mini humanos indesejados.

A má notícia é que, existem sim, bebês feios. Crianças chatas demais. Pais e mães exageradamente inconvenientes. Forçações de barra para que amemos filhos mal educados, pequenos capetas, miniaturas indesejáveis de adultos que podem ser igualmente intragáveis.

Já cuidei de muitas crianças, sou tia de acampamento de carteirinha assinada. Alucinada por pequenas pessoinhas que,  inúmeras vezes, desejei devolver pra Deus. E como.

Criança precisa ser educada, ensinada, precisa de limites, de banho, de comida de verdade. Não, não pode subir na mesa. Não pode lamber prato em restaurante, não pode assoprar o suco e ficar fazendo bolha de baba no copo. Não pode empurrar os outros, pisar no pé, chutar canela. Tem que estudar, acordar cedo, usar desodorante, falar onde dói. Reclamar que tem sono e que não quer ir pro bar com os pais, que não quer se adultizar no auge dos seus 5 anos. Tem que brincar na rua, de bola, peão, teatro de fantoche e sombra. Cortar papel, pisar na grama, gostar mais de papelão que de Facebook.

Deveriam instituir um teste psicotécnico para ser pai. E mãe. E só os seres humanos autorizados, e periodicamente avaliados, gerariam bebês nesse mundo. Talvez ninguém passasse nessa prova. Porque dá dó de ver tantos mini humanos fazendo da humanidade um lugar menos aprazível – já temos dores demais para lidar durante o parto, durante os 9 meses, durante toda uma vida que segue.

Cachorro não é brinquedo, filho também não. E podemos não saber de todas as coisas ou cumprir todas as regras, mas devemos ter a consciência de que é difícil pra caralho educar uma criança. Cansativo, duvidoso, longo, contínuo. E que não dá pra colocarmos a culpa na personalidade, no acaso, na genética ou fingir que não vê aquilo que se forma na sua frente.

Faça dos seus filhos sua prioridade. Ou eles não saberão reconhecer quando encontrarem uma por aí.

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Te dedico, Carla Maia.

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murro em ponta de faca.

Qual é o seu limite?

Quantas noites você precisa ficar acordado, com gastrite, queda de cabelo e alergia pra entender que é  hora de parar? De desacelerar, de mudar o rumo para o qual as coisas estão indo? Qual é a linha tênue entre a desistência e o valor de si próprio? Quanto de caos é necessário para que você abra mão, deixe pra lá, abstraia?

Meus limites foram mudando gradativamente e muito tem a ver com a minha satisfação. Aliás, a satisfação é algo que move grande parte da minha vida – eu simplesmente não consigo, e também acho que não devo, me obrigar a coisas que não me fazem feliz. Porém, conforme vamos ficando adultos e percebemos a gravidade que é sermos donos do nosso destino (e das contas que não cansam de chegar pra pagar) mais toleramos as pequenas infelicidades cotidianas: o transporte lotado, a falta de educação daquele cliente, o cansaço que nunca cura. Acho que nos perdemos um pouco entre as obrigações, deixando completamente elástica nossa tolerância. Nos tornamos resilientes, fortes, polidos, mas infinitamente mais amargos. Vamos engolindo as críticas, as opiniões, vamos engolindo um pouquinho de nós mesmos, todos os dias. E nunca pára.

É preciso saber a diferença, a sutil diferença entre desistir e se valorizar. Entre a preguiça de continuar, de seguir em frente e aquele momento em que não há mais para onde nadar, não há mais o que ser feito para consertar essa ou aquela situação. Essa dica vale pra vida pessoal, para a briga de família, para o relacionamento abusivo ou para o mundo corporativo. Esteja atento aos seus sinais, pare de tantas cobranças.

Nem sempre o melhor caminho é seguindo em frente.

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apenas diga não.

Aprendi, a duras penas, uma lição muito valiosa nessa vida: sempre que tiver vontade (e quando não comprometer fortemente algum critério da vida adulta), diga não.

Sempre fui uma pessoa dessas abertas para o mundo, para os sentimentos alheios, para todas as experiências possíveis. Colhi, desse meu comportamento impulsivo e pouco reflexivo, muitas histórias incríveis e pessoas importantíssimas, mas no saldo geral da equação da vida…Perdi muito tempo.

Perdi tempo indo a eventos dos quais não gostava, insistindo em encontros com pessoas que não me despertavam nada além do tédio. Tinha essa síndrome de não querer perder nada, talvez uma possível faísca, uma oportunidade. Achava que ter tempo apenas para mim mesma era mal utilizar meu próprio tempo.

Me forcei a sair pra conhecer gente quando queria mesmo era comer pipoca e assistir Netflix e tentei umas 65 modalidades de esportes diferentes “para tentar me encontrar”. É claro que ao longo da jornada até esbarrei aqui e ali em uma nova e deliciosa história, em situações muito curiosas e divertidas, mas em outras tantas… Não. E em todas as vezes das quais gastei minhas horas de sono, meu vinho preferido ou aquela roupa especial, fiquei pensando: será mesmo que é se doando o tempo todo que achamos o que é preciso? E a resposta, que hoje tenho na ponta da língua é: não. Doando é que a gente se desgasta com medo de perder o que nem sabemos o que.

Não, obrigada, quero descansar hoje”.

“Não, não posso, tenho um compromisso importantíssimo comigo mesma.”

“Não vai dar não, valeu, mas entrei num detox de comer tanta porcaria.”

E por aí vai.

Não ceda para ganhar, aprenda a negar para identificar, com muita facilidade, aquilo que importa. Seja fazer a unha do pé, ou arrumar a gaveta do armário. Seja economizar hoje, para viajar amanhã. Seja para se poupar para algo que REALMENTE toque no peito, dê satisfação, prazer, que faça rir. Devemos estar abertos às situações boas da vida, aos amigos, às viagens inesperadas, às coisas que nos são positivas, mas estar o tempo todo aberto a tudo não é positivo. Desorienta. Cansa.

A vida e muito curta para darmos atenção pra gente que não vai acrescentar nada ou pior ainda: que pode até esvaziar.

Apenas diga não. Respire aliviada e pare de se forçar a coisas das quais não valem a pena. Entenda o que é importante. Só assim é possível encontrar a felicidade nas pequenas coisas – e a aproveitá-las quando acontece.

Pode começar já.

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precisamos falar sobre 2015.

Para ler ouvindo:

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Vamos começar esse post no passado porque os anos, ao meu ver, começam e terminam quando os desafios cessam ou se iniciam. E só. E graças ao bom e maravilhoso Jesus Cristo meu ano (passado) terminou exatamente quando o recesso começou – e com ele, o merecido descanso após intensas semanas (meses) sem sono, olhos irritados, constantemente pulsantes e muitas, muitas preocupações.

Posso dizer que trabalhei muito mais que esperava e colhi muito menos frutos que desejava em 2015, como uma criança que faz algo incrível que sequer é visto pelos pais, sabe? Então. Um sentimento horrível de dever cumprido para ninguém além de si mesmo.

Pessoalmente, e de forma que também se refletiu por aqui, 2015 foi um ano duro, ruim, pesado e cheio de mini problemas pessoais insolúveis e chatos, que perturbam, mas não se vão, que incomodam e não há muito a ser feito para solucioná-los por conta própria. 2015 foi o ano da desesperança, de aprender a lidar com o fracasso, com a frustração, com o recomeço. Perdi pessoas incríveis, ganhei pessoas incríveis, mas o saldo permanece aquele 7X1 triste, onde mesmo quando mais nos dedicamos à partida, erramos os passes e não mandamos bem nos pênaltis finais. Sou pessimista realista por natureza e sei que de um ano para outro mudam apenas as folhas de calendário, os feriados nacionais e talvez alguns mini hábitos alimentares (que eu já estraguei na ceia de Natal, claro.) Mas que assim que 2016 pintar em definitivo voltaremos para as rotinas, dessabores e todas as expectativas estranhas e angustiantes da vida adulta.

Não sei quantos de vocês compartilham de tudo isso, mas descobri muitos desses momentos durante esse ano.

Eu sei, não estou mesmo na melhor das vibes para essa virada, mas precisava ser honesta. Precisava falar desse 2015 que passou e não vai deixar nem um pouquinho de saudade.

Para quem sempre pinta aqui pelo blog em busca de novidades, 2015 foi um ano no qual não tive vontade de escrever. Nenhuma, praticamente. E no qual lutei comigo mesma para aceitar que não é tão simples assim gerar conteúdo de qualidade que possa ser publicado, assim, pra o mundo inteiro ver. Bloggar é algo que, por incrível que pareça, exige reflexão. Ao menos para pessoas que sempre exigem mais de si mesmas que dos outros, como é meu caso.

Por último, mas não menos importante, um texto sobre um novo ano não poderia terminar sem algumas promessas, é claro. E esse não vai passar ileso.

Para 2016, quero, principalmente, não sofrer pelo dinheiro que se vai ou por aquele que não vem.

Quero não cultivar sentimento algum de solidão e desamparo, e não quero me importar com quanto custam as coisas que faço pelo meu prazer e pela minha felicidade. Quero gastar com comida, bebida e lazer sem medo. Sem achar que estou sendo irresponsável. Que eu faça tudo para ser feliz e não para ter “estabilidade”, porque, afinal, acho que a tal da estabilidade nunca vem. E que aquele dinheirinho que eu deixar de poupar não me mate de angústia – mas me traga uma barriga tanquinho e uma bunda empinadinha (amém!!!) na tão sonhada aula de Pilates. Acho que mereço fazer isso por mim.

Ah, sim, óbvio: chega de refrigerante. É isso.

Um beijo, muitos sabores, aromas e amores em 2016 para todos,

Ericka.

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cada um pra um lado.

Soube esses dias que um casal de amigos que eu gostava demais se separou. Cada um foi pra um lado, conversaram o que fariam para não prejudicar a vida das crianças e foi isso aí, it’s over, the end. Fiquei surpresa e reflexiva depois de ouvir os relatos de ambas as partes, porque existem alguns parceiros no amor que, ao nosso ver,  são imaculados. Casais intocáveis. Aqueles dois que nasceram com o objetivo de fazer valer a máxima dos românticos de plantão como eu: de sempre manter viva a paixão maravilhosa dos primeiros meses.

Sei, porém, que a vida DE VERDADE a dois é bem menos fantasiosa do que se pinta por aí. Tem roupa espalhada e suja pela casa, louça pra lavar e mil contas no final do mês. A convivência pode estimular o relacionamento na mesma proporção que pode destruí-lo. E é muito difícil achar o equilíbrio e a maturidade para encarar que: 1) ou a coisa já não está mesmo boa e é preciso fazer algo pra resolver ou 2) não há nada que possa ser feito para remediar o irremediável.

E sem colocar traição no meio de nada, descobri que o maior impedimento para que duas pessoas sigam seu rumo tranquilas – e sozinhas – nessa louca vida de Jesus Cristinho são exatamente as outras pessoas. Sogro, sogra, tios, filhos e amigos chegados. As pessoas que mais nos impedem de ser genuinamente felizes são aquelas que não estão cientes das angústias de cada um dos envolvidos. Acho que disso, aliás, só sabemos nós mesmos. Os outros, que não fazem parte do relacionamento, desejam que os filhos, sobrinhos e amigos consigam recuperar algo que falta pra todo mundo: um pouquinho de esperança e amor em tempos tão amargos e duros. Uma segunda, terceira, quarta chance, porque é muito difícil admitir o fracasso. Ou compreender que não é que as coisas deram errado; só não estão mais dando certo.

Dedico esse post a esse meu casal de amigos que sabem quem são e a todos os demais casais recém separados, jovens ou não, que tomaram a corajosa e honesta decisão de tomar seu próprio rumo quando as coisas pararam de funcionar. Assim como pessoas nascem e morrem, são também nossos sentimentos – que se transformam e, às vezes, não são mais o que esperamos. Faz parte.

Que venham novos sabores, amores, esperanças. Desde que vocês estejam felizes, eu também estarei, sem hipocrisias, fofocas, meias palavras ou forçações de barra.

Que a vida venha mesmo e siga. E que seja boa.

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tá tudo igual, tá tudo chato – mas lidemos com isso.

Vocês reclamam demais, tálocko.

A nova moda agora é falar mal da blogosfera enquanto negócio, como se toda a motivação do universo para se receber cultura fosse exclusivamente blog. Como se SÓ ESSES ESPAÇOS determinassem todo o consumo da galáxia, ou a preferência por gordas, magras, selfies, saia midi, plissada ou a puta que o pariu. Vocês não cansam de falar no quanto as coisas estão cansativas, e massantes, e repetitivas e de como em to-do-o-blog-gran-de se lê a mesmaZZzzzZzZzZzZZZzz coisa. Que o conteúdo é o mesmo, que não existe novidade e que MEU DEUS QUE COISA FEIA GANHAR DINHEIRO FALANDO DO QUE NÃO GOSTA, QUE MUNDO É ESSE, NÃO É MESMO? :O

O mundo de sempre, negada. Do capitalismo, dos padrões, das coisas que vem, vão, se diluem, se dissolvem, ressurgem e se repetem. Igual, mesmíssima merda. Só que em outra plataforma.

A internet só torna as coisas mais próximas, rápidas, só aguça nossa percepção em relação a um processo que sempre existiu.

Vou tentar ser objetiva e assertiva nas minhas colocações sobre o tema, que não valem de nada, que isso fique bem claro, e que são APENAS minha opinião, ok? Estamos conversados.

Seguem as observações:

1. Parem de over and over again postar o mesmo tipo de argumentação sobre esse tema (ou qualquer outro). Vocês não são tão letradas, pensantes, articuladas e desenvolvidas a ponto de estruturar novos argumentos? Pois exponham todos eles. Que seja o trabalho escravo que domina as fast fashions, o recalque porque tem nega ganhando dinheiro fácil por aí, ou o fato de vocês terem um traballho massante e repetitivo e as blogueiras ricas e maravilhosas não, whatever, mais justo. A punhetação contra alguma coisa é tão chata quanto a coisa em si. A-PE-NAS-PA-REM.

2. Se esse tipo de blog existe é porque ele vende. Sinples assim. Porque nossa sociedade é consumista, narcisista e gosta de se ver espelhada em um outro completamente mecânico e artificial, gosta de almejar a tal coisa cara, a viagem, a vida do outro, gosta de se ver na novela, no filme, no livro, no Insta, no Snap e no blog. WHY NOT?

3. Os blogs, depois de muita batalha, passaram a ser vistos como um local FIDEDIGNO para publicidade, um local profissional, possível de ser contratado por grandes marcas. ACHO DA-O-RA DEMAIS ISSO, de verdade. É gente falando pra gente. Seja uma falsa opinião ou não, é um modo mais humanizado de se fazer propaganda, mais passível de discussão e escolhas. Assim como você não vai  consumir tudo que uma revista publica, não vai consumir tudo que um blog posta porque isso simplesmente É IMPOSSÍVEL (e bastante burro da sua parte também, desculpa.)

4. Tá puto com o que consome na internet? Escreva coisas das quais gosta de ler sem se preocupar se as demais pessoas concordam, gostam, estão lendo ou fazendo o mesmo que você. Sem se preocupar com a indústria, com a venda, com o reconhecimento. Faça o que te faz feliz e o que você quer, POR VOCÊ. É o clássico: seja a mudança que você quer ver no mundo. Sabe por que? Porque quando não fazemos nada somos consumidos pelos que fazem. E o sucesso do outro passa a incomodar…E você a reclamar… E tudo se multiplica desenfreadamente como em uma fórmula mágica de sucesso…E todo mundo consome ainda mais…Aí vira uma mini fabriquinha de coisas fake…Etc, etc, etc. Entenderam o recado?

Só isso.

=)

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quando não queremos melhorar.

Olha, é o seguinte: as pessoas não querem melhorar.

Elas podem, elas até sabem o que fazer para tal, mas sei lá o que acontece, talvez dê preguiça. Talvez seja medo. Talvez aconteçam coisas demais no meio do caminho e fique tudo muito complicado, né? Melhor não.

As pessoas preferem reclamar ad infinitum sobre o quanto são miseráveis, ou feias, ou o quanto odeiam o trabalho, ou que são deorganizadas demais para ______________ (você pode inserir o que quiser aqui) que refletir sobre si mesmas. Há uma dificuldade muito grande de dar o primeiro passo. De aceitar que temos nossa culpa no cartório em relação à própria vida, um vício “x”, uma mania chata ou o simples fato de que às vezes somos auto-destrutivo mesmo – e que isso uma hora precisa acabar.

Há um senso comum muito grande de “aceitar quem a gente é, do jeito que a gente é, mesmo que quem a gente seja hoje faça da gente infeliz”. Não é bem assim. Pra gente aceitar quem a gente é, a gente precisa entender quem  é primeiro – ou quem queremos ser (se não nos identificarmos com a nossa pessoa) e o que precisamos mudar. E que algumas coisas para sermos felizes são fáceis, plausíveis e só dependem da gente, mas que outras, nem tanto. Simples assim.

No meio do caminho certamente teremos problemas de adaptação ao nosso novo eu, mas é preciso ter em mente que toda a mudança é trabalhosa. Faz parte de um processo. Que teremos recaídas, que não vamos nos adaptar tão facilmente porque somos altamente mecânicos nos nossos processos físicos e mentais.

Não adianta aceitar-se como fracassado porque “a vida impôs que fosse assim”. Nada é imposto, aliás. Podemos não ter a doce liberdade de ser quem desejamos ser o tempo inteiro, faz parte, a sociedade às vezes faz isso. Mas podemos escolher outra atitude, outros amigos, um novo trabalho, uma dieta saudável, uma vida mais tranquila. E, voilá, basta fazer.

O caminho costuma ser ruim, é verdade. Mas o destino sempre reserva coisas inacreditáveis. Basta tentar.


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Amor X Medo

O amor é um sentimento que não convive bem com o medo. Não dá pra tentar prender o amor, ensinar o amor ou investigar o amor. Quando em cativeiro, o amor morre, aos pouquinhos, cansa. Para lidar com o amor é preciso lidar, antes de mais nada, com aquilo que se tem de mais feio dentro de si: o ciúme, a inveja, as dores que nunca foram completamente sanadas, os traumas e aquela série de coisas que deixamos de lado e fingimos não estar lá.

Um amor neurótico não suporta nem uma ida ao cinema. Vive desconfiado, ressabiado, encontrando coisas aqui ou ali para se encalhar.

Não dá para o amor reinar onde existe mágoa. É preciso deixar tudo pra trás, ou melhor, esquecer que um dia qualquer houve uma desavença, pisada de bola ou briga feia. E vão existir muitas brigas feias, muitas pisadas de bola, e  falhas “imperdoáveis” dentro de um grande amor. Se tem algo que é inerente ao aprendizado da vida a dois são as séries de erros cometidos a dois. Não tem jeito.

Aliás, para viver um grande amor é preciso parar de atribuir culpas. Porque o amor nunca é meu ou seu, é sempre nosso. E se está ruim, se machucou, falhou ou provocou dor, todo mundo está envolvido. E todo mundo tem sua responsabilidade quanto a isso.

Um grande amor não pode ficar buscando desculpas. Se acabou, você sente. Se está ruim, você sabe. Amores ruins não podem ser adiados, protelados, não podem ser empurrados com a barriga; como bombas relógio, explodem. E espalham estilhaços por todos os cantos.

Tenha a dignidade de terminar um grande, mas medroso amor. Ou ele mesmo dará um jeito de sugar você.

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Recalcada.

Entre todas as maravilhosidades que o funk neurótico fez pelo mundo (não me olhem com essa cara), a melhor delas, sem dúvida, foi ter trazido a palavra RECALQUE pra boca do povo. O recalque, fui pesquisar, é tão complexo para a psicanálise, que não consegui nem colocar em palavras leigas o que Freud queria dizer. Não entendi porra nenhuma, pra falar bem a verdade.

De qualquer maneira, para a massa brasileira, recalque é a mais pura e verdadeira demonstração de inveja – se é que pureza e verdade podem ser utilizadas para expressar tal sentimento. É falar mal da outra (ou do outro) por um puro sentimento de desejo, de estar ocupando o lugar do indivíduo tal, enfim, vocês entenderam. Creio que não era exatamente isso que o pai da psicanálise, queria explicitar quando utilizou tal terminologia, mas enfim, cá estamos, dando novos sentidos pras coisas e deixando a nossa língua muito mais interessante, vamo que vamo.

Todo esse discurso bonito era só pra dizer que: estou recalcadíssima ultimamente, no maior sentido Vaslekiano mesmo. É nega que tá lindíssima com o triplo da minha idade, que casou recentemente numa cerimônia de 30 milhões de reais, nego que tá de bar em bar comendo coxinha sem engordar uma grama e postando foto de balada doida TO-DO-O-DI-A, olha, juro. Minha timeline é o jardim das delícias pras recalcadas. A sua também é? Tem sempre aquela galerinha ganhando fortunas nesse 2015 sinistro de crise, fazendo viagens e mais viagens enquanto eu me bronzeio na tela do notebook mesmo, amigos, escrevendo, desenhando e seguindo a canção. Tá foda.

E você, caro leitor (a) não venha se excluir da onda de recalque que assola a humanidade desde o começo do mundo. Não venha querer me convencer que está resolvidíssima aí, ganhando meio salário mínimo, contando as parcelas da Renner e comendo alface na janta, porque eu sei que não está. OK. Mas VAMOS ENXERGAR O LADO CHEIO DO COPO? Um pouquinho de recalque pode fazer coisas incríveis pela sua vida – se você souber canalizar essa energia para o bem, é lógico.

Para finalmente fechar a boca e perder aquelas dobrinhas que te deixam infeliz. Ou, para aceitá-las e ser melhor que isso. Para juntar dinheiro, planejar esse ou aquele sonho que já se adia há anos por sempre ter “prioridades”. Para mudar o que sempre teve preguiça, ou  lutar por aquilo que almeja. Valeska ensinou, Valeska subiu na vida e hoje samba nas recalcadas. Quer maior case de sucesso que ela?

No mais, keep calm e (desculpa, Valeskinha!) mantenha o recal(quinho), baby. Se está fazendo aquilo que precisa para chegar onde quer, ótimo.

Com certeza, por aí, tem alguém recalcado por você. Basta reinar. 😉


 

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Os 5 melhores livros para quem gosta de gente (e relacionamentos)

Sei que todo mundo que visita o blog espera ler algumas crônicas – ou textos relacionados ao que acontece no coração. É sabido, porém, que inspiração não dá em árvore, e que alimentar 30 dias de #BEDA unicamente com crônicas seria um desafio pra lá de brutal, vamos combinar.

Conversando com a Lec, resolvi fazer uma listinha com os 5 melhores títulos (e autores) que me inspiram e que eu procuro ler sempre quando falamos de relacionamentos. Não costumo consumir muitos livros com histórias longas ou cheias de personagens como essas que estão na moda (ALOOOO Game of Thrones) fico, na verdade, bastante entediada com esse tipo de escrita. Como já é esperado, tendo a gostar mais do estilo que eu acredito escrever melhor, as tais CRÔNICAS (sem gelo e sem fogo, por favor! Rs…)

Piadinhas à parte, achei que falar sobre cada um dos livros individualmente seria muito chato e todos são uma espécie de coletânea sobre diversas situações do amor, da vida, decepções, aspirações, enfim, um belíssimo aparato pra DEVORAR quando precisamos pensar sobre a vida.

Segue meu the best of:

#1 As verdades que ela não diz – Marcelo Rubens Paiva

#2 Um amor depois do outro – Ivan Martins


3# Fora de mim – Martha Medeiros

#4 Canalha! – Fabrício Carpinejar

#5 Não sei se vale como um número 5 porque não achei nada dela publicado ainda, mas TUDO o que a Ruth Manus (atualmente colunista do Estadão!) já escreveu! <3



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