Stop, look, listen to your FRIENDS

O mesmo affair que há tempos vem rendendo bons posts neste blog também rendeu algumas lágrimas e momentos de total stress.

Ainda bem que o mundo feminino é uma rede de informações impagáveis e eu, caros colegas,  tenho ao meu lado fiéis escudeiras pra me proteger de qualquer dragão que venha a cruzar meu caminho. Demorou, mas dessa vez não foi diferente. Hoje, após um final de semana de barracos e verdades inteiras ditas pelas ruas da Baixada Santista, a confirmação do que era inegável: o malandro é um velho de guerra e pelo que tudo indica não mudou na-di-nha.

Não vem ao caso explicar detalhes até porque os envolvidos vestirão facilmente a carapuça, mas a maior lição de todas que eu tirei dessa história toda (além da ressaca moral)  é a de dividir e escutar.

Algumas pessoas tem sido fundamentais na minha vida e estão bem longe de mim. Como num passe de mágica a internet tornou-se fundamental e aproximou velhos conhecidos, construiu amizades que ao vivo não se firmaram com tanta força.

Nunca tive tanta vontade de morar longe da minha casa só pra estar perto delas. E nem preciso citar nomes; com certeza elas lerão esse post.

Falar sobre as coisas que nos incomodam e tudo o mais que aflige nossos corações não demonstra fraqueza, pelo contrário, nos ajuda a perceber que o calo de todo mundo aperta mais ou menos no mesmo lugar e dói, dói fundo, lá no coração.

Dividir: princípio fundamental para fazer nossa cruz tornar-se leve.

Aconselhar é um dom para poucos. E conselho é aquela coisa… Quem avisa amigo é, mas nem sempre a gente quer escutar e interpreta mal algumas informações. Quando a gente fica cego de amor, de ódio, de tristeza, de cansaço… Tem um poder incrível de distorção. Mas algumas vozes, quase  sobrenaturais,  falam bem alto. E é bom não as ignorar.

Essas que amam, entendem e escutam sem só falar e reclamar querem nosso bem. E eu sou toda ouvidos também.

Quer saber? Como diriam os Menudos… “Não se reprima”. Nada melhor do que descobrir divãs de terapia online, verdadeiras almas gêmeas diferentes…Bem pertinho da gente.

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Auto-ajuda rápida!

Resolvi não me aborrecer e funcionou. Incrível! Todo mundo deveria tentar!
Passei a supervalorizar os bons momentos e a ignorar aquelas coisas que me davam vontade de MORRER sabe?? Um ciuminho…Uma gente lerda… Melhor nem pensar nisso!

Vira e mexe até sinto aquele incomodo no coração. Fico meio chateda por uns 30 segundos, mas sem remoer. Falou tá dito, foi grosseiro, azar, num quer me ver, problema seu, não me ligou… Compreensível. Todo mundo tem seus dias de cão.

O que faz os dias se tornarem terríveis são as nossas reações às situações externas, não as situações em si. Tá dando tudo errado no trabalho? O incompetente foi promovido e vc não? O gatinho não te ligou pra dar satisfação? Alguém te ofendeu?

A nossa tendência é sempre ficar pra baixo, eu sei. O segredo é lembrar das coisas boas nas horas ruins. Pelo menos esse é o MEU segredo.

Os amigos, as festas, o passeio na praia que rendeu boas risadas, o fds que está por vir, as férias, os aniversários, o restaurante japonês de-li-ci-o-so… Em tempos de crise, trabalhe. Em tempos de muito trabalho e aflição, reze. E em tempos livres, relaxe.

Nada pior do que viver aprisionado, e voluntariamente, às coisas que nos fazem mal. E tenho dito.

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Amar sem esperar

Amar é um ato suicida. Só sabe amar quem dá um pouco de si nutrindo-se do amor do outro. Não existe essa de “amar sem esperar nada em troca” porque o amor em si já é uma troca: um pouco de mim por um pouco de você. Até os animais quando feridos ou atacados revidam os golpes;  seja na mesma moeda, seja com indiferença.

Uma hora a gente cansa das patadas, das piadas, uma hora a dor bate tão forte no mesmo lugar que passa a não doer mais e daí… Já aconteceu. Viramos humanos de novo, porque o amor, sem sombra de dúvida é sobrenatural. É divino. É loucura.

Amar sem esperar nada em troca significa amar o outro mais do que a si mesmo, é quase incondicional. E sinceramente? Não vale a pena.

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Noite esquisita…

Vivi uma noite que tinha tudo para ser desastrosa. Resolvi jantar com o meu paquerinha – que me trata como melhor amiga assexuada – e extender a programação para um barzinho com mais duas amigas absurdamente lindas, legais e  modelos. JÓIA.

Tudo foi engraçado do começo ao fim. Não sei porque, mas eu estava muito à vontade, minhas amigas também e pode até ser coisa da minha cabeça, mas ontem meu amigo paquera me olhou diferente – e me tratou diferente – de todas as vezes em que saímos juntos nos últimos tempos. Ele consertava as piadinhas ofensivas que sempre fez pra me irritar e queria, tenho certeza que queria, ficar mais perto de mim. Sabe aquela mãozinha no ombro, aquele carinho no cabelo…O olhar… Ontem o cosmos tava conspirando para o romance, voltado para mim. Achei bizarro mas aproveitei o momento que culminou em nada ao final da noite, mas foi divertidissimo de qualquer maneira.

Será que tem alguma coisa a ver com as poucas cervejas que eu bebi?

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Endoscopia da alma

Fui fazer uma endoscopia hoje e esqueci por duas horas que eu fazia parte do mundo real. Dizem que eu sai grogue da sala e ria alto como se fosse uma maluca. Dizem também que eu chorava e falava algo sobre uma dor no estômago que eu nunca havia sentido. Passado o efeito dos sedativos percebi que talvez a tal dor fosse verdade, porque eu sentia um monstrinho querendo rasgar a minha barriga (bem perto do umbigo).

Almocei e vim pra casa sem desgrudar um minuto do celular. Não esperava que ninguém me ligasse, mas queria que alguém me ligasse, sabe como é a esperança, né? Resolvi passar o tempo e a dor dormindo e quando acordei ainda não havia ligações perdidas, nem mensagens…Enfim.

Aí, depois do estômago rosnar ainda mais alto (e mostrar que o tal monstrinho ainda estava lá) começou a doer meu ego e um dos pedaços já remendados do meu coração. Entrei no orkut e me aborreci com algumas desconsiderações e depois de 40 minutos de inércia no msn recolhi meu resto de dignidade e voltei a dormir. Nada melhor do que fingir superioridade quando se está na lama.

UM LUXO.

As dores são minhas. Não posso fazer ninguém gostar, se importar ou ter consideração. Amigas, ninguém pode. Eu que me importo com as dores do mundo e esqueço das minhas percebi elas bem mais fortes do que eu esperava sentir. A gente só pensa em alguém além de nós mesmas quando existe sentimento,  no amor não se manda, nem se cobra, nem se pode ligar dando piti, nem mandar e-mail mal educado, nem fazer barracos públicos. Tudo deselegância.

Aquilo que você cria sozinha, você mesma resolve.

E by the way… Só meu estômago dói agora.

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Mas eu faço tudo por ele…

E ele não te ama. As pessoas não gostam uma das outras por gratidão, gostam porque sentem alguma coisa no fundo do peito maior que isso. Alguma coisa que é o amor. É difícil entender que aquele carinha pelo qual a gente carrega um caminhão e tem vontade de vender a alma só para estar junto por pelo menos um dia simplesmente não ama a gente. O ser humano é assim mesmo, quer quem não o quer pra ter que conquistar; a menina linda do metrô, o ex-namorado cafajeste… Um problema.

Não adianta tentar agradar. O coração é tão burro que às vezes bate mais forte por quem mais dasagrada a gente. Se fosse diferente Madre Tereza faria mais sucesso que Angelina Jolie. Seja você mesma e se o outro não gostar… Azar.

Temos o aqui, o agora e ponto final. E agora ele não te quer. Força. Você supera.

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Toda amor.

Essa história de ser 100% visceral tá acabando comigo.  Meu estômago, minha cabeça e meu coração não vão aguentar passar dos 30 se tudo que eu viver for tão intensamente vivido assim; apatia é algo que me brocha. O tico e o teco precisam retormar suas posições na fisiologia do meu corpo, porque do jeito que tá, tá complicado de viver.

Estar entre os extremos é sempre perigoso. Li em algum lugar, provavelmente no fotolog da Lette, algo sobre exageros serem o veneno da alma. E são. Ser muito intensa em tudo é terrível, mas ser racional e calculista diante dos momentos que é necessário gritar, chorar, vibrar… Não dá. E isso vale pra tudo.

Essa semana eu exagerei nos surtos, talvez pela TPM. Se eu não tenho emoção na vida eu invento uma. Se você foi uma vítima do meu confuso coração e me conhece faz algum tempo, já está acostumado. Eu vivo disso, eu vivo assim. Ces’t la vi cherrie, ame ou odeie.

(sou um docinho de coco quando eu quero também.)

Meu arrependimento instantâneo está sempre no mode ON, mas quando eu caio na real já disse tudo, já maldisse tudo, já desdisse tudo, já fiz tudo do jeito que não deveria ser feito. Ô impulsividade descontrolada. Pra ser meu amigo tem que entender isso e saber que no dia seguinte nada mais importa. Dia novo, vida nova, surtos novos. Muito simples na cabeça de uma psicopata social como eu.

E como disse Platão, e a minha querida Júlia no blog dela, o amor é um grande distúrbio mental. E eu, meus caros, sou toda amor. Sinto informar-lhes.

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Paixão gratuita…

Achei que já estava calejada de frustrações. Achei que nenhuma decepção amorosa na vida ia me fazer sentir um lixo de novo e achei que não ia me apaixonar gratuitamente por qualquer ser humano incrível dessa vez. Pelo menos não dessa vez.

Um amigo insistia há meses para eu conhecer um amigo dele que era “a minha cara”. Resisti bravamente. Não porque eu não acredite que as pessoas possam se relacionar com desconhecidos via internet, mas é porque gosto mesmo do método tradicional de olho no olho, conversas ao pé do ouvido e tudo o mais.

Uma hora ele tanto fez, tanto disse e tanto blá blá blá que me convenceu. É claro que antes eu já havia dado uma sondadinha no orkut do moço. Não fazia meu tipo, ganharia mais um amigo de bar, okay, vamos à luta.

Em tempos de desemprego tudo que eu ando fazendo é passar horas na frente do computador, e assim fiz por uma semana. E foi esse o tempo insano de me entregar completamente, de saber problemas, de desejar mudar a vida do outro, de querer ir até São Paulo só para arrancar um sorriso despretensioso, um jantar, uma noite de risadas fáceis. E eu fui. E jamais deveria ter feito isso.

Foi uma noite excelente, um despertar melhor ainda e uma viagem agradável. Mas de semelhanças mesmo, não tínhamos nenhuma. Eu gostava de pagode, ele de rock, eu não suportava peixe e ele amava. Tudo contornável quando se tem amor (mas não tinha.) E eu, vítima fácil das paixonites indevidas, já tava fazendo planos pra vida: quanto mais impossível, improvável e nada a ver mesmo a pessoa, melhor. Tendência autodestruitiva? Chame como quiser.

A verdade é que não deu certo. Brigamos online por mais outra semana e já sabíamos desde os 30 primeiros segundos ao lado um do outro que havia alguma coisa errada, que não iria rolar. Mesmo com todo o desejo latente de se envolver, mesmo com toda a admiração pela vida um do outro, mesmo por não conseguirmos não nos ver quando ele vem pra Santos nas folgas… Sei lá. Não tinha a tal da química. Problema mesmo é querer estar ao lado sem estar junto, o coração num entende que é só pra ser uma amizade.

Fazia tempos que eu não conseguia escrever nada realmente bom, não tinha motivos pra isso. E estranhamente, no desconhecido que eu insisti tanto para não conhecer… Encontrei sabor para os meus dias. Agora me diz: não é pra morrer de medo de morrer de paixão?

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Rebobinando…

Resolvi parar de viver de passado, mas a minha vida não quis assim.
É incrivel como vira e mexe a gente esbarra em algumas histórias que gostaria de esquecer ou que simplesmente nem conseguia mais lembrar.

E das palavras surgem também os sentimentos, vem tudo à tona, não tem como conter. É quase como mexer num vespeiro, sem qualquer medo de ser atacado, mesmo sabendo que cada uma das feridas vai doer – e muito – depois.

E quando não houve mágoa então? Nem traição? Nem reais envolvimentos? Piora tudo. A coisa fica com gosto de esperança. E se tudo desse certo? E se agora estivermos mais maduros? E se éramos pessoas certas, mas na hora errada?

Todas suposições sem fundamento. Ou melhor, fundamentadas em algo impossivel de controlar: nossos sonhos.

De ser feliz, de viver novos ares…Sabe se lá o que.

Simples assim.

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Bolo de Caneca

Para os dias chuvosos, preguiçosos e miados…E para os dias gordinhos também!

FAÇA NAQUELAS CANECAS GRANDES, OKAY?????

Depois de 3 minutos fica assim:

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BONITO, MEIO BORRACHUDO…MAS GOSTOSINHO!

Ingredientes:
– 4 colheres de sopa de farinha
– 4 colheres de sopa de açúcar
– 2 colheres de sopa de chocolate em pó (como eu não tinha derreti 4 quadradinhos de chocolate de culinária)
– 1 ovo
– 3 colheres de sopa de leite
– 3 colheres de sopa de óleo

Preparação:
Juntar a farinha o açúcar e o chocolate e mexer.
Adicionar o ovo e mexer com um garfo.
Por fim junta-se o leite e o óleo e mexe-se de novo.
Levar ao microondas em potência máxima durante três minutos.

Receita e imagem do blog Comidinhas da Miss.

=P

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