vai e volta.

As pessoas preferem re-namorar aqueles que se foram a tentar algo novo, rebobinando sem parar a fita da vida, numa ciranda de revezamentos e figurinhas repetidas.

Não há mais a surpresa em abrir cada novo pacotinho, não são mais necessários ensaios, meias palavras ou qualquer coisa do tipo. Não temos que contar sobre medos, anseios ou aquela mania chata de dormir de luz acesa. Não há mais a novidade, pelo contrário, há sempre a esperança do velho que pode ser diferente, a lembrança do que foi, passou, ficou e de certa forma, se acomodou num quartinho aberto, ensolarado, de janelas amplas.

Pra que correr o risco de sentir do bom e do ruim de novo, de reviver aquela surpresa do primeiro beijo ou de um sexo quente quando podemos usar meias? Quando nos é permitido esquecer a depilação ou deixar a cama desarrumada sem muitas justificativas? Pra que explicar-se para um novo alguém, ter de conhecer pai, mãe, irmão chato, sorrir para quem não tem vontade e simular aquilo que não é?

Temos preguiça. E vontade de ignorar que uma das poucas coisas que não se perde quando um grande amor se vai é a intimidade.

E acho que só.

Continue Reading

alguma coisa se perdeu.

Não sei o que andam ensinando para as mulheres por aí. Não sei mesmo. Sou extremamente à favor da liberação sexual, da igualdade entre os sexos na hora da paquera, já até defendi as vagabundas por aqui. Acho que em pleno século XXI é super justo (e correto) que uma mulher tome a iniciativa em uma relação, que vista aquilo que desejar, que trabalhe, que seja independente,  etc e tal, mas vamos com calma: ser livre está muito longe de agir como prostituta. E, infelizmente, as coisas andam se encaminhando para o apelo sexual de uma forma muito maior do que deveriam.

Por mais que o tema choque os mais conservadores e talvez ataque as feministas libertinas,  digo a palavra “prostituta” em seu sentido mais amplo e não profissional, na sutileza das pequenas atitudes. Até porque uma profissional do sexo passa por muito mais desafios e dramas que eu conseguiria descrever e, quase sempre, é muito menos vulgar e mais discreta que as mulheres “normais”.

O sexo feminino tem sim o poder da sensualidade e sabe usá-lo de um jeito incrível. Mas será mesmo que precisamos estar sempre “na pista”, “na faixa”, “no topo”, a qualquer custo? Será que é mesmo necessário investir no silicone abusivo, no minimalismo da lingerie e dos vestidos curtinhos para mostrar que temos total controle sobre o nosso corpo e vida? Isso, por acaso, não está gerando mulheres mais infelizes e escravas da estética que felizes de fato?

A mulher que aceita ficar com um cara só porque ele paga a balada, age como prostituta.
Aquela que seduz o segurança para conseguir o camarote VIP, age como prostituta.
Aquela que usa decote para passar de ano na faculdade, age como prostituta.

As que reclamam que nunca são valorizadas por terem um “passado condenável”, as que não conseguem ser fiéis a um único homem por serem impacientes, as que acreditam que é errando (sempre) que se aprende, mesmo sem querer, mesmo sem saber, agem como prostitutas.

Porque às vezes buscamos tão desesperadamente preencher algum vazio que temos, que enfiamos os pés pelas mãos. E esquecemos que quase tudo na vida é difícil.

Sempre quando colocamos o nosso corpo como um pedaço de carne, acima do que somos, corremos o risco de ser mal interpretadas, corremos perigo, até. Seja de sofrer abusos físicos e de alguém ir muito além do que desejávamos ou de vivermos sempre na casca, sempre de bar em bar, superficialmente, confundindo bons momentos com felicidade.

Ser feliz também dói um pouco, é complicado, desgasta e tem o poder, é claro, de durar muito mais que uma única noite.

Está na hora de encontramos aquela parte de nós que se perdeu por aí. Tudo nessa vida, inclusive aquilo que achamos ser pra sempre, é perecível.

Lembre-se disso.

Continue Reading

…sobre mim!

A foto aqui de cima é composta por imagens do meu Instagram! Me segue lá: http://instagram.com/erickamr

Um fenômeno interessante tem acontecido na caixa de entrada do Hiper: as pessoas querem saber sobre mim. Acho engraçado essa curiosidade por parte das leitoras, porque há muito tempo eu atrás tinha um blog totalmente biográfico e era um pro-ble-mão. Meus amigos/amores/peguetes da vida real detestavam se ver estampados como personagens, expostos nas linhas e, com o passar do tempo, isso me gerou um sem número de dores de cabeça…

De qualquer maneira, para sanar a curiosidade de quem interessar, vou tentar contar um pouco sobre a minha vida, ok? Respondendo algumas perguntinhas (pra você que não acompanha o Hiper desde os primórdios) e tentar escrever coisas que vocês talvez não saibam sobre mim.

Meu nome é Ericka (ooooiiii, Ericka!!!), tenho 25 anos e nasci em Santos, SP. Em 2005 resolvi me mudar pra Sampa e me graduar em Jornalismo, curso que terminei em 2008. Não estava NADA contente com o rumo da minha vida profissional. Não me encaixava em assessoria, não me encaixava em redação e resolvi  fazer uma segunda graduação, numa área que até então achava completamente diferente da anterior, o Desenho Industrial. E foi pensando em optar por Design Gráfico que eu escolhi Design de Produto (muito decidida!) e abri a minha mente pra outra série de possibilidades que a vida poderia oferecer.

Entretanto, nos momentos de tristeza, solidão ou quando conversava horas com os amigos no bar (coisa que eu ADORO fazer até hoje) fui aconselhando histórias de amor, descobrindo que era boa em dar dicas sobre a vida dos outros e a escrever não com a cabeça, mas com o coração. Aliás, acredito que os melhores textos que aparecem por aqui eu não penso para produzir; eles vêm de algum lugar entre a mente e as emoções. Poético, não? Mas é mais ou menos por aí.

Não ganho dinheiro com o blog, mas foi a partir dele que consegui meu primeiro emprego sério em Social Media, que estou até hoje. Ainda não estou contente com o que eu faço e acho que nunca vou estar. A vida é muito curta para as vontades que tenho, mas estou feliz e agradecida por tudo que me é possível ter. Gostaria de sobreviver das letras, mas não é tão fácil quanto se imagina. Eu escrevo coisas que as pessoas precisam ler e não que elas necessariamente gostam de ler. E apesar da maior parte dos meus parágrafos serem reflexivos, na vida real sou escrachada, bem humorada e vivo falando besteiras por aí.

Fico contente por ser útil na vida dos outros, fico contente por existirem pessoas que me apoiam a continuar escrevendo, mas para aqueles que acham que bloggar é fácil, que não é profissão ou algo que, de fato, exija competência e esforço diário, não conhece nada do mundo digital.

Nesse meio só sobrevivem os românticos: aqueles que se dedicam porque amam o que fazem. Porque, inevitavelmente, vêm as contas pra pagar. Vêm os problemas pessoais, vem o cansaço, vem o bloqueio criativo e a gente insiste, insiste como tudo que é complicado, mas não há meio de viver sem. E torce pra dar certo.

Eu namoro, há pouco mais de um ano agora. Mas já fui solteira piriguete, já fui solteira romântica, já fui solteira feliz e infeliz também. E por isso gosto de escrever sobre gente, sobre relacionamentos (amorosos ou não) e adoro quando alguém se identifica com os textos!

E aí?

Você tem alguma dúvida que eu não consegui responder por aqui? Mande e-mail(hipervitaminose.blog@gmail.com), comente, ou me procure lá na página oficial do Hiper no FB: https://www.facebook.com/Hipervitaminose que a gente se fala!

Continue Reading

o fim é bom.

Terminar um namoro é chato, eu sei. Já comecei e terminei tantos relacionamentos que acho melhor não falar sobre isso assim, tão publicamente, embora quase todas as minhas experiências amorosa malucas tenham passado por esse blog.

Embora fiquemos sem chão e tudo pareça sem graça, a gente sobrevive. E a confusão de sentimentos entre a raiva e a tristeza também passa, acreditem.

Ninguém nasce grudado com outra pessoa e, no final da vida, acabamos mesmo sozinhos, é fato, é natural, é assim que são as coisas. Esse não é para ser um post depressivo e também quero que ele passe longe da auto-ajuda. Vamos ser práticas e  lidar com constatações: o que importa na nossa história não são os planos que não realizamos, já que é aquilo que a gente viveu que ensina, que faz crescer.

Chega de lamentações, chororô de saudades, culpa ou qualquer coisa parecida. Enquanto perdemos tempo sofrendo, deixamos de enxergar o resto do mundo e a vida passa rápido. Não dá pra ter preguiça de recomeçar.

O mundo está cheio de possibilidades, lugares, pessoas e experiências bacanas, não precisamos e também nem é desejável, viver apenas um pouquinho delas. Se a gente se limita nunca se encontra. Nunca forma um conceito sobre aquilo que precisa – só sabe se é bom ou ruim, bonito ou feio. Isso tudo é muito raso. Precisamos aprender a analisar os efeitos das nossas atitudes e decisões, suas causas, consequências, precisamos aprender a buscar o que importa e não exatamente o que nos agrada. Aliás, mais pra frente a gente pode até descobrir que o que agrada não fazia bem. Era só uma ilusão que tínhamos de algo que havíamos nos habituado.

O primeiro amor a gente não esquece, é fato. Mas depois dele surgem outros incríveis, melhores, piores e assustadoramente diferentes do que um dia imaginamos pra gente. Sério que você vai preferir se fechar?

O mundo muda, as coisas mudam e não dá pra ficar parado, sofrendo, esperando a vida passar e as coisas virem até nós. Como diz a música do Rappa: “navegar é preciso, se não, a rotina te cansa”. E desgasta. E sufoca também.

O fim é bom, minha gente, faz parte. O fim significa a possibilidade de novos começos e não há nada melhor que se renovar. Aliás, não é isso que somos obrigados a fazer todos os dias?

Tudo é passageiro. Portanto, nada de se apegar ao que já não era assim… Tão bom.

E pior ainda: insistir nisso como se, de fato, fosse.

Vai dar tudo certo.

Continue Reading

ervilha.

De repente você resolve adicionar no Facebook aquele colega de faculdade que conversa bem pouco. Vai olhar os amigos em comum e lá está a sua vizinha, de Santos, e mais uns 3 amigos sem nenhuma conexão entre si. Como se não bastassem os esbarros previsíveis, a namorada do tal cara da facul estudou com você na 4ª série, uma conciência colossal, visto que você está instalada e bem acomodada em São Paulo há quase 7 anos. Parece que os dois se conheceram em Campos do Jordão, quando ele ainda morava em Araraquara e ela fazia faculdade em São Carlos. Como você e sua amiga haviam perdido há anos o contato,  você resolveu trocar mensagens com ela, de quebra gelo mesmo, para saber se tudo andava bem. Qual não é a sua surpresa ao se deparar, no meio dos recados da timeline alheia, com mensagens do seu primeiro chefe? Cheio de intimidade com a sua camarada da juventude? Você resolve sondar. E descobre que eles fizeram academia juntos em 2007 e que também tem alguma relação desconhecida com a Glorinha, o Matias e a Cibele, que você conheceu naquele cursinho de teatro que fez nas férias.

O mundo virtual acabou com os desencontros. Ele conspira para que as pessoas se aproximem e não o contrário, como todo mundo pensa. Hoje você consegue se apaixonar por Skype e encontra mil motivos para se separar  num histórico de MSN. As relações estão a cada dia mais frágeis, mas extremamente próximas. Os espaços se misturam, não há limites. Tudo pode ser visto, comentado, interpretado, repassado. E você, quase nunca, é aquilo que publica. A vida de ninguém é casa na praia, viagem pra Europa e bar todo o final de semana. Lá está o melhor daquilo que queremos ser e não do que somos. E o ambiente virtual atrai não somente quem desejamos ver, mas todo o universo que, às vezes, evitamos ao vivo.

É o novo estilo de climão, temperado de fofoca. Aqui se faz, aqui se paga, e nem é preciso engravidar de um cara casado e morar numa cidade do interior com praça e bastante tempo livre para iniciar qualquer fofoca. O mundo é um ovo.

E a internet, uma ervilha.

Continue Reading

mais uma vez?

Uma amigona minha, que sempre tem excelentes questionamentos acerca da vida, publicou no seu status do Facebook a seguinte frase: “Quando alguém pede mais “uma chance”, quantas chances você deve dar?”. Parei para pensar nisso e resolvi escrever um pouquinho sobre o tema já que o assunto rendeu alguns bons comentários na página dela.

Se alguém pede uma nova chance, significa que houve uma primeira tentativa, um erro. As chances, mais do que uma possibilidade de recomeço, são um pedido de desculpa embutido, uma quase humilhação. Se alguém deseja tentar novamente está assumindo sua parte de pecado, tentando se renovar. Apesar de nobre, sabemos que as novas chances podem ter fatores maiores embutidos, seja pela mágoa que ficou ou por aquela que sabemos estar por vir caso aceitemos tentar novamente.

As pessoas não mudam, não adianta. Elas se adaptam. Sou completamente à favor do perdão e das terceiras, quartas e quintas chances, mas acho que o limite quantitativo quem determina é sua auto-estima e sua vontade de arriscar. Vale a pena engatar mais uma vez aquele relacionamento que doeu? Que houve traição, desconfiança, ciúme exagerado e mais tantas coisas ruins? Temos uma dificuldade enorme de relembrar a parte nociva das coisas, elas se apagam com o tempo. A questão é que há situações que não merecem segundas chances, há pessoas que já extrapolaram a quantidade de tentativas por uma vida inteira. Por que insistir em remoer sentimentos que estavam adormecidos e relembrar momentos que talvez já perderam sua importância em meio há tantas outras coisas da vida? Por que essa vontade de acreditar?

Demoramos um pouco para descobrir aquilo que realmente é importante, mas não precisamos de muito tempo para entender o que faz mal. Na dúvida? Não faça. Porque certamente você conhece de cor todos os bons motivos para não recomeçar.

Continue Reading

o pós término.

Depois de 8 anos de namoro, o término. Um misto de liberdade com desespero, de alegria com solidão. Os dias pareciam muito mais longos e os finais de semana, vazios. Ela precisava retomar as antigas amizades, mas se sentia meio perdida – é impressionante como as pessoas mudam com o passar dos anos. No início, ficou em casa, quietinha, observando os movimentos do ex e sua necessidade excessiva de demonstrar que estava tudo bem. Não estava. As coisas nunca são boas para quem termina um relacionamento ainda que haja conversa, compreensão e comum acordo.

Foi difícil reaprender a olhar apenas para si, a não dar mais satisfação de tudo aquilo que fazia e a não pensar mais por dois, mas por uma só. Matriculou-se na academia, no teatro e começou a pintar. Voltou a escrever com a frequência há anos absorvida pela rotina de compromissos familiares e começou a repassar, como num livro, tudo aquilo que havia deixado para trás nesses últimos anos: as oportunidades de emprego, os sonhos, o que faltava fazer na vida. Nessa hora ela ficou triste em constatar que sua felicidade dependia quase que integralmente do sucesso dos planos alheios, da promoção de um emprego que não era dela, de uma casa que não conseguiria comprar sozinha e de um casamento que, definitivamente, não iria mais acontecer. Dá uma certa falta de ar constatar que tudo deveria ser reinventado novamente, repensado e, pior do zero. Mas até que ela gostou de tomar um rumo, menos previsível e de, talvez, colocar seus reais desejos naquela nova fase.

Terminar um relacionamento é como renascer. É reaprender a falar e a conhecer novas pessoas. É reescrever os planos, rever suas prioridades e perceber que sim, somos capazes de andar sozinhos e ser equilibrados; não precisamos de uma outra pessoa para darmos sentido a vida. É entender que tudo que é vivido, ainda que de forma traumática, nunca é em vão. E que certas experiências dizem muito mais sobre a nossa capacidade de sobrevivência e flexibilidade que os filmes, os livros de auto-ajuda ou as experiências alheias.

Como diria o rei, “é preciso saber viver”. E reviver, quando for necessário.

Continue Reading

carta aberta ao ex-peguete.

Para ler ouvindo: Vanessa da Mata feat. Ben Harper – Boa sorte

Caro ex-peguete, tudo bem?

Apesar das suas investidas acho que não tem mais cabimento esse desejo desenfreado da sua pessoa de querer encontrar com a minha pessoa. Na realidade, não sei como você ainda tem coragem de propor uma coisa dessas já que quem pisou feio na bola não fui eu. Como eu namoro atualmente, e acho super chato esse lance de ter um encosto no pé, assombrando as coisas que estão boas, é melhor deixar tudo às claras, não é mesmo? Pra num ter confusão.

Sei que as suas intenções são de amizade, mas ainda assim, é deselegante manter contato. Não sou uma pessoa que guarda rancores na vida, aliás, terminei de forma pacífica quase 100% dos meus relacionamentos e mantenho um bom convívio com a maior parte das pessoas que já discuti. Não acho que você deva sumir completamente da minha vida, não acho que você precisa pagar em dobro pelo o que fez, não acho nada, aliás. É essa  questão. Encontrar-se ou não com você tornou-se uma coisa facultativa, então por que insistir em me esforçar para manter um laço que, no meu ponto de vista, não vai fazer a menor diferença? (e ainda pode trazer problemas?)

Não tenho mais a menor vontade de compartilhar meu tempo livre em sua companhia, sabe quando a gente pega bode de alguém? Então, nessa nível. Não é somente pelo fato de você ter ficado com uma amiga minha, não ter mencionado nada sobre o ocorrido a posteriori e eu ter sido obrigada a ouvir detalhes sórdidos por meio dela, coitada, que nem sabia que estávamos juntos. A questão é que  na ocasião – lembro-me bem, aliás – você colocou a culpa no álcool, no impulso, justificou que não tínhamos nada sério (e não tínhamos mesmo) e praticamente não colocou em questão a nossa amizade, que hoje você considera valiosíssima. Não pensou que mesmo que não estivéssemos “oficialmente envolvidos” constava no contrato não verbal, entre pessoas que se respeitam, não degringolar a coisa, não sair esculachando as novinhas na balada e coisa e tal. Pois é. Conversado, perdoado, pense comigo: dá pra ser como antes? Não dá. No vão das coisas que a gente disse, não cabe mais sermos somente amigos, como diria a sábia Ana Carolina.

Tenho certeza que nessa parte do discurso você já planejou uma defesa para cada  linha, já deve estar falando que isso não se faz, que imaginou que eu fosse uma pessoa mais evoluída, mais centrada, mais mente aberta, mas a questão é que isso não importa. E sei também que você lê esse blog, que vai ficar ofendidíssmo com cada uma das coisas ditas aqui, tim tim por tim tim, mas resolvi utilizar essa situação da minha vida, pelo menos dessa vez, ao meu favor, produzindo um texto interessante para os leitores que passam por aqui.

Espero que estejamos esclarecidos.

Com aquela sinceridade que me é fortemente peculiar,

Ericka.

Continue Reading

…só é bem grande se for triste.

As pessoas gostam de ler sobre amores impossíveis e mal resolvidos. Amores que não deram certo, mas que mantém consigo a esperança de dias melhores, como se precisassem acreditar que o final feliz delas ainda tem como chegar.

Essa talvez seja a função desse blog.

Desejo a todos os meus leitores muitos finais felizes, mas com novas caras, sabores e pessoas, principalmente pessoas. Que todos parem de insistir naquilo que não vai pra frente, porque não podemos voltar atrás. A vida caminha em uma única direção, com um dia após o outros, se renovando. Repetir histórias é uma burrice. Afinal, não há como alcançar a linha de chegada se continuarmos a andar de ré. E não são os erros que ensinam a sermos fortes, são as novas tentativas. Convença-se disso.

Essa vontade de viver tudo o que existe até a última gota, fazendo doer bastante até não ter mais como voltar atrás é típica da juventude, mas precisa cessar. Vivemos um tempo em que todos querem ser “forever young” quando amadurecer faz parte de conseguir ser feliz. É necessário. As experiências ruins  tem um limite para ser vividas ou padecemos sempre das mesmas coisas, retomamos os mesmos dramas e ficamos, eternamente, remoendo frustrações.

Que tal chorar apenas nas situações que não fomos nós mesmos que criamos?  É uma bom treinamento.

Continue Reading

a saga do ex.

É inevitável que ele ou ela estejam entre as memórias recentes. No cheiro, na chuva, nos lugares, tudo vai parecer trazer um pouquinho do que foi um dia, mas que já não era mais faz um bom tempo.

É inevitável não se arrepender pelas coisas ditas ou não ditas, por aquelas que foram feitas e pensar naquilo que se planejou e que não irá viver mais. Não tem como não fazer uma auto-análise, se culpar um pouco, se perdoar outro tanto e se questionar: em que momento eu fui alguém tão diferente? Sob quais circunstâncias?

Eventualmente vocês estarão no mesmo bar ou no mesmo shopping e talvez se encontrem antes mesmo das coisas estarem totalmente resolvidas – seja no racional, seja no emocional. Provavelmente você vai vê-lo com alguém que detesta e com pessoas que não são dignas da amizade nem de um, nem de outro –  e que já é sabido por ambas as partes. Talvez você sinta pena, ciúme, talvez você não saiba definir esse processo complicado que é desamar. Talvez não se julgue capaz de lidar com a distância, a ausência e a saudade, não dele ou dela, mas de alguém pra contar as novidades no final do dia ou para te acompanhar em um programa de índio que só sabem àqueles que amaram tanto a ponto de nem se importar com isso.

Certamente você vai se perguntar em que ponto se tornou tão alheia a sua própria vontade a ponto de aceitar certas coisas, como será que anda a família do outro? Será que ele ou ela já está com um novo amor?

Ex é uma da coisas mais permanentes da vida, seja amigo, seja amante, seja marido ou namorado. Ex vai estar sempre lá, de alguma forma, te relembrando da sua parte humana e das coisas boas e ruins que um relacionamento é capaz de proporcionar. É quem (in) felizmente vai te apontar seus erros e vai escancarar que talvez precisemos mesmo crescer um pouquinho, mudar um pouquinho e pensar um poucão sobre aquelas coisas que você sempre preferiu deixar de lado.

E é só tendo de onde recordar que a gente aprende como, quando e por onde, a lidar com a parte ruim das coisas boas. Que sempre estarão lá.

Continue Reading