quando não queremos melhorar.

Olha, é o seguinte: as pessoas não querem melhorar.

Elas podem, elas até sabem o que fazer para tal, mas sei lá o que acontece, talvez dê preguiça. Talvez seja medo. Talvez aconteçam coisas demais no meio do caminho e fique tudo muito complicado, né? Melhor não.

As pessoas preferem reclamar ad infinitum sobre o quanto são miseráveis, ou feias, ou o quanto odeiam o trabalho, ou que são deorganizadas demais para ______________ (você pode inserir o que quiser aqui) que refletir sobre si mesmas. Há uma dificuldade muito grande de dar o primeiro passo. De aceitar que temos nossa culpa no cartório em relação à própria vida, um vício “x”, uma mania chata ou o simples fato de que às vezes somos auto-destrutivo mesmo – e que isso uma hora precisa acabar.

Há um senso comum muito grande de “aceitar quem a gente é, do jeito que a gente é, mesmo que quem a gente seja hoje faça da gente infeliz”. Não é bem assim. Pra gente aceitar quem a gente é, a gente precisa entender quem  é primeiro – ou quem queremos ser (se não nos identificarmos com a nossa pessoa) e o que precisamos mudar. E que algumas coisas para sermos felizes são fáceis, plausíveis e só dependem da gente, mas que outras, nem tanto. Simples assim.

No meio do caminho certamente teremos problemas de adaptação ao nosso novo eu, mas é preciso ter em mente que toda a mudança é trabalhosa. Faz parte de um processo. Que teremos recaídas, que não vamos nos adaptar tão facilmente porque somos altamente mecânicos nos nossos processos físicos e mentais.

Não adianta aceitar-se como fracassado porque “a vida impôs que fosse assim”. Nada é imposto, aliás. Podemos não ter a doce liberdade de ser quem desejamos ser o tempo inteiro, faz parte, a sociedade às vezes faz isso. Mas podemos escolher outra atitude, outros amigos, um novo trabalho, uma dieta saudável, uma vida mais tranquila. E, voilá, basta fazer.

O caminho costuma ser ruim, é verdade. Mas o destino sempre reserva coisas inacreditáveis. Basta tentar.


Continue Reading

Amor X Medo

O amor é um sentimento que não convive bem com o medo. Não dá pra tentar prender o amor, ensinar o amor ou investigar o amor. Quando em cativeiro, o amor morre, aos pouquinhos, cansa. Para lidar com o amor é preciso lidar, antes de mais nada, com aquilo que se tem de mais feio dentro de si: o ciúme, a inveja, as dores que nunca foram completamente sanadas, os traumas e aquela série de coisas que deixamos de lado e fingimos não estar lá.

Um amor neurótico não suporta nem uma ida ao cinema. Vive desconfiado, ressabiado, encontrando coisas aqui ou ali para se encalhar.

Não dá para o amor reinar onde existe mágoa. É preciso deixar tudo pra trás, ou melhor, esquecer que um dia qualquer houve uma desavença, pisada de bola ou briga feia. E vão existir muitas brigas feias, muitas pisadas de bola, e  falhas “imperdoáveis” dentro de um grande amor. Se tem algo que é inerente ao aprendizado da vida a dois são as séries de erros cometidos a dois. Não tem jeito.

Aliás, para viver um grande amor é preciso parar de atribuir culpas. Porque o amor nunca é meu ou seu, é sempre nosso. E se está ruim, se machucou, falhou ou provocou dor, todo mundo está envolvido. E todo mundo tem sua responsabilidade quanto a isso.

Um grande amor não pode ficar buscando desculpas. Se acabou, você sente. Se está ruim, você sabe. Amores ruins não podem ser adiados, protelados, não podem ser empurrados com a barriga; como bombas relógio, explodem. E espalham estilhaços por todos os cantos.

Tenha a dignidade de terminar um grande, mas medroso amor. Ou ele mesmo dará um jeito de sugar você.

Continue Reading

Recalcada.

Entre todas as maravilhosidades que o funk neurótico fez pelo mundo (não me olhem com essa cara), a melhor delas, sem dúvida, foi ter trazido a palavra RECALQUE pra boca do povo. O recalque, fui pesquisar, é tão complexo para a psicanálise, que não consegui nem colocar em palavras leigas o que Freud queria dizer. Não entendi porra nenhuma, pra falar bem a verdade.

De qualquer maneira, para a massa brasileira, recalque é a mais pura e verdadeira demonstração de inveja – se é que pureza e verdade podem ser utilizadas para expressar tal sentimento. É falar mal da outra (ou do outro) por um puro sentimento de desejo, de estar ocupando o lugar do indivíduo tal, enfim, vocês entenderam. Creio que não era exatamente isso que o pai da psicanálise, queria explicitar quando utilizou tal terminologia, mas enfim, cá estamos, dando novos sentidos pras coisas e deixando a nossa língua muito mais interessante, vamo que vamo.

Todo esse discurso bonito era só pra dizer que: estou recalcadíssima ultimamente, no maior sentido Vaslekiano mesmo. É nega que tá lindíssima com o triplo da minha idade, que casou recentemente numa cerimônia de 30 milhões de reais, nego que tá de bar em bar comendo coxinha sem engordar uma grama e postando foto de balada doida TO-DO-O-DI-A, olha, juro. Minha timeline é o jardim das delícias pras recalcadas. A sua também é? Tem sempre aquela galerinha ganhando fortunas nesse 2015 sinistro de crise, fazendo viagens e mais viagens enquanto eu me bronzeio na tela do notebook mesmo, amigos, escrevendo, desenhando e seguindo a canção. Tá foda.

E você, caro leitor (a) não venha se excluir da onda de recalque que assola a humanidade desde o começo do mundo. Não venha querer me convencer que está resolvidíssima aí, ganhando meio salário mínimo, contando as parcelas da Renner e comendo alface na janta, porque eu sei que não está. OK. Mas VAMOS ENXERGAR O LADO CHEIO DO COPO? Um pouquinho de recalque pode fazer coisas incríveis pela sua vida – se você souber canalizar essa energia para o bem, é lógico.

Para finalmente fechar a boca e perder aquelas dobrinhas que te deixam infeliz. Ou, para aceitá-las e ser melhor que isso. Para juntar dinheiro, planejar esse ou aquele sonho que já se adia há anos por sempre ter “prioridades”. Para mudar o que sempre teve preguiça, ou  lutar por aquilo que almeja. Valeska ensinou, Valeska subiu na vida e hoje samba nas recalcadas. Quer maior case de sucesso que ela?

No mais, keep calm e (desculpa, Valeskinha!) mantenha o recal(quinho), baby. Se está fazendo aquilo que precisa para chegar onde quer, ótimo.

Com certeza, por aí, tem alguém recalcado por você. Basta reinar. 😉


 

Continue Reading

Os 5 melhores livros para quem gosta de gente (e relacionamentos)

Sei que todo mundo que visita o blog espera ler algumas crônicas – ou textos relacionados ao que acontece no coração. É sabido, porém, que inspiração não dá em árvore, e que alimentar 30 dias de #BEDA unicamente com crônicas seria um desafio pra lá de brutal, vamos combinar.

Conversando com a Lec, resolvi fazer uma listinha com os 5 melhores títulos (e autores) que me inspiram e que eu procuro ler sempre quando falamos de relacionamentos. Não costumo consumir muitos livros com histórias longas ou cheias de personagens como essas que estão na moda (ALOOOO Game of Thrones) fico, na verdade, bastante entediada com esse tipo de escrita. Como já é esperado, tendo a gostar mais do estilo que eu acredito escrever melhor, as tais CRÔNICAS (sem gelo e sem fogo, por favor! Rs…)

Piadinhas à parte, achei que falar sobre cada um dos livros individualmente seria muito chato e todos são uma espécie de coletânea sobre diversas situações do amor, da vida, decepções, aspirações, enfim, um belíssimo aparato pra DEVORAR quando precisamos pensar sobre a vida.

Segue meu the best of:

#1 As verdades que ela não diz – Marcelo Rubens Paiva

#2 Um amor depois do outro – Ivan Martins


3# Fora de mim – Martha Medeiros

#4 Canalha! – Fabrício Carpinejar

#5 Não sei se vale como um número 5 porque não achei nada dela publicado ainda, mas TUDO o que a Ruth Manus (atualmente colunista do Estadão!) já escreveu! <3



Continue Reading

Agosto vai ter #BEDA sim!!!

Agosto chegou faz 3 diazinhos, e já estou torcendo pra que seja LINDO!

Nunca liguei pra mês nenhum em especial (exceto aqueles que envolvem festas!), mas resolvi embarcar num projeto que me fez olhar com mais atenção e me planejar com força pra fazer tudo dar certo! =)

Mesmo que eu tenha perdido os dois primeiros dias curtindo a vida adoidado no fds com afazeres que envolviam a vida offline ~HAM~, venho por meio desses dizer que VAI TER #BEDA SIM!! E se você não sabe do que eu estou falando, continua lendo que eu explico já, já!

=D

1) Mas o que é BEDA?

BEDA é um projeto inspirado no VEDA (Vlog Every Day April) e que significa Blog Every Day August. O que quer dizer que a ideia é fazer um post por dia –ou, convenhamos, tentar ao máximo!– durante todo o mês de agosto.

2) Por que em agosto?

Agosto é um mês bem importante na blogosfera, isso porque dia 31/08 é o Blog Day, dia em que a gente espalha amor pela blogsfera e indica os amigos lindos! Quem lembra como foi lindo ano passado?

3) Quero participar, e agora?

Existem apenas duas regras para o BEDA: inscreva seu blog no site do Blog Day (que sai em alguns dias) e coloque a badge oficial do projeto (que sairá junto com o site) num lugar do seu blog que seja visível. Mas por que isso? Simples: a gente pode fazer uma contagem de quantos blogs estão participando e faz com que as pessoas que visitam seu blog também saibam quem mais participa e consigam visitar outros blogs legais!

É isso, Brasil! =)

Hoje, mais tardinho, vou subir uma postagem sucesso iniciando – com atraso, eu sei – essas postagens mara que tem tudo pra alavancar minha vontade por sempre continuar a escrever coisas pessoais – porque é isso que vocês encontrarão durante esse mês por aqui.

Um chêro. =*

Continue Reading