Queimem as meias brancas!

Para ler ouvindo:

http://www.youtube.com/watch?v=jQ_ExkfcBao

Não sou nenhuma expert em moda, okay? Mas essa não pude deixar passar. Voltando para Santos, sentei ao lado de um carinha que, definitivamente, incomodou. Como o mundo está cheio de gente com um baixo teor de consciência fashion, o sujeito ia passar batido do meu registro mental de cafonices imperdoáveis, quando, de repente, um pecado terrivel: elas estavam lá. As meias esportivas brancas, caneladas, grossas, acompanhadas do bom, velho e clássico SAPATO DE COURO PRETO. Chorei.

POR QUE DEUS? POR QUE?

Poderia culpar o Michael Jackson e os malditos anos 80 por esse despautério, poderia dizer que a moda vai e vem, que cada um merece escolher o seu estilo, mas não era possível que este senhor não tivesse uma alma boa em casa para dizer como é feio e completamente proibido usar calça social + sapato de couro + meia esportiva. UÓ absoluto. Não deu, pessoal, não foi dessa vez. Precisei escrever este post manifestando minha indignação. Até mesmo o Michael abandonou essa modinha com o passar do tempo, de verdade, de coração, honestamente mesmo.

Anos 80 são cool. Meia branca com sapato social, jámaz.

 

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Mil caras

As ruas de Higienópolis sempre estão cheias na hora do almoço. O vaivém de carros, estudantes e profissionais torna o bairro mais animado no período de aulas e também muito interessante de analisar. Na rua larga, com uma banca de esquina, sempre ficam os jovens endinheirados rebeldes, fumando seus cigarros sabor hortelã e comentando sobre a mais nova (ou mais velha) tatuagem adquirida. Os estudantes de faculdade ora sobem, ora descem pela ladeira mais próxima rumo ao metrô: é preciso ser profissional para quebrar a maré e partir para a Maria Antônia onde o formigueiro realmente se instala. Ao meio dia, surgem camelôs bolivianos-chilenos-índios com bolsas e assessórios femininos super faturados de encher os olhos de lágrimas; esses sim sabem escolher belos produtos. Os funcionários das lojas de calçados, em bando, sempre se reúnem no carrinho do melhor yakissoba sujo de São Paulo e nessa hora até o elitizado Pão de Açúcar fica lotado: todo mundo quer comprar uma Coca 2 litros pra acompanhar.

No meu caminho de volta passo mais uma vez pela rua da banca dos rebeldes, só que do outro lado. Alguns pais esperam em suas Land Rovers blindadas seus comportados pupilos com cara de poucos amigos e pouco tempo, alheios ao cheiro de maconha evidente vindo da calçada ao lado. E são esses que não entendem o por que da juventude ser assim.

Em um prédio mais a frente reparo num velhinho que está na janela pela 5ª ou 6ª vez consecutiva na semana. Com os braços apoiados no parapeito olhava atentamente o movimento como se aquele fosse o mais perto que pudesse estar do mundo real. Pensei em cumprimentá-lo, mas me contive. Cumprimentar desconhecidos anda meio fora de moda e eu fiquei tímida, confesso. Uns metros à frente olhei para trás e ele ainda estava lá, absorvendo uma Higienópolis talvez muito diferente dos tempos em que ele circulava pelas ruas. Ou talvez, assustadoramente igual.

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Como chegar?

eu-e-martinha

Acabei de receber a ligação da minha melhor amiga dizendo que passou no processo seletivo que tanto desejava; dei pulos de alegria. Em primeiro lugar porque depois de quatro anos morando em cidades distintas voltaremos a nos encontrar com uma certa frequência e em segundo porque não existe nada melhor do que realizar sonhos. Essa amiga também ficou noiva recentemente, então 2008 não poderia ser um ano melhor para ela.

Quando o final de ano se aproxima eu me torno mais reflexiva. O espírito de Natal toma conta de mim, mas mais ainda o de ano novo. É até meio loucura achar que a partir da meia noite do dia 31 existe uma nova vida, cheia de oportunidades e tempo para as coisas não concretizadas nos anos passados… É bom ter esperança nas coisas, mesmo que um esperança falsa, efêmera. Quando a gente não sabe direito como caminhar para o emprego dos sonhos, para a viagem ao exterior, para a carta de motorista e tantos outros pequenos sonhos que no fundo, no fundo trazem uma realização do tamanho do mundo a gente se sente meio impotente, meio perdida. Nem lembro mais o gosto de boas expectativas, seria pessimismo da minha parte sentir um vazio-pré-formatura?

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Música pra pular brasileira

Vou dizer que as músicas sertanejas tem me inspirado. Não vale rir.

Nunca gostei muito de música ruim fora pagode e funk, que já compõem uma grande parte das coisas ruins que o Brasil produz.Talvez fosse melhor dizer que só não gostava de música sertaneja. Enfim…

Acho que porcaria também é cultura, indica uma tendência talvez, uma tendência que as pessoas tem de falar de coisas sérias numa linguagem simples, as dores de corno, os amores acabados, coisas que atingem os seres humanos ricos, pobres, preto, brancos… Uma raiz comum.

Quem nunca ouviu falar das mulheres fruta não tá vivendo nesse planeta. Quem não acha a música tema da Claudia Ohana na novela “A Favorita” o máximo tá demorando muito pra baixar…Sério! Pode não ser da melhor qualidade, mas tem o seu valor tanto social quanto comercial. Se vende é porque talvez não seja lá tão podre assim.

Mas agora eu te digo: é possível contar nos dedos quem conhece Mallu Magalhães, e a menina é ótima! Teríamos que, talvez, banalizar as coisas cult’s?

Controversamente necessário.

Check it out >>

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=p6MHROta8aQ]

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Abandono

O abandono acontece quando as horas vazias do dia tornam-se cheias de coisas inúteis, porém, importantes. Dá pra entender?

Ligar, pesquisar, editar, escrever, cortar… Um grande problema quando a gente não tem inspiração. Até para as tarefas mais simples da vida a gente precisa ter paixão, se não, sei lá, não sai. Os dias andam passando lentamente ainda mais agora, no desemprego.

Andei enviando meus textos para alguns lugares que eu gostaria de trabalhar, mas até esses, que deveriam ser um maaaaarr de emoções, não são. Aliás, os meus melhores textos nunca foram escritos.

Assim sendo, meu blog anda vazio, como a minha vida. As coisas boas só tem sentido se acontecem em paralelo com as ruins, se não, a gente não dá valor.

Talvez eu ande complicando demais, querendo demais, sonhando demais. Mas por que raios que ia querer menos?

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Escrava da 25

Toda a mulher tem uma síndrome de riqueza, uma fissura incontrolável por comprar nem que sejam coisas baratinhas na 25 de março. Uma loucura.

Estou vivendo o mês desocupado mais ocupado da história. Tenho mil coisas pra fazer mas prefiro não fazer nada e fingir que meu cartão de débito é ilimitado ou que eu vou ganhar uma BOLADA no final desse mês. gasto comendo, gasto me locomovendo, gasto vestindo, gasto com assessorios esdrúxulos qu eu sei que não vou ter oportunidade de usar e aquilo que eu quero comprar MESMO ( tipo um lenço desses de modinha!) eu não compro porque acho caro.

Pobre metido a rico é uma desgraça. Pobre metido a rico que acha que tá economizando quando gasta  50 reais na 25 de março (descontrole) é pior ainda.

Alguém segura meus bolsos? Tô aceitando doações.

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Hamburguer caseiro

Eu amo cozinhar. Do nada me deu uma vontade de comer um hamburguer caseiro que só o meu pai faz. Como meu blog é sobre tudo e nada ao mesmo tempo e tá um friozinho convidativo para as atividades do lar vou postar a receita do papai pra vocês, blzura???

Vamos aos ingredientes:

  • 1 kg de carne moída (Patinho, moído 2 vezes!)
  • 1 ovo inteiro
  • 1 pacote de creme de cebola (daqueles instantâneos)
  • Sal a gosto
  • Cebola picadinha
  • Um poquinho de tomilho e orégano

Modo de fazer:

Misture tudo em uma vasilha. Unte as mãos com óleo e vá moldando os discos para formar os hambúrgueres. Passe-os na chapa ou em um grill, se quiser conglar…Separe-os com papel laminado! Pronto!! É saudável e ga-ran-to, MUITO BOM!

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Nota Mental

Vi uma matéria não sei aonde, não sei quando e nem em que canal, que um dos sintomas do stress é a falta de memória. ¬¬

Além disso ando meio irritada com coisas banais e sem paciência para atendentes de telemarketing, sinais de trânsito e balconistas de uma forma geral.

Será que ando estressada? Porque impaciente e desmemoriada eu sempre fui!

Gostaria que existisse um BIP pra tudo. Pra hora do remédio, pras orientações de TCC, TGI, ou qualqur dos mencionados, pra pegar a roupa na lavanderia e PRINCIPALMENTE para encontrar as chaves. Se minha casa incndiar eu morro com tudo dentro, porque NUNCA sei onde as minhas chaves estão.

Hoje, lembrei de ligar pra NET e reclamar da minha conexão que está ruim há meses (minha conexão paga dessa vez, não a roubada!)

Qual será o critério de lembranças da nossa memória? A gente só lembra daquilo que de fato importa? Exceto as datas de aniversário? Por que lembramos de coisas inúteis? Letras de música, nome da marca da roupa da fulana de tal… E coisas que a gente REALMENTE precisa lembrar, tipo a orientação de TGI, a gente abandona?

OH CÉUS.

A CIÊNCIA EXPLICA.

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Tecnologia Vs Eu!

JESUS!

Vim pedir desculpas públicas porque demorei uma VIDA pra aprovar os comentários! Estou na casa de uma amiga nesse momento vendo o que rolou nas ultimas semanas no meu próprio blog (jah q o cara de quem eu roubava sinal de wireless resolveu BOICOTAR o meu esquema… OHHH NOEES!!!!)

Prometo postar algo de útil em breve, ok???

Obrigada pelas visitas!

Bjus!

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Sonhar faz bem…

 

Hoje, depois de um tempinho sem receber propostas de trabalho, fui chamada para fazer uma entrevista de emprego em uma Assessoria de Imprensa que era fundamental nos tempos em que eu trabalhava no Diário.

Não sei se fui bem ou mal, não sei se gosto ou não de assessorias de imprensa, mas uma coisa que não sai da minha cabeça é o desejo de trabalhar em uma revista, de preferência que lide com o público feminino e fale de assuntos que circulem BEM LONGE do direito, da política e da economia. Odeio esses temas (que ninguém de lá descubra!), e sei, isso é completamente errado e fora do perfil jornalístico que eu deveria ter.

Não sou fútil, mas seria delicioso escrever sobre cremes pra cabelo, moda, dicas de música, filmes do momento, e listas do tipo “100 maneiras para enloquecer seu paquera”…Sabe como é?

A gente tem às vezes sonhos tão esquisitos que não sabe caminhar para eles, e eu, caros leitores, até agora só trabalhei com coisas sérias.

Alguém quer me dar um emprego feliz?

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