dos casais desanimados.


Eles eram um casal bacana, desses que gostavam das mesmas coisas, ouviam as mesmas músicas e estavam sempre juntos. Aí a vida foi exigindo mais paciência, o tempo foi passando e os dois, que viviam sempre com tanto romance, foram sentindo falta da parte do copo que foi esvaziando, sem se preocupar com as novas coisas que tentavam preenchê-lo.

Ele, correndo pelo futuro que um dia desfrutaria com ela, estava cansado demais, ocupado demais, preocupado demais para se fazer presente em todos os momentos em que ela precisava de conforto. Como a vida é impassível, esses momentos, obviamente, passaram a  surgir aos montes, como uma maré de coisas ruins que indiretamente afetavam o relacionamento dos dois. E os problemas, constantes, cortantes, foram afastando cada vez mais o casal bacana. Quando estamos tristes qualquer cortezinho dói mais que uma punhalada: ao invés de morrermos de uma vez, ficamos lá, ardidos, curtindo o incomodo que mesmo que a gente queira deixar de lado, não passa – porque certas coisas precisam de tempo, cuidado e calma para sararem naturalmente.

Com esses dois, estava tudo meio assim, arranhado, um precisando do outro sem a menor condição (ou vontade) de doar um pouco de si e cobrando, aborrecendo e exigindo aquilo que não conseguia dar. O amor às vezes é meio egoísta, não aguenta tamanho descaso; precisa ter para distribuir. Quando uma dupla se desequilibra ou deve-se ponderar – e olhar para a pequena parte boa com olhos de esperança – ou desistir. E sejamos francos: quem disse que deixar de dar murro em ponta de faca é deixar passar uma possível alegria? Só eu acho mais esperto recuar que atirar?

Saber separar também é um jeito de consertar.

Você também pode ler

3 Comments

  1. Chique como sempre! essa imagem ficou mto boa =P
    Vc escreve muito, mulher!
    Te amo mais q tudo!
    Bjusssssss!! =D

  2. As vezes é difícil separar, porque sempre há lá no fundo uma esperança de que tudo voltará a ser como era antes. O “lance é o seguinte” quando ver que vai acontecer algo do tipo já mudar de atitude antes que seja irreversível.
    Beijocas, Jeh Galvão

  3. oun (Bruno comentando ai!)
    hahahahahah

    muito bom esse texto!
    mas sinto saudades do consultorio sentimental! hahaha gosto das historias dos outros, a gente gosta sempre né? melhor resolver dos outros doq resolver os nossos problemas! eeee

    beijos

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *