Tuesday August 4, 2015 11:39

Recalcada.

Entre todas as maravilhosidades que o funk neurótico fez pelo mundo (não me olhem com essa cara), a melhor delas, sem dúvida, foi ter trazido a palavra RECALQUE pra boca do povo. O recalque, fui pesquisar, é tão complexo para a psicanálise, que não consegui nem colocar em palavras leigas o que Freud queria dizer. Não entendi porra nenhuma, pra falar bem a verdade.

De qualquer maneira, para a massa brasileira, recalque é a mais pura e verdadeira demonstração de inveja – se é que pureza e verdade podem ser utilizadas para expressar tal sentimento. É falar mal da outra (ou do outro) por um puro sentimento de desejo, de estar ocupando o lugar do indivíduo tal, enfim, vocês entenderam. Creio que não era exatamente isso que o pai da psicanálise, queria explicitar quando utilizou tal terminologia, mas enfim, cá estamos, dando novos sentidos pras coisas e deixando a nossa língua muito mais interessante, vamo que vamo.

Todo esse discurso bonito era só pra dizer que: estou recalcadíssima ultimamente, no maior sentido Vaslekiano mesmo. É nega que tá lindíssima com o triplo da minha idade, que casou recentemente numa cerimônia de 30 milhões de reais, nego que tá de bar em bar comendo coxinha sem engordar uma grama e postando foto de balada doida TO-DO-O-DI-A, olha, juro. Minha timeline é o jardim das delícias pras recalcadas. A sua também é? Tem sempre aquela galerinha ganhando fortunas nesse 2015 sinistro de crise, fazendo viagens e mais viagens enquanto eu me bronzeio na tela do notebook mesmo, amigos, escrevendo, desenhando e seguindo a canção. Tá foda.

E você, caro leitor (a) não venha se excluir da onda de recalque que assola a humanidade desde o começo do mundo. Não venha querer me convencer que está resolvidíssima aí, ganhando meio salário mínimo, contando as parcelas da Renner e comendo alface na janta, porque eu sei que não está. OK. Mas VAMOS ENXERGAR O LADO CHEIO DO COPO? Um pouquinho de recalque pode fazer coisas incríveis pela sua vida – se você souber canalizar essa energia para o bem, é lógico.

Para finalmente fechar a boca e perder aquelas dobrinhas que te deixam infeliz. Ou, para aceitá-las e ser melhor que isso. Para juntar dinheiro, planejar esse ou aquele sonho que já se adia há anos por sempre ter “prioridades”. Para mudar o que sempre teve preguiça, ou  lutar por aquilo que almeja. Valeska ensinou, Valeska subiu na vida e hoje samba nas recalcadas. Quer maior case de sucesso que ela?

No mais, keep calm e (desculpa, Valeskinha!) mantenha o recal(quinho), baby. Se está fazendo aquilo que precisa para chegar onde quer, ótimo.

Com certeza, por aí, tem alguém recalcado por você. Basta reinar. ;)


 

Sei que todo mundo que visita o blog espera ler algumas crônicas – ou textos relacionados ao que acontece no coração. É sabido, porém, que inspiração não dá em árvore, e que alimentar 30 dias de #BEDA unicamente com crônicas seria um desafio pra lá de brutal, vamos combinar.

Conversando com a Lec, resolvi fazer uma listinha com os 5 melhores títulos (e autores) que me inspiram e que eu procuro ler sempre quando falamos de relacionamentos. Não costumo consumir muitos livros com histórias longas ou cheias de personagens como essas que estão na moda (ALOOOO Game of Thrones) fico, na verdade, bastante entediada com esse tipo de escrita. Como já é esperado, tendo a gostar mais do estilo que eu acredito escrever melhor, as tais CRÔNICAS (sem gelo e sem fogo, por favor! Rs…)

Piadinhas à parte, achei que falar sobre cada um dos livros individualmente seria muito chato e todos são uma espécie de coletânea sobre diversas situações do amor, da vida, decepções, aspirações, enfim, um belíssimo aparato pra DEVORAR quando precisamos pensar sobre a vida.

Segue meu the best of:

#1 As verdades que ela não diz – Marcelo Rubens Paiva

#2 Um amor depois do outro – Ivan Martins


3# Fora de mim – Martha Medeiros

#4 Canalha! – Fabrício Carpinejar

#5 Não sei se vale como um número 5 porque não achei nada dela publicado ainda, mas TUDO o que a Ruth Manus (atualmente colunista do Estadão!) já escreveu! <3



Monday August 3, 2015 12:51

Agosto vai ter #BEDA sim!!!

Agosto chegou faz 3 diazinhos, e já estou torcendo pra que seja LINDO!

Nunca liguei pra mês nenhum em especial (exceto aqueles que envolvem festas!), mas resolvi embarcar num projeto que me fez olhar com mais atenção e me planejar com força pra fazer tudo dar certo! =)

Mesmo que eu tenha perdido os dois primeiros dias curtindo a vida adoidado no fds com afazeres que envolviam a vida offline ~HAM~, venho por meio desses dizer que VAI TER #BEDA SIM!! E se você não sabe do que eu estou falando, continua lendo que eu explico já, já!

=D

1) Mas o que é BEDA?

BEDA é um projeto inspirado no VEDA (Vlog Every Day April) e que significa Blog Every Day August. O que quer dizer que a ideia é fazer um post por dia –ou, convenhamos, tentar ao máximo!– durante todo o mês de agosto.

2) Por que em agosto?

Agosto é um mês bem importante na blogosfera, isso porque dia 31/08 é o Blog Day, dia em que a gente espalha amor pela blogsfera e indica os amigos lindos! Quem lembra como foi lindo ano passado?

3) Quero participar, e agora?

Existem apenas duas regras para o BEDA: inscreva seu blog no site do Blog Day (que sai em alguns dias) e coloque a badge oficial do projeto (que sairá junto com o site) num lugar do seu blog que seja visível. Mas por que isso? Simples: a gente pode fazer uma contagem de quantos blogs estão participando e faz com que as pessoas que visitam seu blog também saibam quem mais participa e consigam visitar outros blogs legais!

É isso, Brasil! =)

Hoje, mais tardinho, vou subir uma postagem sucesso iniciando – com atraso, eu sei – essas postagens mara que tem tudo pra alavancar minha vontade por sempre continuar a escrever coisas pessoais – porque é isso que vocês encontrarão durante esse mês por aqui.

Um chêro. =*

Friday July 24, 2015 09:53

as grandes pequenas coisas do amor.

Procure um amor que esteja atento. Acima de tudo, ao que você diz. Que se não souber interpretar esse ou aquele sinal – um olhar cansado, uma carinha meio triste ou uma resposta atravessada – se preocupe com isso. E tente resolver.

Procure um amor que se interesse pelos seus assuntos, mesmo que eles sejam banais. Que você não fique em dúvida o tempo inteiro se está sendo ouvida, ou não, e que ele lembre daquilo que é importante pra você. Procure um amor que faça você se sentir relevante, porque nem sempre nos sentiremos especiais.

Procure um amor que te acompanhe. Que faça as coisas combinadas sem reclamar (muito). Que as faça por você. Mas também procure um amor que esteja disposto a argumentar, discutir, a se colocar e a te entender quando for a sua vez de fazer tudo isso. Procure um amor que busque sempre o consenso, a união, que não brigue, discuta. Um amor do qual você não tenha medo de falar. E que não deixe o silêncio resolver quando nada estiver resolvido.

Procure um amor que te ajude com as coisas do cotidiano. A pagar uma conta, fazer comida, lavar roupa. Um amor que sabe que essas tarefas não são divertidas, prazerosas ou obrigatórias para uma das partes. E que, se são feitas, são feitas por amor. Muito acima de qualquer imposição que a vida coloque.

Procure um amor de pequenos gestos, delicadezas, gentilezas, um amor que te deixa passar na frente, que te protege, que olha por você. Porque, no final das contas, são essas pequenas coisas do amor que te fazem não ser qualquer pessoa. Que fazem você sentir que está vivendo mesmo, de fato e direito, um grande amor.

A gente não precisa de muito.

Wednesday July 22, 2015 10:55

precisamos falar sobre traição.

(para que as pessoas parem de se sentir diminuidas quando vivem isso).

As pessoas traem. Por uma série de motivos.

Poderia falar aqui de caráter, de valores, de predisposição ou de família. Poderia falar horas sobre como a traição é um ato egoísta ou de como somos responsáveis pelo outro quando estamos em um relacionamento – e que simplesmente nos deixamos levar por uma série de fatores que poderiam ser resolvidos a dois, mas, enfim, vou me ater ao óbvio: acontece.

Nas melhores famílias, com as mais tradicionais pessoas. Dói (acredite, para os dois lados), faz a gente perder a fé na humanidade. Mexe com a cabeça, com o bolso, com a lógica. Nos deixa sem chão até quando no fundo a gente já sabia.

Gostaria muito de fazer uma lista de indicativos que revelam quando seu marido/esposa/namorado (a) está enganando você, mas essa lista só existe com base na novela das 20h, porque na vida real não há razões exatas para uma traição, ainda que tenhamos essa tendência de justificar todas as coisas.

Queremos encontrar culpados. Nos culpamos, culpamos o outro, a outra, ficamos putos com o rumo das coisas. Nos vemos obrigados a perdoar e, no minuto seguinte a achar ultrajante qualquer ato misericordioso – a traição nem sempre acaba com o amor. Aliás, quase nunca.

Não, não é sinal de que um relacionamento vai mal, que o sexo está morno ou que a vida mudou com os filhos. Essas coisas fazem parte da vida, da nossa existência e se a gente não cultivar alguns pequenos rituais aqui e ali e estiver desatento ao que os nossos sentimentos se tornam – e que funcionam de forma diferente para cada casal – pode dar bosta. É isso.

Há pessoas que, simplesmente, não nasceram para ser monogâmicas, o que pode servir de consolo (e modo de vida) para muita, muita gente por aí. E há pessoas que cometeram deslizes. Que acabaram encantadas por uma vida que não era a que tinham “em casa”. Que fizeram das suas traições novos relacionamentos ou que se arrependeram profundamente do que fizeram.

Não há como julgar e sempre há muito a se perder, mas faz parte.

Já traí e já devo ter sido traída. Me questionei sobre todas essas coisas muitas vezes e a única conclusão que eu pude chegar é que as pessoas – e os relacionamentos – precisam ser sempre nutridos. Estimulados. Cuidados. Nada é definitivo e só se está com alguém porque se quer estar.

Que cada um valorize o que tem pelo tempo que tiver que durar, porque o poeta tem razão: sempre é eterno enquanto se vive.

 

Wednesday July 15, 2015 10:30

da arte de não se importar.

Nunca me preocupei com as (más) interpretações do amor.

Sempre chamei pra sair quem eu queria e disse o que tinha vontade. Nunca me importei em ser tida como louca, carente, apegada ou desesperada. Nunca me preocupei também se seria julgada como vagabunda, piranha, galinha, “dada”, aliás, acho que todos nós podemos ser o que quisermos, quando quisermos e com quem quisermos. Que preguiça tenho de gente que acha que todo o ser humano é uma coisa só, que cabe numa caixinha de definições e previsibilidades entediantes. Se você ainda não errou, vai errar. Se você ainda não teve vontade, vai ter. Se não esteve no lugar que mais julga errado, complicado ou imoral, vai estar. E que pena se você nunca viver um desses papéis. Vai perder um bocado.

Não vim para essa vida à passeio, definitivamente. Se cheguei, se amei, se estou aqui, que seja para dar a cara à tapa. Se o outro se incomodar com essa ou aquela atitude, com essa ou aquela opinião, palavrão, ou resposta ácida, já não me serve. Às vezes, nem para ser amigo. Em pouquíssimos casos minhas atitudes se reverteram em algo desagradável ou desastroso, não sei, na verdade. Meu processo de seleção de pessoas para conviver é bruto, direto, não deixa nada sem pingos nos is.

Acho que alguns seres humanos talvez não estejam preparadas para o sincericídio, não foram treinados para lidar com ele. Viver é coisa forte, cara. Quando você se deparar com a intensidade das relações (e sentimentos, e palavras, e atitudes), e um dia vai ter que lidar com isso, não pode ficar apático. Ou se é, ou não se é. Ou está, ou não está. Quando somos impulsivos, podemos perder muito. Ou fascinarmos quem merece, tornando todo o processo de encantamento e paixão muito mais divertido - e recíproco – ainda que lá pra frente (e quem se importa com lá pra frente?) não dê em nada.

A sedução é direta. Ao menos pra mim, sempre foi.
As conquistas pedem ousadia, pedem um pouco de medo, pedem fôlego.

Se não é para provocar nada no outro, nem comece. Não vai valer a pena. Pode confiar em mim.

Uma amiga veio me falar de outra amiga que tem um estilo de vida totalmente sem raízes. Viaja sem dinheiro nenhum, nunca pensou em comprar um apartamento e tudo o que ganha, gasta. Essa amiga não liga pra carro, não liga pra ter um lugar só dela, não liga se, amanhã, voltar e não tiver nada. Nadinha. Agora mesmo ela vive de seguro desemprego e está arrumando as malas para mais uma viagem de dar inveja aos olhos de quem vê as muitas fotos lindas espalhadas pelo Facebook. Confesso que morro de inveja desse estilo de vida despreocupado, mas, ao mesmo tempo, tenho palpitações em pensar em ter uma conduta 3% semelhante a dela.

Viver traz preocupações com as quais não sei lidar sem nenhum suporte – e, graças a Deus, não fui obrigada a aprender.

Essa minha amiga que contou dessa amiga estava cheia de questionamentos, e pormenores, e análises, e preconceitos. Como todo mundo. E enquanto falávamos sobre isso, percebemos que por mais que a vida dos outros não tenha nada a ver com a nossa e seja “desregrada”, “imoral” ou “bizarra”, com o perdão da palavra, foda-se. A gente nunca sabe onde o outro esteve, ou o que viveu. Não sabe por quais motivos essa pessoa se tornou o que é hoje e não sabe, definitivamente, como vai ser no dia de amanhã.

A vida do outro pode me incomodar à vontade, desde que eu a respeite. E isso se aplica para aquele seu amigo hippie, sua amiga trans, gay, o cara do inglês completamente bitolado religioso, o sujeitinho do Facebook que prega a pena de morte ou a eleição do Malafaia para presidente (ok, fui além, mas vocês entenderam meu ponto de vista).

A vida de cada um é pessoal, intransferível e não tem preço. Faça da sua o que desejar e alegre-se com àquilo que faz o outro feliz. Se você não consegue suportar um maremoto de emoções sem limite, muitos amores, sabores, dores, sexos, não faça. E aprenda com o exemplo alheio.

Ganhamos muito mais quando somos empáticos que críticos e essa é a grande magia desse mundão de meu Deus: as diferenças.

Que bom que tem gente que consegue realizar os sonhos sem se prender a nada. Incluindo aqui, a opinião do vizinho.

Tuesday May 26, 2015 17:23

O trabalho, o tesão, a faísca.

Terminei o colégio com a certeza de que havia encontrado minha vocação na vida.

Bem pouco tempo depois, percebi que essa coisa de vocação era muito maior do que apenas encontrar uma profissão — e que circulava por muito mais nuances da minha personalidade das quais eu poderia prever.

Desde aquela época eu já era apaixonada por artes, por letras, já ficava fascinada em entender os humanos, suas necessidades, complexidades, em como as obviedades do nosso cotidiano, que pareciam fruto do acaso, de nada eram ocasionais.

Quando conclui a graduação de Jornalismo, me sentia vazia de lógica. Os livros e referências só ampliaram em mim a necessidade de entender mais sobre as relações humanas e aquele sistema de escrita, de negócio, aquelas regras e estruturas, ensinadas e pregada sem fim, me pareciam entediantes, previsíveis e completamente insuficientes para expressar as tantas muitas coisas que eu queria — mas não sabia entender, ainda.

Tudo fez sentido, eu lembro bem, quando já na minha segunda graduação, em Desenho Industrial, vi uma palestra incrível sobre tendências, da Electrolux. Descobri, ali, que queria ser cool hunter, embora ainda não seja. E que havia nascido com aptidão pra isso, se é que isso de aptidão existe.

O meu negócio era prever o desejo dos outros, despertar esse desejo, planejar coisas para que as pessoas, assim como eu, se tornassem fascinadas por algo — fosse um objeto, uma banda, uma carreira, ou um novo eletrodoméstico — naquele caso.

A vocação é um negócio que transborda de você. Que faz com que cada parte do seu corpo trema com uma nova ideia, com um conceito que tenha relação com o que te interessa. É o que te inspira, te faz sair do lugar comum, pesquisar sem fim coisas que, aparentemente, não tem relação nenhuma e que, no fim das contas, tem tudo a ver.

É aquela banda estranha que só você gosta. A mania de fazer listas. O hábito de escrever cartas. As sutilezas sobre você que você mesmo desconhece (ou desconhecia). É o que não te deixa dormir de excitação. E te faz ter gastrite, morrer de nervoso, de paixão, de tesão.

Demorei algum tempo para encontrar esse tesão no que faço. Demorei, aliás, pra entender que o tesão tem que estar em mim e ser transferido para as demais coisas. Todas elas. E, aos poucos, na rotina, tento fazer com que outras pessoas, aqui e ali, sejam picadas pelo mesmo mosquitinho que eu. E que encontrem nas suas tabelas, imagens, estatísticas, naquilo que fazem mecanicamente, sem nem entender por que, sabe-se-lá, uma faísca. E que também se sintam incendiadas a ser muito mais que um dia imaginaram que poderiam ser.

Sabe, a vida é mesmo incrível quando a gente sabe o que quer. E somos capazes de absolutamente tudo.

Ao menos eu penso assim.

 

Tuesday May 19, 2015 12:07

O que é o amor, afinal?

Soube pela primeira vez o que era amor bem cedo. Quando, de súbito, parei de respirar na beira da piscina e engoli toda a água ao meu redor. Veio o amor, apavorado e sem jeito, tentar me fazer respirar de novo. E conseguiu. E me abraçou exacerbado, achando que seria ali o final de tudo que não se sabia.

E depois, em outros carnavais, fiquei sem ar em consequência desse mesmo amor; com ódio, com aflição, com medo de perder, com risos desmedidos e palpitações. Encontrei com o amor muitas vezes e tive que aprender a interpretar suas diversas formas: às vezes falava baixinho, às vezes se mostrava para o mundo e gritava, rugia, se exaltava. O amor, certa vez, mexeu com a minha razão. Me fez trocar o certo pelo duvidoso. E por ele já gastei mais do que devia e economizei mais que podia. Já chorei de amor, sorri de amor, sofri de amor. Sonhei por amor, com amor e, em vão, tentei viver sem ele.

O amor, dizem, é aquilo que te dá razões para prosseguir sozinho. Contraditório, não é? É o sentimento que te leva pra frente, que transpõe barreiras, vidas, pessoas. É o que te motiva. E que, às vezes, incomoda. Se ama sozinho. Se ama em conjunto. Dá pra amar tantas coisas, pessoas, vidas, que não sabemos ao certo definiro amor: a gente só sabe que sentiu, geralmente, depois que o perde. E aí, entende sua imensidão e complexidade ainda que não aprenda nada sobre ele.

O amor não avisa. Não é possível guardar. Se decide. Ninguém é acometido pelo amor, opta-se por ele – ainda que movido pela paixão, ainda que movido pelas circunstâncias, ainda que inconscientemente.

O amor não é fogo, como diz o poeta. Porque às vezes não queima, não dói, não oprime, machuca, ou incomoda como alguns insistem em dizer.

O amor é bom, suave, e da esperança. Ele, apenas, está lá.

E é maravilhoso quando a gente o reconhece.

Essa é uma blogagem coletiva do Rotaroots em parceria com o Indiretas do bem. Você pode falar sobre amor de namorado(a), de amigo, de mãe/pai, do seu bichinho de estimação, sobre a falta do amor, sobre empatia…Você é quem define! Participe! <3

Tuesday May 5, 2015 11:13

a menina(o) do trabalho.

Escrever um texto sobre isso, a essa altura do campeonato, sendo eu a autora de cada uma dessas linhas, é a maior ironia do mundo: daquelas que se fazem necessárias.

Nunca achei que fosse admitir, assim, pra burguês ver, mas sabe, nós mulheres temos uma certa insegurança em relação às meninas(os) do seu trabalho. E não posso nem me defender sobre esse tópico, caro amigo, não posso nem dizer que não- tem-na-da-a-ver, que é apenas uma insegurança feminina desmedida. E sabe por que?  Porque eu já fui a menina do trabalho. E estou até hoje com o carinha do trabalho também.

E por já ter vivido os dois lados da coisa, já ter estado com o tal cara do trabalho (comprometido na época) e ter me tornado sua namorada atual (não estou me orgulhando, estou apenas colocando os fatos), fica dificílimo dizer que as mulheres precisam ser fortes, seguras e independentes. Fica complicado dizer que não podemos ter ciúme ou que temos essa necessidade de “encontrar pelo em ovo” porque, né? Às vezes estamos completamente erradas, mas, às vezes… Não.

Passamos a maior parte das nossas vidas no ambiente corporativo. É com as pessoas que trabalhamos todos os dias, de sol a sol, que dividimos (até mesmo que involuntariamente), nossos dramas mais profundos. Falamos mais sobre a nossa vida pessoal e sexual no almoço de meia hora e na mesa do bar de sexta que na sala de terapia. Provavelmente pelo fato de que rir de si e do outro seja um dos remédios mais maravilhosos para qualquer vida média.

Seja do dinheiro que acabou (ou que nunca veio), do gato doente, do cliente maluco ou da cólera que abateu a família, abrimos nossos corações. E, eventualmente, podemos encontrar alguém que queira ocupar aquele vazio latente que todo mundo tem em algum lugar – e que, no meu caso, permanece no estômago. HE HE.

Pode parecer completamente sem noção esse lance de se apaixonar pelo cara do trabalho, é até errado em alguns cenários mais quadradinhos, pode gerar demissões, mal estar, pode acabar com muitas carreiras e tirar o foco daquilo que, afinal, somos pagos para executar das 9h00 às 18h00, mas não sejamos hipócritas.

Se a vida é a arte do encontro, estamos também sujeitos a nos encontrar  pelas firmas e mais firmas desse Brasil.

E, olha, pode ser maravilhoso. Vou te dizer.

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Ericka, prazer!

Por que Hipervitaminose?

Cansado do papo furado e irreal sobre relacionamentos? De ficar sonhando com o príncipe (ou a princesa) encantado, lamentando sua solteirice pelos quatro cantos do planeta? Cansado de não entender o que faz de errado? Cansado de achar que é o ÚNICO no mundo a ter todos esses problemas? Bem vindo ao Hipervitaminose! Um espaço com crônicas sobre a vida, depoimentos, histórias e análises sinceras - minhas e alheias - de quem já está cansado (e diabético) de tanto blá-blá-blá relacionamental sem eficiência. Fique à vontade!

Participe!!

Pode indicar, viu?