quando somos insuportáveis.

As mulheres reclamam demais. Não que não tenhamos razão de criticar uma, duas ou três atitudes, mas às vezes acho que queremos que nossas vontades sejam 100% satisfeitas; as coisas no mundo não funcionam assim.

Você sabe que tem ao seu lado uma pessoa incrível, não precisa testá-la o tempo todo. Para algumas, não basta que o homem seja gentil, tem que ser pró-ativo também, pensar antes da gente pedir. Não basta abrir mão do futebol dos sábados ou do vídeo game com os amigos tem que acompanhar em todos as festas familiares, chás de bebê e batizados infantis. Não é irritante só de pensar? Nenhuma pessoa, ainda que ame muito, tem vontade de abrir mão daquilo que gosta o tempo inteiro. Amar alguém também exige renegar um pouco as próprias vontades, ok? UM POUCO. Se o outro abre mão cabe a você fazer sua parte também.

Quando contrariadas temos uma capacidade impressionante de ser insuportáveis. Um bico enorme, um suspiro, um resmungo. Da boca pra fora dizemos que está tudo bem, que certas atitudes não importam, mas o corpo inteiro diz o contrário. E eles sabem. Todo mundo no mundo sabe, aliás (e é isso mesmo que a gente quer).

Não somos sempre assim. Não somos todas assim. Não é em todo o relacionamento que as pessoas agem dessa forma. Mas tenho certeza que você, leitora, pelo menos algumas vezes já deu chilique. Já agiu como criança fazendo birra em loja de brinquedo, incompreensiva, incapaz de entender que o outro precisa ter vida além da sua e que, aliás, isso é bastante saudável para os dois que assim seja. O grito e choro são armas infalíveis, eu sei. É terrível fazer planos, contar com o namorado, o rolinho, o marido, e saber que ele tem outro programa que não inclui você. Mas sei também que somos injustas tantas e tantas vezes que é comum sermos caracterizadas como intolerantes; é mais fácil ver por aí uma mulher fazendo doce e um homem à beira de um ataque de nervos que o contrário.

Pense bem. E pare de fazer com os outros aquilo que, definitivamente, não é postura adequada para o sexo feminino depois dos 6 anos de idade.

E sim, eles tem o direito de se cansar. E, via de regra, isso acontece.

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