linda, solteira…E mãe.

Todo ser humano do sexo feminino que possui uma vida sexual minimamente ativa já pensou, pelo menos por alguns segundos, que pudesse estar grávida. Mesmo com a evolução da medicina e toda a informação desse mundo, não há contraceptivo que controle nossa neurose – visto todos os 736456 mil casos de amigas que deram uma vaciladinha aqui, outra ali e aquelas que juram de pé junto terem sido vítimas pura e simplesmente das armações do destino.

De suspeitas e ansiedades todas nós sobrevivemos, ok, a vida continua. Mas e quando, lá no auge dos nossos 20 e poucos anos (ou antes) descobrimos que SIM, seremos mamães nos próximos 9 meses? Sem marido, casa, emprego ou o mínimo de juízo?

Muitas foram aquelas que passaram por essa situação. E embora digam que filho é uma benção divina (e certamente, é) é inevitável não encararmos um turbilhão de sensações entre medo, alegria, ansiedade e um tremendo descontrole sobre essa nova situação. E não só de pensar em cada parte da nossa vida que vai virar, literalmente, de cabeça para baixo, mas também sobre aquilo que os outros irão pensar. Nossos pais, avós, primos, colegas de trabalho, de faculdade e mais um sem número de pessoas que de nada tem a ver com  a nossa vida, nosso corpo, conta bancária ou estado civil.

E como nesse post eu não poderia deixar de falar sobre o tal do status social relacionado a gerar um mini ser dentro de si, como fazer quando não queremos casar? Quando não amamos tanto assim, não estamos preparadas para assumir um compromisso e coisa e tal? Ou quando tentamos ficar com o outro pela pressão das partes envolvidas e por achar que nenhum homem no mundo vai se interessar por uma mulher que já tenha filho? São tantas as neuroses, emoções e devaneios que no meio de tantas coisas aparentemente terríveis a única certeza que temos é que nossa vida será bizarramente diferente; e que está apenas começando.

Tenho para mim que uma mulher só é completa quando satisfaz pelo menos 3 desejos da sua lista pessoal. Ter sucesso no trabalho, escrever um livro e ter um filho – esses são os principais itens da minha. Mas a satisfação do tópico “maternidade”, especificamente, é aquele que, para maior parte das mulheres, exclui os demais.

Escutem bem, dear ladies: ser mãe não nos faz menos capazes de conquistar um homem. Não nos impede de ter uma carreira bem sucedida. Não nos deixa incapazes, impotentes ou menores que qualquer moça solteira por aí. As coisas mudam, claro. Mas é preciso se adaptar a elas, absorver cada novo pedaço de realidade para voltar aos eixos e tomar um rumo (definitivo ou não). Sem planos a gente não consegue nem pegar metrô.

Esse é só o primeiro texto de muitos outros que ainda escreverei sobre esse tema, para as atuais mamães, futuras mamães e aquelas que assim como eu, ainda não estão tão próximas de se tornarem mães. E espero que seja também uma quebra de paradigmas entre o que se deseja e o que se tem, entre sonho e realidade.

Não se pode ter todas as coisas do mundo. Mas certamente ter um filho não é o fim de todas elas.

 

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3 Comments

  1. Uaaalll… Perfeito! Cara.. eu sou meeeega neurótica com gravidez. Já fiz centenas de exames e mesmo tomando anticoncepcional. Minha melhor amiga engravidou exatamente nessas condições e eu entrei mais em pânico ainda, na verdade até mais do que ela. Vendo de perto os perrengues que uma mãe solteira passa. Mas nem por isso ela ficou menos sexy. Só que agora vem com pacote completo. O cara tem que ter paciência, entender algumas limitações, ter carro e ainda tem que aturar o pai da criança.. Ou seja, afaste de mim esse cálice. Hoje sei que não há tanto preconceito quanto eu imaginava, mas ele existe sim. Eu não sou parâmetro. Sou preconceituosa sim. Não quero um kit completo. Quando sabia que o cara vinha com “iptu” e outras coisinhas mais, nem ficava. Bom.. só sei que é complicado. Sinceramente não sei o quanto eu surtaria se ficasse grávida nessas condições. Tenho uma família bem certinha, com tudo no lugar. De repente ter minha vida virada ao avesso, “para sempre”, surtaria com certeza. É isso.. adorei seu texto e adoro esse assunto. Minha postura com relação a ele já mudou muito. Mas não o suficiente para passar por isso. bjinho.. bom ter um blog interessante para ler todos os dias..

  2. Eu AMEI o texto, na verdade concordo com tudo. Também concordo com o comentário da Géssica que existe sim um preconceito e grande. Mas acho que é aquela mania de muitos homens acreditarem que a mãe solteira está procurando um pai pro filho, não apenas um companheiro. Isso é um erro bem grande. Porém, quando achamos o cara certo acredito que tenhamos que lidar com tudo e enquanto isso bora aproveitar o pequeno que o tempo passa MUITO rápido. 😉

    Obrigada amiga. :************ <3

  3. Ericka, esse é um excelente texto! Mas, apenas um dos vários pontos de vista da questão.
    Já comentei antes com vc, acho q uma das coisas q pesa não é só a dificuldade em achar um cara q queira encarar o “pacote completo”, mas a própria experiência de cada mulher em relacionamentos anteriores. No meu caso, depois de ter uma criança, fiquei 1 zilhão de vezes mais exigente, depois de ter duas então… Nem se fala! Agora, vem aí o terceiro, q foi fruto de uma “vontade divina” em contrarias 2 métodos contraceptivos, de uma ficada, enfim… Nem me pergunto se algum cara vai encarar uma mulher com 3 filhos mais! Pq o problema não são os outros, sou eu! Eu q já não tenho mais saco pra tanta coisa, q já me descobri “mãe solteira e independente”, sabe? Isso q é difícil!
    Bjos!

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