Wednesday February 4, 2015 17:11

(às vezes) é melhor não ter consciência.

Você até pode dizer que não, mas sabe que é verdade: todo mundo se importa com o que o outro pode pensar. Em menor ou maior nível, os julgamentos atrapalham a nossa vida de alguma forma e é impossível, no trabalho, na família, na rua, na chuva ou na fazenda, viver da forma como a gente quer sem pensar em absolutamente nada. É fato.

Mas mais importante que aquilo que os outros pensam sobre a gente é o que pensamos sobre nós mesmos. E aqueles momentos nos quais somos confrontados em relação às nossas atitudes pela consciência, entre ser feliz ou ter razão. Porque, convenhamos, às vezes ser feliz é fazer uma coisa que foge dos nossos princípios. Ser feliz exige que sejamos canalhas, egoístas. Ser feliz, às vezes, pede que esqueçamos as dores e as cicatrizes de um passado recente e nos joguemos puramente no desconhecido. Ser feliz às vezes pode parecer burro e inconsequente, mas ninguém quer ser infeliz. Ninguém quer saber que pode ter o melhor de alguma determinada situação ou fase e se ver impedido, por si próprio, a não seguir adiante.

Nossos conflitos internos são muitos. São bizarros. Acontecem o tempo todo. Não quero aqui incentivar ninguém a agir de forma maluca, nem a ferir outras pessoas em prol da mera satisfação pessoal, principalmente se ela for momentânea. Mas vale colocar em perspectiva o quão críticos somos em relação às nossas atitudes. O quão podemos flexibilizar nossa mente e coração para permitir – e por que não nos permitir às vezes? – a viver algo que parece imoral? Ilegal? Engordativo?

Uma das coisas mais incríveis dos seres humanos é a capacidade de conter instintos. E uma das coisas mais aprisionadoras, em contrapartida, é o nosso senso moral. De justiça. Nossa capacidade de nos limitar às inúmeras regras que sim, somos obrigados a seguir, para viver em harmonia com nós mesmos e com os demais membros da sociedade. Mas às vezes, só às vezes, fazer merda aduba a vida. E faz florescer coisas inimagináveis em terrenos inférteis.

Agir contra a consciência pode nos meter em muita confusão? Pode, claro. É preciso ter parcimônia e responsabilidade sobre tudo o que se faz. Só que a regra de que tudo em excesso faz mal, também se aplica nesse caso. A vida é implacável.

Mande aquela mensagem, fique com aquele cara. Supere essa perda, namore quem você ama. Perdoe. Perca a memória sobre algumas coisas, passe um pano nas boas lembranças, recorde, reviva, reaja.

Vai fazer bem.

De uns tempos pra cá tenho recebido muitos textos. Muitos BONS textos. De gente de todo o lugar do país. Fico contente em ver tanta coisa bacana chegando na minha caixa de entrada e feliz, também, por pensar que talvez as pessoas acreditem que a minha opinião seja relevante em algum quesito. Além de vir por meio desse dizer que a minha opinião não vale absolutamente nada,  HE HE, gostaria de dizer que todas essas pessoas que desejam que seus textos sejam publicados em algum lugar, onde quer que seja, precisam, urgentemente, criar um blog.

Se você já tem o hábito de escrever constantemente, já sabe que essa é uma atitude terapêutica. Já sabe também que escrever te leva a pensar sobre outras coisas, te transporta para outras realidades, te faz sentir menos só. E ter um blog amplifica tudo isso. Você passa a ter sede por outros textos, conhece pessoas e abre uma imensidão de possibilidades quando cria uma porta entre a sua vida e a de pelo menos meio milhão de desconhecidos que acessam a interwebs todos os dias.

Eu não ganho um centavo com esse blog. Nunca ninguém teve interesse em patrocinar minhas palavras, porque, honestamente, elas não são rentáveis no sentido monetário da coisa (eu sei, essa frase ficou estranha). Elas são rentáveis no sentido emocional. E, em grande parte, unicamente para mim.

E se você acha que todo o blogueiro é popular e super conhecido, basta dar uma olhadinha aqui na barra de comentários para perceber que, não cara, tem gente que escreve simplesmente por escrever. Porque isso pode se tornar uma profissão surpreendente lá pra frente, ou pode não servir pra nada. Porque você vai estar se dedicando, despendendo um tempo danado pra deixar aquele seu espacinho atualizado, com a sua cara e… Talvez, ninguém leia.

Um blog te ensina que, na vida, é preciso aprender a lidar com as rejeições. Com os haters ou com o fato de que talvez, tudo o que você produz, só faça sentido para você. E não há nada de mal nisso.

Os blogs fazem parte de um nicho comercial, assim como muitos outros existentes dentro e fora da internet, mas não é apenas para ganhar dinheiro que um blog serve. Quantas coisas bacanas eu deixaria de descobrir se todo mundo que resolvesse ter uma humilde pagina www pensasse assim, não é? Quantos universos ficariam restritos a apenas a pessoa que os cria?

Se você escreve por prazer, tem um hobbie, ou algum talento, faça um blog. Crie um vlog. Inicie um fórum, uma página de Facebook. Mais importante do que aquilo que fazemos para os outros é o que fazemos por nós mesmos.

E já sabem. Com amor, tudo vale muito a pena.

=)

Monday January 26, 2015 13:29

dos conselhos alheios.


Nada me irrita mais do que gente que quer dar opinião sobre o relacionamento alheio. Nada.

Entendo que quando estamos tristes, precisamos desabafar, conversar com aqueles que confiamos e pedir um overview sobre nossas dores e desgraças pessoais, faz parte, mas até mesmo nesse hora (inclusive nessa hora), precisamos selecionar bem quem pode acrescentar – e ajudar de fato a chegarmos a uma conclusão – ou quem só quer ver onde é que a coisa vai chegar. Esse segundo tipinho, costuma destilar meia dúzia de abobrinhas, aumentando bem a altura da fogueira, as ansiedades do seu coração e óh,  em termos bem reais, acaba ca-gan-do o seu rolê.

Entendo, inclusive, que as pessoas não façam isso por mal. Elas amam você. Elas querem que você fique bem, fique feliz, saudável, que sua vida entre nos eixos. Só que tem coisas que a gente pode até achar sobre a vida do outro, mas não pode sair por aí julgando. Que me desculpem os santos e santas desse Brasil, mas aquele que nunca fez um CAGADONA com alguém que ama não merece nem se manifestar sobre a minha vida, honestly. E não, não vai ter o mínimo de sensibilidade para se colocar no meu lugar, no lugar do outro, pra analisar friamente seja lá que diabos o que alguém (ou você mesmo) fez.

Fica a dica.

Não é porque você foi louca e surtada por um motivo babaca que não seja uma pessoa legal. Não é porque cometeu um erro que nada mais pode dar certo. Eu e você podemos até já ter nos sentido assim alguns dias, algumas vezes, mas não é real. Por essas e outras que eu também nunca, JAMAIS, conto qualquer briga sinistra com o namorado ou amigas(os) pra minha família, ou pra quem já tem propensão a ser uma pessoa odiadora. Como eu fico depois que a poeira baixar? Quando eu racionalizar meus sentimentos e quiser manter meu relacionamento seja lá qual for? Como fazer quando, no íntimo, a gente sabe que quer ficar, que precisa dar outras 45 chances, que sejam, e já proferiu pelos quatro cantos desse planeta nosso ódio e rancor por quem talvez não merecesse tanto assim?

Num conflito eterno, né? Pois é, rapaz.

Quando escrevo aqui, falo sobre sim. Sobre o que eu já vivi, senti, sobre como eu penso que as coisas sejam. Não estou aqui para cagar regras, para dizer como você deve agir se foi traído, se foi enganado, se sofreu ou se foi quem fez as piores atrocidades com a pessoa que amava. Aliás, ninguém pode dizer nada, querido, depende de você. E do que você sente e já viveu. E da avaliação que você precisa fazer friamente sobre si, sobre o outro e sobre quem é quando está em um relacionamento.

Não existem culpados e inocentes. Não existe ação sem reação. Mas acho, de coração e peito aberto, que recomeços são bem vindos e que podem (muito mais que fins), serem providenciais ao longo da vida.

Pense sobre isso.

Tuesday January 13, 2015 23:06

gentes.

Não nasci para ser uma ilha.

Embora muitas pessoas afirmam conseguir viver tranquilamente livre do contato social, penso completamente o oposto: viver única e exclusivamente com as minhas próprias ideias, sem poder dividí-las com mais ninguém, seria devastador.

E assim construí minha vida, meus relacionamentos, minha carreira; com pessoas que muito e sempre me acrescentaram e despertaram em mim desafios e paixões das quais eu nem poderia prever que um dia aconteceriam.

Dos lugares, coisas, empregos e tudo mais que pude conhecer ao longo desses (quase) 28 anos de estrada, o que permaneceu foram as risadas. E os participantes ativos de tudo isso. Nunca fui boa com a lógica, razão ou matemática, mas não sei ser criativa sem dividir. Tenho problemas em interpretar papéis que não me cabem e até da roupa social eu fujo – as tais máscaras nunca me serviram muito bem. Não sei, inclusive, que diabos eu fiz com as minhas.

Sou do tipo sincero, livre, de risada fácil, cabeça solta. Se me cerceiam, fico amoada. Não reproduzo em cativeiro. Não sei, afinal, ser o que desejam. Gosto de pensar que cada um tem o direito de tirar suas próprias conclusões sobre tudo, o que também me inclui e, de certa forma, não me preocupa. Sempre tive poucos e bons amigos, muitos colegas e poucas inimizades espalhadas por aí. As que insistiram em se prender ao que não servia – de mim, nelas – ainda bem, estão longe.

E assim a vida segue.

Não vim para esse mundo, e disso tenho certeza, para desagregar. Vim para espalhar amor, bom humor e autenticidade. Para deixar pelo menos uma marquinha boa, uma coisa positiva, em quem estiver ao meu redor e quiser vivenciar isso.

E espero, que dentro do imenso universo de escolhas certas e erradas que a gente precisa tomar, que eu continue, sempre e sempre, tendo espaço.

Porque nada é mais triste que estar preso dentro de si mesmo.

 

Thursday December 11, 2014 10:34

nos intervalos.

Houve um tempo em que eu queria fazer tudo. Estar em duas cidades ao mesmo tempo e praticar quantas atividades físicas/sociais minha falta de sono contemplasse. Me agoniava faltar em algum aniversário, não estar em um almoço de família ou não conseguir ver um filme, ler um livro, ou alguma coisa que me agregasse valor intelectual ou emocional. Havia, nessa época, uma urgência, um desespero por desfrutar cada coisa até secar; sem perceber que as coisas, para serem bem saboreadas, precisavam também de um tempero. De um respiro.

Me dei conta, em termos jornalistico-publicitários, que vivia o briefing dos meus momentos, nunca a obra completa, visto que era impossível abraçar o mundo. Impossível perceber as sutilezas, os sorrisos, as fofocas e as nuances de cada momento. Perdia a noiva bêbada no final do casamento. Não dançava a quadrilha bagunçada, cheia de gritos, onde ninguém é de ninguém. Estava, mas não era.

E hoje, olha só que coisa doida é a vida, só consigo estar em locais que realmente me importam e tolerar situações que muito me acrescentam – porque aos poucos se percebe também que cada prazer tem seus amargores.

Viver nos intervalos, penso hoje, talvez seja mais importante que estar na ópera. É no backstage que estamos vulneráveis, sem máscaras ou fantasias, que nos despimos dos nossos personagens e temos aqueles cinco minutos de contemplação no qual pensamos: cara, que bom é estar aqui. Que deliciosa são essas pessoas, essa comida, quão feliz me faz essa música. E por aí vai.

Aprecie o tempo entre um relacionamento e outro, entre um prato e outro, entre uma viagem e outra. Não é só nos momentos principais que se vive. Aliás, talvez vivamos mais como coadjuvantes que como personagens principais.

Friday November 28, 2014 10:08

confesso que me excedi.

Confesso que nesse final de semana eu caguei. Errei rude. Pisei na jaca. Perdi a linha.

Me excedi nas palavras, nos gritos, falei o que nem queria dizer. De vez em quando dou dessas mesmo, pago de louca. Viro 100% emocional e atropelo quem estiver na minha frente como um caminhão. Não sei muito bem porque isso acontece, mas desconfio que tenha uma relação direta com aquele sem número de coisas que engolimos para evitar conflito. E com a TPM, lógico.  Tem a ver com aquelas coisinhas pequenas, irrelevantes, 100% superáveis, que, num minuto de surto psicótico, parecem um problemão.

Eu odeio brigar. Odeio discutir. Odeio sentar, ter aquela conversa desconfortável sobre os meus, os seus erros, os erros da humanidade, os caminhos do nosso relacionamento, etc, etc. Acho um saco, um porre, coisa de gente que perde mais tempo falando que amando, mas óh, faz parte. Conversar é preciso, dormir brigado é uma porcaria.

Só tem um problema nisso tudo: sou catastrófica. Acho que o amor vai acabar, que meu relacionamento está fadado ao fracasso, que eu fiz uma merda, assim, irreversível. Me sinto péssima, me culpo, faço aquela auto-análise e me dou conta que sou maluca mesmo, inadequada para a sociedade, para o convívio entre os demais seres vivos, olha, fico na madruga bo-la-do-na, é complicado.

Aí, nessas horas em que a gente precisa de uns tapas na cara pra recolocar a vida nos eixos, apelo para as amizades femininas. Aquelas que não falham nunca. Que vão ouvir sem julgamentos você dizer que exagerou e que, quando caiu novamente em si, já estava pulando na jugular alheia com as pupilas pra fora, salivando que nem cachorro raivoso. É.

Essas pessoas vão te entender porque já fizeram igual. Uma, duas, 150 vezes. E você se sentirá acolhida por esse grupo de psicopatas, sentirá que amar também é um pouco ter medo. Se sentir insegura. Se questionar. E que no dia que você tiver todas as certezas sobre si e sobre o outro talvez essas certezas sejam ruins. Sejam algo que você não queira encarar. Ainda bem, graças a ALÁ, que não tenho certeza de nada.

Esse texto, portanto, é pra agradecer. E pra dizer que se você também deu uma pirada na batata nesses últimos meses, fica bem, fica em paz, força na peruca que vai dar tudo certo. E a vida vai se encarregar de mostrar que uma sacudida (de vez em quando, ok) vem para colocar algumas coisas no lugar que lhes são devidas.

Wednesday November 26, 2014 10:13

Ousadia.*

E daí se você conheceu o sujeito ontem no bar? E se você ligar? E se você não ligar? Será mesmo que vale a pena se envolver? Por que não valeria, aliás?

É bom viver com urgência. Se jogando nos projetos malucos, dando uma chance para o que não se pode, afinal, controlar. Não dá pra saber o que se passa na cabeça do outro, portanto, não há caminho certo. Não existe plano perfeito, estratégia que seja 100% eficaz. É simples.

Sempre existirão, pelo menos, duas opções – e mais outras tantas entre o sim e o não. Por que, então, insistir em controlar os efeitos daquilo que fazemos? Veja bem, não estou defendendo a impulsividade e a inconsequência, mas por que não dizer um “eu topo”? Porque não assumir? Porque não correr atrás? Por que essa blindagem toda, esse medo de perder, de colocar os pés pelas mãos?
Não temos como saber, afinal, se o nosso errado daria certo.

Se o nosso certo acaba meio errado no final. Não dá.

Aquele sujeito que deixamos de encontrar, o amigo que não demos uma chance, a palavra que não foi dita – nada, nada disso – volta. E se queremos tanto que algumas coisas, pessoas, momentos e afins se eternizem, ou, pelo menos, fiquem só mais 5 minutinhos, por que não tentar? Por que não saborear as coisas e seus efeitos, digeri-las, superá-las e correr o risco de sermos mais felizes que infelizes? Não entendo, aliás, porque sempre nos protegemos de uma possível infelicidade. Podemos ser, também, muito contentes em nossas escolhas, sabia?

Mesmo que elas sejam malucas, ousadas, fora do padrão, exóticas (mas muito melhores que aquilo que tentamos planejar e controlar).
Não temos controle. Nenhum ou muito, muito pouco.

E se é assim, que, pelo menos, a gente peque por tentar.

 

*Texto originalmente publicado e produzido por mim para o Lumagga.

Tuesday November 11, 2014 23:19

um texto animal.

Já nem sei mais se ainda posso escrever esse post do Rota. Outubro foi um mês de muitas conturbações e, novembro, ao que tudo indica, vai caminhar no mesmo passo: às cavalgadas. Entre o certo e o duvidoso, vim, me concentrei e fiz. E espero que ainda seja útil para quem tem vindo tirar as teias de aranha que venho deixando formar por aqui.

Não consigo confiar nas pessoas que não bebem uma gota sequer de álcool, bem como não consigo confiar naquelas que não gostam  de uma boa comida e, claro, dos animais. É inconcebível, na minha pequena mente humana de amante dos bichos, que exista alguém nesse mundo que não se sinta compelido a acariciar um cachorro simpático na rua. Ou não fique maluco ao ver um filhotinho, de qualquer espécie que seja, no zoológico ou na casa alheia, das lagartixas às araras azuis. Eu fico doida. É tão curioso, pra mim, não gostar de cachorros e gatos quanto não gostar de chocolate. Eu diria que é quase surreal.

Os bichos sempre me geraram um encantamento instantâneo, um desejo incontrolável de servir – ao invés de ser servida – num sentimento completamente anti-natural para nós, humanos, mas altamente recompensador. Engraçado pensar dessa forma. Mais que comida, bebida ou abrigo, os animais só exigem, de fato, carinho. Se assim for, nos retribuem com uma das mais sinceras formas de amor. Não importa quanto dinheiro você tenha no bolso, nem quantas maquiagens estão na sua gaveta. Se você é gorda, magra, japonesa ou russa. Não importa, veja só, se eles estão comendo caviar ou ração das mais simples, desde que você esteja lá. Doando seu tempo e dando o mínimo de conforto necessário para que seu bichinho viva com saúde e conforto.

O comércio de animais, lembro-me bem, era uma LOUCURA nos anos 90. Eram filmes com cachorros falantes, policiais, espiões, desenhos e mais uma série de produtos que faziam toda – e qualquer criança – desejar ardentemente um Dálmata ou uma Lessie, que seja. O tempo foi passando, os interesses infantis, apesar de ainda muito intensos em relação aos bichos de estimação, deram lugar às telinhas, telonas e todo o tipo de dispositivo não humano. Aqueles animais, que antes eram vendidos aos montes e exibidos nas caixas de vidro dos shoppings de todo o mundo, reduziram consideravelmente. Uma pena que ainda não completamente. O que é feito em determinados criadouros com esses bichos por mera função comercial é uma atrocidade, mas vamos deixar, por enquanto, esse aprofundamento pra lá.

Esse texto, cheio de devaneios sobre animais, vida moderna e tecnologia, é, no raso, um incentivo ao amor. À adoção de animais e ao treino diário em sermos mais tolerante com os seres vivos, todos eles. Ter um cachorro, um gato, uma tartaruga, um passarinho um casal de peixinhos dourados ou uma samambaia renda portuguesa é dar uma parte do seu dia – para alguns poucos infelizes, obrigatoriamente – a um ser que depende de você. Um ser que é tão grato por esse gesto que fornece aquilo que falta pra todo mundo e que, às vezes, nem nos damos conta: tempo para contemplar. Acariciar.Cuidar. Respirar.

Tenho, atualmente, 3 vira-latas, mas teria 20. O Homero, o João e a Magali (em ordem de tamanho) já tinham donos dedicados, mas me receberam com muito pêlos e boas lambidas, sem cerimônia, num espaço que não era meu - mas que se tornou fundamental para a minha sanidade mental e sobrevivência, nessa loucura que é São Paulo.

Pensando agora, sobre o tema proposto para esse post, nem sei se fiz o certo do modo que expus as coisas. Mas espero que vocês se sintam estimulados com a minha experiência e não temam em levar para as suas casas um pouquinho dessa alegria animal. É recompensador.

E muito mais simples que se pensa.

*****************

 

NÃO TEM COMO ADOTAR UM BICHINHO? AJUDE! É FÁCIL!

Max – Total Alimentos conta com um programa de responsabilidade social chamado Max em Ação. No hotsite, é possível localizar ONGs cadastradas no projeto e fazer sua doação através do site, com valores a partir de R$6 (equivalente a 1kg). A cada doação feita para a ONG de sua preferência no site da campanha, a Max acrescenta mais 50% em cima. Ou seja: se você doa 10kg, a Max acrescenta mais 5kg e a ONG recebe, somente na sua doação, 15kg de ração.

Nós já temos garantido 1 tonelada de ração, mas que tal nos ajudar a aumentar este montante? Divulgue o link da ABEAC no Max em Ação na sua blogagem coletiva e nas redes sociais, incentive leitores e amigos a doarem ao menos o mínimo. Juntos podemos fazer mais e nosso objetivo é chegar em pelo menos 2 toneladas de ração para a ABEAC e garantir barriguinhas cheias por mais tempo. Vamos juntos nessa? :D

Link da ABEAC no Max em Ação:
http://bit.ly/doaABEAC

 

Esta blogagem coletiva faz parte do projeto Abraçando Patinhas, uma iniciativa do Rotaroots em parceria com a marca de ração Max – da fabricante Total Alimentos (http://www.maxtotalalimentos.com.br/). Esta iniciativa reverterá na doação de 1 tonelada de ração para a ABEAC , ONG responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. Saiba mais sobre o projeto no site do Abraçando Patinhas ou participando do grupo do Rotaroots no Facebook.

Friday November 7, 2014 11:02

TAG: Conhecendo melhor a blogueira

Confesso que ando tendo uma preguiça INFINITA de postar coisas por aqui - visto que estou em um período de mudanças muito intensas na minha vida. Não sei bem o que acontece, mas quando a cabeça está cheia – de trabalho, de correria, de coisas empolgantemente empolgantes –  a inspiração vai embora e não consigo, sequer, refletir sobre tudo que eu gostaria e que costumo opinar por aqui. Tô devendo uns 8 posts pro pessoal mais lindo da internet  (o Rotaroots), e até arrisquei alguns rascunhos, mas olha… Não tá fluindo! Mal tenho conseguido dormir, se vocês bem querem saber.

Só que aí, na minha ronda diária matinal de blogs, vi esse post da Ju Rabelo me convocando para escrever sobre mim. Visto que sou completamente aparecida e amo posts pessoais, topei na hora o ~desafio~ e cá estão as minhas 11 respostas sobre mim. E mais 11 fatos que precisam ser incluídos nesse post.

11 fatos sobre mim

1- Sou completamente inútil para os esportes com bola. Todos eles.

2 – Tenho um medo surreal de altura + água. Parque aquático é o pior pesadelo que pode me ocorrer.

3 – Não sei e não gosto de jogar cartas. Só tenho a capacidade de curtir uma partida de “porco” – e olhe lá.

4 – Não tenho irmãos, mas minha casa sempre foi cheia de gente amiga e eu amo estar rodeada de pessoas.

5 – Amo cozinhar – e comer – e faço algum prato especial pelo menos 3 vezes por semana.

6 – Quando estou em algum evento social, e me bate uns 5 minutos de impaciência, eu PRECISO ir embora. Não importa quem esteja comigo, não importa se a atração do local for o Batman. Viro as costas, vou embora, fim.

7 – Odeio acordar cedo, mas odeio dormir até muito tarde.

8 – Catupiry me dá dor de cabeça.

9 – Tenho”medo” de gastar dinheiro, mas se acho que mereço vou no shopping, faço uma compra absurda e depois fico chorando pelos cantos. Foi numa dessas que comprei meu Iphone (e uma geladeira pra minha antiga casa).

10 – Sou uma pessoa extrovertida extremamente tímida.

11 – Sou ALOCKA do cabelo. E se deixar uso uns 5 shampoos e condicionadores diferentes ao mesmo tempo.

11 perguntas feitas pela Juju

1. Uma coisa que você morre de vontade de fazer, mas nunca fez.

Pular de pára quedas. Acho que seria uma superação, mas putz, que dinheiro ALTO, né? HUAHAUUAHUAHUAH!  (mentira, num pularia nem F***NDO).

2. Uma música pra cantar bem alto debaixo do chuveiro!

Total Eclipse of the Heart, tenho uma COISA com essa música, mas os vizinhos dirão que é aquela famosa da Whitney Houston.

3. O que você está vestindo agora?

Camiseta, legging, sapatilha e jaqueta de couro. Um clássico.

4. Quando criança, o que você queria ser quando crescesse?

Queria ser atriz de musical. Ainda quero, se pá.

5. Uma comida que você não gosta.

Frutos do mar. Urgh.

6. Um hábito ou mania estranha.

Quando eu estou nervosa cutuco minha orelha, involuntariamente, até ela cair, quase. Às vezes acordo com tanta dor de ouvido que não sei como lidar (eu sei, é nojento, mal aí gente).

7. Uma indicação de livro! (!!!!!)

Marina – Ruiz Carlos Zafon

8. O que te inspira?

Observar as pessoas e ouvir as suas indagações sobre a vida.

9. Banho quente ou frio?

Quente, pelo amor de Deus, água gelada num dá.

10. Seu ideal de felicidade.

Uma casa com ele <3, 2 filhos,  3 cachorros, um casal de passarinhos e uma graninha anual pra viajar. =)

11. O que você vai fazer depois de responder essa tag?

Trabalhar, porque, né? Última semana aqui na agência!

 

Ps.: Num sei porque as fotos ficara tortas, o que vale é a intenção ilustrativa para o post.

Ps2.: Se você responder a TAG me avisa aqui nos comentários? O certo seria eu pensar em 11 perguntas e indicar blogs, mas acho que quase todas as “blogayras” fofas que eu conheço já responderam! =/

BEIJAS!

Tuesday October 14, 2014 17:37

essa tal de ansiedade.

Ela está sempre lá, em algum canto do nosso estômago. Nas unhas roídas, nas mensagens afobadas da madrugada. Ela acomete até mesmo os mais tranquilos; invade vidas, destrói relacionamentos, faz com que a gente coloque os pés pelas mãos em tentativas desenfreadas de contê-la. Tudo em vão. Ninguém sabe o que fazer, afinal, com essa tal de ansiedade – mesmo quando nos tornamos mestres em sufocá-la.

Hora mais cedo, hora mais tarde, ela vem e explode. É a espinha na ponta do nariz, é o morango com chocolate fora da dieta, é pau, é pedra, é o fim do caminho – ou o meio, quem sabe? Pode ser nosso cigarro, nosso álcool, nossa falta de sono ou excesso de trabalho.

Todo mundo teme por aquilo que desconhece, anseia pelo bom – ou ruim – que está para chegar. Não tem jeito. A coisa fica ainda pior quando – quase sempre –  se sofre pelo o que não sabe.

A ansiedade nunca vai embora. Ela pode ser contornada, ignorada, ela pode ser canalizada para o bem – quando nos torna mais produtivos,  ativos, mais atentos, mas ela sempre fica lá, porque, de certa forma, ela nos MOTIVA.

E faz com que pensemos com muito mais fé em todas as coisas.

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Ericka, prazer!

Por que Hipervitaminose?

Cansado do papo furado e irreal sobre relacionamentos? De ficar sonhando com o príncipe (ou a princesa) encantado, lamentando sua solteirice pelos quatro cantos do planeta? Cansado de não entender o que faz de errado? Cansado de achar que é o ÚNICO no mundo a ter todos esses problemas? Bem vindo ao Hipervitaminose! Um espaço com crônicas sobre a vida, depoimentos, histórias e análises sinceras - minhas e alheias - de quem já está cansado (e diabético) de tanto blá-blá-blá relacionamental sem eficiência. Fique à vontade!

Participe!!

Pode indicar, viu?