o lado chato do namoro alheio.

Uma das piores coisas da vida é ter que conviver com o namorado(a) chato de alguém pura e simplesmente por amor ao companheiro dessa pessoa. Ser obrigada a manter a compostura, a cordialidade e forçar uma cara de boas vindas quando, definitivamente, o escolhido por seu amigo(a) é in-tra-gá-vel, seja por excesso ou falta de simpatia. Fica aquele clima tenso no ar, o assunto não flui, você tenta puxar uma conversa trivial qualquer, mas não dá. Qualquer um em sã consciência sente um sufocamento quando faz algo à contragosto, principalmente, por não querer magoar com verdades uma das partes envolvidas.

Para quem tem problemas sérios com a sinceridade (como eu) a coisa fica ainda mais séria. É desafiador calar-se para manter a razão. É triste esperar que a vida venha com as suas rasteiras e exiba suas garras mais uma vez para aqueles que não merecem. Algumas pessoas são carentes a ponto de se envolver sem pensar. Aliás, quase todas as pessoas que eu conheço, quando sofrem uma decepção amorosa forte e buscam, posteriormente, seguir adiante, escolhem sempre as piores opções possíveis pra chamar de amor, como num processo de auto-flagelação.

O certo não seria os critérios se tornarem mais refinados? Parece que não. Certo é pegar o primeiro ser humano que demonstrar um pouco mais de afeto e casar com ele, pra provar pra si que é capaz de ser feliz novamente e que isso depende  apenas de boa vontade.

Quanta burrice.

Todos nós, quando apaixonados, estamos sujeitos a ficar cegos. A chamar o cafajeste de amor, a golpista de meu bem e por aí vai. Não há o que ser feito. Não há amigo que seja capaz de avisar, não há pai, mãe ou padre que convença do contrário sem provocar uma magoa terrível, um climão ou uma raiva daquelas e piorar ainda mais as coisas.

Meu conselho? Nada melhor que um dia após o outro. E uma paciência do tamanho do mundo.

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3 Comments

  1. Não tem jeito é sempre assim , invejo os amigos que encontram parceiras gente fina que se misturam facil que lavam a roupa suja em casa e nao transformam a vida de ambos em um calabouço …

  2. Converso muito sobre isso com uma amiga minha, porque uma amiga nossa namora um cara péssimo. E aí a conclusão que eu sempre chego é, tenho que parar de achar que as pessoas tem que ser felizes do jeito que EU entendo a felicidade. Porque se eu acho o cara um bosta, se eu acho que ele não soma nada, se eu acho que ela merece coisa melhor, e ela acha que ele é o homem da vida dela e quer casar com ele, quem sou eu pra falar que ela está errada? Ui, que dureza! Haja amizade!

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