balzaquianas.

Quando você, mulher, faz uns 30 e poucos anos de idade a pressão se inicia: onde está o namorado que não vem te buscar? Quando você vai ficar noiva? E depois de casar, quando vem os filhos? Porque você está assim gorda se está amamentando? Não dê açúcar pra esse menino, pare de trabalhar para cuidar da família. Não fale palavrão, faça faculdade. Tenha modos, por que você não arranja um trabalho de verdade? E coisa e tal.

A vida de cada mulher, assim como a de todos os seres humanos, não é redondinha. Nem todas sonham em sem ser mães, nem todas acreditam em casamento. Há quem não se importe com as convenções sociais e queira apenas juntar com o namorado, cheio de tatuagens, e comprar 3 gatos. Ninguém precisa ter cachorro porque é bacana, casar de papel passado porque é bonito ou ficar com postura de mulherzinha frágil em pleno o século XXI. Aliás, acho isso completamente fora de moda.

A felicidade da sua tia, prima ou da sua melhor amiga, não é a sua. Que saco seria se todo mundo pensasse igual, quisesse exatamente a mesma coisa e fosse obrigado a ser aquilo que não tem vontade só pra burguês ver. Essa coisa de ficar tentando agradar os outros sempre acaba nos desagradando. Mais triste ainda é quem acha que tem a real obrigação de seguir tradições. E se não der pra ter filhos? E se nunca tiver dinheiro pra aquela festança monumental? Você vai continuar presa aos resultados de uma vida que não se apresentou da forma como cabia nos seus sonhos? Vai continuar tendo pena de si e raiva do mundo?

Não existe um único caminho para a felicidade.

E eu espero que você encontre muito mais do que planeja mudando sempre de ideia.

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