Look do dia – e aceitação em tempos de vida perfeita

Daí que eu comecei a fazer um Instagram com meus looks do dia. Primeiro, porque sempre comentavam que o modo como eu me vestia refletia muito a minha personalidade – e que talvez eu devesse explorar isso de alguma forma – e segundo, porque descobri que olhar a si mesmo nas imagens é um super exercício diário de auto aceitação (e de ajuste daquilo que fica REALMENTE bom em você, em termos de moda mesmo).

Eu, que nunca tive vergonha na cara ou preocupação com a minha imagem online, que postava foto bêbada, suada ou de biquini comendo pastel de feira, me vi ali analisando se estava gorda ou magra, se meu cabelo tinha ou não frizz e extremamente incomodada com a minha cara de sono, sem maquiagem, quando resolvia fotografar de manhã. Não é à toa que as pessoas vivem dizendo que o universo das redes sociais é um mundo à parte, de fantasias e superficialidades, mas sentir isso na pele faz você ir para uma outra esfera: a pessoal. Aquela na qual você, sem recursos ou super efeitos, se vê obrigada a se gostar como é.

Depois de uma semana registrando aqui e ali meu look pelas ruas, pude entender porque as pessoas realmente VIVEM disso: dá um trabalhão. E ninguém que pega ônibus, tem hora pra chegar e mil coisas pra fazer durante o dia, na firma, consegue  estar o tempo todo arrumadinha, sem pizza no sovaco ou gordura no rosto em meio a um calorão de 125 graus célsius. Ninguém.

Eu, que sempre gostei da minhas roupas,  cores e estilos, me vi censurando uma ou outra peça pra ficar melhor na foto. Deixei de lado o sapato surradinho para dar lugar a um mais desconfortável (porque era bonito) e passei a notar as poses, olhares e toda a espontaneidade das fotos que eu tanto curtia – e que de espontâneas não tinham nada. Sorrisos forjados, maquiagens detalhadas, cenários pré moldados… Que vida real é essa que se vende tão naturalmente e que eu, você e o mundo inteiro sabemos que não é assim que funciona? Porque somos tão narcisistas e, ao mesmo tempo, envergonhados? De que importa, afinal, a opinião do outro sobre o que vestimos, somos, mostramos?

E decidi que meus looks do dia continuarão naturais. No meio da rua, em frente ao supermercado, no hall do prédio. Não vou pensar nas roupas que repeti ou no quão velha está aquela bolsa. Seguirei tranquila. Porque eu sou aquelas roupas, elas me identificam, me representam, são a extensão de outras mil coisas que eu quero comunicar – e isso é realmente grande.

O grande barato é tentar tirar dessa experiência que é fingir ser famosa o melhor pra mim.
Nada melhor que olhar para si para ir adiante. Vale tentar.

Continue Reading

tá tudo igual, tá tudo chato – mas lidemos com isso.

Vocês reclamam demais, tálocko.

A nova moda agora é falar mal da blogosfera enquanto negócio, como se toda a motivação do universo para se receber cultura fosse exclusivamente blog. Como se SÓ ESSES ESPAÇOS determinassem todo o consumo da galáxia, ou a preferência por gordas, magras, selfies, saia midi, plissada ou a puta que o pariu. Vocês não cansam de falar no quanto as coisas estão cansativas, e massantes, e repetitivas e de como em to-do-o-blog-gran-de se lê a mesmaZZzzzZzZzZzZZZzz coisa. Que o conteúdo é o mesmo, que não existe novidade e que MEU DEUS QUE COISA FEIA GANHAR DINHEIRO FALANDO DO QUE NÃO GOSTA, QUE MUNDO É ESSE, NÃO É MESMO? :O

O mundo de sempre, negada. Do capitalismo, dos padrões, das coisas que vem, vão, se diluem, se dissolvem, ressurgem e se repetem. Igual, mesmíssima merda. Só que em outra plataforma.

A internet só torna as coisas mais próximas, rápidas, só aguça nossa percepção em relação a um processo que sempre existiu.

Vou tentar ser objetiva e assertiva nas minhas colocações sobre o tema, que não valem de nada, que isso fique bem claro, e que são APENAS minha opinião, ok? Estamos conversados.

Seguem as observações:

1. Parem de over and over again postar o mesmo tipo de argumentação sobre esse tema (ou qualquer outro). Vocês não são tão letradas, pensantes, articuladas e desenvolvidas a ponto de estruturar novos argumentos? Pois exponham todos eles. Que seja o trabalho escravo que domina as fast fashions, o recalque porque tem nega ganhando dinheiro fácil por aí, ou o fato de vocês terem um traballho massante e repetitivo e as blogueiras ricas e maravilhosas não, whatever, mais justo. A punhetação contra alguma coisa é tão chata quanto a coisa em si. A-PE-NAS-PA-REM.

2. Se esse tipo de blog existe é porque ele vende. Sinples assim. Porque nossa sociedade é consumista, narcisista e gosta de se ver espelhada em um outro completamente mecânico e artificial, gosta de almejar a tal coisa cara, a viagem, a vida do outro, gosta de se ver na novela, no filme, no livro, no Insta, no Snap e no blog. WHY NOT?

3. Os blogs, depois de muita batalha, passaram a ser vistos como um local FIDEDIGNO para publicidade, um local profissional, possível de ser contratado por grandes marcas. ACHO DA-O-RA DEMAIS ISSO, de verdade. É gente falando pra gente. Seja uma falsa opinião ou não, é um modo mais humanizado de se fazer propaganda, mais passível de discussão e escolhas. Assim como você não vai  consumir tudo que uma revista publica, não vai consumir tudo que um blog posta porque isso simplesmente É IMPOSSÍVEL (e bastante burro da sua parte também, desculpa.)

4. Tá puto com o que consome na internet? Escreva coisas das quais gosta de ler sem se preocupar se as demais pessoas concordam, gostam, estão lendo ou fazendo o mesmo que você. Sem se preocupar com a indústria, com a venda, com o reconhecimento. Faça o que te faz feliz e o que você quer, POR VOCÊ. É o clássico: seja a mudança que você quer ver no mundo. Sabe por que? Porque quando não fazemos nada somos consumidos pelos que fazem. E o sucesso do outro passa a incomodar…E você a reclamar… E tudo se multiplica desenfreadamente como em uma fórmula mágica de sucesso…E todo mundo consome ainda mais…Aí vira uma mini fabriquinha de coisas fake…Etc, etc, etc. Entenderam o recado?

Só isso.

=)

Continue Reading

BLOGDAY 2014 – Quem tá brilhando muito na blogosfera?

 

E finalmente chegou o tão esperado BLOGDAY 2014, um momento para entrosar, divulgar e conhecer diversos blogueiros e blogueiras diferentes, e, claro, espalhar muito amor  para quem está aí, fazendo um super trabalho bacana pela internet sem ser devidamente reconhecido – ou conhecido, vale ressaltar! =)

Não faz ideia do que eu estou falando? Podexá que eu explico agora mesmo! Hoje, 31 de agosto, é comemorado o Dia Internacional do Blog. De acordo com o Wikipédia, a data foi escolhida por conta dos números 31/08, que se assemelham a palavra blog em si, embora eu ache meio nada a ver essa justificativa. Na tradição do Blog Day, blogueiros de todo o mundo publicam em seus diários virtuais uma mensagem para os leitores com indicação de páginas que consideram interessantes. Desta forma, os leitores poderão conhecer outros autores, expandindo seu feed e falando um pouco mais de si por meio das postagens do outro! (porque, né? Somos, também, e principalmente, aquilo que lemos!)

Quer saber mais sobre essa iniciativa e conhecer outros blogs que também fizeram suas listas? Clique aqui, VEM COM A GENTE e faça parte dessa comunidade de gente fina, elegante e sincera que tem muito amor pra dar! <3

AGORA SEM DELONGAS, VAMOS AO QUE INTERESSA:
  • 5 blogs que não saem do meu feed

Pequenina Vanilla – Num primeiro momento, foi o layout que ganhou meu coração. “Coisa mais linda” – pensei, com umas fotos cheias de sentimento, coisa assim, de babar. Aí li uma receitinha, um texto, vi um look do dia. Me identifiquei. Gostei da humildade da Adri, de como ela se apresenta e, principalmente, de como me sinto à vontade no espaço que já nem é mais só dela; virou um pouco meu também. <3

Mulher Vitrola – Leio a Renata desde sempre e o que mais me agrada no blog dela é a simplicidade que ela fala sobre tudo, sobre a própria vida e sobre aquilo que curte – isso é raro e passa credibilidade, uma das coisas que mais me conquistam em qualquer blog. GRAZADEUS tive a chance de conhecê-la ao vivo, nessas idas e vindas que o mundo dá,  e meu amor pelo Mulher Vitrola só aumentou. É muito bom a gente seguir pessoas que são de verdade, que escrevem de verdade… Sucesso PURO! Se você em pleno século XXI ainda não conhece o trampo dela #CORRÃO. Porque além de escrever com amor ela também ILUSTRA! <3

Entre Topetes e Vinis – REVOLUCIONÁRIA, eu diria. Que gordinha gata, que puta coragem de mostrar pro mundo inteiro que com bom gosto a gente pode qualquer coisa, né? Blog de moda com originalidade, cheio de dicas úteis e muita coisa pra japonesas, negras, magras, gordas, ruivas, travestis e QUEM QUISER aproveitar! Os cabelos e a make mais bonitos de TODA a internet são da Ju Romano, mal ae. E tenho dito.

Tem no meu Quintal – Moda real, criativa e simples, sem dramas! Muita coisa comprada em brechó, muitas promoções honestíssimas de fast fashion e muito bom gosto com uma linguagem simples, descontraída e muito gostosa de ler. Parece que eu já conheço a Ju Sacramento de muitos carnavais e o blog dela é mega recente, meu povo! Pelo menos eu acho que é! (É??)  E, olha, entro TODOS os dias. Não tem jeito! Peguei amô.

Small Fashion Diary – Acho a Carol linda por dentro e por fora. Ela é minha musa inspiradora de estilo, minha deusa do mundo fashion fora da caixinha. Se veste bem, escreve bem, ilustra bem. É criativa, empreendedora e, desde que conheci o blog dela, acesso TODO O SANTO DIA e sou fã, fã mesmo. De carteirinha. Se encontrar com a Carol na rua, CATAPLOFT. Peço abraço, conto causo e finjo que sou amiga dela, assim, desde criancinha, tamanho meu carinho pela pessoa incrível (que ela me parece ser) que ela é. Juro pra vocês.

*MENÇÃO HONROSA: And the OSCAR GOES TO…Andressa, do Era1X!!!! HAUHAUUAHUAHA!! Eu sei, tô roubando. Sei que não deveria colocar um sexto elemento nessa lista, mas não incluir a Andresa aqui seria uma sacanagem sem fim. Primeiro porque curto TUDO que ela posta e segundo porque já me considero meio parte do blog dela, do Instagram e do Facebook – sim, sou obcecada, e sigo todo mundo por 450 redes.  Que ela continue postando looks fofos, nerdices e muitas coisas que eu já coloquei na minha wishlist e não deixe de gravar vídeos cheios de sotaque – que eu não sei bem de onde é!!! <3

  • 5 blogs que eu conheci no Rotaroots

Monster Box – Um blog que me surpreendeu demais – tanto pela simpatia de quem escreve como em relação a qualidade do conteúdo! O espaço tem um layout LINDO, mega bem feito e super bem escrito, olha só, POR UM MENINO!!!  Não é incrível? Estou tão acostumada a acompanhar moda, beleza e make em blogs de mocinhas que até esqueço que SIM, caros amigos, a blogosfera também é ocupada por blogs de entretenimento e cultura geek que não contam com a participação de mulheres na sua equipe! Paulinho arrasa e foi uma grata surpresa conhecê-lo pelo Rotaroots! =)

Juliana Rabelo – Quando vi as coisa que a Ju pintava em aquarela, tive certeza que iria gostar dela, simples assim. E assim foi, dito e feito. Comentários pra lá, incentivos pra cá, já é impossível não dar uma passadinha na página dela pra ver essa ou aquela ilustração e sonhar – quem sabe um dia? – com o momento em que vou encomendar uma arte bem bonita aqui pro Hiper! =)

Mariana Cruz – Tenho um fraco por blogueiras cariocas, é fato. E não sei explicar por que, acho que tem a ver com o modo leve como o povo de lá leva a vida, sabe? Vai entender! HUAHAUHAUHUAHAUH! Fora o fato da Mari ser do Riodjãnero, me identifico com as coisas que ela escreve, acho que tudo é feito com doçura, cuidado e ela consegue se expor sem se tornar uma subcelebridade internética, sabe? Principalmente quando fala sobre maternidade, vida pessoal, acho tudo muito bem feitinho! Mari, tenho quase certeza que você não sabe disso, mas adoro o seu blog! E me sinto um pouquinho mais sua amiga toda a vez que passo por lá! <3

Sai da minha lente! – O blog da Clayci me parece feito com muito amor. É bastante pessoal e informativo, fala sobre séries, games, nerdices, cultura, livros… Tem de tudo um pouco, bem ilustradinho, com carinha de blog de raiz mesmo, estilo diário virtual, um espaço que me fez voltar no tempo e lembrar do quanto é bom escrever e ler sobre essas simplicidades da vida que a gente acaba deixando pra lá. Gostei de tê-lo conhecido nesses últimos tempos!

SubexplicadoAMO fotos. Amo mesmo. Uma pena que eu ainda não tenha tido grana pra investir em uma bela câmera pra sair por aí, registrando tudo o que me apetece! Mas tenho um pouco de preguiça dessa coisa Pinterest, cheia de filtros, que tem invadido nossas vidas, nossos computadores e dominado a internet, sabe? Acho todo esse recorte de realidade muito lindo, ok, mas gosto mais do que é real. E a Camila registra a vida real. Com imagens de lugares que ela visita e coisas que gosta, ela tem um jeito bastante próprio de tornar as coisas bonitas, com poucas e boas edições – se rolarem mesmo tais edições – e ainda com referências de decor e outras cositas que muito me ganham. Portanto, esse último posto dos blogs ++ do Rotaroots vai pra ela!

  • 5 blogs para sair da rotina

Chiveta – Um blog para rir, se divertir e descontrair dessa barra que é viver em um mundo onde as pessoas se prendem tanto a esteriótipos e não se jogam nessa vida mostrando quem realmente são. Ler o que o Ricardo escreve  é libertador. Um cara escrachado, hypster, gente da gente versão moderna e conceitual. Confesso que não entendo 1/5 das referências musicais que ele cita, mas não importa, me divirto mesmo assim com tanta autenticidade. HAUHUAUAHUAUHA! Não entendeu nada? Entra lá no blog dele e espia como ele escreve. Vai melhorar o seu dia.

Bonitinha, mas ordinária – Essa minha afirmação pode parecer estranha, mas se eu fosse chegada em mulher, xavecaria a Marcella, sem dúvida alguma. Essa não tem papas na língua. Se diverte com a própria realidade e a descreve como ninguém. É moderna, independente, é da leva de blogs que me fazem rir – de mim, do mundo e das coisas que acontece por aí. Leitura obrigatória caso você nunca tenha ouvido falar nela – e caso o seu dia, meu bem, esteja uma merda.

1001 pessoas que conheci antes do fim do mundo – Um blog cheio de narrativas engraçadas e experiências malucas que fazem cada personagem ser tão especial – e peculiar – que você não consegue parar de ler e se identificar um pouquinho com os textos! Para escrever bem é preciso LER MUITO. Então, pode reparar, os blogs dessa última seção serão, quase todos, de crônicas e histórias! =)

Cativeiro Imaginário – A Patricia Corso escreve DEMAIS (principalmente sobre o cotidiano, maternidade e vida a dois). Acho que encontrei o blog dela quando fazia uma pesquisa sobre a Adriana Falcão (mãe da Clarisse Falcão) que também tem um jeito só dela de fazer roteiros e narrativas fantasiosas. Caso você não faça ideia sobre nenhuma dessas pessoa que eu mencionei, pesquise JÁ. Tanto a Patricia quanto a Adriana têm um talento absurdo e são profissas, com P maiúsculo. Todo o escritor de boteco que se preze, como eu, tem que mergulhar nessas leituras – e tentar absorver pelo menos 1/8 de como se fazem textos de devorar! – na minha humilde opinião, né?

A fabulosa casa turquesa e dourada – Descobri, depois de um dia lendo over and over todos os textos publicados, que esse blog não é de uma pessoa só; foi criado por 5 amigas que decidiram expor suas ideias, conversas, causos e opiniões – todas ótimas, por sinal. Muitas risadas depois, quem ganhou mesmo, mesmo, mesmo, o meu coração foi a Júlia Guedes! O modo que ela descreve tudo o que acontece na vida dela (e o modo que ela pensa) é muito escrachado, divertido, leve… Você simplesmente não consegue parar de ler! Não sei que cara a Julia tem, mas não importa: o cachorrinho (ela me contou que é um gato!!! MIL DESCULPAS!!) que ela colocou pra ilustrar o perfil, taí, estampado como referência do blog. Não deixem de conhecer!

Um beijo,

Ericka.

Continue Reading

da vida real.

Nesses meus 3 anos de experiência em RP + Social Media, aprendi muito sobre pessoas. Sei que esse blog fala quase que integralmente de relacionamentos amorosos, de vez em quando sobre famílias, amizades e afins, mas não poderia deixar de escrever algumas linhas sobre o que eu ando vendo acontecer por esse mundão que é a internetê. E vendo assim, com os meus próprios olhos mesmo, sem conjecturas científicas, sem estudos longos, sem livros sobre sociologia, análises profundas ou coisa do tipo.

As pessoas precisam aprender a ser educadas. Em primeiro lugar. E em segundo, a entender que são os relacionamentos os responsáveis pelo sucesso (ou pelo fracasso) de uma determinada mídia. Não tem nada a ver com propaganda, sorteio, com ads no Facebook, no Google ou em qualquer outro lugar. Tem também, aliás. Mas é mais que isso.

Sem os seus leitores, as marcas e a  imprensa… Um blog é só mais um espaço online. E ponto final.

Não importa se o seu blog é pessoal ou não, de beleza, moda, culinária, fitness ou o raio que o parta. Você não é excelente comunicólogo porque é lindo. Porque tem bom gosto. Porque tem estrela, sorte ou santo forte. Você é bem sucedido porque é bom. Naquilo que faz e com os seres humanos que o cercam. E acho que principalmente por essa segunda parte.

Tenho nas mãos a chance de conhecer todas as pessoas que sempre admirei e cresci aprendendo e sonhando em como elas seriam no mundo real – e  uso isso em todas as situações que posso.

Não porque quero proteger ou beneficiar àqueles que acompanho, mas porque quando se é “rata de computador”, desde pequena, você se torna íntimo daqueles que lê, mesmo que não seja. Se torna parte daquilo. Sente uma identificação, cria um laço invisível do qual você quer que o seu cliente – seja ele de qual nicho for – faça parte. Você não vai chamar para o seu aniversário gente que não conhece, né? Por que chamaria para uma ação ou um evento profissionais que não confia?

Pois bem. Foi então que meus problemas começaram. Tive o desprazer, inúmeras vezes, de lidar com totais desconhecidos que eu achava conhecer bem. De ter na minha festinha de aniversário ou, saindo da metáfora, naquele evento PICA do cliente, gente que eu preferia ter só mantido no mundo virtual. Gente que não vale a pena. Gente que num tem bafo, nem dente podre, mas que por dentro tem alguma coisa errada.

É sério. Quanta decepção junta, cara. Que tristeza.

É  claro que o mundo não é só ruim. Aliás, o mundo é bão, Sebsatião! E nesse ínterim me surpreendi também. Conheci gente incrível e admirável que passei a seguir. A gostar. A torcer junto pelo sucesso. E tomei um tapa na cara.

Porque, afinal, às vezes somos mesmo fiéis a gente que simplesmente não merece. Gente que encarna um personagem, que não sabe lidar bem com a popularidade, que é fofa por comentário, mas xinga o taxista. Que sabe fingir muito bem que é bacana lá de longe, quando não tem que encarar belas críticas. Como em todos os relacionamentos reais, virtuais, como em todas as situações da vida adulta.

E fica aí o meu conselho: nem tudo o que reluz, é ouro.

E ainda tem assessorias valorizando demais bijuteria barata…

Continue Reading

…o Hipervitaminose também apoia outros blogs! =D

Gosta do Hiper? Se identifica lendo os textos que encontra por aqui?

Esse não é o único blog que eu participo!

A pedidos das queridas do blog Dona do Meu Nariz, comecei a fazer uma breve participação por lá e agora você pode conferir textos meus TODA A SEMANA (é só clicar aqui)!

Ainda não conhece o Dona? #CORRÃO!!!! Lá a mulherada fala sobre moda, beleza, cotidiano, vida organizada e dá dicas quentíssimas para quem quer consumir um conteúdo antenado e de qualidade.

Pra quem ADORA looks, acessórios e make o Lumagga é um espaço que vocês precisam conhecer! Direto de Goiânia tem tudo sobre tendências e tudo o mais que está rolando no mundo fashion. Lá eu escrevo na Sessão D.R, que você pode conferir aqui.

Quer encontrar comigo em OUTRAS REDES?

FACEBOOK: https://www.facebook.com/Hipervitaminose
TWITTER E INSTAGRAM: @erickamr
TUMBLR: http://erickamr.tumblr.com/
PINTEREST: http://pinterest.com/erickamrocha/

Continue Reading

profissão blogueira.

A internet é pública. Nesse mundo todo mundo pode ser aquilo que quiser, de psicólogo, médico e pintor à jogador profissional de golfe. Aqui as pessoas tentam colocar aquilo que tem de melhor – das idéias, aos bens materiais, do físico escultural, à viagem para Paris – e não importa o quanto você seja claro: cada um enxerga o mundo sob seus próprios filtros. No mundo virtual as pessoas se permitem ser um pouco mais felizes, mais magras, mais polêmicas e mais sinceras, claro, porque acabamos por esquecer que isso aqui também é feito por gente real.

Como em todo círculo social, é impossível agradar todo mundo e por essas ondas invisíveis existem assuntos mais delicados que bater na mãe e que ofendem mais que chamar mulher de gorda. Você não é impedido de publicar aquilo que deseja, claro, o problema é exatamente esse: todo mundo poder escrever o que quer, do jeito que quer e sem se responsabilizar por isso. Ninguém paga suas contas, sabe de verdade sobre a sua vida ou tem a ver com aquilo que você realmente acredita, mas quem se expõe precisa saber que também será atacado. Quem faz um texto com erros de português, criticado será pelos defensores da língua. Quem escreve sobre relacionamentos, atacado será pelas feministas, pelos machistas, pelos conservadores da família brasileira e pelos fanáticos religiosos. Quem fala de moda e beleza, será atormentado por ser fútil, por ser gordo, por ser feio, por ser brega e por mais um sem número de adjetivos bons e ruins vindos de homens e mulheres de todas as idades e classes sociais, entendem? Não é pessoal. Se você dá sua opinião o outro também pode dar a dele.

Não importa para ninguém se você ganha dinheiro falando de calcinha ou da crise econômica mundial. Sempre existiram blogs de assuntos variados e para toda a opinião é preciso ter a consciência de que existe uma resposta e uma reação que pode ser boa, ruim ou neutra, faz parte. Assim como nos anos 90 todas as meninas de 13 anos queriam ser Chiquititas, a febre de 2012 é ser blogueira e, de preferência rica. Sendo assim, todo mundo vai olhar aquilo que você diz. Todo mundo vai achar pêlo em ovo.  Os reacionários são cruéis.

Nem toda brasileira é bunda. Nem toda a patricinha é burra. Nem toda blogueira é vazia. A questão é que vivemos um momento tão intenso de proliferação dos blogs que está tudo meio igual, meio ruim, meio sem valor. O excesso desorienta.

Ninguém é melhor porque escreve sobre “ser” e não “ter”, até porque o consumir faz parte da nossa existência e vivemos nos identificando e nos reforçando pela maquiagem, pelos brincos, roupas e sapatos que vestimos. Mas quem publica e vende, influencia. E como influenciador é preciso ter cuidado com aquilo que se prega e um compromisso maior com as pessoas, com os produtos, com as gerações e com o fato de que hoje, ser legal é ter um iPhone um Louboutin e uma Balenciaga, coisa que só 3% (ou menos) da sociedade possui.

Ninguém é só cultura o tempo todo e porcaria também faz parte do negócio. Aliás, porcaria é negócio. E bem aventurados são aqueles que conseguem chegar lá sem passar por cima de ninguém, fazendo um trabalho bacana e respeitando a inteligência do leitor: são raros.

Se eu pudesse dar um recado aos blogueiros, blogueiras e aos que atacam as pessoas pela forma como elas ganham a vida seria o seguinte: já fomos melhores.

Já fomos menos homogêneos. Já fizemos parte da contra-cultura, contestadora, que fugia dos esteriótipos e pregava uma vida diferente, mas hoje, somos massa. E quem conseguir sobreviver, burlar, se destacar nesse mundo de gente que come, bebe, dorme, viaja, pensa, se maquia e veste igual, vence. Porque assim como ser Chiquitita deixou, há muito, de ser meu ideal de vida, as coisas passam. E só os fortes sobrevivem.

Continue Reading