a saga do ex.

É inevitável que ele ou ela estejam entre as memórias recentes. No cheiro, na chuva, nos lugares, tudo vai parecer trazer um pouquinho do que foi um dia, mas que já não era mais faz um bom tempo.

É inevitável não se arrepender pelas coisas ditas ou não ditas, por aquelas que foram feitas e pensar naquilo que se planejou e que não irá viver mais. Não tem como não fazer uma auto-análise, se culpar um pouco, se perdoar outro tanto e se questionar: em que momento eu fui alguém tão diferente? Sob quais circunstâncias?

Eventualmente vocês estarão no mesmo bar ou no mesmo shopping e talvez se encontrem antes mesmo das coisas estarem totalmente resolvidas – seja no racional, seja no emocional. Provavelmente você vai vê-lo com alguém que detesta e com pessoas que não são dignas da amizade nem de um, nem de outro –  e que já é sabido por ambas as partes. Talvez você sinta pena, ciúme, talvez você não saiba definir esse processo complicado que é desamar. Talvez não se julgue capaz de lidar com a distância, a ausência e a saudade, não dele ou dela, mas de alguém pra contar as novidades no final do dia ou para te acompanhar em um programa de índio que só sabem àqueles que amaram tanto a ponto de nem se importar com isso.

Certamente você vai se perguntar em que ponto se tornou tão alheia a sua própria vontade a ponto de aceitar certas coisas, como será que anda a família do outro? Será que ele ou ela já está com um novo amor?

Ex é uma da coisas mais permanentes da vida, seja amigo, seja amante, seja marido ou namorado. Ex vai estar sempre lá, de alguma forma, te relembrando da sua parte humana e das coisas boas e ruins que um relacionamento é capaz de proporcionar. É quem (in) felizmente vai te apontar seus erros e vai escancarar que talvez precisemos mesmo crescer um pouquinho, mudar um pouquinho e pensar um poucão sobre aquelas coisas que você sempre preferiu deixar de lado.

E é só tendo de onde recordar que a gente aprende como, quando e por onde, a lidar com a parte ruim das coisas boas. Que sempre estarão lá.

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3 Comments

  1. Oi, Ericka! Quanto tempo!!
    Muito certo o que aponta nesse texto… Os ex- sempre ajudam-nos a dar*nos conta de defeitos para os quais antes nao davamos atenção…
    Parabéns!

    Beijos e abraços,
    Thais

    Ps: voltei a escrever para o blog. Amanhã já terá post novo! *-*

  2. Erika, tava sentindo falta de um textinho tão bom nos ultimos post!
    Muito bom, muito sincera, muito correto!
    Eu terminei um relacionamento a 4 meses, já to me envolvendo com outra pessoa mas é inevitavel msm lembrar do ex, de algo bom, algo ruim, de uma situaçao que vc ta tomando uma atitude difenrete da que vc tomaria antes do outro, e dessa vez é a atitude certa!
    Doi? Doi. Mas acho que a aprendizado e a maturidade que deixou valeu a pena o choro! Beijo!

  3. E qndo já passou tanto tempo q o ex é ex, que as mágoas se curaram e vc se sente pronta pro ex virar atual?
    Dizem q figurinha repetida não completa álbum, mas tem vezes q um foi feito pro outro, só se encontraram na hora errada, q agora pode ser a hora certa… 🙂
    Adorei o texto, só quem não pensa nas suas experiências, bem ou mal sucedidas, não consegue ‘evoluir’.
    Bjão!!!

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