gordinhas e gostosas.

Dia desses, via Whatsapp, um amigo postou uma foto de uma moça de biquine que eu achei bem gostosa, de verdade. Não porque ela tivesse corpo de celebridade de novela, ou porque eu tenho uma inclinação a gostar de pessoas do mesmo sexo, nada disso. Porque costumo ser o mais honesta possível com os julgamentos em relação ao físico, mesmo que isso seja um pouco…Eerr… Incômodo às vezes. A mulherada, reativa, disparou sem filtros uma série de comentários negativos: “Que gorda! Toda mole! Como ela tem coragem de tirar essa foto de biquine? Ela não faz meu tipo físico, prefiro as malhadas…”

Foi então que percebi que nossa percepção sobre o que é bonito, feio, gordo ou magro é relativa. Principalmente a QUEM nós estamos analisando. Se aquela sua amiga linda, meio gordinha, que vive lutando contra a balança, quiser comprar um biquine lindíssimo para usar na praia e perguntar sua opinião, você não vai ser tão critica. Certamente dirá que ela está linda, mesmo com o sobrepeso, porque afinal, está mesmo. Que a estampa é divina e, no máximo, comentar que modelo x, ou y “valoriza mais as curvas”. Você não vai dizer que ela está toda mole, que usar biquine com esse corpo a  fará parecer ridícula e que, se fosse ela, sairia de casa de burca, até porque, você também não está tão em forma assim.

E ainda que esteja, se quiser ser realmente sincera, você o fará com jeitinho. Porque o nosso corpo é algo que nos incomoda tanto que somos capazes de fazer (e fazemos!) loucuras para ficar em paz com espelho.

Sabrina Satto e Ana Hickman, na minha opinião, são mulheres lindíssimas. Embora Sabrina, ao lado de Ana, seja mais “GORDA”, é um absurdo dizer que uma mulher como aquela está fora de forma. Assim como é um absurdo a mulher brasileira querer ter corpo de dançarina de ballet clássica, com 0% de gordura e altura de alemã. Temos coxas, peitos fartos, costas largas e um quadril de dar inveja a qualquer japonesa, indiana ou européia, é um trunfo nosso e só nosso. Foi na terra canarinha que surgiram as calças jeans que valorizam o bumbum, é aqui que gostamos de mulher farta, e que, se tiver uma perna do tamanho do mundo, certamente também terá uma barriguinha proeminente. Alias, sejamos sinceros? É muito mais bonita que aqueles quadradinhos de grelha de churrascaria.

A inimiga é sempre torta. Aquela sua tia chata, uma cafona. A super gostosa, uma piriguete. E por aí vai.

Os esteriótipos tornam nosso mundo confortável, vivível. Porque, afinal de contas, se todo mundo tivesse corpo de passista de escola de samba, nosso padrões estéticos seriam outro, não é?

Aliás, que bom seria começar a valorizar as gordinhas felizes. Nós também nos sentiríamos mais leves…

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5 Comments

  1. Olá Érica, Curti muito o texto. E sim, parece até coisa de recalcada falar, mas esses “esterótipos” cansam tanto. Na boa, acho que é legal seguir a moda, curtir o corpo, mas sem exageros né!
    Beijos

  2. Gostei do seu artigo. O que realmente importa é como a mulher se comporta diante da sociedade. A mulher que se valoriza pode conquistar um homem que ela quiser. Parabéns pelo artigo!

  3. Oi Anninha!

    Obrigada pelo seu comentário e pela visita! Nada como um pouquinho de amor próprio pra deixar qualquer mulher ma-ra-vi-lho-sa, né?

    Um beijão!

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