Amor X Medo

O amor é um sentimento que não convive bem com o medo. Não dá pra tentar prender o amor, ensinar o amor ou investigar o amor. Quando em cativeiro, o amor morre, aos pouquinhos, cansa. Para lidar com o amor é preciso lidar, antes de mais nada, com aquilo que se tem de mais feio dentro de si: o ciúme, a inveja, as dores que nunca foram completamente sanadas, os traumas e aquela série de coisas que deixamos de lado e fingimos não estar lá.

Um amor neurótico não suporta nem uma ida ao cinema. Vive desconfiado, ressabiado, encontrando coisas aqui ou ali para se encalhar.

Não dá para o amor reinar onde existe mágoa. É preciso deixar tudo pra trás, ou melhor, esquecer que um dia qualquer houve uma desavença, pisada de bola ou briga feia. E vão existir muitas brigas feias, muitas pisadas de bola, e  falhas “imperdoáveis” dentro de um grande amor. Se tem algo que é inerente ao aprendizado da vida a dois são as séries de erros cometidos a dois. Não tem jeito.

Aliás, para viver um grande amor é preciso parar de atribuir culpas. Porque o amor nunca é meu ou seu, é sempre nosso. E se está ruim, se machucou, falhou ou provocou dor, todo mundo está envolvido. E todo mundo tem sua responsabilidade quanto a isso.

Um grande amor não pode ficar buscando desculpas. Se acabou, você sente. Se está ruim, você sabe. Amores ruins não podem ser adiados, protelados, não podem ser empurrados com a barriga; como bombas relógio, explodem. E espalham estilhaços por todos os cantos.

Tenha a dignidade de terminar um grande, mas medroso amor. Ou ele mesmo dará um jeito de sugar você.

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Recalcada.

Entre todas as maravilhosidades que o funk neurótico fez pelo mundo (não me olhem com essa cara), a melhor delas, sem dúvida, foi ter trazido a palavra RECALQUE pra boca do povo. O recalque, fui pesquisar, é tão complexo para a psicanálise, que não consegui nem colocar em palavras leigas o que Freud queria dizer. Não entendi porra nenhuma, pra falar bem a verdade.

De qualquer maneira, para a massa brasileira, recalque é a mais pura e verdadeira demonstração de inveja – se é que pureza e verdade podem ser utilizadas para expressar tal sentimento. É falar mal da outra (ou do outro) por um puro sentimento de desejo, de estar ocupando o lugar do indivíduo tal, enfim, vocês entenderam. Creio que não era exatamente isso que o pai da psicanálise, queria explicitar quando utilizou tal terminologia, mas enfim, cá estamos, dando novos sentidos pras coisas e deixando a nossa língua muito mais interessante, vamo que vamo.

Todo esse discurso bonito era só pra dizer que: estou recalcadíssima ultimamente, no maior sentido Vaslekiano mesmo. É nega que tá lindíssima com o triplo da minha idade, que casou recentemente numa cerimônia de 30 milhões de reais, nego que tá de bar em bar comendo coxinha sem engordar uma grama e postando foto de balada doida TO-DO-O-DI-A, olha, juro. Minha timeline é o jardim das delícias pras recalcadas. A sua também é? Tem sempre aquela galerinha ganhando fortunas nesse 2015 sinistro de crise, fazendo viagens e mais viagens enquanto eu me bronzeio na tela do notebook mesmo, amigos, escrevendo, desenhando e seguindo a canção. Tá foda.

E você, caro leitor (a) não venha se excluir da onda de recalque que assola a humanidade desde o começo do mundo. Não venha querer me convencer que está resolvidíssima aí, ganhando meio salário mínimo, contando as parcelas da Renner e comendo alface na janta, porque eu sei que não está. OK. Mas VAMOS ENXERGAR O LADO CHEIO DO COPO? Um pouquinho de recalque pode fazer coisas incríveis pela sua vida – se você souber canalizar essa energia para o bem, é lógico.

Para finalmente fechar a boca e perder aquelas dobrinhas que te deixam infeliz. Ou, para aceitá-las e ser melhor que isso. Para juntar dinheiro, planejar esse ou aquele sonho que já se adia há anos por sempre ter “prioridades”. Para mudar o que sempre teve preguiça, ou  lutar por aquilo que almeja. Valeska ensinou, Valeska subiu na vida e hoje samba nas recalcadas. Quer maior case de sucesso que ela?

No mais, keep calm e (desculpa, Valeskinha!) mantenha o recal(quinho), baby. Se está fazendo aquilo que precisa para chegar onde quer, ótimo.

Com certeza, por aí, tem alguém recalcado por você. Basta reinar. 😉


 

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Agosto vai ter #BEDA sim!!!

Agosto chegou faz 3 diazinhos, e já estou torcendo pra que seja LINDO!

Nunca liguei pra mês nenhum em especial (exceto aqueles que envolvem festas!), mas resolvi embarcar num projeto que me fez olhar com mais atenção e me planejar com força pra fazer tudo dar certo! =)

Mesmo que eu tenha perdido os dois primeiros dias curtindo a vida adoidado no fds com afazeres que envolviam a vida offline ~HAM~, venho por meio desses dizer que VAI TER #BEDA SIM!! E se você não sabe do que eu estou falando, continua lendo que eu explico já, já!

=D

1) Mas o que é BEDA?

BEDA é um projeto inspirado no VEDA (Vlog Every Day April) e que significa Blog Every Day August. O que quer dizer que a ideia é fazer um post por dia –ou, convenhamos, tentar ao máximo!– durante todo o mês de agosto.

2) Por que em agosto?

Agosto é um mês bem importante na blogosfera, isso porque dia 31/08 é o Blog Day, dia em que a gente espalha amor pela blogsfera e indica os amigos lindos! Quem lembra como foi lindo ano passado?

3) Quero participar, e agora?

Existem apenas duas regras para o BEDA: inscreva seu blog no site do Blog Day (que sai em alguns dias) e coloque a badge oficial do projeto (que sairá junto com o site) num lugar do seu blog que seja visível. Mas por que isso? Simples: a gente pode fazer uma contagem de quantos blogs estão participando e faz com que as pessoas que visitam seu blog também saibam quem mais participa e consigam visitar outros blogs legais!

É isso, Brasil! =)

Hoje, mais tardinho, vou subir uma postagem sucesso iniciando – com atraso, eu sei – essas postagens mara que tem tudo pra alavancar minha vontade por sempre continuar a escrever coisas pessoais – porque é isso que vocês encontrarão durante esse mês por aqui.

Um chêro. =*

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