Wednesday July 15, 2015 10:30

da arte de não se importar.

Posted by erickamr

Nunca me preocupei com as (más) interpretações do amor.

Sempre chamei pra sair quem eu queria e disse o que tinha vontade. Nunca me importei em ser tida como louca, carente, apegada ou desesperada. Nunca me preocupei também se seria julgada como vagabunda, piranha, galinha, “dada”, aliás, acho que todos nós podemos ser o que quisermos, quando quisermos e com quem quisermos. Que preguiça tenho de gente que acha que todo o ser humano é uma coisa só, que cabe numa caixinha de definições e previsibilidades entediantes. Se você ainda não errou, vai errar. Se você ainda não teve vontade, vai ter. Se não esteve no lugar que mais julga errado, complicado ou imoral, vai estar. E que pena se você nunca viver um desses papéis. Vai perder um bocado.

Não vim para essa vida à passeio, definitivamente. Se cheguei, se amei, se estou aqui, que seja para dar a cara à tapa. Se o outro se incomodar com essa ou aquela atitude, com essa ou aquela opinião, palavrão, ou resposta ácida, já não me serve. Às vezes, nem para ser amigo. Em pouquíssimos casos minhas atitudes se reverteram em algo desagradável ou desastroso, não sei, na verdade. Meu processo de seleção de pessoas para conviver é bruto, direto, não deixa nada sem pingos nos is.

Acho que alguns seres humanos talvez não estejam preparadas para o sincericídio, não foram treinados para lidar com ele. Viver é coisa forte, cara. Quando você se deparar com a intensidade das relações (e sentimentos, e palavras, e atitudes), e um dia vai ter que lidar com isso, não pode ficar apático. Ou se é, ou não se é. Ou está, ou não está. Quando somos impulsivos, podemos perder muito. Ou fascinarmos quem merece, tornando todo o processo de encantamento e paixão muito mais divertido - e recíproco – ainda que lá pra frente (e quem se importa com lá pra frente?) não dê em nada.

A sedução é direta. Ao menos pra mim, sempre foi.
As conquistas pedem ousadia, pedem um pouco de medo, pedem fôlego.

Se não é para provocar nada no outro, nem comece. Não vai valer a pena. Pode confiar em mim.

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1 Response to da arte de não se importar.

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Alexandre Barreto

July 18th, 2015 at 1:11 PM

Parabéns pelo blog, muito bom mesmo, ótimo conteúdo, vou seguir ele, e vc pode seguir o meu http://cidadedosolmanoelviana.blogspot.com.br, obrigado!

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Ericka, prazer!

Por que Hipervitaminose?

Cansado do papo furado e irreal sobre relacionamentos? De ficar sonhando com o príncipe (ou a princesa) encantado, lamentando sua solteirice pelos quatro cantos do planeta? Cansado de não entender o que faz de errado? Cansado de achar que é o ÚNICO no mundo a ter todos esses problemas? Bem vindo ao Hipervitaminose! Um espaço com crônicas sobre a vida, depoimentos, histórias e análises sinceras - minhas e alheias - de quem já está cansado (e diabético) de tanto blá-blá-blá relacionamental sem eficiência. Fique à vontade!

Participe!!

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