Os livros (sobre tudo) que li no último mês!

A imagem desse post é daqui: http://criticaconsciente.wordpress.com/category/livros-e-papeis-de-pao/

Como toda a pessoa que gosta muito de escrever, eu leio bastante. Muito mesmo. Teve épocas em que lia até um livro por semana, quando tinha mais tempo e não tinha um TCC pra administrar além do meu trabalho. Não tenho preconceito com nenhum gênero, já recebi livros de leitores para dar opinião, soft porn, livros de auto-ajuda, piada, humor… Leio de tudo. E quando estou um pouquinho mais ociosa, costumo pegar emprestado obras teóricas, crônicas e tudo o que aparecer na minha frente para devorar. Chato ou legal, acho que todo o livro ensina alguma coisa pra gente – nem que seja a nunca mais querer ouvir falar sobre um determinado autor.

Resolvi fazer uma listinha breve das melhores obras que li no último mês e espero que na sua próxima visita à livraria eles te dêem uma noção de que autores/gêneros/obras escolher!

Aproveitem! =D

Esse post não foi pago, eu comprei todos os livrinhos da lista e não ganho nada da Saraiva, do Submarino, do Extra ou do Ponto Frio para falar por aqui, ok? (não que tudo isso seja ruim, só queria avisar!)

Tudo por minha conta e risco!

 

BIOGRAFIA

Tim Maia – Vale Tudo

Ao contrário do que todo mundo imagina, Tim Maia, o autor de tantas músicas atemporais e animadas que tocam de casamento e formatura à batizado de bebê foi um cara sofrido. Negro, gordo e cafajeste, como ele mesmo se autodenomina, Tim teve uma infância e uma adolescência humilde e um histórico imenso de amores mal resolvidos, traições e momentos dramáticos. A história do rei do soul music nacional ensina muito sobre aquilo que pensamos sobre as celebridades – e àquilo que elas realmente foram em vida.

Escrito pelo jornalista e produtor Nelson Motta (amigo de Tim e também autor do livro “Noites Tropicais”, que fala sobre os bastidores da MPB no início da Bossa Nova), o livro é rico em detalhes, diálogos, risos e encontros. Para quem, assim como eu, é curioso sobre seus ídolos, o livro é uma boa pedida e pode ser encontrado também em versão pocket por cerca de R$15,00 (aqui e aqui).

 

SUSPENSE

O Jardim de Ossos – Tess Gerritsen

O Jardim de Ossos é uma obra bem construída que circula entre passado e presente, misturando romance e suspense sem se tornar dramática (ou melosa demais). O livro conta a história de Júlia, uma jovem recém-divorciada que encontra no jardim da casa que acaba de adquirir ossos não identificados que guardam um grande mistério… Em busca de respostas,  Júlia embarca em uma jornada vivida em 1930 pelos personagens Norris, Oliver e a imigrante irlandesa Rose. Júlia revive mortes, dramas, perseguições, intrigas e desvenda junto com seus antepassados a história do famoso estripador de West End.

Separadas por quase dois séculos, as duas histórias se desenvolvem de forma instigante, e levam a um final chocante e inimaginável. Confesso que tive medo de ler à noite, antes de dormir, e parei o livro várias vezes pra evitar pesadelos! Rs… Mas é uma obra excelente que faz com que queiramos ENGOLIR cada detalhe durante a investigação.

Comprei a versão VIRA-VIRA, baratinha, com dois livros da autora nesse link aqui. (MAS AINDA NÃO LI O OUTRO! AGUARDEM!)

 

DRAMA/ROMANCE

A Culpa é das Estrelas – John Green

A Culpa das Estrelas é um livro triste, para quem quer refletir sobre a vida. Me rendi aos encantos dessa pequena obra de tanto ouvir falar do autor nas redes sociais e não me arrependi. Apesar de previsível a obra é muito bem escrita e bastante poética. Com vários diálogos de aquecer até mesmo o coração dos mais céticos, Hazel, e Augustus vivem um romance adolescente como qualquer outro, exceto pelo fato de que ambos enfrentam uma situação de câncer terminal. Entretanto, com muito bom humor e quebra de clichês, John Green consegue cativar seus leitores pela coragem em abordar de forma leve um tema tão delicado. Vale cada a página.

Comprei o meu na Livraria Cultura de São Paulo (a da Av. Paulista), mas você pode encontrar aqui óh.

 

SCI-FI/AVENTURA

Feios/Perfeitos/Especiais – Scott Westerfeld

Nunca tinha lido nenhum livro desses futuristas. Na verdade sempre li muito mais crônicas que narrativas, mas como moro em uma república de estudantes (e todos tem um gosto bastante eclético para livros) acabo esbarrando, vez ou outra, em uma obra mais diferentona daquilo que tenho hábito de consumir. Fiquei muito intrigada, na verdade, com a capa dessa trilogia, mas apesar disso dei preferência ao meu bolso e, mais uma vez, comprei as versões pocket (Vira-Vira). É ótimo pra levar no ônibus, na bolsa e, cara… Você compra DOIS LIVROS PELO PREÇO DE UM. É sucesso.

Voltando a história em si, os livros “Feios”, “Perfeitos” e “Especiais” fazem uma crítica não declarada à sociedade das aparências em que vivemos atualmente. Pelo menos, foi assim que encarei a narrativa. Nessa sociedade “do futuro”, meninos e meninas aguardam ansiosamente os seus 16 anos um momento no qual são transformados, literalmente, em pessoas perfeitas. Deixam de ter as características vindas de seus pais por meio de cirurgias plásticas e tecnologias malucas, para terem a aparência dos sonhos e a vida que todo jovem inconsequente gostaria de levar para o resto dos seus dias: com festas, glamour e pouquíssima reflexão sobre os problemas do mundo.

Me surpreendi com a aventura, me envolvi com os dramas e achei o livro uma excelente forma de despertar na galerinha mais nova, que curte esse tipo de literatura, uma reflexão sobre o que é bacana-certo-bonito-feio-novo-velho e outras muitas coisas loucas que acontecem durante o texto. Mas já aviso: não dá pra ler só um volume. E a versão VIRA-VIRA só traz duas, das três (que na verdade são quatro obras, mas eu não li a última, que é como se fosse uma continuação A MAIS da história) e você acaba tendo que investir um pouco  no último livro, em tamanho normal e também mais caro que os outros.

Você pode comprar os VIRA-VIRA aqui, por + ou – R$15,00, no formato individual ou em kit, que estão com um preço bacana no Submarino.

 

ESSE POST NÃO É UM PUBLIEDITORIAL.

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balzaquianas.

Quando você, mulher, faz uns 30 e poucos anos de idade a pressão se inicia: onde está o namorado que não vem te buscar? Quando você vai ficar noiva? E depois de casar, quando vem os filhos? Porque você está assim gorda se está amamentando? Não dê açúcar pra esse menino, pare de trabalhar para cuidar da família. Não fale palavrão, faça faculdade. Tenha modos, por que você não arranja um trabalho de verdade? E coisa e tal.

A vida de cada mulher, assim como a de todos os seres humanos, não é redondinha. Nem todas sonham em sem ser mães, nem todas acreditam em casamento. Há quem não se importe com as convenções sociais e queira apenas juntar com o namorado, cheio de tatuagens, e comprar 3 gatos. Ninguém precisa ter cachorro porque é bacana, casar de papel passado porque é bonito ou ficar com postura de mulherzinha frágil em pleno o século XXI. Aliás, acho isso completamente fora de moda.

A felicidade da sua tia, prima ou da sua melhor amiga, não é a sua. Que saco seria se todo mundo pensasse igual, quisesse exatamente a mesma coisa e fosse obrigado a ser aquilo que não tem vontade só pra burguês ver. Essa coisa de ficar tentando agradar os outros sempre acaba nos desagradando. Mais triste ainda é quem acha que tem a real obrigação de seguir tradições. E se não der pra ter filhos? E se nunca tiver dinheiro pra aquela festança monumental? Você vai continuar presa aos resultados de uma vida que não se apresentou da forma como cabia nos seus sonhos? Vai continuar tendo pena de si e raiva do mundo?

Não existe um único caminho para a felicidade.

E eu espero que você encontre muito mais do que planeja mudando sempre de ideia.

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sinceridade efetiva.

Os cafajestes já descobriram faz tempo – ser sincero é uma das estratégias mais fáceis de conquistar as pessoas. Sei que agora você deve estar pensando: “como assim os cafajestes são sinceros se eles o tempo todo estão enganando as mulheres por aí?” Aí é que tá. Nunca vi garanhão nenhum nesse mundo prometer casa, comida e roupa lavada pra mulher, você já? Os homens espertos do século XXI garantem que suas pretendentes terão momentos incríveis, especiais, mas não dizem que vai ser pra sempre. Não dizem que serão exclusivos ou que estão profundamente apaixonados.

Uma pessoa segura de si atrai as outras. A honestidade blinda contra as cobranças, responsabilidades e tudo o mais que envolve estar apaixonado por alguém. Se as coisas forem sempre deixadas em pratos limpos, não há chance de ser questionado sobre os sentimentos, sobre aquela parte de  si mesmo que ninguém vê (e, às vezes, não quer ver).

A sinceridade suicida funciona porque não permite desculpas. Cada um é totalmente responsável por si próprio e vai até onde desejar ir.

Achamos que sempre somos capazes de ter controle sobre as situações. Tendemos a criar expectativas, a pensar que o negócio vai ser diferente, que seremos capazes de fisgar o moço (ou a moça) por nossas características incríveis e que o amor é algo que acontece se trabalharmos muito para tal. É uma pena que não seja tão simples assim.

Gostamos de acreditar que somos melhores que o resto do mundo, que por a + b conseguiremos qualquer coisa que desejarmos com esforço, dedicação e paciência. Nem sempre é assim. Poucas esferas na vida são tão complexas de lidar quanto as do amor e, falando especificamente sobre isso, quando o assunto é conquista, não existem regras. Muita dedicação pode ser cansativo, muito cuidado, sufocante. Pouco interesse pode ser interpretado como descaso e, via de regra, somos incapazes de manter um relacionamento duradouro quando queremos muito que ele aconteça – a arte do amor é próxima à do acaso: a gente nunca sabe quando vai acontecer, mas sabe que muda tudo ao redor quando se depara com isso.

Todo mundo deseja se envolver, em maior ou menor grau. E quem diz o contrário, não está sempre procurando sarna para se coçar… Né?

Aproveite, relaxe. Que o que é pra ser nosso, fica.

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…o Hipervitaminose também apoia outros blogs! =D

Gosta do Hiper? Se identifica lendo os textos que encontra por aqui?

Esse não é o único blog que eu participo!

A pedidos das queridas do blog Dona do Meu Nariz, comecei a fazer uma breve participação por lá e agora você pode conferir textos meus TODA A SEMANA (é só clicar aqui)!

Ainda não conhece o Dona? #CORRÃO!!!! Lá a mulherada fala sobre moda, beleza, cotidiano, vida organizada e dá dicas quentíssimas para quem quer consumir um conteúdo antenado e de qualidade.

Pra quem ADORA looks, acessórios e make o Lumagga é um espaço que vocês precisam conhecer! Direto de Goiânia tem tudo sobre tendências e tudo o mais que está rolando no mundo fashion. Lá eu escrevo na Sessão D.R, que você pode conferir aqui.

Quer encontrar comigo em OUTRAS REDES?

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10 passos para ser uma pessoa melhor

Tenho visto em muitos blogs de relacionamento essa coisa de passo-a-passo para alcançar alguma coisa e percebido que os leitores gostam muito de acreditar que a vida é mesmo assim, redondinha,  como se bastasse um manual para que tudo ocorra da maneira que se deseja. Não acho  exista um manual para a felicidade e acho que esse é um conceito tão relativo quanto a beleza – cada um tem o seu padrão.

Mais uma vez, volto a dizer, que não sei aquilo que deve ser feito para atingirmos o amor verdadeiro ou conquistarmos o trabalho ideal, mas sei que todas as mudanças desse mundo começam dentro da gente e na imagem que temos de nós, do mundo e naquilo que as pessoas enxergam que somos. Resolvi então entrar na dança do passo-a-passo para a vida e fazer uma lista dos 10 passos para que você se torne uma pessoa melhor. Não sei se vai trazer seu amor de volta em uma semana, se você vai ser promovido à gerente na empresa, mas sei que a vida se torna mais leve quando passamos a tomar algumas atitudes bobas e, acredite, as pessoas notam.

Vamos ao que interessa?

1. Sorria para as pessoas na rua, todos os dias.

Já percebeu como os cobradores de ônibus, porteiros, caixas de supermercado e garçons ficam muito mais solícitos quando são bem tratados? As pessoas não tem culpa de você ter acordado cedo para trabalhar, que tal dar a elas um pouco do amor que está aí, sobrando no peito? Faz bem para a alma.

2. Evite os micro aborrecimentos

Não se deixe levar por uma cortada no trânsito, uma palavra mal colocada de um colega, ou por um cocô de passarinho no cabelo. Essas coisas são pequenas e devemos aprender a nos proteger da ira, já que o tempo inteiro, nas cidades grandes, somos provados para perder o controle a cada dia mais…

3. Escute uma música brega e cante com ela

Jé ouviu o ditado de que quem canta, seus males espanta? Pois bem…Escolha uma música de gosto bem questionável (tenho uma lista vasta aqui) e cante com ela. Compartilhe com os amigos, ria de si mesmo. Aposto que o seu humor melhora.

4. Escute as pessoas que te param na rua

Seja o mendigo, seja o hare krishna, seja o pessoal do Greenpeace. Escute as pessoas, argumente com elas, teste sua tolerância. São outros seres humanos que estão se contactando com você, não há pressa que justifique o mínimo de cordialidade com os demais. Nem que seja para dizer “não”.

5. Olhe para quem está falando com você

Não basta escutar com os ouvidos, as pessoas precisam entender que são ouvidas. Se puder responder ou contra-argumentar, então, será um exercício e tanto.

6. Permita-se perder mais tempo no banho antes de dormir

Não temos tempo pra nada, eu sei. Mas o banho, pelo menos para mim, é um momento inspirador. Ninguém está me vendo, então eu posso cantar bem alto. Ninguém está vendo minhas caras ou meus pensamentos, então posso pensar naquilo que quiser. Além de deixar aquela água quentinha correr nas minhas costas. É renovador, acredite.

7. Leia um livro

Passamos tanto tempo na frente do computador que esquecemos da delícia e da introspecção que é ler um livro.

8. Cuide de uma planta ou de um bichinho como se fosse uma extensão sua

Porque ter alguma coisa ou alguém que é dependente de você, faz você rever alguns valores na vida, principalmente os que dizem respeito à família…

9. Vá caminhar na praia

Não há terapia melhor que colocar os pés na areia e na água do mar deixando a cabeça livre para pensar em nada. Sem pressa, tomando uma água de coco… É libertador.

10. Quebre alguma regra

…que não te faça ser preso. Coma a sobremesa antes do almoço, adiante ou atrase o relógio, use pares de meias trocadas, entre pela porta de trás do ônibus (se você estiver em São Paulo), faça 10 minutos a mais de almoço, cabule uma aula. Às vezes (só às vezes, ok?) sair da rotina alivia as tensões do nosso dia-a-dia, sejam elas quais forem e nos tornam, enfim, melhores. Não precisamos fazer tudo certinho o tempo inteiro. Ninguém faz.

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romantismo desenfreado.

Me considero uma pessoa extremamente romântica. Adoro demonstrações de carinho fora de hora, surpresas, declarações… Acho importante dizer às pessoas que amamos que elas são mesmo especiais, principalmente quando não temos motivo aparente para tal. A questão é que de uns tempos para cá tenho notado nos relacionamentos alheios uma tendência ao hiper sentimentalismo, tanto para o bem, quanto para o mal, com altos níveis de drama, barraco e mi mi mi. Chega a dar dor de cabeça.

Na mesma proporção que são feitas públicas e calorosas declarações de amor, são expostas as brigas. Na velocidade e na intensidade que as coisas se iniciam, elas terminam, e tanto quanto  tudo que era doce as crises tornam as pessoas amargas, sujas, cinzas, feias. E não pára por aí. Depois dos juramentos de ódio profundo, do não envolvimento brusco e de declarar, aos quatro ventos, o quanto não vale a pena relacionar-se a pessoa retira tudo o que disse e está lá, em menos de um mês, fazendo tudo novamente. Sem grandes intervalos surgem novos e avassaladores amores, iniciando o ciclo contínuo de excessos e de ausência de reflexão.

Não há problema em envolver-se e dar tudo de si para fazer a coisa funcionar. Não há problema em ser um romântico à moda antiga. O problema é depositar toda a felicidade do mundo no outro, baseando-se pura e simplesmente na sorte. Se fosse simples encontrar alguém eu nem precisaria escrever esse blog. Se fosse fácil manter um relacionamento apenas por romantismos e demostrações desenfreadas de sentimento que beira mais à intensa paixão que ao amor ninguém se aborreceria meses depois, por aquele que jurou suportar toda e qualquer situação.

Amar não é dar flores todos os dias. Não é fazer faixa e colocar na porta da casa do outro. Não é se endividar comprando coisas que não pode pagar, pular de para-quedas ou fazer promessa. Não dá pra achar que só é verdadeiro se for insano.

É ser e estar presente quando tudo desmoronar. É saber que existe lugar pra fugir. É ter alguém pra mostrar que nem tudo que o outro pensa, age, sente e vive é necessariamente daquela forma, que há outros caminhos, outras saídas. E não temer que isso acabe porque não fez o suficiente.

Amar é doar a si mesmo. Quer mais que isso?

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é só questão de ser.

É preciso desencanar para ser feliz. Esquecer das contas que vão vencer no final do mês, dos quilos a mais e do chefe sem graça. Quem foi que disse que ser adulto é perder todos os prazeres da vida? Ria dos próprios tombos e pare de se preocupar em agradar os outros o tempo inteiro. O cliente não gostou? A gente refaz. O professor deu nota vermelha? Na próxima dá pra recuperar. O carro quebrou? Parcela e conserta. A chuva torrencial cai e seca. Pra tudo há solução.

Não entendo quem vive sempre com gravidade, como se estivéssemos perto do Apocalipse. Essa urgência por terminar o relatório, essa urgência pelos resultados, por dinheiro, pelo futuro. Não temos mesmo o pode de acelerar nada, porque insistir?

Desejo a você doses finitas de felicidade memorável, porque gente alegre o tempo inteiro é irritante. Poucos e bons amigos no bar e muitas horas de sono. Cheiro de chuva com pipoca, guaraná e um filme bacana pra assistir de pijama, jogado no sofá. Doce de leite. Chá gelado. Banho de cachoeira, risada de criança e alguma aventura inconsequente, pra apimentar.  Não seja sério o tempo todo, sensato o tempo todo, racional o tempo todo.

Cansa.

Não tente corrigir-se, programar-se, planear-se, prever, rever, reviver, deixar de viver. Mas também não perca a responsabilidade. Dá pra contrabalancear. Deixe a vida ir um pouco, sem crises, com cheiro de laranja lima. Maturidade exige mesmo suas crises e é por isso que tem gente por aí levando a vida com gosto de banana verde, falta um tempinho maior pra absorver aquela parte que aperta na língua e evoluir.

A felicidade é breve, já cansei de dizer. Mas ninguém disse que não pode ser constante.

Texto criado para a tag Seu texto no blog, do Garotas Dizem – http://www.garotasdizem.com/

 

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eu-problema.

Todo mundo reclama que o mercado (para os relacionamentos) está complicado. Que ninguém mais quer se envolver, que as pessoas já não dão mais valor para uma boa companhia, que estão individualistas, exigentes e que parece  não saberem nada sobre àquilo que desejam de fato.

Tenho em mente que sempre quando as coisas ao meu redor começam a me incomodar em demasiado, é que, talvez, o problema não esteja nelas e sim, em mim. Talvez eu que esteja cobrando demais das pessoas erradas, ou cobrando demais de mim mesma. talvez eu esteja querendo controlar coisas que estão fora do meu alcance e que, às vezes, não sãpo pra agora. De repente o que me falta não é um relacionamento assim ou assado, me falta uma vida melhor, uma nova perspectiva em relação às coisas, parâmetros de análise realmente bons, não sei, talvez falte mesmo um bom óculos pra perceber quanta vida tem na vida. Não há coisa mais triste e irritante que viver com pena de si mesmo, é destruidor, mas às vezes, inevitável.

Quando começo a reclamar demais de tudo, da faculdade, da família, do trabalho, da música alta do bar e da cerveja, sem sabor, tenho a certeza que quem está com problemas sou eu. É a minha análise que está distorcida e as minhas expectativas é que tomaram proporções grandes demais em situações mínimas.

Que fique de exercício pra você, leitor, quando começar a se irritar, a se enciumar, a ficar com raiva ou aborrecido com qualquer coisa que seja, pare e penso: esse é um motivo que realmente vale a pena? Essa é uma pessoa que realmente merece  conhecer meu lado azedo?

Nem sempre somos bons. Nem sempre somos corretos, fortes ou nobres. Nem sempre estamos com saco ou disposição. E não dá pra exigir que os outros sejam, não dá pra querer uma vida perfeitinha num mundo cheio de gente naturalmente imperfeita.

Não são os outros que estão complicados, talvez te falte um pouco de paciência. Não é o trabalho que é ruim, talvez você é que tenha procurado pouco. Não falta homens e mulheres no mercado, o que falta é saco pra se envolver e estar sujeito a sofrer tudo de novo.

E não, não é fácil de admitir. Mas já é um começo tentar se analisar.

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síndrome de Pokemón.

Mulheres que falam como criança. Que gritam quando vêem um determinado personagem de desenho. Que só usam rosa, pijama de bichinho, glitter e Hello Kitty. Mulheres que se ofendem facilmente e que se ouvirem uma palavrão ficam horrorizadas. Mulheres tão meigas, tão agradáveis, tão perfeitinhas que são irritantes. Que choram quando confrontadas, que não toleram “não” como resposta. Tenho visto um aumento muito grande desse tipo feminino que costumo chamar de  “Pokemón” – só que sem evolução.

Fico tentando entender o que leva um ser humano de sexo feminino, com quase 30 anos na cara, agir como se tivesse 5. Seria algum tipo de atraso mental? Seria falta de pai e mãe para orientar que aquelas atitudes não condizem com a idade?

A mulher Pokemón quer chamar a atenção sendo algo que não é, é a vagabunda recalcada, reinventada (com todo o respeito às vagabundas). O lobo em forma de cordeirinho arrependido. Tão imatura, tão infantil, que é impossível acusá-la de matar uma formiga – ai ela vai lá e mata um leão – só que os homens não reparam. Aliás, talvez toda essa encenação seja mesmo culpa deles; que acham linda essa fragilidade forçada. Talvez, não. Só gostaria de deixar aqui registrado o meu apelo pelo fim das mulheres Pokemón – que envergonham a nossa espécie – e reforçam ainda mais o esteriótipo de mulher objeto que tanto queremos nos livrar.

Ursinhos são lindos, eu adoro. Mas morro de alergia.

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Consultório Sentimental – O amor que foi embora, mas ficou.

Recebi um e-mail bem tristinho de uma leitora, mas não consegui responder diretamente para ela talvez porque o e-mail cadastrado não seja o correto. Não tenho certeza se posso publicar as palavras dela em exato porque, como não conversamos, não obtive nenhum feedback dela quanto à publicação da história, mas de qualquer maneira queria que ela soubesse a minha opinião.

A moça conta que namorou durante certo tempo um rapaz que foi embora sem dar muitas explicações e que hoje, dois anos após o ocorrido, ele já está em um outro relacionamento e ela não consegue se libertar desse passado. Segue abaixo a minha resposta . Espero que de onde quer que ela esteja, essas palavras tenham serventia.

Ps.: Nos e-mails não escrevo formalmente! Mil desculpas àqueles que estão passando pela primeira vez por aqui e esperavam uma resposta “formal”. O meu objetivo é dar minha opinião de forma rápida e objetiva. A escrita poética eu deixo para as crônicas…

“Oi querida, tudo bem?

Sua situação é complicada, mas não é a primeira vez que recebo e-mails como esse, sabe?
Vamos analisar…
Entendo que você tenha gostado muito desse rapaz, mas vc consegue perceber que não vale a pena ficar presa a um sentimento que definitivamente não é correspondido? Que o sujeito evoluiu, mudou, já está em outra na vida e que vc continua aí, pensando nas coisas que poderia ter vivido com ele e se privando de novos relacionamentos? Infelizmente não tenho a fórmula certa para esquecer alguém, mas sei aquilo que devemos evitar para que as coisas se resolvam mais rápido. Ao contrário do que todo mundo diz por aí, não é com um novo relacionamento que se cura um antigo, é entendendo o POR QUE de estarmos ainda tão apegadas aos relacionamentos que já se foram.

O moço sumiu. Pode ter uma família bacana, pode ter sido muito bom enquanto durou, mas ele não foi homem o suficiente para terminar um relacionamento com vc como as coisas devem ser feitas. Essa sensação de vida “não vivida”, de coisa não esclarecida, te dá margem para criar uma série de fantasias de como esse relacionamento PODERIA ter sido com essa pessoa que, nem ao menos, esteve com vc quando estava tudo indo, aparentemente, bem. Imagine se esse namoro prosseguisse, então? Como seria se vcs enfrentassem um problema de verdade? Vc qr na sua vida alguém que pode contar, um PARCEIRO para todas as horas. De que te adianta um amor inventado?

Tente SE ENTENDER. Isso que vc sente não tem nada a ver com o que viveu e sim com as expectativas daquilo que gostaria de ter vivido e não conseguiu. Eu sei, não e fácil “largar o osso”, mas não é saudável e nem um pouco interessante ficar desejando que ele volte, que alguém igual a ele apareça, ou que as coisas sejam da maneira que foram. Vc merece uma pessoa que REALMENTE queira estar com vc, tendo ela outros defeitos e outras qualidades, sabe? O que acontece é que vc não encontrou ainda alguém a altura, e precisa justificar esse fato comparando seus atuais relacionamentos à única referência bem sucedida que vc teve, que se vc for pensar bem, nem foi tão bem sucedida assim.

Não queira alguém que se assemelhe a ele, queira MAIS. Porque é isso que vc merece, tenho certeza!
Um bjão e obrigada por escrever para o Consultório!
Feliz 2012 com MUITAS SURPRESAS,
Ericka.”

 

 

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