O que é o amor, afinal?

Soube pela primeira vez o que era amor bem cedo. Quando, de súbito, parei de respirar na beira da piscina e engoli toda a água ao meu redor. Veio o amor, apavorado e sem jeito, tentar me fazer respirar de novo. E conseguiu. E me abraçou exacerbado, achando que seria ali o final de tudo que não se sabia.

E depois, em outros carnavais, fiquei sem ar em consequência desse mesmo amor; com ódio, com aflição, com medo de perder, com risos desmedidos e palpitações. Encontrei com o amor muitas vezes e tive que aprender a interpretar suas diversas formas: às vezes falava baixinho, às vezes se mostrava para o mundo e gritava, rugia, se exaltava. O amor, certa vez, mexeu com a minha razão. Me fez trocar o certo pelo duvidoso. E por ele já gastei mais do que devia e economizei mais que podia. Já chorei de amor, sorri de amor, sofri de amor. Sonhei por amor, com amor e, em vão, tentei viver sem ele.

O amor, dizem, é aquilo que te dá razões para prosseguir sozinho. Contraditório, não é? É o sentimento que te leva pra frente, que transpõe barreiras, vidas, pessoas. É o que te motiva. E que, às vezes, incomoda. Se ama sozinho. Se ama em conjunto. Dá pra amar tantas coisas, pessoas, vidas, que não sabemos ao certo definiro amor: a gente só sabe que sentiu, geralmente, depois que o perde. E aí, entende sua imensidão e complexidade ainda que não aprenda nada sobre ele.

O amor não avisa. Não é possível guardar. Se decide. Ninguém é acometido pelo amor, opta-se por ele – ainda que movido pela paixão, ainda que movido pelas circunstâncias, ainda que inconscientemente.

O amor não é fogo, como diz o poeta. Porque às vezes não queima, não dói, não oprime, machuca, ou incomoda como alguns insistem em dizer.

O amor é bom, suave, e da esperança. Ele, apenas, está lá.

E é maravilhoso quando a gente o reconhece.

Essa é uma blogagem coletiva do Rotaroots em parceria com o Indiretas do bem. Você pode falar sobre amor de namorado(a), de amigo, de mãe/pai, do seu bichinho de estimação, sobre a falta do amor, sobre empatia…Você é quem define! Participe! <3

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a menina(o) do trabalho.

Escrever um texto sobre isso, a essa altura do campeonato, sendo eu a autora de cada uma dessas linhas, é a maior ironia do mundo: daquelas que se fazem necessárias.

Nunca achei que fosse admitir, assim, pra burguês ver, mas sabe, nós mulheres temos uma certa insegurança em relação às meninas(os) do seu trabalho. E não posso nem me defender sobre esse tópico, caro amigo, não posso nem dizer que não- tem-na-da-a-ver, que é apenas uma insegurança feminina desmedida. E sabe por que?  Porque eu já fui a menina do trabalho. E estou até hoje com o carinha do trabalho também.

E por já ter vivido os dois lados da coisa, já ter estado com o tal cara do trabalho (comprometido na época) e ter me tornado sua namorada atual (não estou me orgulhando, estou apenas colocando os fatos), fica dificílimo dizer que as mulheres precisam ser fortes, seguras e independentes. Fica complicado dizer que não podemos ter ciúme ou que temos essa necessidade de “encontrar pelo em ovo” porque, né? Às vezes estamos completamente erradas, mas, às vezes… Não.

Passamos a maior parte das nossas vidas no ambiente corporativo. É com as pessoas que trabalhamos todos os dias, de sol a sol, que dividimos (até mesmo que involuntariamente), nossos dramas mais profundos. Falamos mais sobre a nossa vida pessoal e sexual no almoço de meia hora e na mesa do bar de sexta que na sala de terapia. Provavelmente pelo fato de que rir de si e do outro seja um dos remédios mais maravilhosos para qualquer vida média.

Seja do dinheiro que acabou (ou que nunca veio), do gato doente, do cliente maluco ou da cólera que abateu a família, abrimos nossos corações. E, eventualmente, podemos encontrar alguém que queira ocupar aquele vazio latente que todo mundo tem em algum lugar – e que, no meu caso, permanece no estômago. HE HE.

Pode parecer completamente sem noção esse lance de se apaixonar pelo cara do trabalho, é até errado em alguns cenários mais quadradinhos, pode gerar demissões, mal estar, pode acabar com muitas carreiras e tirar o foco daquilo que, afinal, somos pagos para executar das 9h00 às 18h00, mas não sejamos hipócritas.

Se a vida é a arte do encontro, estamos também sujeitos a nos encontrar  pelas firmas e mais firmas desse Brasil.

E, olha, pode ser maravilhoso. Vou te dizer.

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da verdadeira motivação.

Olha só, as pessoas reclamam um bocado.

A vida de todo mundo parece estar uma desgraça generalizada. “Não me sinto motivado”  e “Não tenho uma carreira, tenho uma profissão”, são as críticas/frases mais constantemente encontradas em 10, de cada 15 e-mails que recebo (e que não têm relação direta com relacionamentos amorosos).

O que eu digo para todas essas pessoas e vou dizer agora, aqui, nesse breve post de blog é o seguinte: você é sua motivação. Não importa se você é gerente de uma multinacional, ou empacotador das Casas Bahia. O que você faz é parte de um universo de outras funções, e profissões, e personalidades, e tarefas, e realidades das quais você, mesmo sem conhecer, está inserido.

Não espere um aumento, não espere elogios, não espere um ambiente de trabalho mais acolhedor. Seja a mudança que você quer ser na sua vida, também no sentido prático da coisa. Faça sem questionar tanto. Inove sem temer tanto. Seja sempre mais generoso e cordial com as pessoas que uma determinada situação te forçar a ser. Quando a gente começa a fazer coisas positivas em relação à vida, isso com o tempo se torna automático. Se torna imperativo. Se torna fundamental para uma consciência tranquila.

E vou te falar outra coisinha: é fácil se destacar. É fácil fazer diferente. E você nem precisa de escola ou investimentos para isso.

ENGAJAMENTO é o que mais as empresas procuram, sem saber como procurar. É aquele cara que vai ser o melhor xerocopiador do bairro. Que vai fazer o balanço patrimonial mais bonito que você vai ver na vida. É o que gera, afinal, encantamento. E nos dá tudo o que precisamos em troca.

Achamos que só seremos felizes quando trabalharmos no Google. Quando vestirmos roupa social e estivermos ocupadíssimos, com agendas cheias de gente – e compromissos – tão entediantes quanto uma partida de críquete (desculpa se alguém gostar do esporte, acho chatíssimo).

Se o retorno de um bom trabalho for sempre mais trabalho, o retorno de uma atitude negativa é, sempre, a implicância. NENHUM cenário corporativo/social consegue suportar pessoas que o tempo inteiro estão insatisfeitas. E, sim, o mercado é uma bosta. A vida do trabalhador médio é sofrida pra cacete, mas né, minha gente? Estamos aí pra fazer diferente.

Se liberte da zica. Da uruca. Da coisa ruim.

Não alimente a treta.

Não há banho de sal grosso ou Naldecon Noite que livre um ser humano do ranso em relação à própria vida, do olho do furacão em que se enfiou. E não adianta por a culpa em Deus, nas circunstâncias, no trânsito astrológico de marte, vênus ou no ano de Iemanjá.

Tá pesadão lá no trampo, grande? Faz uma listinha, planeje-se. Coloca um funk melódico no fone de ouvido e tenta fazer diferente.

Depois me conta se ninguém ao seu redor reparou que você saiu daquele buraco de bad vibe em que estava e decidiu se movimentar pra melhor.

Duvido.

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quando só acreditar não adianta.

A conclusão que cheguei nessa vida é que existem dois tipos de pessoas: aquelas que acreditam que as coisas podem dar certo e aquelas que acham que esse lance de acreditar é a maior bulshitagem de comercial de margarina já visto por aí. Desse primeiro grupo, vejo ainda mais uma subdivisão: as que acreditam e fazem alguma coisa pra que a vida mude e aquelas que permanecem na inércia, esperando acontecer. Dessa segunda categoria, percebi que estar na inércia às vezes é involuntário. Nem sempre a gente percebe que quando aponta o dedo na cara do outro o problema, está, na verdade, dentro da gente. Que adoramos ressucitar fantasmas e chutar os cachorros mortos pelo nosso caminho. Que mantemos vivas em nossas vidas algumas coisas que deveríamos deixar pra lá – mesmo que corramos um risco enorme de, talvez, nos magoar novamente.

A arte do desapego e da autoconfiança é ainda mais complicada que a arte de acreditar: você  às vezes quer mudar de caminho, mas não percebe que esse movimento deve partir de você. Fica sondando o outro, questionando o outro, esperando do outro, quando, vamos lá, somos nós os senhores do nosso destino. Ninguém pode te fazer feliz se você continuar ancorado no mar. Se deixe navegar.

Acredito em Deus. Acredito que passamos por determinadas coisas para que cresçamos, sejamos melhores, para que aprendamos com a dor mesmo que não seja fácil. Mas acredito também que PRECISAMOS fazer tudo quanto for possível enquanto é possível. Precisamos fazer por merecer aquele emprego, estudar para aquela prova. Precisamos lutar por aqueles  que amamos no matter what. Precisamos nos esforçar pra superar nossas próprias barreiras o tempo todo; não deixar o ciúme dominar, o pessimismo, a discórdia, a desconfiança. Quanto mais ficamos presos a coisas e pessoas que nos fazem mal, mais mal atraímos pra vida da gente, como um verdadeiro vórtex de coisas ruins.

Sua vida tá ruim, cara? A de todo mundo tá. Seja pelo o amor que não deu, pelo dinheiro que não deu, por aquele sonho que não deu também… Mas ainda vai dar.

E mais importante que pensar no que se foi, no que aconteceu e feriu, no que deu errado e magoou é acreditar naquela parte de ar que ficou na outra metade do copo (pra mim, sempre cheio).

E ela quem vai te fazer respirar.

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(às vezes) é melhor não ter consciência.

Você até pode dizer que não, mas sabe que é verdade: todo mundo se importa com o que o outro pode pensar. Em menor ou maior nível, os julgamentos atrapalham a nossa vida de alguma forma e é impossível, no trabalho, na família, na rua, na chuva ou na fazenda, viver da forma como a gente quer sem pensar em absolutamente nada. É fato.

Mas mais importante que aquilo que os outros pensam sobre a gente é o que pensamos sobre nós mesmos. E aqueles momentos nos quais somos confrontados em relação às nossas atitudes pela consciência, entre ser feliz ou ter razão. Porque, convenhamos, às vezes ser feliz é fazer uma coisa que foge dos nossos princípios. Ser feliz exige que sejamos canalhas, egoístas. Ser feliz, às vezes, pede que esqueçamos as dores e as cicatrizes de um passado recente e nos joguemos puramente no desconhecido. Ser feliz às vezes pode parecer burro e inconsequente, mas ninguém quer ser infeliz. Ninguém quer saber que pode ter o melhor de alguma determinada situação ou fase e se ver impedido, por si próprio, a não seguir adiante.

Nossos conflitos internos são muitos. São bizarros. Acontecem o tempo todo. Não quero aqui incentivar ninguém a agir de forma maluca, nem a ferir outras pessoas em prol da mera satisfação pessoal, principalmente se ela for momentânea. Mas vale colocar em perspectiva o quão críticos somos em relação às nossas atitudes. O quão podemos flexibilizar nossa mente e coração para permitir – e por que não nos permitir às vezes? – a viver algo que parece imoral? Ilegal? Engordativo?

Uma das coisas mais incríveis dos seres humanos é a capacidade de conter instintos. E uma das coisas mais aprisionadoras, em contrapartida, é o nosso senso moral. De justiça. Nossa capacidade de nos limitar às inúmeras regras que sim, somos obrigados a seguir, para viver em harmonia com nós mesmos e com os demais membros da sociedade. Mas às vezes, só às vezes, fazer merda aduba a vida. E faz florescer coisas inimagináveis em terrenos inférteis.

Agir contra a consciência pode nos meter em muita confusão? Pode, claro. É preciso ter parcimônia e responsabilidade sobre tudo o que se faz. Só que a regra de que tudo em excesso faz mal, também se aplica nesse caso. A vida é implacável.

Mande aquela mensagem, fique com aquele cara. Supere essa perda, namore quem você ama. Perdoe. Perca a memória sobre algumas coisas, passe um pano nas boas lembranças, recorde, reviva, reaja.

Vai fazer bem.

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gentes.

Não nasci para ser uma ilha.

Embora muitas pessoas afirmam conseguir viver tranquilamente livre do contato social, penso completamente o oposto: viver única e exclusivamente com as minhas próprias ideias, sem poder dividí-las com mais ninguém, seria devastador.

E assim construí minha vida, meus relacionamentos, minha carreira; com pessoas que muito e sempre me acrescentaram e despertaram em mim desafios e paixões das quais eu nem poderia prever que um dia aconteceriam.

Dos lugares, coisas, empregos e tudo mais que pude conhecer ao longo desses (quase) 28 anos de estrada, o que permaneceu foram as risadas. E os participantes ativos de tudo isso. Nunca fui boa com a lógica, razão ou matemática, mas não sei ser criativa sem dividir. Tenho problemas em interpretar papéis que não me cabem e até da roupa social eu fujo – as tais máscaras nunca me serviram muito bem. Não sei, inclusive, que diabos eu fiz com as minhas.

Sou do tipo sincero, livre, de risada fácil, cabeça solta. Se me cerceiam, fico amoada. Não reproduzo em cativeiro. Não sei, afinal, ser o que desejam. Gosto de pensar que cada um tem o direito de tirar suas próprias conclusões sobre tudo, o que também me inclui e, de certa forma, não me preocupa. Sempre tive poucos e bons amigos, muitos colegas e poucas inimizades espalhadas por aí. As que insistiram em se prender ao que não servia – de mim, nelas – ainda bem, estão longe.

E assim a vida segue.

Não vim para esse mundo, e disso tenho certeza, para desagregar. Vim para espalhar amor, bom humor e autenticidade. Para deixar pelo menos uma marquinha boa, uma coisa positiva, em quem estiver ao meu redor e quiser vivenciar isso.

E espero, que dentro do imenso universo de escolhas certas e erradas que a gente precisa tomar, que eu continue, sempre e sempre, tendo espaço.

Porque nada é mais triste que estar preso dentro de si mesmo.

 

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nos intervalos.

Houve um tempo em que eu queria fazer tudo. Estar em duas cidades ao mesmo tempo e praticar quantas atividades físicas/sociais minha falta de sono contemplasse. Me agoniava faltar em algum aniversário, não estar em um almoço de família ou não conseguir ver um filme, ler um livro, ou alguma coisa que me agregasse valor intelectual ou emocional. Havia, nessa época, uma urgência, um desespero por desfrutar cada coisa até secar; sem perceber que as coisas, para serem bem saboreadas, precisavam também de um tempero. De um respiro.

Me dei conta, em termos jornalistico-publicitários, que vivia o briefing dos meus momentos, nunca a obra completa, visto que era impossível abraçar o mundo. Impossível perceber as sutilezas, os sorrisos, as fofocas e as nuances de cada momento. Perdia a noiva bêbada no final do casamento. Não dançava a quadrilha bagunçada, cheia de gritos, onde ninguém é de ninguém. Estava, mas não era.

E hoje, olha só que coisa doida é a vida, só consigo estar em locais que realmente me importam e tolerar situações que muito me acrescentam – porque aos poucos se percebe também que cada prazer tem seus amargores.

Viver nos intervalos, penso hoje, talvez seja mais importante que estar na ópera. É no backstage que estamos vulneráveis, sem máscaras ou fantasias, que nos despimos dos nossos personagens e temos aqueles cinco minutos de contemplação no qual pensamos: cara, que bom é estar aqui. Que deliciosa são essas pessoas, essa comida, quão feliz me faz essa música. E por aí vai.

Aprecie o tempo entre um relacionamento e outro, entre um prato e outro, entre uma viagem e outra. Não é só nos momentos principais que se vive. Aliás, talvez vivamos mais como coadjuvantes que como personagens principais.

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confesso que me excedi.

Confesso que nesse final de semana eu caguei. Errei rude. Pisei na jaca. Perdi a linha.

Me excedi nas palavras, nos gritos, falei o que nem queria dizer. De vez em quando dou dessas mesmo, pago de louca. Viro 100% emocional e atropelo quem estiver na minha frente como um caminhão. Não sei muito bem porque isso acontece, mas desconfio que tenha uma relação direta com aquele sem número de coisas que engolimos para evitar conflito. E com a TPM, lógico.  Tem a ver com aquelas coisinhas pequenas, irrelevantes, 100% superáveis, que, num minuto de surto psicótico, parecem um problemão.

Eu odeio brigar. Odeio discutir. Odeio sentar, ter aquela conversa desconfortável sobre os meus, os seus erros, os erros da humanidade, os caminhos do nosso relacionamento, etc, etc. Acho um saco, um porre, coisa de gente que perde mais tempo falando que amando, mas óh, faz parte. Conversar é preciso, dormir brigado é uma porcaria.

Só tem um problema nisso tudo: sou catastrófica. Acho que o amor vai acabar, que meu relacionamento está fadado ao fracasso, que eu fiz uma merda, assim, irreversível. Me sinto péssima, me culpo, faço aquela auto-análise e me dou conta que sou maluca mesmo, inadequada para a sociedade, para o convívio entre os demais seres vivos, olha, fico na madruga bo-la-do-na, é complicado.

Aí, nessas horas em que a gente precisa de uns tapas na cara pra recolocar a vida nos eixos, apelo para as amizades femininas. Aquelas que não falham nunca. Que vão ouvir sem julgamentos você dizer que exagerou e que, quando caiu novamente em si, já estava pulando na jugular alheia com as pupilas pra fora, salivando que nem cachorro raivoso. É.

Essas pessoas vão te entender porque já fizeram igual. Uma, duas, 150 vezes. E você se sentirá acolhida por esse grupo de psicopatas, sentirá que amar também é um pouco ter medo. Se sentir insegura. Se questionar. E que no dia que você tiver todas as certezas sobre si e sobre o outro talvez essas certezas sejam ruins. Sejam algo que você não queira encarar. Ainda bem, graças a ALÁ, que não tenho certeza de nada.

Esse texto, portanto, é pra agradecer. E pra dizer que se você também deu uma pirada na batata nesses últimos meses, fica bem, fica em paz, força na peruca que vai dar tudo certo. E a vida vai se encarregar de mostrar que uma sacudida (de vez em quando, ok?) vem para colocar algumas coisas no lugar que lhes são devidas.

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um texto animal.

Já nem sei mais se ainda posso escrever esse post do Rota. Outubro foi um mês de muitas conturbações e, novembro, ao que tudo indica, vai caminhar no mesmo passo: às cavalgadas. Entre o certo e o duvidoso, vim, me concentrei e fiz. E espero que ainda seja útil para quem tem vindo tirar as teias de aranha que venho deixando formar por aqui.

Não consigo confiar nas pessoas que não bebem uma gota sequer de álcool, bem como não consigo confiar naquelas que não gostam  de uma boa comida e, claro, dos animais. É inconcebível, na minha pequena mente humana de amante dos bichos, que exista alguém nesse mundo que não se sinta compelido a acariciar um cachorro simpático na rua. Ou não fique maluco ao ver um filhotinho, de qualquer espécie que seja, no zoológico ou na casa alheia, das lagartixas às araras azuis. Eu fico doida. É tão curioso, pra mim, não gostar de cachorros e gatos quanto não gostar de chocolate. Eu diria que é quase surreal.

Os bichos sempre me geraram um encantamento instantâneo, um desejo incontrolável de servir – ao invés de ser servida – num sentimento completamente anti-natural para nós, humanos, mas altamente recompensador. Engraçado pensar dessa forma. Mais que comida, bebida ou abrigo, os animais só exigem, de fato, carinho. Se assim for, nos retribuem com uma das mais sinceras formas de amor. Não importa quanto dinheiro você tenha no bolso, nem quantas maquiagens estão na sua gaveta. Se você é gorda, magra, japonesa ou russa. Não importa, veja só, se eles estão comendo caviar ou ração das mais simples, desde que você esteja lá. Doando seu tempo e dando o mínimo de conforto necessário para que seu bichinho viva com saúde e conforto.

O comércio de animais, lembro-me bem, era uma LOUCURA nos anos 90. Eram filmes com cachorros falantes, policiais, espiões, desenhos e mais uma série de produtos que faziam toda – e qualquer criança – desejar ardentemente um Dálmata ou uma Lessie, que seja. O tempo foi passando, os interesses infantis, apesar de ainda muito intensos em relação aos bichos de estimação, deram lugar às telinhas, telonas e todo o tipo de dispositivo não humano. Aqueles animais, que antes eram vendidos aos montes e exibidos nas caixas de vidro dos shoppings de todo o mundo, reduziram consideravelmente. Uma pena que ainda não completamente. O que é feito em determinados criadouros com esses bichos por mera função comercial é uma atrocidade, mas vamos deixar, por enquanto, esse aprofundamento pra lá.

Esse texto, cheio de devaneios sobre animais, vida moderna e tecnologia, é, no raso, um incentivo ao amor. À adoção de animais e ao treino diário em sermos mais tolerante com os seres vivos, todos eles. Ter um cachorro, um gato, uma tartaruga, um passarinho um casal de peixinhos dourados ou uma samambaia renda portuguesa é dar uma parte do seu dia – para alguns poucos infelizes, obrigatoriamente – a um ser que depende de você. Um ser que é tão grato por esse gesto que fornece aquilo que falta pra todo mundo e que, às vezes, nem nos damos conta: tempo para contemplar. Acariciar.Cuidar. Respirar.

Tenho, atualmente, 3 vira-latas, mas teria 20. O Homero, o João e a Magali (em ordem de tamanho) já tinham donos dedicados, mas me receberam com muito pêlos e boas lambidas, sem cerimônia, num espaço que não era meu – mas que se tornou fundamental para a minha sanidade mental e sobrevivência, nessa loucura que é São Paulo.

Pensando agora, sobre o tema proposto para esse post, nem sei se fiz o certo do modo que expus as coisas. Mas espero que vocês se sintam estimulados com a minha experiência e não temam em levar para as suas casas um pouquinho dessa alegria animal. É recompensador.

E muito mais simples que se pensa.

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NÃO TEM COMO ADOTAR UM BICHINHO? AJUDE! É FÁCIL!

Max – Total Alimentos conta com um programa de responsabilidade social chamado Max em Ação. No hotsite, é possível localizar ONGs cadastradas no projeto e fazer sua doação através do site, com valores a partir de R$6 (equivalente a 1kg). A cada doação feita para a ONG de sua preferência no site da campanha, a Max acrescenta mais 50% em cima. Ou seja: se você doa 10kg, a Max acrescenta mais 5kg e a ONG recebe, somente na sua doação, 15kg de ração.

Nós já temos garantido 1 tonelada de ração, mas que tal nos ajudar a aumentar este montante? Divulgue o link da ABEAC no Max em Ação na sua blogagem coletiva e nas redes sociais, incentive leitores e amigos a doarem ao menos o mínimo. Juntos podemos fazer mais e nosso objetivo é chegar em pelo menos 2 toneladas de ração para a ABEAC e garantir barriguinhas cheias por mais tempo. Vamos juntos nessa? :D

Link da ABEAC no Max em Ação:
http://bit.ly/doaABEAC

 

Esta blogagem coletiva faz parte do projeto Abraçando Patinhas, uma iniciativa do Rotaroots em parceria com a marca de ração Max – da fabricante Total Alimentos (http://www.maxtotalalimentos.com.br/). Esta iniciativa reverterá na doação de 1 tonelada de ração para a ABEAC , ONG responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. Saiba mais sobre o projeto no site do Abraçando Patinhas ou participando do grupo do Rotaroots no Facebook.

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TAG: Conhecendo melhor a blogueira

Confesso que ando tendo uma preguiça INFINITA de postar coisas por aqui – visto que estou em um período de mudanças muito intensas na minha vida. Não sei bem o que acontece, mas quando a cabeça está cheia – de trabalho, de correria, de coisas empolgantemente empolgantes –  a inspiração vai embora e não consigo, sequer, refletir sobre tudo que eu gostaria e que costumo opinar por aqui. Tô devendo uns 8 posts pro pessoal mais lindo da internet  (o Rotaroots), e até arrisquei alguns rascunhos, mas olha… Não tá fluindo! Mal tenho conseguido dormir, se vocês bem querem saber.

Só que aí, na minha ronda diária matinal de blogs, vi esse post da Ju Rabelo me convocando para escrever sobre mim. Visto que sou completamente aparecida e amo posts pessoais, topei na hora o ~desafio~ e cá estão as minhas 11 respostas sobre mim. E mais 11 fatos que precisam ser incluídos nesse post.

11 fatos sobre mim

1- Sou completamente inútil para os esportes com bola. Todos eles.

2 – Tenho um medo surreal de altura + água. Parque aquático é o pior pesadelo que pode me ocorrer.

3 – Não sei e não gosto de jogar cartas. Só tenho a capacidade de curtir uma partida de “porco” – e olhe lá.

4 – Não tenho irmãos, mas minha casa sempre foi cheia de gente amiga e eu amo estar rodeada de pessoas.

5 – Amo cozinhar – e comer – e faço algum prato especial pelo menos 3 vezes por semana.

6 – Quando estou em algum evento social, e me bate uns 5 minutos de impaciência, eu PRECISO ir embora. Não importa quem esteja comigo, não importa se a atração do local for o Batman. Viro as costas, vou embora, fim.

7 – Odeio acordar cedo, mas odeio dormir até muito tarde.

8 – Catupiry me dá dor de cabeça.

9 – Tenho”medo” de gastar dinheiro, mas se acho que mereço vou no shopping, faço uma compra absurda e depois fico chorando pelos cantos. Foi numa dessas que comprei meu Iphone (e uma geladeira pra minha antiga casa).

10 – Sou uma pessoa extrovertida extremamente tímida.

11 – Sou ALOCKA do cabelo. E se deixar uso uns 5 shampoos e condicionadores diferentes ao mesmo tempo.

11 perguntas feitas pela Juju

1. Uma coisa que você morre de vontade de fazer, mas nunca fez.

Pular de pára quedas. Acho que seria uma superação, mas putz, que dinheiro ALTO, né? HUAHAUUAHUAHUAH!  (mentira, num pularia nem F***NDO).

2. Uma música pra cantar bem alto debaixo do chuveiro!

Total Eclipse of the Heart, tenho uma COISA com essa música, mas os vizinhos dirão que é aquela famosa da Whitney Houston.

3. O que você está vestindo agora?

Camiseta, legging, sapatilha e jaqueta de couro. Um clássico.

4. Quando criança, o que você queria ser quando crescesse?

Queria ser atriz de musical. Ainda quero, se pá.

5. Uma comida que você não gosta.

Frutos do mar. Urgh.

6. Um hábito ou mania estranha.

Quando eu estou nervosa cutuco minha orelha, involuntariamente, até ela cair, quase. Às vezes acordo com tanta dor de ouvido que não sei como lidar (eu sei, é nojento, mal aí gente).

7. Uma indicação de livro! (!!!!!)

Marina – Ruiz Carlos Zafon

8. O que te inspira?

Observar as pessoas e ouvir as suas indagações sobre a vida.

9. Banho quente ou frio?

Quente, pelo amor de Deus, água gelada num dá.

10. Seu ideal de felicidade.

Uma casa com ele <3, 2 filhos,  3 cachorros, um casal de passarinhos e uma graninha anual pra viajar. =)

11. O que você vai fazer depois de responder essa tag?

Trabalhar, porque, né? Última semana aqui na agência!

 

Ps.: Num sei porque as fotos ficara tortas, o que vale é a intenção ilustrativa para o post.

Ps2.: Se você responder a TAG me avisa aqui nos comentários? O certo seria eu pensar em 11 perguntas e indicar blogs, mas acho que quase todas as “blogayras” fofas que eu conheço já responderam! =/

BEIJAS!

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