a sorte está lançada.

As melhores relações de amor são aquelas que ocorrem ao acaso, com alguém que você viu  pela primeira vez quando perdeu o celular no metrô e precisava avisar que ia se atrasar. Ou com o sujeito que te salvou no meio da enxurrada, dando carona no guarda-chuva. Sou à favor dos desencontros, dos acidentes. Sem eles nunca conheceríamos o amigo da amiga que adora rock (e você odeia) ou teríamos a oportunidade de paquerar o cara da NET, o dono da banca, ou a hostess da balada.

Gostoso é sair pra novidade, pra um bar que você nunca foi na vida, conversar com pessoas que você talvez nunca mais reveja e fazer amizades leves, bizarras, exóticas, que vão virar companhia nas noites de insônia ou te consolar quando ninguém mais quiser  ouvir sobre àquelas coisas que fazem da nossa vida um lugar verdadeiramente chato.

A distância às vezes é boa. Às vezes é importante termos amigos não tão próximos, conhecidos e só, casos não tão sérios ou coisa do tipo. Eles funcionam como pontes entre mundos, entre interesses, conectam aquilo que já foi com aquilo que ainda pode ser. Ou te desconectam daquela realidade linear na qual se está tão imersa, tão acostumada, que é difícil acreditar que ainda pode haver gente interessante do mundo.

Nada como tomar um porre, bater o carro, quebrar a perna. Nada como algo completamente inusitado, sem filtro, livre.

O acaso nos obriga a mudar. O que às vezes é só o que precisamos para sobreviver.

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