o tal do grande amor.

Quando eu tinha 15 anos conheci alguém que sempre me pareceu muito próximo daquilo que chamamos de “o grande amor da vida” – e tenho quase certeza que ele vai ler esse post.

Conversamos, ficamos, namoramos, nos magoamos, fomos, voltamos e por muitas das coisas que eu vivi durante o tempo que estávamos juntos, comecei a escrever esse blog que na verdade era outro, já desativado, chamado “Cemitério das Idéias”. O blog no começo era um local de desabafo que me ocasionava muitos problemas pessoais, onde eu compartilhava minhas experiências amorosas e tentava entender, de tudo quanto é jeito, que diabos é isso que todo mundo chama de amor.

Acho que ainda não consegui.

O amor é tão diferente pra cada pessoa que você só entende quando está dentro dele e, ainda assim, quando se vive, não se entende. Amar é não entender algumas coisas que sempre se pergunta, por isso é delicioso.

O mais interessante é que a vida, ao longo desse tempo, deu suas 83784744684 voltas; entrei numa faculdade, me formei, deixamos de nos falar, voltamos a nos falar, nos desentendemos mais umas centenas de vezes, nos odiamos, tivemos muitos momentos de “remember“, rimos, choramos, partilhamos de situações complicadas, traições, namoros mal sucedidos, filho, amigos e tantas, tantas coisas que só ele, que viveu tudo comigo, sabe direitinho como foi.

A gente acha que não evolui nada na vida, que nada muda. Que continuamos com os mesmos problemas, sentimentos, contextos, parâmetros e que sempre, SEMPRE, sentiremos uma pontinha de alguma coisa que seja por esse tal de grande amor, que a gente amortece o que sente, mas nunca se liberta, em 100% , do passado que foi bom.

Tive, ao longo dos últimos 9 anos, tantos possíveis “novos amores da vida”, tantas pessoas que me fizeram feliz e que eu tinha certeza absoluta de que era amor e, ainda assim continuava a esbarrar sempre na mesma comparação: a de que é possível sentir bem mais – porque eu mesma já havia sentido.

Não que os romances não fossem, de fato, verdadeiros. Eram. Mas com diferentes caras, porque o amor tem dessas; para cada pessoa um novo sentimento. Para novas idades, novas vidas: uma constante evolução.

Quando eu já havia desistido de sentir novamente as tais emoções dos 15 anos,  sem querer, sem esperar, sem ficar pensando sobre isso ou me perguntando em que momento as coisas se tornaram tão complicadas e frias entre as pessoas, acabei sentindo. E demorei pra perceber.

A mesma cumplicidade, o mesmo frio na barriga, a mesma ansiedade, o mesmo desejo de fazer planos bestas. Tudo novo de novo (e por alguém novo, amém!)

E a nova Ericka ficou tão feliz de reencontrar com essa parte perdida dentro dela que até escreveu esse post. E vai tentar fazer tudo bem direitinho dessa vez.

Vai que funciona?

 

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15 Comments

  1. amiga, sentir isso é muito bom , porém a linha entre amor e paixão é tão fina que parece que não existe. Te adoro como pessoa, por isso, sabendo do que acontece, peço que não se apresse, pelo amor hein :S@ te desejo o melhor e sei que ele possa vir a te fornecer isso.. quem sabe, um dia… como realista, te digo.. ame, mas não se perca..

  2. Gostei d+ do seu texto!
    Acredito mtoooo no amor! No momento estou triste com o fim de um namoro de 3 anos e meio (partiu dele terminar). Mas sei que uma nova fase virá e as borboletas no estômago aparecerão novamente mais cedo ou mais tarde :]
    Bjoo

  3. Fabi, vou guardar tuas palavras pq sei que vc está certa…

    E torce por mim!

    =]

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