do começo ao fim.

Ontem eu terminei um namoro de 2 anos e 4 meses. Para escrever sobre amor é preciso também errar bastante. Acho que estou cumprindo bem minha cota.

Sei que expor a vida assim, pra que todo mundo veja e aponte o dedo na nossa cara, parece estranho. E é. Assim como terminar um namoro bacana de forma cordial e madura. Assim como gostar de alguém e achar melhor não continuar com essa pessoa. Portanto, segue meu aviso: se você acha que vai cometer o erro de cagar regras e apontar aquilo que eu devo fazer logo após ler esse texto, dizendo isso ou àquilo, pode parar por aqui.

Porque eu já fiz o que eu acredito que seja o certo.

Estive pensando muito (como sempre) sobre como nos habituamos às pessoas. Nunca fui infeliz no meu namoro nem por um minuto. Nunca nos desrespeitamos, nunca tivemos uma briga daquelas de envergonhar os vizinhos, nunca, sequer, descontamos nossas frustrações pessoais um no outro. Sempre conversamos sobre tudo, rimos de tudo e pude aprender muito sobre como eu sou uma pessoa difícil de lidar também. Como coisas simples, como os gostos pessoais, por exemplo, e as ideologias de vida, podem se tornar um problemão à longo prazo. E como é importante, acima de todas as coisas, ter os mesmos planos para que tudo dê certo. Para que funcione. Pra que não desgaste.

Resolvi escrever sobre isso porque há alguns dias comentei com uma amiga que colocar nossas ideias no papel ajuda a desabafar. Ajuda a controlar o não palpável, ajuda a aliviar. E claro, organiza a bagunça de sentimentos que fica dentro da gente. Por mais racional que eu seja, por mais correta que eu saiba que tenha sido essa decisão: dói. Pela ausência, principalmente. Pelo hábito. Pelos planos não realizados. E pelos sonhos que irão ter que ser reconstruídos de outro jeito a partir de agora.

Atenção mulheres: o homem mais legal do planeta está solteiro. Uma pena que eu não sirva pra ele.

Pela primeira vez na vida, resolvi aplicar todos os meus conselhos a mim mesma. Pensei, repensei e me perguntei: por que mesmo a gente tem que se separar odiando o outro? Por que mesmo a gente tem que deixar a rotina consumir, o tempo passar, a vida correr, pra ter coragem de fazer aquilo que está dentro da gente? Meu namoro nunca esteve ruim. Mas se demorássemos mais pra conversar sobre àquilo que incomodava, talvez, ficaria. Talvez eu não tivesse a clareza necessária para pensar sobre isso, talvez, acabássemos como desconhecidos, afinal. Como pessoas que não conseguem conversar sobre o que foram, sobre o que desejam, sobre o que se tornaram ao longo do tempo.

O tempo corre e a gente corre com ele. Conhecemos pessoas, perdemos pessoas. Terminamos uma faculdade, começamos um curso, planejamos uma viagem. Cada jantar, almoço, encontro, cinema, cada detalhe mexe um pouco com o amanhã, com o hoje, com o ano que vem. Às vezes a gente percebe que não tem mais tanto assim a ver com o outro, e ignora.  Engole. Às vezes algo incomoda, a gente releva. E, às vezes, a gente escolhe que não quer nem chegar perto de ser infeliz, de perder o rumo, a amizade, ou aquela pessoa que durante tanto tempo esteve lá, torcendo pelo nosso sucesso, pela nossa família, construindo coisas com a gente e coisa e tal.

E decide fechar a porta.

Pra poder continuar de peito aberto.

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o homem perfeito.

“Eu faria melhor que ele” – ele disse.

Nunca te deixaria sozinha, nunca permitiria que você se sentisse triste.Veria todos os filmes, abriria as portas de todos os lugares e iria em todas as festas que você quisesse. Depilaria o peito, aprenderia a gostar de Martini. Nunca te trocaria pelos meus amigos, largaria até o futebol de sábado à tarde. Eu te daria todos os presentes, bolsas, sapatos, viagens, tudo. Sem você pedir. Eu ficaria horas ouvindo você falar sobre cabelos e celulite, para, no final, continuar afirmando que você é perfeita. Nunca trabalharia até tarde. Nunca te questionaria. E até daquela banda hypster que você adora eu aprenderia a gostar.

Você não ia ter motivos para reclamar, nenhunzinho só, coisa rara. Não saberia sobre o que causar polêmica e não precisaria pensar nem no restaurante que iríamos juntos – homens de verdade, afinal, planejam tudo.

Ainda que eu fizesse de tudo, tentasse tudo, aceitasse, mudasse, me movesse.

Ainda que eu deixasse meus gostos, meus desejos, minhas manias, não daria certo..

Porque na vida a dois tudo funciona assim: quanto mais se tem, menos se deseja.

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amores em trânsito.

Quando o coração está livre – e a cabeça longe da vida real – os olhos encontram alguém em qualquer lugar em que passamos mais de 10 minutos. Todos os dias era assim: ele se apaixonava por uma pessoa diferente ao entrar no ônibus, como se buscasse se reconhecer. A ruiva, a tatuada, a estudante de medicina; cada viagem permitia novos amores, assuntos e aproximações – para nunca mais serem revividos.

Os amores transitórios costumavam ir e vir tal qual a capacidade de sonhar, e aconteciam com uma intensidade avassaladora de dar gosto à rotina. Quantos não foram os planos feitos de instantâneo, as histórias, palavras e universos inteiros que ficaram ali, na mente, ao sentir um perfume ou ao ler a capa interessante de um livro? Quantas não foram as possibilidades para ser feliz, ter filhos, cachorro, família, casa de praia, viagem para o exterior, por que não? Quantos não seriam os romances bem sucedidos para contar, para testar, e para durar mais que a parada no próximo ponto?

Muitos, infinitos. Tantos quanto fosse possível idealizar.

Uma pena que quase nunca é possível descobrir se a recíproca dos amores urbanos pode ser verdadeira.

São Paulo anda muito, muito depressa.

E o nosso coração, devagar. Infelizmente.

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o poder do tédio.

Conheci pessoas que viviam relacionamentos super sérios. Seríssimos. Namoravam há 5, 10, 14 anos, sem nunca terem pulado a cerca. Sempre cumprindo os protocolos, ligações obrigatórias diárias, romantismos, etc, etc. Gente que não se permitia olhar pros lado nem pra fazer baliza, numa paranoia total de fidelidade, respeito e monogamia. Gente que ficou noiva aos 21. Ficou casada por 14 anos e um dia, como se acordasse de um pesadelo, raspou as pernas e caiu na vida.

Desistiu daquela coisa programadinha, certinha, quadradinha. E num ímpeto de sentir todas as coisas que sempre reprimiu, está sozinho até hoje. Sozinho não, veja bem, solteiro. Hoje essas pessoas já não sabem mais se querem ter alguém de papel passado, assinado, carimbado. Alguém pra levar nos jantares corporativos e fazer bonito pra burguês ver.

Se todas as coisas boas na vida são boas porque são livres, porque as pessoas insistem tanto em aprisionar o amor?

Como aquele livro que você adorava até ser obrigado a ler na escola. Ou aquela profissão que você escolheu (e curte, ok), mas que perdeu um pouco o sabor pelos destemperos naturais do dia-a-dia. Ou aquele doce que você era viciada e que de tanto consumir, enjoou.

Como se o amor fosse mensurável, trancafiável, como se fosse possível deixá-lo num potinho sem alimentar, obrigando-o a não querer sair por aí, na próxima esquina.

Nossas certezas mudam constantemente.

E cabe a nós mesmos nunca estarmos confiantes de que as coisas são mesmo assim, imutáveis.

No amor, na dor, e pro resto da vida, vale cultivar.

Pra que a gente não seja surpreendido por aquilo que a gente mesmo se tornou.

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o medo de ser corno.

As estatísticas não mentem: 15 em cada 10 homens têm medo de serem traídos. Mas desses, 5 evoluem, 5 realmente aprendem com os erros e decidem fazer algo a respeito. Os outros continuam agindo normalmente, com um olho no peixe e outro no gato, sempre achando toda – e qualquer atitude feminina – suspeita. Geralmente, esses são os cornos: os que cobram demais, reclamam demais e vêem coisa onde não tem.

Os cornos também são aqueles que usam e abusam do machismo. Que não suportam que uma mulher tenha vida própria, amigos, colegas de trabalho. Que têm arrepios quando ela diz que vai ficar pro happy hour.

Eles também reclamam da roupa, do esmalte, da postura. E, quase sempre, tem mais produtos de beleza no banheiro que elas. Se preocupam mais com a alimentação que qualquer gordinha em processo de emagrecimento e vivem por aí querendo o carro do ano, a moto do ano, a viagem do ano; pra depois reclamar que nós é quem somos superficiais.

Os cornos são inseguros, não sabem relaxar. Não entendem que se interessar por uma mulher poderosa, que se sente lindíssima, tem também seu preço – o de terem a necessidade de estar sempre seguros de si. Afinal, é isso que atrai as melhores mulheres: um homem livre, decidido que não se abala com qualquer adversidade e, principalmente – tem opinião. Não adianta PARECER ser assim só pra fisgar a gata, meu caro. Não são vocês que adoram cagar regra práquilo que uma mulher deve ou não deve ser? Então. Agora aguentem.

E não reclamem das consequências de sermos muito acima do que vocês procuram.

Ser corno tem a ver com a forma que você trata sua mulher, encara o mundo e, principalmente, com quem você se envolve.

Tudo o que é fácil demais tem lá seus riscos… E esse é o meu recado.

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lanchinho.

Os homens não falam com as mulheres apenas por uma noite de sexo. É isso. Ponto final. Parem com esse argumento.

Se fosse apenas por sexo, eles não falariam nada. Não se dariam ao trabalho de te conhecer, de saber do que você gosta, de te levar pra jantar ou de insistir para tomar aquele café. Para aqueles que querem sexo e só, quanto menos envolvimento, melhor, viu? Anotem isso aí.

Os homens querem sexo, é claro. As mulheres também. Mas nem todos os encontros casuais se resumem a isso.

Se o cara te faz um elogio, aceite. Pare com esse papo de “ai ele nem acha isso, ele só quer mesmo é me comer“. PARE. Você não é obrigada a fazer nada que não queira. Somos 100% responsáveis por decidir, afinal, se vale a pena ter uma noite com esse ou com aquele sujeitinho xis. Por diversos fatores.

Se rolou e se o cara só quis mesmo te comer, e isso acontece até com uma certa frequência,  ele é um babaca, tem aos montes por aí. Mas tudo bem. Não é isso que faz de você uma pessoa melhor ou pior, uma iludida, uma inocente e desprotegida donzela.

Você deu, o cara sumiu, legal. E se foi excelente, melhor ainda. Você aproveitou, ele aproveitou, ao meu ver esse placar está empatado, babe, 1X1. Você não é menos merecedora de amor, uma vagabunda ou uma qualquer. Por que toda essa culpa?

Só não era o cara, a noite, a hora. E isso acontece nas melhores famílias embora pouquíssimas admitam.

Existem inúmeras justificativas que fazem uma mulher se envolver sexualmente com um sujeito. Só não usem a poderosa lábia deles como justificativa para toda e qualquer cagada.

Às vezes não é o carinha que queria te comer; era você mesma que queria ser comida, simples.

Se temos mesmo os mesmos direitos, se somos mesmo seguras das nossas decisões, se queremos aquela tão sonhada igualdade entre os sexos, precisamos lidar também com o que vem depois, sem chorumelas.

Se não funcionou, que ao menos sirva de lição.

E fim de papo.

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o outro lado.

Já namoro há algum tempo e estou bastante feliz com o meu atual relacionamento. Tão feliz que às vezes esqueço de ver o outro lado da moeda – o das queridas amigas que estão solteiras, porém, não sozinhas, que estão na constante busca de alguém para dar aquela temperadinha na rotina.

No jantar de ontem, com muitas risadas, gritos e comidas engordativas, falávamos sobre os antigos, os novos e os casos que ainda estão por vir. Numa tempestade de menções bem humoradas ao passado e memórias um tanto quanto traumáticas de uns e outros “rolinhos mais expressivos” percebi que nós mulheres não queremos muito. Aliás, não queremos nada, praticamente.

Em resumo, de todas as nossas não exigências para o talvez amor, fiz um texto corrido, como se fosse dito por uma pessoa só.

Tenho certeza, absoluta, que vai fazer sentido para muitas de vocês:

“Eu só quero me relacionar com pessoas normais, que não me roubem. Que tomem banho, trabalhem, que não tenham manias esquisitas. Só quero gostar de alguém que coma carne e não tenha uma religião alternativa que exija um comportamento x, y ou z. E que me aceite quando eu falar palavrão e pagar de louca pela rua (quem nunca???). Quero gostar de alguém que tenha o mínimo de estabilidade e coerência emocional, que não me mande SMS’s impulsivos – bêbados, sóbrios ou sem noção mesmo – prometendo amor eterno.

Que não bata na porta da minha casa às 3 da manhã querendo colo, sexo e depois suma por 3 meses e apareça noivo, com 2 filhos pequenos e todo um histórico bizarro de ex-namoradas. Só quero gostar de alguém que não trabalhe diretamente comigo. E se trabalhar, que tenha a decência de não ter um caso paralelo com a minha amiga de baia com o maior descaramento e com a certeza absoluta de que, eventualmente, vou saber dos detalhes mais sórdidos de tu-do-que-a-con-te-ceu nesse “rolinho”. Quero um amor que goste de cachorros, mas não tanto a ponto de querer salvar TODOS eles, juntos, e que prefira passar seu tempo jogando bolinhas que tendo um verdadeiro contato com o mundo real. Quero gostar de alguém que páre de andar de skate depois dos 26 anos. Ou que entenda que existem coisas mais interessantes para se fazer quando se viaja. Isso também se aplica aos surfistas.

Quero um homem que invista o seu dinheiro em algo que tenha valor de mercado. Que não fique colocando luzinha em carro e listras adesivas ridículas em cima do capô. Quero gostar de um cara que pague, pelo menos no nosso primeiro encontro, a conta inteira. Porque ele quer o melhor de mim e quer me dar o melhor que puder. Mesmo que seja um lanche do McDonald’s, um saco de pipoca. Que me leve num motel de qualidade sem nem questionar, não precisa ser a suite mais cara, no lugar mais badalado, nós não ligamos para o sua conta bancária – mas para o quanto valemos o seu investimento (update: EMOCIONAL – Thanks, Bia!). Quero gostar de um sujeito que não use cuecas bege, que não me chame de princesa, de boneca ou de qualquer desses apelidos pré-definidos vexatórios. E só. Só isso.

Se nós temos que ser magras, lindas, depiladas, bem vestidas, cheirosas, inteligentes, não interesseiras, dispostas, comprometidas, fiéis, trabalhadoras e independentes, que, ao menos, eles sejam algumas das coisas que a gente espera.

As solteiras agradecem.”


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caso por acaso.

Acaso: sucesso imprevisto;eventualidade; (no pl. ) riscos, perigos.

– Se é pra se arrepender que seja pelo que a gente fez e não o contrário.
– Ah é! Não é bem assim…Matar alguém não tem volta…
– Eu não vou matar ninguém.
– É mas tem que pensar bem, porque algumas coisas não tem volta.
– E nem todas as oportunidades surgem duas vezes.

Estava pensando nos acasos da minha vida quando resolvi procurar essa definição que está no topo do texto. SUCESSO imprevisto? Adorei essa. Um acaso é uma fatalidade boa. Fatalidades são fatais, não soam mesmo muito boas.

Acasos servem pra trazer tempero à rotina, emoções, borboletas no estômago, palpitações, sensações de calor e formigamento por TODO o corpo. Caso essas sensações se concentrarem só do lado esquerdo pode ser infarto.

Aí é melhor procurar um especialista.

Acasos não tem tradução na linguagem popular porque não existem imprevistos positivos na popularidade. No máximo chegam perto das famosas “cagadas”. Mas fica muito pejorativo, aí não dá. Acasos são saudáveis e tem uma pontinha de loucura.

Invadem a nossa vida naquelas horas que o nosso superego está bem fraquinho e propenso a fazer…Olha só…As populares cagadas.

Positivas, mas cagadas.

Acasos são inesperadamente inesperados. Misturam tudo. Mexem tudo. Às vezes não mudam nada mesmo depois de toda a tormenta durante o processo.

São deliciosamente deliciosos na grande maioria das vezes. E assustadoramente incompreensíveis.

Sou do tipo que acredita que quando uma coisa tem que acontecer ela acontece. Mais cedo ou mais tarde. Não penso muito, não me arrependo muito, mas às vezes sofro muito. Não é o caso dessa vez.

Mas não há como se proteger, afinal. O acaso, quando você percebe que aconteceu, já acabou.

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parem.

Para ler ouvindo: Chega – Mart’nalia

Não tem coisa mais triste que mendigar amor. Que insistir em ficar quando o outro quer ir embora, que lamentar publicamente o ocorrido aos 4 ventos como se fosse a insistência a responsável por fazer alguém partir ou ficar. Não adianta falar como o amor é, foi ou ainda poderia ser bom. Já disse mais de uma vez que só amor não basta, que relacionamentos são mais do que um carinho aqui, outro ali, dormir juntinho e coisa e tal.

Quem quer estar fica e quem não quer, é simples, vai embora. E não precisa necessariamente não amar mais, às vezes a gente cansa da vida, da rotina, da obsessão que aquilo se tornou, não consegue resolver pequenos problemas e acha melhor, afinal, partir antes que seja tarde. Antes que falte  respeito pra lembrar de tudo o que foi bom.

Não adianta chorar pelo leite derramado como se ele fosse secar sozinho – chorar só molha ainda mais, inunda por dentro, enche de limo os micro espaços de respiro que sobraram. Está ruim, é ruim, é assim mesmo: terminar nunca vai ser bom. Mas se é pra falar, falar, falar até a exaustão, até as palavras perderem o real sentido para obrigar que o outro se sinta suficientemente mal a ponto de querer voltar – só porque vai ser mais fácil – é desleal. E pior ainda, cruel. Com quem foi, com quem ficou, com quem indiretamente está envolvido e não sabe o que fazer.

Parem de colher as migalhas. Ainda que tragam de volta uma parte do pão, nunca o formarão inteiro de novo. Essa fase já foi, já se consumiu, já passou do tempo de ser digerida. Agora é tempo de afastar, dar um tempo e, quem sabe um dia, quem sabe não, tentar de novo. Seja com o mesmo alguém, seja daqui há 5 anos, seja com o cara que pega ônibus com você todos os dias, seja com alguém que você ainda nem conheceu.

Chega de humilhação.

Afinal, as melhores pessoas para se estar junto são aquelas que não precisam disso para ser queridas.

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quanto custa o amor?

Uma das maiores hipocrisias masculinas é dizer que mulher gosta mesmo é de dinheiro. Que não importa o amor desde que sempre existam sapatos e bolsas para comprar, e que a traição, ou qualquer outro tipo de problema, fica bem menor com uma viagem para Europa.

Parem com isso.

Se as mulheres que você encontra pelo caminho estão mais importadas com a quantidade de dígitos da sua conta bancária que com o tempo livre (e de qualidade) que você tem a oferecer, a culpa é sua; e não de todo um gênero.

Que atire a primeira pedra o homem que não deseja ser rico. Aliás, que atire a primeira pedra quem não gosta de viver com conforto, de poder andar de carro aos finais de semana e de jantar de vez em quando num local bacana. Não estou falando em luxo e glamour. Não estou falando do tal Camaro amarelo, ou de nunca mais ter que trabalhar na vida. Estou falando do dinheiro como um meio para as coisas, como uma ferramenta para melhorar a sua, a minha, a nossa vida, ok? E só. Bom não é ter alguém que pague tudo, mas que consiga dividir. Que saiba que algumas coisa o dinheiro não compra e que outras, em contrapartida, são ótimas, excelentes presentes, pode mandar pra cá.

Nada dessa ideia franciscana de que só de amor vive o homem, até um cachorro quando ganha um osso percebe que isso não é verdade. E a cervejinha de boteco? E o PF da esquina? Não custam NADA? Se dinheiro não é importante na sua vida, por favor, me dê o seu. E vá viver sem video-game, TV à cabo, celular, e sem uma roupinha nova sequer pra ver qual é.

O importante, para homens e mulheres, é saber que se um dia a doença, ou a desgraça, ou a falta de todas as coisas materiais vier, ainda vai sobrar o amor para se agarrar, porque não é nisso que está pautada uma boa relação. Porque houve um consenso para comprar a casa, houve um planejamento para a viagem e porque todo o dinheiro, dele, dela, dos dois, foi pensado para um bem maior. E não COMO o bem maior. Cada elemento de um relacionamento vive  em um universo, frequenta um determinado tipo de lugar e está acostumado a uma vida de prazeres que, honestamente, não vai querer abrir mão. Assim como as mulheres não são todas interesseiras, os homens não são assim… Tão desinteressados.

E quando vierem os filhos? A fatura do cartão de crédito? A água, a luz, as parcelas do carro? Me digam aí, como é estar com alguém que não pode ajudar em nada, nem mesmo simbolicamente? Sinto muito. Mas o amor não sobrevive em uma cabana sem comer. E antes que me chamem de interesseira ou coisa do tipo, gostaria que os homens parassem para refletir sobre quantas mães solteiras tomam pra si a responsabilidade econômica por um filho e quantos são os namorados/amantes/maridos que fogem ao primeiro sinal de responsabilidade.

O amor de verdade não tem valor. Mas a falta de dinheiro numa vida em que tudo tem seu preço, custa caro.

Mesmo que a gente, fingidamente, diga que não.

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