deixe para trás.

A verdade é que a gente escolhe ser feliz. E que a felicidade, sinto informar, é um pouco egoísta.

Não dá pra ser feliz e continuar a cultivar o que a gente não ama mais. Seja no trabalho, seja na família ou na vida a dois. Não dá para querer ser feliz e agradar os outros. Felicidade é única, pessoal e intransferível, que nem impressão digital. Que nem bunda. Você pode até admirar a da outra, mas tem que investir mesmo é na sua.

Ninguém pode tomar decisões difíceis pela gente, ninguém pode obrigar o outro a ficar ou a suportar essa ou aquela situação ruim no nosso lugar. Ninguém pode engolir os nossos sapos, nem saborear os nossos amargores, infelizmente. E ainda assim, sempre sobra um pouquinho de dor pro outro. Práquele que não tem relação direta com a nossa vida, mas que já está lá. Disposto. Sendo altamente influenciado por aquilo que a gente faz.

Quando se escolhe um determinado caminho é preciso abrir mão de toda uma cadeia de acontecimentos que se sucedem, bons ou ruins. Se um namoro acabou por falta de amor (ou excesso dele) temos a família alheia pra encarar. Às vezes pra aguentar, outras para ainda tentar impressionar; pra que àquela magia do que um dia foi – e hoje já não é mais – não se perca. Uma pena que não exista essa possibilidade. Quem agrada dois senhores não agrada nenhum. Ou pior: acaba por desagradar a si mesmo, o maior afetado da coisa toda. Quem, realmente, importa.

Sabe aquele lance de amar a si mesmo em primeiro lugar? Entra nessa hora. O quanto antes nos desfizermos das nossas amarras, libertarmos a nós mesmos (e os outros) dos nossos fantasmas do passado, melhor. Se é pra frente que se anda, não há sentido em olhar para trás. Não há, aliás, chance de sermos outra coisa quando ainda vivemos das sombras do que não nos faz satisfaz. Se você chama as coisas ruins, tem que estar disposto, também, a lidar com elas. Com as assombrações que você mesmo não tratou de exuzar.

Não dá para prosseguir sem desapegar. Não dá para evoluir sem sofrer.

Como tudo na vida, as coisas ruins também passam. E com as atitudes corretas, uma dose de paciência e muita fé no hoje, muito mais rápido.

Se é para viver um grande, novo e verdadeiro amor, que seja por completo. Porque pela metade já basta o que não nos cabe mais. E isso a gente doa, vende, troca, sejam as roupas, os objetos ou aquilo que a gente tem de mais frágil dentro da gente: os sentimentos. E esses, às vezes, se esgotam.

Cuidem bem de 2014. E que venham vidas inteiramente novas para vocês.

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4 Comments

  1. Meu Deus! Estava falando isso com uma amiga hoje haha!
    Érika seus textos são ótimos =] dá até uma mega motivação para o ano =]
    beijos

  2. HAUHAUHAUHAUHAUHAUHA!! Que bom nega!! Fico feliz em saber que tô ajudando o pessoal a encarar a vida com força total em 2014! HUAHAUUAHUAHUH!

    Beijão!

  3. Nao é fácil seguir em frente!! A gente fica só com a dor enquanto sabe que a outra pessoa tá feliz…..tá sorrindo…..foi promovido no trabalho….tá namorando com uma menina bem mais nova!! Dói sabe….ser chamada de indecisa e insegura……sei que a única coisa que funciona é o perdão…..mas realmente ainda não consegui…..já me disseram que eu gosto de sofrer….e que deveria olhar mais para o lado……mas quando olho só vejo os mesmos tipos de homens….iguais ao anterior……e por enquanto só quero ficar com a minha dor……. 🙁

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