossem primordiais na vida da gente.

Não sei quanto à minha participação na vida dessas mesmas pessoas, mas que o Seu João vai me deixar um buraco danado quando baterem os sinos das 5, com certeza vai.

E que fique em paz onde quer que esteja.

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da sorte e do azar.


Nunca gostei da palavra azar, até porque não acredito nela. Não é possível que a nossa vida seja guiada por um pré estabelecimento cósmico que vem em fases, por uma maré de coisas boas ou ruins. É muito irracional pensar que não temos controle sobre as nossas vidas, e olha que eu não sou a pessoa mais racional que vocês conhecem, você pode crer. Acredito em pré-determinação, acredito que algumas coisas realmente DEVEM acontecer e que junto a elas virão lições importantes sobre alguma coisa em nossas vidas, mas não acredito em pré-definições para coisas boas ou ruins. Somos maiores que isso.

As coisas boas que ocorrem não são sorte; são o resultado daquilo que buscamos, do que realizamos, são os efeitos do modo com o qual levamos nossas vidas. E quando coisas ruins acontecem para pessoas boas? Como explicar? Tudo culpa do tal do azar? Obviamente, não. As coisas ruins acontecem para todo mundo, o tempo todo, pra quem é do bem e quem é do mal. Elas existem, não dá pra ser feliz o tempo inteiro, não dá pra não ter doença, pobreza, amor mal resolvido, e problemas familiares, todo mundo tem. E sempre vai ter. A pior coisa do ser humano é ser dotado de razão. E da capacidade de tecer teorias para tudo aquilo que acontece por mais sem fundamento que elas sejam. Aliás, quem disse que todas as coisas devem ter fundamento?

O que muda, não é quanta sorte ou azar temos na vida, mas o quanto essas coisas tem a capacidade de nos afetar.

Há dias em que estamos fortes, que pode cair o mundo que a gente aguenta. Há dias, que não. Isso também de nada tem a ver com as forças sígniquicas ou cármicas, isso tem a ver com o nosso próprio humor. Ou você conhece alguém que consegue ser feliz o tempo inteiro? Nem rico, nem pobre, nem apaixonado, nem abandonado: ninguém tem uma vida perfeita.

Se é assim, que tal pararmos de lamentar por aquilo que ainda não deu pra alcançar? Uma hora, a gente chega lá.

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