amiga-encosto.

Todo mundo tem uma amiga chata, muito chata. Que implica com quem não conhece, que reclama do que foi especialmente preparado para ela e que vive lamentando, pelos quatro cantos do planeta, o quanto ninguém a acha bonita, ou interessante, ou realmente legal.

Sem ter a menor percepção daquilo que faz em relação a si mesma.

Essa amiga acha que a sinceridade excessiva (a.k.a, falta de educação) é o melhor remédio para tudo. Fala que fulana está gorda, que beltrana fez um combinação ri-dí-cu-la, que o namorado de cicrana é um antipático mas fica PUTÍSSIMA se fazem o mesmo com ela.

PU-TÍS-SI-MA.

Essa amiga é grosseira, sem noção e isso a faz ser persona non grata em tudo quanto é lugar. Você quer levá-la em um bar, pra tentar salvar a espécie e os envolvidos sempre enfatizam “ai, desculpa, não leva aquela sua amiga não. Da última vez ela discutiu com o garçom, bateu boca com meu chefe, derramou bebida no bolo…”

Se ela vivesse em um filme seria aquele tipo de personagem que usa da ironia para se proteger de todas as coisas, quando, na verdade, só quer se aproximar dos outros, ser incluída nos programas e agir como uma pessoa normal. Mesmo sem ser normal. Só que a vantagem é que as coisas nos filmes sempre acabam bem. Mas com essa sua amiga…Eeerrr… Não.

Nem com ela, nem com você, que acaba carregando o encosto.

Essa sua amiga, que não liga pra moda e vive descabelada, que não consegue ser minimamente agradável nem com você, porque, exatamente, ela é sua amiga mesmo? Quando foi que você achou que seria uma boa ideia incluí-la na sua vida e passar os maiores “climões” dos últimos 356 anos?

Você pensa, repensa. E não sabe.

Talvez seja pelo fato de nos sermos pessoas terríveis e gostarmos de andar com gente que é pior que a gente. Talvez seja por essa mania que temos em querer salvar as pessoas delas mesmas. Talvez por, no fundo, sermos também um pouco desse jeito meio torto, meio chucro, meio mala vez ou outra.

Mas olha, paciência tem limite.

E nem sempre as pessoas querem melhorar. Aliás, quase nunca.

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