solteiro indisponível.

Há um momento, em todo o relacionamento estável não comprometido, que é preciso assumir o que se é, mesmo que não queira. Inevitavelmente, uma das partes (geralmente feminina), sente aquela necessidade de oficializar as coisas ainda que insista em dizer que não namora, que possui uma “não sogra”, e um “não parceiro”. Mesmo que tenha ganhado presente de dia dos não namorados e viajado pra praia na casa do não ficante, e coisa e tal, não tem nada a ver, sabe? Somos só bons amigos.

SEI.

Vai dizer o que pra mãe na hora de dormir fora? Que vai pra casa da amiga? Não tem mais como adiar as coisas: é hora de dar nome aos bois.

Notei que em tempos de tecnologia moderna namorar mesmo, de fato e de direito, é mudar o status do Facebook – e não basta só colocar “relacionamento sério”, tem que liberar albúm de fotos romantiquinhas e colocar o nome do sujeito em caixa alta, com S2 no MSN,  pro negócio ser realmente ponta firme. Não sei direito em que momento as gerações definem quais são os parâmetros que constatam a seriedade de um relacionamento, mas sei que hype mesmo, em 2011, é ter alguém pra chamar de seu até no mundo virtual. E tenho certeza que daqui há uns 10 anos vamos andar com hologramas dos nossos affairs à tiracolo, vai vendo.

Você já está com a pessoa há mais de 6 meses, já conhece mãe, pai, tio, primo e até em batizado e 1ª comunhão já foi, mas ainda se sente uma estranha no ninho, ainda acha ousadia demais definir aquilo como algo que vá “além da amizade”. Não entendo por que. Sou do tempo em que sinal de amor verdadeiro era aliança no dedo, rosas vermelhas e jantar à luz de velas, mesmo não tendo a mínima sorte quanto a namorados românticos e coisa e tal.

Um comprometimento virtual vale mais que mil palavras, mais que declaração em programa de TV classe C das 4 da tarde. E sabem, até faz um certo sentido, porque só quem já teve o desprazer de tirar do status de qualquer mídia social a condição de comprometida para solteira sabe o furor que isso traz (e o sem grau de propostas bizarras em consequência.)

Portanto, jovens casais, parem com chorumelas, a regra é clara: só namora mesmo quem dá a cara a tapa e assume para os  mais de 300 (400, 800?) amigos imaginários que está com AQUELA e só com AQUELA pessoa.

Mesmo que o amor verdadeiro, amor eterno, dure por mais longos 2 meses.

A internet não é fascinante?

Você também pode ler

9 Comments

  1. Acho que isso é só um espanta step para quando acontecer o rompimento você tem que corre traz de tudo denovo

  2. Zé, vc é MUITO SÁBIO, cara! Tem os melhores comentários!!!! HUAHAHUAHAUHAHA…

  3. Tem gente que troca o status toda semana… o meu tá indisponível! Quem me conhece fora do Face sabe qual é o meu constante status… hihihi

  4. Acho que as pessoas tem medo do nome das coisas. Tipo: “eu moro junto, não sou casado.”
    Por outro lado, tem gente que pelo simples fato de mudar o nome do relacionamento acaba pensando que tem mais “direitos” sobre a pessoa. Que pode inclusive mandar e desmandar, ou mesmo MUDAR os hábitos, já que agora, e só agora, a coisa é séria.

  5. Me identifiquei com o que você escreveu. Conheci meu namorado pela internet haha Teve uma epoca em que brigamos e eu tirei o status de ‘namorando sério’ do facebook. Nossa, realmente é uma chuva de perguntas xD
    Adorei o blog. Tô seguindo ;D

  6. Oi, Ericka!
    Adoreei a parte do “Sou do tempo em que sinal de amor verdadeiro era aliança no dedo, rosas vermelhas e jantar à luz de velas.” Para mim, ao menos, divulgar relacionamento na rede não é tudo. Muito mais vale o que há entre duas pessoas do que o quea as outras pessoas pensam que há.
    Beijos,
    Thaís

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *