romantismo desenfreado.

Me considero uma pessoa extremamente romântica. Adoro demonstrações de carinho fora de hora, surpresas, declarações… Acho importante dizer às pessoas que amamos que elas são mesmo especiais, principalmente quando não temos motivo aparente para tal. A questão é que de uns tempos para cá tenho notado nos relacionamentos alheios uma tendência ao hiper sentimentalismo, tanto para o bem, quanto para o mal, com altos níveis de drama, barraco e mi mi mi. Chega a dar dor de cabeça.

Na mesma proporção que são feitas públicas e calorosas declarações de amor, são expostas as brigas. Na velocidade e na intensidade que as coisas se iniciam, elas terminam, e tanto quanto  tudo que era doce as crises tornam as pessoas amargas, sujas, cinzas, feias. E não pára por aí. Depois dos juramentos de ódio profundo, do não envolvimento brusco e de declarar, aos quatro ventos, o quanto não vale a pena relacionar-se a pessoa retira tudo o que disse e está lá, em menos de um mês, fazendo tudo novamente. Sem grandes intervalos surgem novos e avassaladores amores, iniciando o ciclo contínuo de excessos e de ausência de reflexão.

Não há problema em envolver-se e dar tudo de si para fazer a coisa funcionar. Não há problema em ser um romântico à moda antiga. O problema é depositar toda a felicidade do mundo no outro, baseando-se pura e simplesmente na sorte. Se fosse simples encontrar alguém eu nem precisaria escrever esse blog. Se fosse fácil manter um relacionamento apenas por romantismos e demostrações desenfreadas de sentimento que beira mais à intensa paixão que ao amor ninguém se aborreceria meses depois, por aquele que jurou suportar toda e qualquer situação.

Amar não é dar flores todos os dias. Não é fazer faixa e colocar na porta da casa do outro. Não é se endividar comprando coisas que não pode pagar, pular de para-quedas ou fazer promessa. Não dá pra achar que só é verdadeiro se for insano.

É ser e estar presente quando tudo desmoronar. É saber que existe lugar pra fugir. É ter alguém pra mostrar que nem tudo que o outro pensa, age, sente e vive é necessariamente daquela forma, que há outros caminhos, outras saídas. E não temer que isso acabe porque não fez o suficiente.

Amar é doar a si mesmo. Quer mais que isso?

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2 Comments

  1. Liana, OBRIGADA!!! Fiquei feliz de vc ter gostado do Hiper! Sinta-se à vontade para voltar e comentar sempre, tá??

    Um bjão!

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