essa tal de ansiedade.

Ela está sempre lá, em algum canto do nosso estômago. Nas unhas roídas, nas mensagens afobadas da madrugada. Ela acomete até mesmo os mais tranquilos; invade vidas, destrói relacionamentos, faz com que a gente coloque os pés pelas mãos em tentativas desenfreadas de contê-la. Tudo em vão. Ninguém sabe o que fazer, afinal, com essa tal de ansiedade – mesmo quando nos tornamos mestres em sufocá-la.

Hora mais cedo, hora mais tarde, ela vem e explode. É a espinha na ponta do nariz, é o morango com chocolate fora da dieta, é pau, é pedra, é o fim do caminho – ou o meio, quem sabe? Pode ser nosso cigarro, nosso álcool, nossa falta de sono ou excesso de trabalho.

Todo mundo teme por aquilo que desconhece, anseia pelo bom – ou ruim – que está para chegar. Não tem jeito. A coisa fica ainda pior quando – quase sempre –  se sofre pelo o que não sabe.

A ansiedade nunca vai embora. Ela pode ser contornada, ignorada, ela pode ser canalizada para o bem – quando nos torna mais produtivos,  ativos, mais atentos, mas ela sempre fica lá, porque, de certa forma, ela nos MOTIVA.

E faz com que pensemos com muito mais fé em todas as coisas.

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a intimidade que não nos cabe.

Não sei se vocês vivem no mesmo mundo que eu, mas ando um pouco constrangida com o meu mundo. Com o excesso de compartilhamento de informações sobre a intimidade alheia, e, pior que isso: um exagero total e absoluto sobre toda a sorte de temas que, na minha opinião, só dizem respeito a quem as vive. Sei bem que quando passamos por algo muito sensacional, precisamos dividir. Precisamos mesmo. Mas há limites. Para as mães e filhas, entre amigas, médicos, no trabalho e no salão de beleza – tudo nos é lícito, mas, nem tudo, nos convém.

As mulheres ficam emputecidas quando um homem descreve suas façanhas em uma mesa de bar. Quando contam vantagem sobre essa ou aquela gata, sobre posições, locais exóticos onde fizeram loucuras ou sobre qualquer coisa que exponha sua intimidade. Por que, então, nós mulheres decidimos fazer exatamente o mesmo? Só que com as nossas próprias aventuras? Vivemos uma fase de exposição tão grande quanto os homens, mas como tudo que nos cabe, para o bem ou para o mal, fazemos com louvor – com mais detalhes, mais empolgação, mais nomes envolvidos.

Isso precisa parar.

Talvez seja o feminismo, que domina o nosso tempo, e impõe certas liberdades, não sei muito bem quando começamos a nos sentir mais à vontade para falar sobre sexo. Se faz bem ou mal para os compartilhadores compulsivos, não sei.  Mas venho por meio desse dizer que, para algumas pessoas, incomoda. Principalmente quando estamos em um ambiente que não convém, ou quando acabamos por saber demais de quem não temos tanta intimidade assim…E nem queremos ter.  Aquela tia mais saidinha, o chefe, a mulher do caixa do supermercado… E a lista segue infinita.

Qual a necessidade disso, afinal? Porque a imaginação dos seres humanos não tem limites. Pra mim, a “picanha dos relacionamentos” deve ser dividida apenas para quem pode degustá-la. Ainda que pareça muito correto ensinar esse ou aquele truque “prázamiga”, ainda que seja muito tentador espalharmos pelos quatro cantos do mundo que já estivemos numa pior; mas que hoje, meu bem, AGUENTA CORAÇÃO, vamos tentar controlar a boca? O órgão mais vital para a nossa sobrevivência social?

Até porque, gritar a felicidade bem alto pode atrair do bom, do ruim, e do que menos se espera.

É possível ser incrível em silêncio, acreditem. E compartilhar só o que importa com quem realmente torce pra que tudo dê certo.

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uma resposta que merecia ser publicada.

Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que, no passado, eu costumava publicar alguns e-mails de leitores que chegavam no Consultório Sentimental. É claro que eu tomava o cuidado de trocar os nomes dos envolvidos e de sempre, SEMPRE, pedir autorização para que essas confissões de amor-ódio-drama fossem expostas por aqui. Com o tempo, essa área do blog se tornou tão íntima e pessoal para os leitores que começou a ficar complicado expor tantos sentimentos, sabe? Me tornei amiga de alguns aconselhados, acompanhei causos bem e mal sucedidos (às vezes bem cabeludos) por aqui e perdi o hábito de publicizar as perguntas, as respostas, enfim, passei a utilizar as histórias apenas como inspiração os muitos textos que já foram publicados  por aqui.

Ontem resolvi responder algumas pessoas que, há muito, estava devendo satisfação e escrevi um e-mail muito bacana para a Pri, uma leitora antiga. Ela nem deve ter lido essa resposta ainda, mas achei que as palavras ficaram certeiras, achei que poderia publicar o que disse para ela por aqui também. Espero que ela não me processe, não brigue comigo e que não fique brava. E não publicarei, obviamente, o e-mail que ela me mandou incialmente.

Às vezes o que aconselhamos para alguém é exatamente aquilo que outra pessoa deveria ler. Segue:

 

Pri, UM MILHÃO DE DESCULPAS!!! Voltei à ativa, finalmente! Vou responder JÁ o seu e-mail, vamos lá…

Acho que um grande amor é assim mesmo. Gruda, prende, não vai embora da gente tão fácil. Às vezes a gente muda, a vida muda, as pessoas mudam, as circunstâncias mudam também, mas os sentimentos… Eles ficam. Tenho a teoria de que isso acontece porque guardamos sempre com a gente a nossa última referência de felicidade verdadeira. Mesmo que a gente tenha sofrido, que várias coisas ruins tenham acontecido, nos prendemos àquela memória, àquela pessoa e não conseguimos, simplesmente, pensar em alguém que seja melhor que ela. É um processo de desapego que precisa partir da gente e que tem muito a ver com os nossos círculos também, com as novas pessoas que a gente conhece, com o grau de envolvimento que temos com essas pessoas e o quanto permitimos que tudo isso ocupe espaço na nossa vida, mente e coração. Se os sentimentos fossem uma ciência exata, tudo seria muito mais simples. Era só subtrair algumas coisas nocivas e tudo, em algum momento, resultaria em zero. Deixaríamos de sentir esses engasgos ocasionais quando a gente se sente só e de nos dividir entre passado e presente. Passaríamos a multiplicar nossas chances de felicidade sempre que tudo parecesse meio fracionado, meio fora do lugar. E somaríamos, sempre. Novas experiências, novos rostos, envolvimentos. Aprenderíamos que talvez seja mais simples nos prender ao que já foi e que por isso insistimos tanto nisso. Afinal, envolver-se novamente dói. Cansa. Ainda mais pra quem já foi casado, já teve um chão e teve que reaprender a flutuar. Consigo entender o que você sente, Pri, porque eu mesma já estive aí, nessa mesmíssima situação. E tenho certeza que muita gente que lê o Hiper também. Aliás, tenho outra teoria (eu e minhas várias teorias…): quem está nessa situação de dificuldade de desapegar hoje é porque, um dia, viveu algo que valeu realmente a pena. But now, baby, time to let it go. For real.

E de parar de lamber os dedos pelos restinhos do que foi bom. Tem muito prato principal esperando pra entrar no forno.

Um beijo, espero ter ajudado! (e vou publicar essa resposta porque, ADOREI o texto que saiu dela!)

Ericka.

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Diálogos informais e aleatórios #01

 

– Namorar é você querer alguém que queira fazer nada com você quando você não tem nada para fazer.

– Exato. Mas também para fazer coisas.

– Ah, sim! Mas é alguém que não vai se importar em fazer nada. Porque fazer nada com alguém legal é muito legal.

 

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regra dos 30.

Foram mais ou menos 30 segundos – os mais longos do mundo – e suficientes para que ela soubesse que não valia mais a pena estar ali. Deu aquele estalo, aquele mal estar súbito e a vontade louca de ir embora  foi  se instalando pelo corpo inteiro, de cima a baixo, de lado a lado, do nada. Não queria mais que ele encostasse no seu cabelo, que ele a chamasse de linda, não queria mais ficar parada, sentada, naquela mesa de jantar. Tudo parecia forçado, fora de foco, brega, completamente inadequado.

Ela ficou imaginando situações extremas para se livrar daquele redondo que ocupava o peito. Poderia ter um terremoto, uma guerra, cair uma bomba naquele lugar, poderia começar um incêndio no rechaud, quem sabe? Queria sair correndo. Voando. Em 3, 2, 1.

Beliscou a comida, forçou um sorriso. Foi no banheiro 3 vezes, tomou vinho. E nada. Nada.

Iniciou uma conversa sobre música, sobre cinema, sobre o rodízio, sobre o clima e pronto. Era o fim da linha. Quando não se consegue sustentar, sequer, um diálogo de elevador, existe uma coisa muito errada entre duas pessoas.

Achou que seria imaturo simplesmente fugir pela porta de trás. Achou que seria indelicado forçar uma doença qualquer, um ênjoo, uma dor de cabeça. Fingir que viu uma barata, então, nem pensar. Não ia colar por muito tempo.

Aguentou a pressão. Ficou até o final. Nem o maravilhoso frango à milanesa salvou aquele encontro. Nem a batata frita. Deu um beijinho forçado e sem graça no rosto dele, prometeu que ligaria, correu para a portaria. Sumiu.

O tesão pode não salvar ninguém, definitivamente. Mas a ausência dele pode nos fazer viver situações terríveis.

Em menor e maior grau.

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o amor não é uma bosta.

O amor não é um fardo. Não é essa coisa ruim e depressiva que pregam por aí. É complicado, de vez em quando cansativo. Mas amar não é uma bosta. Não é coisa de mulherzinha. E digo mais: faz parte da gente.

Amar é estar em um constate gerenciamento de crise. Do outro, de ambos e principalmente, da imagem que temos de nós mesmos – nossos gostos, desgostos, limites e loucuras – que só aparecem quando já estamos lá, querendo muito, muito estar pra sempre com alguém.

Não existe amor que faça mal. Nada, aliás, que nos dá motivos para sonhar, suspirar, fazer planos e ter vontade de continuar vivendo nesse mundo cão pode ser considerado de todo ruim. O amor simplesmente não é essa coisa boa o tempo todo, como você vê no Facebook alheio. Nem essa coisa tão horrorosamente brutal que dizem por aí os mais desacreditados. Como tudo que é uma delícia também tem suas zicas. Deixa umas rugas aqui, ali, dá uma diabetes, um refluxo vez ou outra, e tal, que nem comer doce demais depois de sair da churrascaria.

Não dá para passar pela vida sem amar pelo menos um pouquinho. E não dá para suportar a morte sem ter amado demais.

Não há sofrimento que dure tanto a ponto de alguém querer desistir do amor, entendam de uma vez por todas. E parem de insistir nessa ideia. Mesmo os poetas mais depressivos que já passaram pela Terra sabiam que é impossível desvencilhar-se desse sentimento e, querem saber? Só se insiste em escrever sobre o tema quem já foi, definitivamente, apaixonado por amar.

Você pode achar que tem dedo podre e que não serve para ninguém. Que é complicado demais na sua solidão e que junto só gera conflito, desgaste e provocação. Pode ter também um total desprezo pelas coisas românticas, pelas cartas, declarações, clichês e tudo o que diz respeito a um mundo a dois, mas não pode evitar gostar de alguém – do seu modo, sem firulas, seja do jeito que for.

Afinal, o que é que nos move a gostar dos tipos mais errados e sem coerência possíveis se não uma imensa vontade de fazer com que tudo funcione em harmonia com o nosso mundo? Se não uma imensa vontade de fazer com que tudo tenha sentido?

Mais amor, favor, cor, sabor, dor.

Porque sem esse último jamais saberíamos identificar o quanto precisamos do primeiro.

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ousadia.

E daí se você conheceu o sujeito ontem no bar? E se você ligar? E se você não ligar? Será mesmo que vale a pena se envolver? Por que não valeria, aliás?

É bom viver com urgência. Se jogando nos projetos malucos, dando uma chance para o que não se pode, afinal, controlar. Não dá pra saber o que se passa na cabeça do outro, portanto, não há caminho certo. Não existe plano perfeito, estratégia que seja 100% eficaz. É simples.

Sempre existirão, pelo menos, duas opções – e mais outras tantas entre o sim e o não. Por que, então, insistir em controlar os efeitos daquilo que fazemos? Veja bem, não estou defendendo a impulsividade e a inconsequência, mas por que não dizer um “eu topo”? Não assumir? Não correr atrás? Por que essa blindagem toda, esse medo de perder, de colocar os pés pelas mãos?

Não temos como saber, afinal, se o nosso errado daria certo.

Se o nosso certo acaba meio errado no final. Não dá.

Aquele sujeito que deixamos de encontrar, o amigo que não demos uma chance, a palavra que não foi dita – nada, nada disso – volta. E se queremos tanto que algumas coisas, pessoas, momentos e afins se eternizem, ou, pelo menos, fiquem só mais 5 minutinhos, por que não tentar? Por que não saborear as coisas e seus efeitos, digeri-las, superá-las e correr o risco de sermos mais felizes que infelizes? Não entendo, aliás, porque sempre nos protegemos de uma possível infelicidade. Podemos ser, também, muito contentes em nossas escolhas, sabia?

Mesmo que elas sejam malucas, ousadas, fora do padrão, exóticas (mas muito melhores que aquilo que tentamos planejar e controlar).

Não temos controle. Nenhum ou muito, muito pouco.

E se é assim, que, pelo menos, a gente peque por tentar.

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teimosia feminina.

Tenho certeza que você não vai querer admitir, mas nós mulheres somos teimosas. Muito. Com todas as coisas. O ticket do estacionamento, por exemplo, nunca está com a gente. Aquela batidinha no pára-choque do carro não temos a menor noção de como aconteceu. Insistimos em dizer que não temos ciúmes, nunca, nem um pouquinho. É só cuidado. Também afirmamos que não ligamos pra marca de nada, nem para jóias. E ficamos ofendidíssimas se insistem em dizer o contrário. Somos tão teimosas que queremos fazer tudo sozinhas e até conseguimos. Mas seria muito melhor ter alguém para ajudar – é que a gente de-tes-ta dar o braço a torcer. Somos o sexo forte, afinal. Aquele que tem os filhos, cuida deles, da casa, das roupas, das contas e ainda está sempre linda. Sempre disposta. E sempre certa.

Brigamos com o gerente do banco mesmo sabendo que esquecemos mesmo de pagar aquela conta e negamos até o fim que um dia tivemos interesse pelo jardineiro gato. Nem sabemos ao certo porque deixamos de admitir algumas coisas, acho que faz parte da nossa genética, da nossa criação, do fato de termos esse desejo de nunca depender dos homens, do chefe, do mundo – mesmo fazendo parte da parcela da população que mais sabe o quanto precisamos de alguém. Qualquer alguém.

Os homens, que ainda não entenderam que não viemos com manual, que nos aborrecemos, de fato, por assuntos aparentemente banais e que ainda não aprenderam a rir da nossa bizarra teimosia, precisam se atualizar.

Só assim é possível conviver com harmonia.

E recolher o melhor de uma mulher de verdade. Teimosa e sensacional.

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do contra.

Os poetas da música contemporânea já haviam registrado tal tendência: “…tira foto no espelho pra postar no Facebook”. Eu só não sabia que todas as fotos, de todas as redes sociais um dia se resumiriam a isso e só. Que toda a menina bonita só falaria sobre seu cabelo (dieta/sapato/bolsa) no seu espaço, como se precisasse reforçar o quanto fica bem com a roupa “x” ou  “y”, com o cabelo “x” ou “y”, com a maquiagem “x” ou “y”, etc, etc, etc. Que coisa chata, hein pessoal? Que conteúdo vazio. Queria muito, muito mesmo, conhecer as pessoas do jeito que elas são. De camisetão, cara amassada, sem a maquiagem da balada, sabendo qual livro andam lendo, a quais filmes andam assistindo e tal. Compartilhando algum drama do trabalho, do amor. Sendo gente.

Quem posta o tempo inteiro, todos os dias, fotos de si mesmo na frente do espelho não tem mais nada pra mostrar? Não conheceu gente nova, não comeu nenhum prato delicioso, não esbarrou por aí numa obra de arte e nem foi para lugar NENHUM que merecesse ser registrado? Que vidinha mais ou menos vocês andam vivendo, hein? E olha, sinceramente, nem a Angelina Jolie fica bem fazendo biquinho. Fazendo carão. Mostrando os peitos no decote da blusa.

Pelo amor de Deus!

Esperava que você, que tanto reclama da falta de cultura no mundo, de gente interessante, de gente como a gente, fizesse a sua parte pra melhorar isso.

Mas não.

Parece que quem é rato de internet nada na mesma maré, ora de postar unha colorida, ora tirando foto do pé. Que nem num flashmob, só que sem ser informado sobre ele. Louco, né?

Mas louco mesmo é ver tudo o que está chato e uniforme no mundo e fazer exatamente igual. Cada um sabe da sua vida, lógico. Eu mesma adoro ver combinações de roupas, makes e tudo o mais. Mas CHEGA. Já tem muita gente fazendo a mesma coisa, do mesmíssimo jeito, que tal fazer diferente? Pensar sozinho?

Hein?

Existem outras formas de se mostrar leve, livre, solta e desimpedida sem floodar todas as redes sociais com foto de biquíni. E claro, sem look do dia, sem testar os mesmos produtos que o resto das blogueiras garante ser de “a-ha-zar“.

Por favor.

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junho!

Fazia 5 anos que era maio. De repente, quando veio o feriado, junho surgiu, impávido.

O mês mais esperado do ano. O pai do inverno nacional, de festejos para todos os santos que ninguém acredita (mas adora), de fogueira, de curau, de caldo verde. Junho, esse lindo, sempre trouxe consigo coisas boas, a renovação do aniversário. O meio do ano. As roupas mais elegantes. Junhos na praia sempre eram um pouco tristes, chuvosos, sem ter muito o que fazer a não ser…Contemplar. Mas em São Paulo, junho é lindo. Não mais que no sul, eu acho, onde às vezes até neva. Mas é bonito mesmo assim. Um pouco preguiçoso, talvez, seco, difícil pra lavar o cabelo. Mas é o mês do ano em que todo mundo pode dormir de meias, tomar banhos escaldantes e usar hidratante no corpo inteiro sem medo de parecer uma “bichinha”.

Amo junho. E espero que assim que terminarem esses dias horríveis que antecedem meu aniversário todos os anos eu consiga aproveitar muito. Porque, afinal de contas, não há mal que possa durar tanto assim.

Né?

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