(mais uma) carta de amor moderna.

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Pensei nessa carta ontem, um pouco antes de ler as últimas páginas do livro da Jane Austen que estava fazendo aniversário aqui na cabeceira.

A vida não tem sido muito aproximadora pra gente, por maior que seja o amor. É faculdade, é operação, é acidente, é chuva lá fora, é preguiça de sair de casa. Se fossem há uns tempos atrás nunca nem falaríamos em terminar ou coisa do tipo, nunca nem nos sentiríamos cansados ou sufocados um do outro. E eu ainda não me sinto assim. Se um dia me sentir, com certeza, não haverá mais cartas como essa. Nem você na minha vida para lê-las.

Sei que às vezes falo como se se soubesse tudo sobre relacionamentos, não sei tudo. E sei disso. Mas penso muito sobre eles. E me importo em observar o dos outros, os passados e ficar constantemente avaliando o meu presente pra ser uma pessoa melhor pra você. E também pra mim. Posso não saber de quase coisa nenhuma, mas de sentimentos eu entendo. Sei quando uma situação vale a pena, sei quando a gente deve parar, discutir, renovar os laços e prosseguir pra que as coisas fiquem bem. E fizemos isso esses dias aí, meio que forçadamente, porque algumas coisas estavam com cara de namoro antigo, empurrado com a barriga, cara de gente infeliz que está junto por conveniência. Eu andava meio triste e acho que você também. E não era culpa de outras coisas aí da nossa vida, era culpa nossa, é terrível lidar com a vida quado somos responsáveis integrais por ela.

Para escolher ser feliz de dois tem que estar feliz sendo um. Não dá pra amar por mim e por você, não dá pra mudar por mim e por você, não dá pra eu mesma me mandar mensagens de texto e pequenos romantismos sem você. Não tem a menor graça. E não dá pra saber o quanto você ama se você demonstra de um jeito que eu não entendo. Às vezes você precisa se explicar, falar as coisas na minha língua. Porque as pessoas tem jeitos diferentes de se importar com as outras, já bem reparei isso.

O meu jeito de amar é escancarado, vai além das palavras. O seu, reservado, às vezes me deixa na dúvida se eu te faço mesmo bem, se eu te faço mesmo feliz, se eu te faço mesmo acreditar que as coisas (todas) na vida valem a pena.

A gente namora porque um dia esteve tão disposto a SERVIR às necessidades do outro, que ficar separados por 3 dias doeria quase que nem facada. Namorar é ser flexível, maleável, tolerante, humilde. Você já sabe. E saber escutar no sentido amplo, não apenas no de ouvir, mas de entender e argumentar pra melhorar.

Eu não preciso saber de cada passo seu, só preciso saber que você está bem. Eu não preciso que você saiba de fato que quer casar comigo e ter 2 filhos, mas preciso que você imagine essas situações comigo. Porque sim. Porque faz parte do meu romantismo tolo, bobo, estúpido que você tanto abomina. Preciso das flores, dos chocolates, dos simbolismos, das surpresas. Eu preciso saber que você deseja saber sobre mim, porque eu desejo muito saber sobre você. Se eu vou até a farmácia, seria melhor se você fosse comigo. Tudo tem muito mais sabor quando você está por perto, não é que você precise estar, mas eu PREFIRO que esteja. Amar é te incluir nos meus planos, nos meus problemas, nas minhas alegrias, em todos os espacinhos da minha vida. E você, por muitas vezes, me manda pra longe. Principalmente quando eu mais acho que devo ajudar.

Sinto muito se todas essas provas daquilo que eu sinto, que são realmente valiosas pra mim, ainda não são suficientes pra você abandonar toda essa razão que existe dentro de você e fazer um pouquinho daquilo que jamais faria. Porque “por ela, isso ou aquilo vale a pena.” Porque não existe nada melhor nesse mundo que entregar-se por amor a alguém.  E é por isso que eu ainda insisto na gente. E é por isso que coloco em palavras tudo aquilo que já cansei de dizer, pra que você, mesmo que pense por algumas vezes o quanto é difícil estar comigo, nunca desista de mim.

Te amo muito e de verdade,

Ericka.

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