da vida real.

Nesses meus 3 anos de experiência em RP + Social Media, aprendi muito sobre pessoas. Sei que esse blog fala quase que integralmente de relacionamentos amorosos, de vez em quando sobre famílias, amizades e afins, mas não poderia deixar de escrever algumas linhas sobre o que eu ando vendo acontecer por esse mundão que é a internetê. E vendo assim, com os meus próprios olhos mesmo, sem conjecturas científicas, sem estudos longos, sem livros sobre sociologia, análises profundas ou coisa do tipo.

As pessoas precisam aprender a ser educadas. Em primeiro lugar. E em segundo, a entender que são os relacionamentos os responsáveis pelo sucesso (ou pelo fracasso) de uma determinada mídia. Não tem nada a ver com propaganda, sorteio, com ads no Facebook, no Google ou em qualquer outro lugar. Tem também, aliás. Mas é mais que isso.

Sem os seus leitores, as marcas e a  imprensa… Um blog é só mais um espaço online. E ponto final.

Não importa se o seu blog é pessoal ou não, de beleza, moda, culinária, fitness ou o raio que o parta. Você não é excelente comunicólogo porque é lindo. Porque tem bom gosto. Porque tem estrela, sorte ou santo forte. Você é bem sucedido porque é bom. Naquilo que faz e com os seres humanos que o cercam. E acho que principalmente por essa segunda parte.

Tenho nas mãos a chance de conhecer todas as pessoas que sempre admirei e cresci aprendendo e sonhando em como elas seriam no mundo real – e  uso isso em todas as situações que posso.

Não porque quero proteger ou beneficiar àqueles que acompanho, mas porque quando se é “rata de computador”, desde pequena, você se torna íntimo daqueles que lê, mesmo que não seja. Se torna parte daquilo. Sente uma identificação, cria um laço invisível do qual você quer que o seu cliente – seja ele de qual nicho for – faça parte. Você não vai chamar para o seu aniversário gente que não conhece, né? Por que chamaria para uma ação ou um evento profissionais que não confia?

Pois bem. Foi então que meus problemas começaram. Tive o desprazer, inúmeras vezes, de lidar com totais desconhecidos que eu achava conhecer bem. De ter na minha festinha de aniversário ou, saindo da metáfora, naquele evento PICA do cliente, gente que eu preferia ter só mantido no mundo virtual. Gente que não vale a pena. Gente que num tem bafo, nem dente podre, mas que por dentro tem alguma coisa errada.

É sério. Quanta decepção junta, cara. Que tristeza.

É  claro que o mundo não é só ruim. Aliás, o mundo é bão, Sebsatião! E nesse ínterim me surpreendi também. Conheci gente incrível e admirável que passei a seguir. A gostar. A torcer junto pelo sucesso. E tomei um tapa na cara.

Porque, afinal, às vezes somos mesmo fiéis a gente que simplesmente não merece. Gente que encarna um personagem, que não sabe lidar bem com a popularidade, que é fofa por comentário, mas xinga o taxista. Que sabe fingir muito bem que é bacana lá de longe, quando não tem que encarar belas críticas. Como em todos os relacionamentos reais, virtuais, como em todas as situações da vida adulta.

E fica aí o meu conselho: nem tudo o que reluz, é ouro.

E ainda tem assessorias valorizando demais bijuteria barata…

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3 Comments

  1. Sinceramente, eu não sei mais se as pessoas são ruins e a gente está dando valor demais a elas, ou elas ficaram assim por não estarem preparadas para a “fama”.
    Porque a gente se apegou a essas pessoas por elas parecerem gente como a gente, pela identificação de gostos, jeitos, interesses. E, numa boa, não é possível que a gente errou tantas vezes como parece… Acho que falta um choque de realidade nessas meninas. Um MENOS GATINHA, você é só uma blogueira, não está salvando o mundo. Ponha seus pezinhos no chão, por favor

  2. Eu concordo com o comentário acima, acho que rola muito também de bajulação errada. Eu sei que a gente se identifica com projetos, com uma – suposta – vida de outra pessoa, mas será que tudo não está indo pra um lado esquisito demais?

    Mas eu acho por exemplo que algumas coisas mudaram. Algumas empresas por exemplo, estão de olho no relacionamento que x blogueiro tem com os leitores, e não na sua quantidade de seguidores ou gramú. É disso que a gente é feito, afinal, né?

    Em tempo: sou feliz por ser blogueira e ter tido oportunidade de conhecer tanta gente legal e boa, como você, que gostei assim, de graça. Só queria que SP fosse mais pertinho pra eu poder ir mais vezes! rs

    Um beijo,
    Re

  3. Eu também queria, Rê!!

    Queria muito! Mas concordo também com vc, viu? Acho que as empresas, finalmente, estão pensando em quem é de verdade!

    =D

    Um beijão!

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