transformações.

Quando um romance acaba, quase sempre é um drama. Evitamos encontrar, falar ou saber sobre qualquer coisa que aconteça com a pessoa, ou pior: queremos controlá-la ainda que à distância, ainda que soframos calados com qualquer coisa que ela esteja vivendo sem a nossa presença. Por muito tempo engolimos seco. Terminar é sempre indigesto, mesmo com a consciência de que era o melhor a ser feito. Morremos de medo do novo.

Um amigo comentou comigo que ainda que um relacionamento termine de forma traumática saímos transformados dele. A gente aprende mais com os problemas que com os bons momentos, pra um namoro funcionar devemos superar as diversidades e se esse mesmo relacionamento, fatalmente, terminar, levamos conosco toda a sabedoria conquistada. Aprendemos a ser tolerantes, a entender que as famílias não são todas iguais, aprendemos que não existem profissões mais ou menos dignas e que sertanejo não é assim tão ruim. Aprendemos a gostar de sushi e de carne de porco, a dormir no calor rodeado de mosquitos, a saber que algumas coisas que não nos agradam devem ser feitas por amor, com amor e pelo amor. Muitas vezes contra a nossa vontade.

Aprendemos também sobre aquilo que não devemos fazer, a detectar ciúmes, evitar discórdias e amenizar crises. E tudo isso acontece de forma inconsciente. Achamos que quando termina um amor estamos exatamente iguais a antes, o que é impossível. O tempo todo a gente se tranforma, evolui, mudei muito mais dos 20 para os 23 anos que dos 15 aos 20. Principalmente porque comecei a me conscientizar sobre o meu passado, a fazer avaliações dos meus padrões de envolvimento e a perceber o quanto me desenvolvi como pessoa por meio de outras pessoas.

Nada que se vive é por acaso. Somos esponjas prontas para absorver trejeitos, expressões, atitudes e opiniões alheias.

Só temos que ter o cuidado de consumir daquilo que é certo. E mudar para melhor.

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10 Comments

  1. A beira de completar quase dois anos de namoro, vejo o quanto me transformei. Entendi que às vezes temos que fazer concessões e que em outras ocasiões fazem para nós. Um cede daqui..o outro dali e assim vai. Que todas as transformações sejam para melhor!! o/

  2. Nossa,concordo com vc em tudo!! Tb mudei mais nos últimos anos do que dos 15 ao 20. Terminar namoro é sempre traumático, mas acho que sempre se tira algo positivo, independente de quem terminou. Se chegou ao fim, não estava bom (para um ou para o outro), e um fardo é tirado dos ombros. Depois disso, nos tornamos mais fortes, mais calejados, mais habituados com algumas coisas e mais maduros.

    Ótimo post!!!

    Beijinhos =)))

  3. Ahhhhhhhhh vc viu q eu te mandei o código pra mudar meu selinho?? É que ele tava hospedado no image shack, aí eles mudaram a política e eu me ferrei hahaha

    Beijinhos!!!

  4. Eu tive uma relação muito mal resolvida, e olha que a decisão final da história foi minha. É cadeira elétrica. Fiquei roendo tijolo, mas superei.
    bjk flor

  5. Ericka querida, passando pra desejar um bom feriado!
    Só não concordo com uma coisa no seu texto, gosto musical é muito dificil mudar kkkk, lá em casa de vez enquanto escuto umas que ninguem merece(maridinho eclético). Dai eu peço: oh amor, abaixa aiiiiiiii kkkkk
    Bjs

    Ps. Não tenho pena de comer os biscoitinhos decorados não, tenho medo da balança kkkk

  6. Engraçado você fazer esta alusão à esponja… Sempre me defini como “uma esponja de cultura inútil”. Sei que não tem nada a ver com o propósito do post, mas… Bem: somos todos “esponjas” que absorvem as mais diversas coisas! rsrsr

    Olha, Ericka, acho que esta postura que você adotou ao menos no post é a mais correta que você deve adotar também fora do post. Acho que é, de certo modo, bom esse “medo do novo”, pois não tem coisa mais deprimente do que uma pessoa que mal termina um relacionamento longo e já declara que “vai aproveitar tudo o que não aproveitou durante o tempo de namoro”, como se aquele tempo fosse um tempo perdido, sem nenhuma experiência boa e sem nenhum ensinamento a ser incorporado…

    Lógico: haverá aquele período do “quem-sou-mesmo-eu-sem-ele/ela”? Mas não existe mais o “eu-sem-ele/ela”, e sim o “quem-me-tornei-após-ele/ela”. Isso não é, de modo algum, ruim, mas apenas diferente. Afinal de contas, é pra isso que vivemos, não? Para termos as mais diversas experiências e evoluírmos em consequência delas. “Nenhum homem é uma ilha”, certo?

    Um fim de semana ótimo pra você (dentro do possível). =]

    bjo

  7. Um ótimo fim de semana pra vc também, querida, amei o comentário!
    E apesar de já ter vivido essa situação algumas vezes, no momento, estou ótima! Huahuauhauhauha… Geralmente meus textos não fazem referência à minha situação atual, mas à alguma coisa nos relacionamentos que eu PRECISO comentar!

    Um bjão!

    =D

  8. Excelente post, amei seu blog! Vou te “perseguir”rsrs..muito obrigada pela visita e recadinho no blog, amei!!! Beijos

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