mania de perseguição.

Poucas coisas me irritam tanto na vida quanto gente antipática. Não estou falando em ser super amiga de alguém, ou criar uma intimidade instantânea com pessoas que você mal conhece, estou falando sobre ser cordial, sobre tentar se habituar em um ambiente, escutar, argumentar, ser gente de verdade.

Há mulheres (muitas) que tem mania de perseguição. Que reclamam da sogra, da cunhada, do genro e acham que o mundo, o tempo todo, conspira contra a sua felicidade. Que todos estão muito importados em destruí-la e que, no final das contas, a cumprimentam por educação e não porque tem um real afeto sobre ela. Parto do princípio que todas as relações, em um primeiro momento, são forçadas. Não é possível gostar de alguém que não se revela, ou pior: que está o tempo todo dando desculpas para sua preguiça de interagir, na defensiva.

“Não estou aqui pra agradar ninguém”é uma frase verdadeira. Em partes. Não há como namorar um sujeito e não suportar a família dele, não existe a possibilidade de estar ausente do seu universo, problemas e chateações. Você gosta de alguém em combo, e sim, está aí pra agradar quem quer que seja se desejar ter uma convivência minimamente agradável com aqueles que importam para quem se importa com você.

Não podemos ter medo de ser quem somos e, muito menos, usar isso como desculpa para não gostarmos de alguém. No mundo real é preciso lidar com o chefe, com os problemas, com as personas non gratas, pra evitar as rugas e para provar, por fim, que somos mesmo infinitamente superiores a qualquer picuinha adolescente.

Pior que ser sempre a vítima e se dizer “mal recebida” em território estranho é ser anti-social,  e acabar legitimando ser aquilo que mais teme: chata.

Como diria o rei, “é preciso saber viver.” E só se aprende, tentando.

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