a parte boa.


Quando um amor vai embora é o fechamento de um ciclo – e a oportunidade para recomeçar. Depois de feita a auto avaliação de tudo o que se viveu é hora de recomeçar; e de estar disponível para viver quantas exepriências vierem. É aquele momento de colocar a prova todas as definições que você fez para si, de acreditar que tem todas as respostas sendo que logo mais vai surgir um novo amor, um novo relacionamento, novas escolhas e experiências e erros e problemas iguais. Sem crise. Somos assim mesmo, aprendemos por insistência, não porque dói.

Enquanto solteiros devemos mesmo testar bastante, fazer tudo aquilo de inconseqeunte, sofrer de ressaca moral e de perda de memória etílica pra quando finalmente encontrar aquela pessoa, A PESSOA, saber que vale a pena.

Não existe coisa mais triste que estar com alguém pela inércia, pela sucessão dos dias e ficadas, porque num encontrou ninguém melhor e está tão carente que qualquer sorriso é amor. Não dá.

Nada melhor do que sentir novamente a euforia das novidades: as borboletas no estômago, a ânsia pelo telefonema, o riso incontrolável ao ler as mensagens que chegam pelo celular, as expectativas, novas experiências, lugares, pessoas, conversas… Tudo novo de novo. E uma nova chance para corrigir as falhas, ser melhor. E desejar também fazer melhor.

Apaixonar-se faz a gente acreditar que a vida é realmente boa. E que mesmo que um dia você esteve mais machucado que feliz… Valeu a pena.

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Quero ser feliz também

A felicidade não é uma coisa plena. Não dá pra esperar as dívidas serem sanadas, todo mundo estar bem de saúde e o amor verdadeiro chutar a porta da frente, chamando alto seu nome. Aliás, a felicidade num é uma coletânea de fatores positivos, é um desalinho de tudo, o balanço entre o que existe de ruim com tudo que existe de bom na vida da gente.

Felicidade num se espera, se convive. É um estado de espírito. Já é sabido que nessa vida há coisas que a gente não tem controle, porque ficarmos sofrendo por elas, afinal?

Eventualmente você vai ver alguém que ama muito morrer. Os carros batem, os empregos se perdem, as doenças chegam, você termina o namoro, o casamento, os filhos se rebelam… A infelicidade sim, essa caminha, impetuosa, por entre os dias e você,ocasionalmente, pode desviar dela. A questão é que a gente precisa ter problemas, muitos deles, aliás. Porque são eles que fazem a gente ter parâmetro: a gente precisa saber aquilo que dói pra reconhecer o que conforta.

Precisamos parar de reclamar e deixarmos de ser miseráveis, para isso existe, nos momentos de angústia,  o contentamento:  quando você aprende a estar feliz em toda e qualquer situação, deixar o drama, a autopiedade e o mal humor o mais distante possíveis; pra viver melhor.

É claro que a minha vida (nem a de ninguém) é perfeita. É claro que não somos felizes o tempo inteiro, mas a angústia, quando a gente deixa, consome. A inveja, o ciúme, o rancor também, pelo menos, pra mim. Não fico mais me angustiando com as coisas que eu gostaria de ser, os lugares que eu ainda não visitei ou as coisas que eu não tenho. Me concentro naquilo que eu posso ser e, desde então, encontrei a solução pro meu perfeccionismo desenfreado, pros meus sem número de expectativas que me deixavam ansiosa – e decepcionada – comigo mesma.

Sugiro a todos que se auto-exercitem. E deixem para maldizer a vida só em jogo de futebol.

(porque a mãe do juíz tá aí pra isso.)

 

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sobre perder a linha.

Ontem, bem ontem, na véspera da sexta-feira santa, tirei o dia pra fazer tudo meio torto. Mas de início, não era a intenção. É incrível o que as decepções fazem com as pessoas.

Nunca fui muito da noite. Num sou dessas de beber muito, de pegar geral nas pistas, de desfilar com decote e sainha pra aumentar a auto-estima e causar furor pelas ruas santistas, embora tenha desejado inúmeras vezes ser. Os caras que eu já beijei, no auge dos meus 22 anos, eu consigo contar nos dedos. Lembro nome, sobrenome e falo com 90% deles quase todos os dias. Sou uma garota de namoros e romances, de uma estabilidade (ou não…) entediante. Eu já sou toda desandada dentro de mim, pelo menos andar na linha eu tinha que andar.

Ontem lembrei que essa coisa de ser xavecada no meio da balada é uma delícia. Essa coisa de dançar até o chão também. E beber um pouco mais da conta, perder um pouquinho a linha…Olha…Renovador. Mas é claro que eu tenho que colocar o amor no meio de tudo, é claro que eu tenho que analisar a noite (manhã de hoje) com olhos de gente velha, com romance e tudo mais. Tiazona calculista, foi nisso que o jornalismo precocemente me tornou.

Enfim…

Aos 17 anos temos MEIA malícia, o que é ótimo. Ainda não nos apaixonamos muito, não sofremos muito, não bebemos muito e não trepamos nada. Ou coisa pouca de tudo isso. Não temos muita noção de vida real, estamos entrando na faculdade e talz, época de muitas descobertas, muita gente filha da puta junta e muita gente bacana também.  Eu ainda num sei muitas coisas, mas fiquei me perguntando até que ponto é bom SABER sobre as pessoas. É tudo muito podre no mundo real.

A juventude anda com uns valores muito errados. É bonito ser perdido, bater o Audi do papai aos 17, bêbado, com 5 amigos. É bonito passar o rodo na mulecada, pegar geral e se envolver bem pouco. Envolver-se, aliás, em qualquer geração, é sempre doloroso. É bonito falar palavrão, dançar funk neurótico e perder a linha no batidão. Esse último item, é engraçado de ver.

Fiquei fazendo uma análise de como eu era, como eu sou e como eu nunca fui olhando toda aquela molecadinha junta, quantas dúvidas, quanta pose, quanta falta de personalidade. Com o tempo alguns valores mudam, outros não. Com o tempo alguns assuntos mudam, outros não. Com o tempo ou você evolui, ou não. E evoluir é sempre meio decepcionante, porque até chegar nesse nível muita cagada já foi feita.

Eu ri, eu me diverti, eu conheci muita gente interessante na noite de ontem. Talvez eu esteja precisando mesmo lembrar de como é bom não ter nenhuma (ou quase nenhuma) responsabilidade.

E quem quiser me ligar, já estou pronta pra outra.

Obrigada por tudo, Lê.

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