pela boa educação.

Uma das coisas mais difíceis da vida adulta é ter boa educação. Ser obrigado a comprimentar pessoas das quais não gosta, a conviver com personalidades das quais não suporta e a aceitar tudo isso sorrindo; por uma imposição esquisita do destino.

Lamentável.

quem confunda educação com  falsidade e que acredite que melhor mesmo é soltar o verbo e dizer tudo (e mais um pouco), doa a que doer. Não é assim que a banda toca. A cordialidade impede confrontos, minimiza sofrimentos e faz com que sempre, em qualquer hipótese, tenhamos razão. Não importa como você agia aos 15 anos. Não importa como você lidava com seus conflitos pessoais durante o colegial. Crescer também exige amadurecimento emocional e nos obriga a tolerar para sobreviver. Nada de viajar junto, nada de chamar cobra criada de amor da minha vida, mas conviver é preciso. E se é para ser ruim, que, ao menos, seja leve.

Os adultos não podem mostrar a língua ou falar que o outro “é feio”, “bobo” e “chato. Não dá. Temos que “emprestar nossos brinquedos”, manter o sorriso no rosto e tolerar quantas bobagens forem necessárias porque sim. Porque às vezes quem nos incomoda é especial para outra pessoa, é parente, é amigo do seu melhor amigo ou garante o nosso salário no final do mês. Não adianta dizer que não, que a vida não é assim, não adianta se enganar. Se você ainda não teve que engolir um comentário que deveria ter sido feito ou foi obrigado a fingir estar a-do-ran-do algo por culpa da razão, você certamente é alguém mais livre, óbvio, mas muito menos tragável.

Não dá pra se desgastar por pouco e também não dá pra levar tudo, o tempo todo, à ferro e fogo. Somos incapazes de agradar a todos, mas altamente capazes de desagradar uma grande maioria se não tivermos filtros, se não soubermos que certas pessoas simplesmente não valem o nosso desprezo. Já repararam o quão cansativo é viver constantemente em pé de guerra com alguém? Melhor abstrair.

E deixar que o tempo resolva as complicações por si só. Afinal, ele é implacável.

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2 Comments

  1. Bem, eu preciso declarar amor ao seu blog. Não só por esse post, mas como pelos seus dois ultimos também, que eu li. Acho que vou acabar passando o dia inteiro aqui lendo seus antigos posts. Sério, é muito interessante encontrar alguem, no meio dessa imensidão que chamam de internet, que tem exatamente as mesmas opiniões que eu. Nesse post, sobre tolerar as situações e individuos “intragaveis”, no último, sobre as “prostitutas”. É engraçado, porque parece que fui eu escrevendo. Sério, nota 10 pro hipervitaminose.

  2. Maricota, quanto amor em um único comentário!

    =D

    Obrigada pela visita, pelo vício provocado pelas letrinhas e por ter me doado um tempinho do seu tempo pra comentar aqui! (coisa difícil na internetê!)
    Um bjão!

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