Wednesday July 30, 2014 11:33

só pra agradecer (e dizer hello!)

Vou falar um negócio: tava triste, tristinha. Mais sem graça que a top model magrela da passarela.

Não sei se foi o frio, ou as muitas mudanças físico-emocionais que aconteceram na minha vida, mas olha, você que passou por aqui no último mês viu que esse espaço tava mais parado que água de dengue, né? Tava, eu sei.

Mais sei lá, hoje abriu um sol daora. Hoje coloquei tênis pra vir trabalhar no maior conforto e hoje começou uma manifestação louca aqui em Pinheiros, então, assim, deve ser um sinal. Sinal que devo voltar a escrever coisas inspiradoras (pra mim e pros outros) ou pelo menos me esforçar pra voltar à vida online fora do universo corporativo – porque, pra quem não sabe, meu ganha pão não é o blog, mas tá dentro da internetchê e às vezes acabamos saturados dessa coisa toda.

O post da Adri (obrigada de novo, gata!) me deu forças pra vir aqui, rapidinho, 5 minutos e panz, pra atualizar o blog. Posso não ser rica, não ter um livro publicado e nem postar looks incríveis ou receitas pra lá de apetitosas, mas, no final das contas, o que sai da minha cacholinha – aos trancos e barrancos – tem o seu valor.

Aliás, minha dica do dia é essa, jovens leitores-amigos: comentem sempre nos blogs que te inspiram. Os comentários fazem com que os autores percebam que não estão falando para o ar, que alguém também está do outro lado da tela, acompanhando, entendendo e sentindo – muitas vezes sem querer – as tantas coisas que a gente acha que só acontecem na vida da gente. Os seres humanos são mesmo muito diferentes, e absurdamente semelhantes na dor, no amor e no calor das emoções todas.

Não sei nem como retribuir tantas mensagens lindas que passaram por aqui nesse meu período offline, mas agradeço também à Ju Rabelo (autora da ilustração desse post), à Renata e às outras lindas e lindos que me mandaram um ALÔ nessa fase. E que fase.

Espero, na próxima blogagem, voltar com uma inspiração mais ~maneira~ e aquecer o coraçãozinho e a cabeça de vocês com novas reflexões.

Até breve!

Monday July 21, 2014 23:14

sobre os últimos tempos.

Estou há um tempo recorde sem escrever. O que é muito, muito estranho. O que é anormal, eu diria. Logo eu que falo pelos cotovelos, vocês bem sabem, que sempre tive tantas considerações acerca das coisas todas, que sempre me vi pensando demais sobre o que vai acontecer com a minha, com a sua, com a nossa vida – e com a vida de gente que eu sequer chegarei a conhecer – perdi, nas reflexões, as tais palavras. E me mantive quietinha.

Entrei num estado de contemplação sobre coisa nenhuma e tudo, simultaneamente. Onde cada dia se é vivido em doses homeopáticas, saboreados como brigadeiro caseiro em aniversário infantil. Nada me cabe tão bem nesse inverno como um período de descanso da vida que sempre correu tão depressa bem à minha frente. Que sempre esteve tão distante do que se tem e do que se espera.

Não sinto mais aquela necessidade de fazer tudo até a última gota, como se fosse evaporar. Mas também não me permito deixar mais as pequenas – e sutis coisas – passarem despercebidas. Muita coisa acontece, afinal, enquanto a gente olha pra frente e não pra dentro.

Dos amigos me restaram poucos.

Do dinheiro, como de costume, também pouco.

Mas dos sonhos, esses, implacáveis, me sobram ainda muitos.

Que resolvi absorver e tentar – pacientemente e racionalmente – concretizá-los sem atravessos.

E às vezes é preciso calar, ainda que inconscientemente. Porque nesse texto, por exemplo, nada foi dito.

E tudo, ao mesmo tempo.

Friday June 27, 2014 11:42

Uma grande não novidade.

Venho por meio desse texto contar a todas as mulheres desse Brasil uma novidade incrível: tem homem no mercado SIM. Gordo e magro. Alto e baixo. Rico, coxinha, alternativo e hippie. Que gosta de ruiva, de loira, de negra e que não liga pra celulite. Que vai achar ótimo você trabalhar e pagar suas contas ou que vai querer pagar tudo pra você porque é um pãtcham pro-ve-dor e bi bi bi. Pois é. Tem homem pra cara*** no mundo. De esquerda e de direita. Do sertanejo, do rock e do surf. Homem que ama moda? Tem também. E aqueles que não ligam de usar xadrez com bermuda florida? Aos montes.

Tem homem e mulher pra todo o lado, de todo o tipo, e óh – SOLTEIROS. Não é incrível? Aquele ex da sua prima que num tinha nada a ver com ela, mas que entendia tudo sobre vinhos? Olha lá, rapaz! Um partidão. O cara do inglês que sempre faz uma piada gostosa de rir, sabe? Vale o investimento. E o seu vizinho sério? Que deve trabalhar no banco e que você encontra todos os dias no 669A com destino à Av. Paulista? Tá aí, na pista, pra ga-me.

Encontrar alguém é fácil. Dificil é CONQUISTAR alguém, não vamos confundir as estações. As pessoas acham que só basta se mostrar interessada pelo outro, quando mais importante que sair à caça do homem ideal é se mostrar INTERESSANTE. Até porque ser linda e atraente por 24 horas é fácil. Um relacionamento de verdade é muito diferente e mais complexo que isso. E isso, claro, partindo do princípio que você quer ter alguém nessa vidinha de meu Deus. Se não, pode parar de ler esse post que num tem nada a ver com a sua realidade. E estamos conversados.

Mostre-se. Quem você é? Do que você gosta? Sem medos. Se você nunca arriscar, nunca vai atrair o tipo de gente que procura e sempre continuará com as mesmas e velhas desculpas sobre o mundo – e tudo o que existe nele.

Páre de se justificar no machismo, feminismo ou nas exigências do trabalho na vida moderna que dificultam uma vida pessoal de qualidade. A sua vida é você quem faz. Há lá fora, se você estiver realmente afim de encontrar, gente incrível. Certinha pra você.

Inclusive do tipo que você nem imagina.

 

Post inspirado nesse texto incrível da Folha.

Tuesday June 24, 2014 16:10

Tanto que parece pouco.

Fazia tempos que eu não vinha até o blog escrever um texto sério. Tanto tempo que a vida logo se tratou de dar aquela bela reviravolta e me mostrar algumas coisas importantes e simples sobre ela, porque, né? Esquecemos dessas tais coisas importantes e simples e só nos focamos nas megalomaníacas e exorbitantes. E eu sei que com você também é assim.

“Quem tem pouco quer ter muito, quem tem muito já percebe que do muito não tem nada” – já diria, sim, Alexandre Pires. E é a partir dessa belíssima citação musical que vou iniciar nossa conversa.

Antes que a sua vida te dê um paranauê e te relembre daquilo que nunca deve ser esquecido, vou te fazer esse favor. E parar com essa agonia que você sente com o tédio, com a rotina, com a medianidade da vida média. Porque, bixo, sua vida média é ótima. Espetacular. Muito melhor que a de muita gente por aí.

E aliás, a primeira lição que você tem que tirar desse texto é: não importa a vida dessa gente por aí. Faça por você, pra você, viva de acordo com os seus próprios sonhos.

Deixe dessa coisa de ser infeliz porque não tem um Mac Book Pro. Porque não vai ficar 6 meses fazendo intercâmbio em Barcelona. Porque ainda não casou e teve 3 filhos.

Páre de graça.

Quando temos amor (de qualquer forma), casa, comida, roupa lavada, saúde e um dinheirinho no bolso pra chamar de nosso achamos que não é só isso. Chegamos em um momento da vida que àquilo que nos mantém, estáveis e confortáveis, também nos mata. Nos oprime, sufoca, nos tira dos eixos e nos faz olhar pro que não se têm. Pro que nem sabemos o que é que é necessário pra que tudo fique bem, preenchido.

É o sossego que nos incomoda - gostamos de estar desassossegados, mas com um certo controle de todas as coisas. Gostamos da euforia de coisas novas e motivadoras, do que não há, ainda, em nossas vidas.

Daí, quando tudo já existe, cansa.

Temos que parar, agora mesmo, com isso. Controlar esse ímpeto que é natural de todo mundo.

E ser feliz com o muito pouco que se tem. Porque sempre vamos achar que ainda falta mesmo quando transborda.

 

“A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou – eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.”

Manoel de Barros

OLÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ gente bonita de alma e coração! Tudo certinho?

Prometi e não cumpri que faria postagens incríveis e poéticas nas minhas férias (que por sinal já acabaram) e acabei dormindo, vivendo e deixando esse blog meio de lado, né? Eu sei, jovens, me perdoem, my bad. Mas acho que ninguém sentiu tanto a minha falta assim, vai. Afinal, não tinha nada de muito interessante pra contar nesse tempo livre e a vida vai bem, brigadão aí pela consideração! (y) Se você quiser conversar sobre algum drama existencial pessoal,  é só mandar um e-mail pro Consultório Sentimental que a gente se acerta, capicce? E quem sabe sua história não me inspira pra um post? Simbora!

De qualquer maneira, não é sobre nada disso que eu vim falar por aqui. Chegou o meu mês preferido, a época mais sensacional do ano onde tudo é bandeirinha, quentão e curau: meu ano novo, o mês de junho! Fora meu aniversário (e de geminianos incríveis que eu amo de paixão), junho é  o começo do inverno, mês que lembra minhas quase férias escolares de quando eu era uma jovem e inocente, #vaitercopa e, SIM MEUS AMIGOS, é tempo da melhor comemoração nacional de todas: a Festa Junina! Não há NADA que me agrade mais na cultura desse país que um pula fogueira iá iá. E eu falo muito sério.

Festa Junina sempre foi sinônimo de comida boa e muita diversão. Época de colocar vestidinho xadrez, ou bota de cowboy por cima da calça (porque um dia isso já foi super cafona),  relembrar a quadrilha do ano anterior, fazer pintinha na cara e abusar do rouge e da maria chiquinha sem dó nem piedade. Sempre gostei de ver gente, de fazer bagunça, sempre gostei de organizar festas e mais festas pra arrecadar dinheiro (porque todos os sonhos são possíveis quando somos novinhos, bem estilo Malhação), e ver todo mundo feliz, realizado e completamente satisfeito com bolo de cenoura com cobertura de chocolate feito pela avó.  E até hoje, mesmo que eu e as festas juninas não sejamos mais os mesmos e que o caldo verde tenha mais creme artificial de batata que linguiça, ainda cultivo essa memória boa, essa vontade de comer paçoca, pé de moleque, mini hot dog, milho verde e tudo o mais que um final de semana de frio, fogueira e música com sanfona permitir. Aliás, já sabem que onde tem música podreira tem uma Ericka contente, não é? Pois então, esse não seria o momento de fugir à regra.

Fora tudo de mais sensacional que pude narrar até aqui – e os espetinhos imperdíveis de morango com chocolate que dominam nossos corações – ano retrasado descobri mais um motivo, específico e interiorano, para amar festa junina: o bolinho caipira. Se você, cidadão paulistano criado em cativeiro, não faz a menor ideia do que eu estou falando e desconhece essa iguaria, pergunta  a receita pro Google, separa os ingredientes em casa, e se joga no bolinho de carne mais crocante da temporada.

Já aviso que o bafo de fritura queima a boca, tá? Mas vale cada mordidinha.

Muitos outros posts do Rotaroots virão por aqui. Esse mês é mesmo maravilhoso, for real. Inclusive nas ideias malucas para blogueiras que andam meio sem ideia como eu.

Um beijo, um cheiro e muita fogueira pra gente nesse junho que ainda tem muito a oferecer (se descolar uma festa sinistra junina me chama!)

Ericka.

 

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Thursday May 22, 2014 12:26

a intimidade que não nos cabe.

Não sei se vocês vivem no mesmo mundo que eu, mas ando um pouco constrangida com o meu mundo. Com o excesso de compartilhamento de informações sobre a intimidade alheia, e, pior que isso: um exagero total e absoluto sobre toda a sorte de temas que, na minha opinião, só dizem respeito a quem as vive. Sei bem que quando passamos por algo muito sensacional, precisamos dividir. Precisamos mesmo. Mas há limites. Para as mães e filhas, entre amigas, médicos, no trabalho e no salão de beleza – tudo nos é lícito, mas, nem tudo, nos convém.

As mulheres ficam emputecidas quando um homem descreve suas façanhas em uma mesa de bar. Quando contam vantagem sobre essa ou aquela gata, sobre posições, locais exóticos onde fizeram loucuras ou sobre qualquer coisa que exponha sua intimidade. Por que, então, nós mulheres decidimos fazer exatamente o mesmo? Só que com as nossas próprias aventuras? Vivemos uma fase de exposição tão grande quanto os homens, mas como tudo que nos cabe, para o bem ou para o mal, fazemos com louvor – com mais detalhes, mais empolgação, mais nomes envolvidos.

Isso precisa parar.

Talvez seja o feminismo, que domina o nosso tempo, e impõe certas liberdades, não sei muito bem quando começamos a nos sentir mais à vontade para falar sobre sexo. Se faz bem ou mal para os compartilhadores compulsivos, não sei.  Mas venho por meio desse dizer que, para algumas pessoas, incomoda. Principalmente quando estamos em um ambiente que não convém, ou quando acabamos por saber demais de quem não temos tanta intimidade assim…E nem queremos ter.  Aquela tia mais saidinha, o chefe, a mulher do caixa do supermercado… E a lista segue infinita.

Qual a necessidade disso, afinal? Porque a imaginação dos seres humanos não tem limites. Pra mim, a “picanha dos relacionamentos” deve ser dividida apenas para quem pode degustá-la. Ainda que pareça muito correto ensinar esse ou aquele truque “prázamiga”, ainda que seja muito tentador espalharmos pelos quatro cantos do mundo que já estivemos numa pior; mas que hoje, meu bem, AGUENTA CORAÇÃO, vamos tentar controlar a boca? O órgão mais vital para a nossa sobrevivência social?

Até porque, gritar a felicidade bem alto pode atrair do bom, do ruim, e do que menos se espera.

É possível ser incrível em silêncio, acreditem. E compartilhar só o que importa com quem realmente torce pra que tudo dê certo.

FALA MEU POVO!!! Tudo em riba? (leia com voz de Didi Mocó se não a piada fica ruim…)

Sei que vocês já estavam chorando de saudade das blogagens coletivas, mas seus problemas a-ca-ba-ram! Chegou o mês de maio fervendo de coisa nova, coisa boa, prosperidade, paz, amor, saúde e clima de descontração e paquera para todos nós, amém? AMÉM!

E o tema de UMA DAS blogagens coletivas do mês de maio no Rotaroots (SIM, TEREMOS MAIS, JOVENS!!) é: “o que todo mundo ama e eu odeio”. E vou te dizer que esse tema foi facinho, foi lindo, foi gostoso de ser feito porque, né? Se tem uma coisa que eu não sou é CONVENCIONAL. Acho que já deu pra notar!

Pois bem, se depois de ler esse post você quiser me deletar, me excluir do seu orkut, me bloquear do seu ~MSN~, parar de me seguir no feed, me dar um tapa na cara e dizer que tenho falhas gravíssimas de caráter, OKAY. Já sei de tudo isso! MUÁ! E escrevi por minha conta e risco, all right?

Vamos ao que interessa porque a vida URGE, GO GO:

1 – Beatles

Acho chato pra porra, acho as músicas TODAS iguais, me cansa, me entedia, me irrita, não consigo ouvir. PODEM ME JULGAR – mas prefiro Molejo e isso não é novidade pra ninguém.

2 – Catupiry

Me dá dor de cabeça e a textura me desagrada. Não sei explicar, mas Catupiry, na minha opinião que está errada, eu sei, não combina com NADA. Parem de estragar o frango da pizza colocando isso lá. Por favor.

3 – Esportes ~radicais~


Tenho um medo alucinado dessas paradas. Radical mesmo é tomar 3 engradados de cerveja e pular na piscina (aquecida, please?). Detesto rapel, tirolesa, parede de escalada e arvorismo. Detesto pára quedas, paraglaider (ou sei lá como escreve!), caiaque, boiacross, bungee jump e qualquer coisa que envolva saltos para a morte. Não curto adrenalina, não curto passar um medo da moléstia assim, gratuitamente. Sorry.

4 – Star Wars


Nunca entenderei porque o mundo idolatra essa trilogia (é uma trilogia?) com tanta força, fé e foco, mas JURO que reconheço que ela tem seu valor. Só que, né, gente? Gastar trocentas Dilmas em itens da saga é too much for me. Nerds, me odeiem. Mas não consigo ter essa paixão louca pela saga.

5- Cavaleiros do Zodíaco


URGH. Os caras usam macacão e esse é um direito que só os Power Rangers adquiriram. Apenas parem.

AQUI É SAILOR MOON, MERMÃO!

6 – Água gelada


Dói o dente pra beber, é ruim de entrar mesmo no verão. Se tem uma coisa que me desconcerta é passar frio. A vida já é tão pesada, pessoal, porque a gente precisa se jogar na água gelada? Qual a necessidade de pagar peitinho, ficar lá, toda tensa, tremendo, sofrendo tentando se refrescar? DISPENSO.

7 – John Green (o autor de “A Culpa é das estrelas”)


Tentei ler 3 livros do John Green e odiei. Não mudou minha vida, achei a escrita pobre, não escorreu nem uma lágrima. Me chamem de insensível, me dêem um tapa na cara, mas passo fortemente qualquer outra obra desse sujeito. E tenho dito.  

8 – Batom

Tenho uma boca imensa e fico bizarra de batom, mas até que me esforço para usar. Me coça os lábios. Incomoda. Mancha meu dente. Num curto, não.

9- Ferrero Rocher


O PIOR CHOCOLATE DO MUNDO. É duro, é seco, é crocante demais e quebra meu aparelho. É ruim. Muito, muito ruim.

10 – Alface

Só como alface porque a sociedade impõe e me sinto uma outsider sem pegar pelo menos uma folhinha no quilo nosso de cada dia. Mas olha, tem gosto de nada, textura de coisa alguma e cheiro de sei lá. Se alguém aí AMA ALFACE DE PAIXÃO, pode comer a minha parte. E me dar o bacon.


Acho que já deu de esquisitices, né?? Tá ficando chato! HAUHAUHAUAAUH!!

Obrigada, mais uma vez, por me acompanhar até aqui. Um chêro e até a próxima,

Ericka.

 

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

 

Wednesday April 16, 2014 10:19

o voodoo nosso de cada dia.

Algumas coisas são bastante difíceis de encarar, eu sei. Sei também que quando estamos no olho do furacão enxergamos tudo pelo nosso ponto de vista – seja da dor, seja do amor, seja do ódio – e que distorcemos todas as coisas para tentar contornar emocionalmente seja qual problema for. Mas tem uma coisa, uma única coisinha nessa vida, que eu não consigo admitir: que as pessoas façam barraco. É a prova maior da ausência de auto-estima.

E não estou falando aqui daquele barraco que, vez ou outra, acomete a vida de uma mulher injustiçada, não estou falando de mi mi mi entre quatro paredes, crise de choro ou uma lavagenzinha de roupa suja. Estou falando do barraco estilo “Casos de Família”, onde é tudo puta e viado, onde se perde o nível, a noção e as estribeiras passam longe. Onde se faz ameaça de morte, voodoo, escândalo no shopping, indiretinha no Facebook com mentira atrás de mentira marcando os envolvidos, expondo a família, os amigos, os filhos, a comunidade cristã, budista, os monges do Tibete, o SAMU, chamando todo mundo praquela maravilhosa torta de climão que está a sua vida. Apenas parem com isso. É feio, sabe? É deprimente. E mais que isso: não conserta nada. Não traz seu amor de volta em 7 dias, não te faz sentir menos corna, nem deixa ninguém mais ou menos culpada por absolutamente nada, garanto. E digo mais: é cansativo, faz mal. E não afeta a felicidade de quem está verdadeiramente feliz. Chega de voodoozar a vida alheia, ordinária, vai dizer que não sabia que as coisas iam terminar mal? Sabia sim. E se não fez nada enquanto podia (ou fez de tudo o que podia pra contornar e num deu), pode parar de causar agora, faiz favô.

Dignidade já.

Chega de ficar alimentando sentimentos ruins e sendo incentivado a tomar providências por coisas já findadas e sem solução. Geralmente sofremos não por aquilo que podemos resolver, mas pelo o que sabemos que já não há mais como reverter. Fez uma cagada? Assuma a culpa e fique quieta. Foi desrespeitada? Leve como lição para não permitir que as coisas cheguem às vias de fato. E é isso. A vida ensina, a vida segue. E não, bixo, não se resolve tudo no grito, na peixiera, no babado e confusão. Você sabe.

Os seres humanos, infelizmente, cometem erros. Um dia da caça, outro do caçador. O mundo dá voltas, a vingança é um prato que se come cru, praga de urubu não pega em beija-flor, eu não sou tuas nêgas, e todas essas frases de efeito existem por um único motivo: aqui se faz, aqui se paga (olha aí, usei mais uma). Calma lá, queridinha. Se você quer tanto destruir o mundo de alguém porque o seu foi devastado está sendo exatamente igual a quem te fez mal. Ah, sim! E isso também vai ter volta, viu? A regra é clara, Arnaldo.

Nada melhor do que desapegar-se para viver. Afinal, todo mundo nessa vida vai carregar uma cruz.

Vamos parar de chutar a alheia?

Já estive dos dois lados e garanto: tudo se transforma. E geralmente, no melhor para todos s envolvidos. Pode crer.

Monday April 14, 2014 14:20

despretensão.

Um ex namorado me disse uma vez que as mulheres mais cativantes que ele já conheceu eram aquelas que não tinham pretensão de nada. De início, não entendi e fiquei passadíssima. Ser mulher e não ter pretensão de nada, na minha humilde opinião, é quase como não ser mulher. Estamos habituadas – e condicionadas – a ser tudo, ao mesmo tempo e, de preferência, já.

Mas daí  ele continuou. Disse que as mulheres mais interessantes não esperavam ter muitos amigos ou ser super aceitas, que não imaginavam estar sempre cercada de grandes paixões e que nunca, nunca acreditavam estar sendo interessantes – ou atraentes para alguém. Pensando melhor sobre isso hoje de manhã, acho que pessoas assim – homens ou mulheres – são leves, simples e, talvez por isso, memoráveis. Não se preocupam com a quantidade de palavrões proferidos – ou a falta deles – não ligam de gostar de samba ou de rock e não estão nem aí se estão bem ou mal vestidas, se irão causar uma impressão positiva ou negativa. Apenas estão lá, vivendo, sendo qualquer coisa que quiserem ser, sem a intenção de impressionar. E, assim, de-fe-can-do pra opinião alheia, são altamente atraentes por seu modo de encarar a vida.

Essas mulheres, disse esse meu ex, são raras. E estão a cada dia mais escassas. Têm um brilho no cabelo descabelado, uma graça na unha meio mal feita e, sei lá, um ziriguidum que não se trabalha; se nasce, se é. Imagino essa gente sensacional com o cabelo ressecado saindo da água do mar, sabe? Usando pijama de bichinho, pantufa pra ir na padaria, zero sensual na hora da foto? Então.  No meu clichê mental, as mulheres maravilhosas até são vaidosas, mas nunca, jamais, neuróticas. E como isso é difícil no mundo de hoje, não é? Somos praticamente movidas pela neurose de estar na moda, de estar mais magra, de estar sempre lindas. Talvez, todas nós nasçamos sensacionais e nem nos damos conta disso.

Ser uma mulher interessante virou sinônimo de ser um pouco paranoica – seja quanto à celulite, o cabelo, à maquiagem ou qualquer outra coisa que nos desassossegue. E ainda estou tentando entender por que (ou por quem) nos esforçamos tanto por estar impecáveis. Se não for única e exclusivamente por nós mesmas, não vale a pena.

Querida leitora, essa é minha dica: relaxa na bolacha. Se os seres humanos memoráveis são esses desencanadões aí, sejamos mais livres. Let it be para conseguir conquistar o mundo.

Quem sabe assim a gente recupera a tal da espontaneidade que cativa? E resgata alguma coisa que perdeu nesse processo de busca por si mesmo?

Seríamos bem mais felizes. Não tenho dúvidas.

Thursday April 3, 2014 11:30

Blogagem Coletiva: Os 10 discos da minha vida

OLAAAARRRR, malemolente leitor! Como anda essa força?

Como já deu pra sentir pelo tom desse post chegamos em ABRIL! U-Hu! E o que isso significa??? BLOGAGEM COLETIVA! \o/ YEÁ YEÁÁÁÁÁ!!!

Permaneço mantendo forte o compromisso de escrever em parceria com toda aquela gente LYNDA do Rotaroots! Se você ainda não sabe do que eu estou falando e chegou agora nesse blog, vai lendo até o final, com força fé e foco que já, já você vai entender qualé que é, certo? #VEM

O tema desse mês é: 10 discos que marcaram a minha vida. Como todos sabem, sou filha dos anos 90. Gugu Liberato moldou me caráter, Netinho de Paula cantava pra eu dormir. A Dança da Garrafa era o ponto alto das festinhas de aniversário e sim, caros amigos, A GARRAFA ERA APENAS UMA GARRAFA. E só. Sem duplos sentidos, sem sacanagem, só eu, as crianças remelentas, as mamães mais empolgadas e as ordinárias requebravam no salão. Percebam, então, que minha vida foi regada a muito batuque e pouca música sacra e creio que isso fez de mim uma pessoa mais tolerante e menos cheia de mi mi mi, falando sério.

Afinal, por mais que digam por aí que a objetificação da mulher foi reforçada com os inúmeros axés e pagodes destinados à traição e à sacanagem em meados de 91, com 8 anos de idade sacanagem mesmo era pedir gole de Yakult e dividir paçoca Amor. Nada mais, nada menos que isso. Não fiquei traumatizada, tive a sorte de não ter absorvido nada disso como abusivo e imoral e, olha, tenho registros magníficos de festas com palhaços que se tornaram um verdadeiro Clube das Mulheres. Vou dar uma busca na minha casa santista e inserir aqui essas imagens maravilhosas pra vocês a posteriori, ok?

Da infância para a adolescência no litoral poucas coisas de qualidade da cultura pop internacional e da música popular brasileira de verdade reinaram firmes no Meu Primeiro Gradiente. Vivi uma época em que ansiedade era esperar pra ver Backstreet Boys e Spice Girls no Top 10 MTV – já nem lembro mais se era esse o nome do programa – e que apesar de tanta tranqueira audiovisual absorvida, foi da Marisa Monte o primeiro CD que eu adquiri e passei a idolatrar daquela época até hoje, uma maravilha hypster descoberta logo cedo.

No meu tempo se gravava fita K7 do rádio, com a seleção musical que mais convinha. Joven Pan era parceira fiel, reinava no meu coração, e apesar de eu tentar esconder minha cultura musical classe E com Charlie Brown Jr, Raimundos, CPM 22 e outras cositas nessa pegada foi o Exaltasamba (e ainda é) a bandinha que faz meu corpo balançar. E Raça Negra, SPC, Pixote, Belo e tudo o mais que envolver o mínimo de dêre dêre e laiá laiê que possa compreender nossa vã filosofia.

No mais, chega de conversinha fiada e histórias emocionantes. Segue minha lista dos álbuns que marcaram a minha vida – e tenho certeza que a sua também –  incluindo, obviamente os ídolos teen Sandy e Junior <3 que continuam vencendo as 4 Estações da minha vida adulta. Segue:

1 – Mais – Marisa Monte
2 – Na Cabeça e na Cintura – É o Tchan
3 – Acústico MTV Lulu Santos – Lulu Santos
4 – As Quatro Estações – Sandy e Junior
5 – Só no Forevis – Raimundos
6 – Bocas Ordinárias – Charlie Brown Jr
7 – Na balada Jovem Pan 5 – (diversos cantores de baladinha do meu tempo!)
8 – Backstreet Boys – Backstreet Boys
9 – Stripped – Christhina Aguilera
10 – Ao Vivo Na Ilha Da Magia – Exaltasamba

BONUS: Oops… I Did It Again – Britney Spears
BONUS 2: Netinho Ao Vivo – Netinho

Um beijo e obrigada por ter chegado tão longe nessa postagem!

Ericka.

 

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Ericka, prazer!

Por que Hipervitaminose?

Cansado do papo furado e irreal sobre relacionamentos? De ficar sonhando com o príncipe (ou a princesa) encantado, lamentando sua solteirice pelos quatro cantos do planeta? Cansado de não entender o que faz de errado? Cansado de achar que é o ÚNICO no mundo a ter todos esses problemas? Bem vindo ao Hipervitaminose! Um espaço com crônicas sobre a vida, depoimentos, histórias e análises sinceras - minhas e alheias - de quem já está cansado (e diabético) de tanto blá-blá-blá relacionamental sem eficiência. Fique à vontade!

Participe!!

Pode indicar, viu?