o método, a forma, a intenção.

As pessoas desistiram de gostar das outras pessoas. Acho que em um dado momento da vida percebemos que não somos tão fáceis de lidar quanto parecemos e nem tão sociáveis quanto desejamos. Compram-se cachorros, gatos e cobras piton. Compram-se bolsas de grife, sapatos, carros, e as dores continuam lá, todas juntas. O vazio no peito não se repõe.

Não é pra todo mundo que sair por aí com uma roupa bacana e um sorriso na cara funciona: tem gente que detesta essa coisa de noite, de som, alto, de balada louca, de azaração. Soa desesperador. Um passeio ideal, para alguns, é um copo de vinho, uma rodinha de violão e uns bons e velhos amigos para colocar o papo em dia. Tem coisa melhor, aliás?

Quando a gente fica velho
a gente não tem faculdade
não tem curso
não tem academia
nem tem balada
nem tempo, nem espaço, nem saco
pra conhecer mais pessoas do que já conheceu
muda o foco do que você quer encontrar
o tipo de pessoa que você se tornou
e tem gente que nem gosta de academia, de balada, ou precisa mesmo de um curso
ainda bem jovem.

Acho que o método para conhecer novas pessoas tem muito a ver com a faixa etária. Aqui no Brasil ainda não é muito comum que os jovens conheçam seus namorados e possíveis affairs em sites de relacionamentos, e aqui não me refiro ao Orkut ou ao Facebook, mas a sites especializados, como o Badoo, por exemplo. Embora eu já tenha esbarrado em um número bastante significativo de casais felizes que assumiram, sem vergonha nenhuma, terem se esbarrado por lá. Talvez, depois de tanto empacarmos nas resistências humanas e nos clichês da paquera cara-a-cara, precisamos mesmo das novas alternativas, de uma dose de coragem (mais barata que tequila) e de um tempinho para entender o que diabos a gente procura em alguém.

Se você está lendo esse texto, certamente já deve estar tempo demais na frente do computador. Provavelmente trabalha durante toda a semana e aproveita algumas horas da manhã de sábado para fazer algo que ame, que satisfaça, que seja bom; quanto mais adultos menos percebemos a importância de nos relacionar e quando velhos, ironicamente, mais essa importância se atenua. Não é que temos a necessidade de depender de alguém: é que ficar única e exclusivamente em nossa própria companhia, às vezes, cansa. Principalmente para quem não tinha como plano de vida deixar o amor pra lá.

Pense nisso. Às vezes é o preconceito o culpado por não deixar, aquilo que a gente deseja, se realizar.

 

Este post é um publieditorial.

Você também pode ler

2 Comments

  1. Bom tópico! Meus parabens por abordar este assunto! De facto as sociedades modernas tornam as vidas das pessoas muito agitadas e enchem as suas cabeças com muita imformação. Acredito que para partir rumo a um novo relacionamento é preciso investir muito tempo e abdicar de certas coisas, assim como sair da “concha” e do patamar de conforto e arriscar! Sites de relacionamento acabam por trazer um certo comodismo e “facilitismo”, mas não passam muitas vezes de virtuais conquistas sem aquele laço que vincula uma verdadeira relação.
    Abraços a todos.

  2. Obrigada pela visita e pelo comentário Cesar! Fico feliz que vc tenha gostado do post, foi DIFÍCIL de escrever, mas saiu!

    =D

    Um bjão!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *