gentes.

Não nasci para ser uma ilha.

Embora muitas pessoas afirmam conseguir viver tranquilamente livre do contato social, penso completamente o oposto: viver única e exclusivamente com as minhas próprias ideias, sem poder dividí-las com mais ninguém, seria devastador.

E assim construí minha vida, meus relacionamentos, minha carreira; com pessoas que muito e sempre me acrescentaram e despertaram em mim desafios e paixões das quais eu nem poderia prever que um dia aconteceriam.

Dos lugares, coisas, empregos e tudo mais que pude conhecer ao longo desses (quase) 28 anos de estrada, o que permaneceu foram as risadas. E os participantes ativos de tudo isso. Nunca fui boa com a lógica, razão ou matemática, mas não sei ser criativa sem dividir. Tenho problemas em interpretar papéis que não me cabem e até da roupa social eu fujo – as tais máscaras nunca me serviram muito bem. Não sei, inclusive, que diabos eu fiz com as minhas.

Sou do tipo sincero, livre, de risada fácil, cabeça solta. Se me cerceiam, fico amoada. Não reproduzo em cativeiro. Não sei, afinal, ser o que desejam. Gosto de pensar que cada um tem o direito de tirar suas próprias conclusões sobre tudo, o que também me inclui e, de certa forma, não me preocupa. Sempre tive poucos e bons amigos, muitos colegas e poucas inimizades espalhadas por aí. As que insistiram em se prender ao que não servia – de mim, nelas – ainda bem, estão longe.

E assim a vida segue.

Não vim para esse mundo, e disso tenho certeza, para desagregar. Vim para espalhar amor, bom humor e autenticidade. Para deixar pelo menos uma marquinha boa, uma coisa positiva, em quem estiver ao meu redor e quiser vivenciar isso.

E espero, que dentro do imenso universo de escolhas certas e erradas que a gente precisa tomar, que eu continue, sempre e sempre, tendo espaço.

Porque nada é mais triste que estar preso dentro de si mesmo.

 

Você também pode ler

4 Comments

  1. Mais um texto da Eriquinha que me deixa arrepiada no final :~

    Admiro muito quem consegue ser assim, que nem tu! Eu sou muito tímida, não gosto de muito barulho, de muito caos, de muita multidão (mãe, como sobreviver a SP?)… Dificilmente saio de casa, e preciso mover muita energia interna pra isso :~ Às vezes sinto falta de estar rodeada de pessoas, mas no mais das vezes prefiro ficar quietinha. Não por egoísmo, mas por querer ficar… quietinha.

    Beijos, sua linda!

  2. Acho que passou da hora de aprender a ser mais como você. Não me vejo como uma ilha, mas convivo muito bem sozinha por longos períodos de tempo, e mesmo chegando no fianl de todo domingo pensando que eu perdi mais um fds, parece irresistível se manter na cama quando o sábado começa.

  3. Sou do tipo tímida e que às vezes precisa se desligar pra organizar melhor as ideias, mas sem os outros eu sou só metade! Se isso faz de mim uma ilha com certeza faço parte de algum arquipélago!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *