confesso que me excedi.

Confesso que nesse final de semana eu caguei. Errei rude. Pisei na jaca. Perdi a linha.

Me excedi nas palavras, nos gritos, falei o que nem queria dizer. De vez em quando dou dessas mesmo, pago de louca. Viro 100% emocional e atropelo quem estiver na minha frente como um caminhão. Não sei muito bem porque isso acontece, mas desconfio que tenha uma relação direta com aquele sem número de coisas que engolimos para evitar conflito. E com a TPM, lógico.  Tem a ver com aquelas coisinhas pequenas, irrelevantes, 100% superáveis, que, num minuto de surto psicótico, parecem um problemão.

Eu odeio brigar. Odeio discutir. Odeio sentar, ter aquela conversa desconfortável sobre os meus, os seus erros, os erros da humanidade, os caminhos do nosso relacionamento, etc, etc. Acho um saco, um porre, coisa de gente que perde mais tempo falando que amando, mas óh, faz parte. Conversar é preciso, dormir brigado é uma porcaria.

Só tem um problema nisso tudo: sou catastrófica. Acho que o amor vai acabar, que meu relacionamento está fadado ao fracasso, que eu fiz uma merda, assim, irreversível. Me sinto péssima, me culpo, faço aquela auto-análise e me dou conta que sou maluca mesmo, inadequada para a sociedade, para o convívio entre os demais seres vivos, olha, fico na madruga bo-la-do-na, é complicado.

Aí, nessas horas em que a gente precisa de uns tapas na cara pra recolocar a vida nos eixos, apelo para as amizades femininas. Aquelas que não falham nunca. Que vão ouvir sem julgamentos você dizer que exagerou e que, quando caiu novamente em si, já estava pulando na jugular alheia com as pupilas pra fora, salivando que nem cachorro raivoso. É.

Essas pessoas vão te entender porque já fizeram igual. Uma, duas, 150 vezes. E você se sentirá acolhida por esse grupo de psicopatas, sentirá que amar também é um pouco ter medo. Se sentir insegura. Se questionar. E que no dia que você tiver todas as certezas sobre si e sobre o outro talvez essas certezas sejam ruins. Sejam algo que você não queira encarar. Ainda bem, graças a ALÁ, que não tenho certeza de nada.

Esse texto, portanto, é pra agradecer. E pra dizer que se você também deu uma pirada na batata nesses últimos meses, fica bem, fica em paz, força na peruca que vai dar tudo certo. E a vida vai se encarregar de mostrar que uma sacudida (de vez em quando, ok?) vem para colocar algumas coisas no lugar que lhes são devidas.

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5 Comments

  1. Passa aqui que eu te encho de bolacha na cara pra te por no lugar 😀

    A verdade é que todo mundo pira e tem inseguranças, e o importante é por pra fora. Pq amar é isso: amar as inseguranças alheias, os defeitos, pq eles fazem parte do pacote maravilhoso que é você.

    Fica bem, e me grita no whatsapp se precisar! <3

  2. Que texto, Eriquinha =~
    Chegou pra mim bem na hora em que eu tava no meu momento *freak*, e foi como um abraço virtual. Com o tempo, as brigas frenéticas e intermináveis vão dando espaço a um diálogo que é quase uma terapia, e as coisas vão encontrando um jeito de se acalmar. Não sou a pessoa mais experiente do mundo, mas conte comigo sempre que precisar, porque apesar de ter pouco contato contigo no universo além-blog, sinto um carinho enorme por ti =~}

    Um beijo!

    PS: Estarei em SP em março e abril do ano que vem. Preciso dizer mais alguma coisa? S2

  3. VAMOS NOS ENCONTRAR COM CERTEZAAAAAA, JUUU!!

    Aí te entrego as canetas pessoalmente!! =D

  4. Bo-la-do-na eu fiquei lendo esse texto 982948298 vezes, pq PQP, como eu me identifiquei! Só não sei se é bom ou ruim! hauhauahauh
    Mas me sinto confortada! *-*

  5. Gostei do seu texto! Esses momentos de raiva e como vc falo de pisar na jaca e perder a linha sempre acontece. Mas sabendo conversar de cabeça fria e com o tempo tudo volta ao normal!

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