atração fatal.

Como diria o poeta: quer atrair alguém? Arrume um namorado.

Durante muito tempo achei esse pensamento a coisa mais ridícula de todos os tempos, admito. Não sei se é porque estou ficando velha ou descrente demais na melhoria dos seres humanos, mas de um tempo pra cá, isso tem feito um certo sentido. Entre mortos, feridos e magoados, uma coisa é certa: o número de cornos/traídos por metro quadrado está aumentando progressivamente.

A grama do vizinho é sempre mais verde. A mulher do outro, mais gostosa. A vida alheia, com menos problemas, mais divertida, e coisa e tal… Não é verdade? Essa máxima só não funciona para aqueles que se comparam com quem REALMENTE está na pior, o que é terrível. Se é pra nos compararmos, que seja com o que sabemos existir de melhor. Pra evoluir.

Vejo casais se separando com mais frequência agora que nos meus primeiros anos de blog e se rearranjando de formas estranhas. Mães com os namorados das filhas, amigos com ex-esposas de seus amigos, enfim, sabemos que no jogo do amor não é fácil encontrar um chinelo velho pra um pé cansado, mas o pessoal tá apelando pra segunda mão. Não que isso seja errado ou que não possa existir amor verdadeiro entre essas pessoas, não é isso que quero dizer. Mas sabe, não sei quanto a vocês, mas na minha cabeça sempre fica uma pulguinha atrás da orelha: esse amor todo que surgiu aconteceu antes ou depois da separação dos antigos casais? Desde quando existe o interesse entre essas pessoas?

Sei que não deveria, mas acho que tudo ficou mais problemático com a popularização da internet. O processo mental ocasionado pelas redes digitais afeta gregos, troianos, mães de família e solteirões à procura, pode crer. E parece que assim acontece também com aquele casal feliz e bem resolvido que você conhece. Se a propaganda é boa, “as mina pira” e aumenta a curiosidade em saber o que é que a baiana tem, se é que vocês me entendem.

Os demônios se despertam.

Quanto mais colocamos nossa vida em evidência nas redes, mais estamos atraindo coisas boas e ruins e precisamos saber lidar com isso. Não que a internet seja culpada, mas é uma das razões capazes de unir (e separar) pessoas bacanas.

Cuidado.

A felicidade silenciosa é sempre mais sincera e segura que a declarada. É preciso (MESMO) saber viver.

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2 Comments

  1. “A felicidade silenciosa é sempre mais sincera e segura que a declarada.” -> maior verdade do universo.

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