quando não queremos melhorar.

Olha, é o seguinte: as pessoas não querem melhorar.

Elas podem, elas até sabem o que fazer para tal, mas sei lá o que acontece, talvez dê preguiça. Talvez seja medo. Talvez aconteçam coisas demais no meio do caminho e fique tudo muito complicado, né? Melhor não.

As pessoas preferem reclamar ad infinitum sobre o quanto são miseráveis, ou feias, ou o quanto odeiam o trabalho, ou que são deorganizadas demais para ______________ (você pode inserir o que quiser aqui) que refletir sobre si mesmas. Há uma dificuldade muito grande de dar o primeiro passo. De aceitar que temos nossa culpa no cartório em relação à própria vida, um vício “x”, uma mania chata ou o simples fato de que às vezes somos auto-destrutivo mesmo – e que isso uma hora precisa acabar.

Há um senso comum muito grande de “aceitar quem a gente é, do jeito que a gente é, mesmo que quem a gente seja hoje faça da gente infeliz”. Não é bem assim. Pra gente aceitar quem a gente é, a gente precisa entender quem  é primeiro – ou quem queremos ser (se não nos identificarmos com a nossa pessoa) e o que precisamos mudar. E que algumas coisas para sermos felizes são fáceis, plausíveis e só dependem da gente, mas que outras, nem tanto. Simples assim.

No meio do caminho certamente teremos problemas de adaptação ao nosso novo eu, mas é preciso ter em mente que toda a mudança é trabalhosa. Faz parte de um processo. Que teremos recaídas, que não vamos nos adaptar tão facilmente porque somos altamente mecânicos nos nossos processos físicos e mentais.

Não adianta aceitar-se como fracassado porque “a vida impôs que fosse assim”. Nada é imposto, aliás. Podemos não ter a doce liberdade de ser quem desejamos ser o tempo inteiro, faz parte, a sociedade às vezes faz isso. Mas podemos escolher outra atitude, outros amigos, um novo trabalho, uma dieta saudável, uma vida mais tranquila. E, voilá, basta fazer.

O caminho costuma ser ruim, é verdade. Mas o destino sempre reserva coisas inacreditáveis. Basta tentar.


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6 Comments

  1. Adorei o blog e sobre esse texto em especial, acho que a gente tem que continuar lutando. A vida é cheia de nãos, mas não podemos parar, temos que continuar… ser insistente. Essa é a essência da vida. “Não importa o quão escuro esteja… O sol vai surgir de novo.”

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    Abraços,

    Patricia
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  2. “Há um senso comum muito grande de “aceitar quem a gente é, do jeito que a gente é, mesmo que quem a gente seja hoje faça da gente infeliz”. Não é bem assim. ”

    Nossa, coincidências ok. Escrevi recentemente um post meio sobre isso. Como as pessoas tem dificuldades de lidar com a própria merda. Olha, dar o primeiro passo é difícil, mas uma vez dado o primeiro passo também você vai em frente. Eu achei que meu castelinho de areia e de acomodação fosse desmoronar quando eu resolvesse encarar os fatos e até assumir um tratamento. Mas isso não aconteceu. As coisas melhoraram, e muito.

  3. Grande post Ericka,
    fazendo a diferença vida realmente depende do indivíduo.
    Impacto e as mudanças só pode ser alcançado se uma tomar um passo ousado e mergulha na vida.

  4. Pois é! Eu geralmente procrastino as mudanças necessárias… Mas aí, quando eu mudo, é tipo um looping. Faço de uma vez: assim, sem planos, na louca. Porque se eu penso demais, planejo demais, começo a ter medo do fracasso… E acho que o medo é o pior inimigo das mudanças. Enfim… Foi só um desabafo (ou um jeito de justificar meus surtos?! hahaha)!

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