uma questão de sorte.

Estava eu lendo um post da Marcella, quando comecei uma discussão no trabalho sobre solteirice. Comentei que a achava tão incrível, que era impensável uma mulher como ela estar solteira (veja bem, nem tenho certeza se está); que, de alguma forma, ela deveria ter problemas com os homens – ou que talvez, simplesmente, não tenha encontrado nenhum à sua altura. Pensei ainda em uma terceira e mais aceitável opção: talvez ela nem queira, no fim das contas, encontrar essa tal pessoa. E foi assim que comecei a pensar sobre isso.

O fato é que esse tópico incomodou. Não porque estejamos interessadíssimo em saber se Marcella tem ou não namorado, é que todo mundo, ou pelo menos os entusiastas dos relacionamentos, como eu, busca a fórmula certa para o amor. Para a felicidade. Para uma vida bacana com alguém e seu por quês.

É pessoal, é mesmo verdade isso aí, não está fácil. Pra ninguém eu diria. Se Grazi não tem mais Cauã em suas mãos, quem somos nós pra desejar um príncipe encantado (ou apenas um homem para chamar de nosso), não é mesmo? Não, não é mesmo. A gente pode e deve desejar àquilo que quiser. O problema é encontrar alguém que seja interessante e interessado ao mesmo tempo.

uma amiga disse uma coisa que talvez seja verdade: pode ser que tudo seja mesmo uma questão de sorte. De estar no lugar certo, com as pessoas certas, de passar a mensagem certa para o carinha certo, não sei. Gostaria muito de ter os segredos para a conquista, de explicar por A + B + C porque eu sempre estou namorando alguém e por encontrar um sem número de pessoas bacanas pelo meu caminho, mas não sei dizer. Não sei mesmo. Então, ao invés de ficar buscando justificativas comportamentais para uma determinada cadeia de acontecimentos de como encontrar alguém (exatamente o que faço nesse blog), se interessar por essa pessoa, beijar, namorar, noivar, casar, juntar, ter filhos, ou seja lá a ordem que você preferir, serei simplista. Talvez eu seja mesmo uma pessoa sortuda e nunca tenha me dado conta.

A vida nunca me deixou sem romance. Nunquinha. Não faço a menor ideia do porque. Mas sempre acho que somos muito mais responsáveis por aquilo que atraímos do que conseguimos compreender – ou explicar – com quaisquer que sejam as teorias – não me conformo apenas em ter sorte.

De qualquer maneira, se assim for, desejo aos meus amigos e leitores muita muita sorte. Para um amor tranquilo, pra saúde em dia e pra encontrar algo que possam se apaixonar além de um ser humano – pode ser uma causa, um bicho, o que for – acho isso importante pra vida de um modo geral, pra cabeça da gente.

E que essa tal sorte nos traga tudo o que se espera de bons relacionamentos. Vai ver que é, nessa hora, que começam as minhas tais teorias. E a vida fica mais difícil pra quem tem só sorte.

 

[UPDATE: No final das contas minha amiga não quis dizer nada disso e eu entendi tudo errado, mas funcionou pra fazer minha cabeça funcionar gerar um texto, né? HUAHAUHAUHAHAUHU…]

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4 Comments

  1. Eu acredito que tudo acontece na hora certa na nossa vida, mas vejo muita gente procurando o amor em lugares errados e depois reclamando da vida.
    Gostei do seu texto!
    Beijos

  2. Eu achei muito legal esta reflexão pois eu tb tenho umas teorias acerca do amor. Eu acho mto estranho esse momento da vida em que duas pessoas se encontram, se gostam e ficam juntas. Se amam, sabe. Duas pessoas. Ao mesmo tempo. Em meio a tantas pessoas. Tipo, no mundo!
    hahah
    Coisa de louco né, mas quem tem sabe o quanto é bom. Eu tenho tb.
    E o importante é se apaixonar mesmo, como vc disse, por uma causa, um bicho, o que for.
    Imagina que sem graça uma vida sem paixões.

  3. Concordo totalmente contigo, Ericka! E tento colocar isso na cachola de alguns amigos, mas é complicado… acho que a primeira pessoa as nos apaixonarmos tem que ser nós mesmo. Depois, algo feito por nós. E só em seguida, alguém. Sei que a maioria quer fugir desta ordem, mas é a melhor maneira de ficar mais próximo de encontra alguém que faça valer a pena e não só alguém para “preencher algo que não sabemos o quê”.

    Adoro teus posts que fazem tanto pensar…

    Um beijo,
    Re

  4. O problema é encontrar alguém que seja interessante e interessado ao mesmo tempo!

    Acredita que hoje eu conversava com uns colegas de trabalho justamente sobre isso?
    Um monte de gente reclamando que está solteira, mas com certeza alguém interessado por essa gente. Mas não adianta. A gente quer aquela outra pessoa, que não está tão assim… na nossa.
    Talvez seja uma questão de sorte mesmo.
    Sobre procurar no lugar certo ou errado, já não sei… Tem tanta gente que anda em TUDO QUANTO É LUGAR e não encontra uma pessoa que o interessa. Talvez aí seja o tipo de gente exigente demais também né.

    Eu fazia dança de salão (inclusive com o namorado). Conversando com as pessoas lá, perguntávamos o porquê de estar na dança, se gostava de dançar, se queria aperfeiçoar… várias vezes escutamos a resposta: estou aqui para arrumar um (a) namorado (a).

    Tem gente que me disse que foi fazer um retiro espiritual para jovens, pois lá poderia encontrar um (a) namorado (a).

    E o (a) namorado (a) não aparece.

    Enfim…
    Talvez seja sorte mesmo.

    Abraço pra vocÊ!

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